Estas posições foram transmitidas pelo antigo ministro socialista no discurso que fez no Parque Desportivo Carlos Queiroz, em Carnaxide, concelho de Oeiras, no maior jantar comício da candidatura de Gouveia e Melo realizado até agora nesta campanha, que juntou largas centenas de pessoas.
“Socialistas, libertem-se do seguidismo e apoiem Gouveia e Melo”, afirmou Correia de Campos, que também falou de forma resumida sobre a forma como António José Seguro se apresenta.
“Seguro foi governante, deputado, parlamentar europeu, líder partidário e agricultor. Mas não resistiu à presunção universitária. Mas que complexo o persegue?”, questionou.
Também desvalorizou as sondagens. Na sua opinião, “do segredo das cabinas de voto chegam sempre muitas surpresas”.
“Venham elas”, rematou.
No seu segundo discurso de fundo nesta campanha de Gouveia e Melo, o antigo ministro socialista mostrou-se indignado por estar observar atropelos à Constituição.
“O primeiro-ministro surgiu no primeiro dia e hoje na campanha, imiscuindo o executivo na campanha presidencial, o que é um atentado à Constituição”, sustentou.
A seguir, atacou Cotrim Figueiredo “por se procurar vender ao primeiro-ministro”, através das cartas que lhe escreveu, mas, sobretudo, os candidatos que são apoiados por partidos nestas eleições presidenciais. Deixou então um aviso: “Usar máquinas partidárias numa campanha é sinal de futura dependência”. E justificou: “Não há serviços grátis”.
“Se não foram os candidatos a pagarem-nas, são os partidos a cobrarem-lhes”, declarou.
A antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros Ana Rita Cavaco considerou que o almirante é um exemplo de liderança e de sentido de Estado, lembrando a forma como Gouveia e Melo desempenhou as funções de coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.
“Foi uma honra e um orgulho trabalhar com Gouveia e Melo. Nunca me senti desapoiada ou sem rumo”, frisou Ana Rita Cavaco, também antiga dirigente do PSD.
No primeiro discurso do jantar comício, o antigo capitão da seleção nacional de atletismo Diogo Antunes afirmou que Portugal precisa de liderança, seriedade, coragem e sentido de missão para servir. “Portugal precisa de Henrique Gouveia e Melo. Quando o país enfrentou dificuldades, arregaçou as mangas e cumpriu”, acrescentou.













