Uma em cada quatro mulheres que responderam ao questionário nacional lançado pela associação Evita admite saber pouco ou nada acerca do risco de recidiva do cancro da mama, a neoplasia maligna mais prevalente entre as mulheres em Portugal.
Segundo as conclusões do estudo, a que a Lusa teve acesso e que questionou mais de 1.100 mulheres de norte a sul do país, apenas uma em cada três dizem compreender perfeitamente o que significa este risco de recidiva, ou seja, de o cancro voltar.
“Ainda há muitas dúvidas”, diz a presidente da Associação Evita – Cancro Hereditário, Tamara Milagre, contando que este risco a acompanha desde os 14 anos, quando a mãe foi diagnosticada com cancro da mama, tendo vivido o resto da vida com medo de o cancro voltar.
Sublinha que, nomeadamente em mulheres jovens com cancro da mama, que têm, se tudo correr bem, muitos anos pela frente, “essa convivência constante com o medo e a ansiedade do cancro voltar é uma realidade”, insistindo na necessidade de garantir apoio psicológico.
O estudo pretendeu compreender como as mulheres portuguesas – tanto as que já foram diagnosticadas com a doença como aquelas que nunca viveram a doença na primeiro pessoa – percecionam o risco de recidiva do cancro da mama e avaliar o grau de literacia em saúde sobre este tema.










