Autor Tópico: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar  (Lida 12362 vezes)

Offline Anonymous

  • Iniciante
  • *
  • Mensagens: 0
    • Ver Perfil
A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« em: Abril 08, 2007, 12:52:37 »
Meus Caros

Finalmente em Janeiro de 2007, a Ordem dos Enfermeiros tornou pública uma tomada de posição sobre o enfermeiro no pré-hospitalar, já conhecida de todos nós (texto na integra pode ser consultado em http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... P01-07.pdf).
Nesse documento que devia ser Lei, consta "a imprescindibilidade da intervenção dos enfermeiros" no pré-hospitalar, para além de afirmar que "só o enfermeiro pode assegurar os cuidados de enfermagem ao indivíduo, família e comunidade, em situação de acidente e/ou doença súbita, da qual poderá resultar a falência de uma ou mais funções vitais, pelo que deve integrar obrigatoriamente a equipa de socorro pré-hospitalar".

Neste documento, a Ordem não é contra a existência de mais profissionais, nomeadamente os TAS, afirma e determina que a presença do enfermeiro tem de ser obrigatória no contexto pré-hospitalar.

É com algum gosto pessoal que verifiquei que a VMER do CHC já deixou de ter TAS ao seu serviço, ou seja, na impossibilidade de ter o terceiro tripulante, optou apenas por ter equipas compostas por enfermeiro e médico. Significa que o Conselho de Administração se limitou a cumprir as orientações da Ordem dos Enfermeiros. Pena é que nem todas as instituições cumprem determinações de quem de direito, nomeadamente os HUC, onde entre enfermeiros e TAS não há nenhuma diferença, isto é, as equipas ou tem enfermeiro ou tem TAS.

As minhas questões: Como é que a Ordem dos Enfermeiros faz cumprir as suas determinações? Perante uma situação de incumprimento (caso dos HUC), porque motivo a Ordem não faz nada? Será que a sua Bastonária tem medo do melhor hospital do mundo, quiçá do universo? Porque motivo os enfermeiros dos HUC não reagem e não pressionam o seu Conselho de Administração a ter enfermeiros em todas as equipas? Será que os enfermeiros dos HUC não são suficientemente competentes em suporte avançado de vida para substituir os famosos TAS? Como é possível com tantos enfermeiros no desemprego, este hospital ter outras pessoas sem qualificação a desempenahr funções dos enfermeiros e que exigem elevado grau de preparação? Qual será a posição da Senhora Enfermeira Directora, como é possível pactuar com esta situação, porque não faz cumprir  as directivas superiores?

Estas são apenas algumas questões, espero que haja muita discussão, e que estas situações próprias de zonas remotas de 3º mundo, desapareçam finalmente do nosso pequeno rectângulo à beira-mar plantado.

 :D

Offline Anonymous

  • Iniciante
  • *
  • Mensagens: 0
    • Ver Perfil
A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #1 em: Abril 16, 2007, 22:01:37 »
A minha admiração vai para o facto do meu post não ter gerado nenhuma discussão nesta comunidade... era suposto que por ser uma área de particular interesse para os enfermeiros, aparecessem diferentes opiniões.

Contudo, não posso deixar de reforçar mais uma vez uma questão que me preocupa e que não sei o que se possa fazer: a Ordem dos Enfermeiros assume uma determinação através de uma tomada de posição sobre o enfermeiro no pré-hospitalar.

Os HUC mantêm tripulantes de ambulância na sua VMER. Porque não está o enfermeiro quando estes tripulantes estão na equipa? Se o CHC resolveu este problema, porque é que os HUC também não o resolvem? será que não há enfermeiros nos HUC interessados em fazer pré-hospitalar?

Saudações amigas

tdk

Offline anevesf

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 73
    • Ver Perfil
A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #2 em: Abril 17, 2007, 16:48:25 »
É o grande problema da enfermagem, a falta de união, a falta de coragem para se assumirem como profissionais autónomos...
É como eu costumo dizer, uns dos nossos problemas é que existem os enfermeiros de "gabinete" e os de "cabeçeira" e quem ocupa os lugares de destaque em enfermagem na maior parte das vezes não é quem tem competências e pulso firme para lá estar, são pessoa que são "levadas ao colo" e claro na hora da verdade, de se assumirem fazem como a sr. enf. directora dos HUC... ÑADA porque como se costuma dizer na minha terra "têm o rabo preso" e o mais importante é manter o gabinete e não lutar pelo lugar dos enfermneiros nas VMERs!

Offline Anonymous

  • Iniciante
  • *
  • Mensagens: 0
    • Ver Perfil
A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #3 em: Abril 17, 2007, 21:03:15 »
E a responsabilidade da Ordem?
Onde está o seu papel fiscalizador e controlador do exercício da enfermagem?
Se a nossa bastonária deixasse de ser lider sindical e assumisse as funções para as quais foi eleita, talvez que estas situações de incumprimento deixassem de existir... e já agora... será que com milhares de enfermeiros no desemprego, a bastonária ainda mantém a opinião (concordante com o governo) de que é preciso formar mais enfermeiros? Claro que mais umas quotas davam um certo jeito para os investimentos imobiliários da Ordem, mas...parem com a hipocresia e passem à acção.

Senhora Bastonária, actue como é da sua obrigação na VMER dos HUC

É da competência da Ordem dos Enfermeiros assegurar que os cidadãos recebam os cuidados de enfermagem adequados à sua situação e que tem direito, prestados por enfermeiros porque só estes e apenas estes, podem prestar cuidados de enfermagem!

Offline mariamariamaria

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 926
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #4 em: Julho 06, 2007, 18:33:34 »
Olá,

Como tenho dito noutro tópicos, a invisibilidade ainda vai sendo a melhor maneira de as pessoas manterem os "tachos", por isso, quem poderia mudar as coisas opta por ficar quieto, pois só é sancionado quem tenta fazer alguma coisa.

No que respeita à OE, já estou desanimada de tanto a incentivar a adoptar as atitudes que o seu estatuto lhe permite, ou seja, defender a excelência na prestação de Cuidados de saúde, interrogar as Administrações dos hospitais, publicar uma lista dos locais onde faltam de facto, esses enfermeiros, obrigar à definição do rácio enfermeiro-doente, elevar a imagem do Enfermeiro ao patamar que lhe é devido.

Mas metem o "carro à frente dos bois"; têm os Padrões de Qualidade, mas os enfermeiros não têm tempo de ir assistir às formações, nem de aplicar, nos serviços, os modelos propostos ou impostos.

Criam o Complemento, com um total desrespeito por aquilo que foi o exercício profissional dos enfermeiros durante o seu percurso para nada. Ao fim destes anos todos de Complemento, ainda não têm doutores suficientes para que passemos ao ensino universitário.

Cobram quotas aos desempregados e não falam neles. Não os deveriam dirigir para aqueles milhares de postos de trabalho de Enfermagem que dizem que falta?

Só tristeza...

Abraço.

Offline Manuel Costa

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 27
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #5 em: Julho 06, 2007, 19:18:49 »
Ola Caros colegas!

É-me imensamente triste ver tamanha falta de descrepância entre a realidade actual do mundo laboral e da empregabilidade da enfermagem e das ditas teorias governamentais (e que a nossa bastonária corrobora) quando é dito: "Temos falta de Enfermeiros, é necessário formar enfermeiros!", uma vez que segundo conclusões dos senhores do governo e Ordem não temos "prenchido" o rácio enfermeiro-doente necessário por forma a dar e prestar suporte aos nossos utentes, famílias e comunidades... Ora digam-me, como é que HÁ FALTA de enfermeiros se EU, EU (como muitos outros colegas) sou "vitima" do desemprego?!?!?!? (eu irei trabalhar futuramente para o continente. sinto-me contente por um lado, pelo menos dá para ganhar algum, mas tantos anos de esforço, meu, dos meus pais e por fim, ir parar ao continente... O sentimento que me invade é de pura frustação)
Como disse uma colega nossa: "Cobram quotas aos desempregados e não falam neles. Não os deveriam dirigir para aqueles milhares de postos de trabalho de Enfermagem que dizem que falta?"... PORQUE?!?!?!
Estou tão "exausto", de enviar curriculuns sem frutos e ver diante dos olhos os ditos FACTORES "C's" (cunhas) (que penso que agora começam a ser FACTORES "GC's" - (Grandes Cunhas)) a funciorem na perfeição, que perdemos por vezes todas as forças para continuar a lutar... Axo que isso é o reflexo da sociedade "selvagem" em que vivemos, em que a sobrevivência do mais forte (como diria darwin) é que perece, tambem um pouco infulenciada pela FALTA DE UNIÃO EXISTENTE ENTRE A NOSSA CLASSE, ainda se aponta o dedo e se faz a distinção, "discriminação" entre o privado e o público! Se nós próprios nos descriminamos, como queremos que a sociedade nos reconheça e nos dê o devido valor do qual tanto falamos e de que tanto somos merecedores?!?!?!?

É MUITO TRISTE...................

Cumprimentos,
Manuel Costa
Manuel Costa

Offline Son_Goku

  • Membro Associado
  • *****
  • Mensagens: 527
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #6 em: Julho 07, 2007, 14:41:39 »
Pessoalmente, acho que os Enfermeiros estão muito mal representados a nível de Ordem. Já nem quero ouvir falar dela. Quando vejo a bastonária na televisão ou na rádio prefiro mudar de canal ou estação pois acho que de cada vez que ela aparece a profissão perde mais um pouco de prestígio (se é que ainda resta algum).

Offline Raul Fernandes

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 83
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #7 em: Julho 09, 2007, 14:42:06 »
Oh colegas

Vamos tentar usar um pouco de racionalidade na análise destas situações.

1.º A Ordem não tem poder fiscalizador nem regulador sobre os Conselhos de Administração dos Hospitais. O único poder que tem a esse nível é intervir quando alguém que não um enfermeiro esteja a prestar cuidados de enfermagem, o que não é de todo o caso. A OE recomenda, como citou o colega tdk que:
"só o enfermeiro pode assegurar os cuidados de enfermagem ao indivíduo, família e comunidade, em situação de acidente e/ou doença súbita, da qual poderá resultar a falência de uma ou mais funções vitais, pelo que deve integrar obrigatoriamente a equipa de socorro pré-hospitalar".

Mas não pode, de forma legal, agir contra uma prática que já está enraizada no País (o uso de técnicos) e mesmo ao nível internacional. Pode, isso sim, exercer influência para que sejam os enfermeiros, sendo que têm mais competências, a assumir essa função.

2.º A OE diz que faltam enfermeiros em Portugal, já pensaram porquê???? Todos nós sabemos que para cuidados de qualidade, bem como para atingirmos as médias europeias, faltam enfermeiros em Portugal. O Governo, através do MCTES, concorda e tem aumentado vagas para os cursos de enfermagem, mas ao mesmo tempo contradiz-se quando o MS dificulta a entrada de profissionais para o SNS. E vocês queriam que a OE desse razão ao MS e dissesse que já havia enfermeiros a mais?? e depois como é que se cumpriam os rácios? o que era feito dos muitos desempregados que já andam por aí? nem sempre o caminho mais óbvio é o mais acertado!

A OE tem que defender a qualidade de cuidados ao cidadão e isso faz-se com rácios correctos enfermeiro/utente. Não ouviram a OE dizer que era preciso formar mais enfermeiros, pois não? o que ouviram foi que são precisos milhares enfermeiros para cumprir as necessidades de horas de cuidados de enfermagem diários calculadas pelo Sistema de Classificação ao nível hospitalar e outros tantos para os cuidados de saúde primários.

3.º Porque se cobram quotas aos desempregados??? Já pensaram o que significa a enfermagem ser uma profissão liberal?? isso significa, entre outras coisas, que podes exercer enfermagem por conta própria! os enfermeiros que estão desempregados podem suspender a inscrição na OE até estarem empregados, mas durante esse tempo não poderiam de forma nenhuma exercer de forma liberal. O facto de pagarem quotas e de terem a cédula profissional é a garantia para o cidadão que aquele prestador de cuidados é mesmo enfermeiro e que está habilitado a prestar cuidados de enfermagem de forma autónoma.

A verdade é que são novos caminhos que os enfermeiros têm que aprender a percorrer. Não digo que é fácil para um recém-licenciado começar a trabalhar sozinho e se calhar nem muito correcto, pelo menos no actual paradigma que esperamos ver alterado com os novos estatutos. Mas devemos nós tirar esse recurso a quem o queira utilizar, só para não pagar quotas???

Offline Discovery

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 69
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #8 em: Julho 09, 2007, 16:25:21 »
A realidade é que a ordem está a prestar um mau serviço aos enfermeiros. Portugal é um dos países com maiores dificuldades economico-financeiras da União Europeia pelo que é obvio que não vai poder ter o mesmo rácio que têm outros países. Para quê andar a falar desses rácios de países mais desenvolvidos se o nosso não tem essas condições? Só se for para atingir esse rácio mas com metade dos enfermeiros no desemprego... Para a ordem convém, quantos mais melhor, pagam mais cotas, o que importa se estão no desemprego??? Os dinossauros lá sentados nos escritórios da ordem com certeza que não vão sentir esse desemprego...

Offline Son_Goku

  • Membro Associado
  • *****
  • Mensagens: 527
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #9 em: Julho 09, 2007, 20:01:19 »
Vejam o exemplo da Ordem dos médicos ou advogados! Ambas têm intervenções em várias vertentes da vida das suas classes profissionais, apesar de qualquer ordem profissional se nortear pelo mesmo mandato. Mas se a Ordem dos Enfermeiros só existe para defender o direito dos utentes à qualidade dos cuidados em Enfermagem, então que sejam esses mesmos utentes a pagar as quotas!

Offline Discovery

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 69
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #10 em: Julho 10, 2007, 00:44:09 »
"Mas se a Ordem dos Enfermeiros só existe para defender o direito dos utentes à qualidade dos cuidados em Enfermagem, então que sejam esses mesmos utentes a pagar as quotas!"

Ora nem mais! Completamente de acordo.

Offline Raul Fernandes

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 83
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #11 em: Julho 10, 2007, 15:05:18 »
Citação de: Son_Goku
Vejam o exemplo da Ordem dos médicos ou advogados! Ambas têm intervenções em várias vertentes da vida das suas classes profissionais, apesar de qualquer ordem profissional se nortear pelo mesmo mandato. Mas se a Ordem dos Enfermeiros só existe para defender o direito dos utentes à qualidade dos cuidados em Enfermagem, então que sejam esses mesmos utentes a pagar as quotas!

Sinceramente! Eu pedi para discutirmos com racionalidade...

Colega Son-Goku, deixo o exemplo das quotas mensais da Ordem dos Advogados já que quer comparar connosco:
Advogados com mais de três anos de inscrição - 37,50  €
Advogados com menos de três anos de inscrição - 18,75 €
Advogados reformados com autorização para advogar - 9,35 €
Advogados de outros Estados membros da União Europeia - 37,50 €Â 
Advogados de outros Estados-Membros da União Europeia com menos de três anos de inscrição - 18,75  €
Juristas de reconhecido mérito, mestres e outros doutores em Direito (nos termos do artigo 193.º do EOA) - 37,50 €

Não se vê aqui nenhuma isenção para desempregados, pois não?? Porque será???


Caro colega Discovery

Apenas alguns dados da ocde, Portugal com 4,4 enfermeiros por cada 1000 habitantes, encontra-se com pior rácio (menos de metade) que a Eslováquia, a República Checa, a Hungria entre muitos outros. Aliás, em abono da verdade , em cerca de 30 países que estavam em estudo, apenas ficámos à frente do México... Rácios de países mais desenvolvidos?? Querem comparar-se com quem?? Com os Países Sub-saharianos??

Offline Discovery

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 69
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #12 em: Julho 10, 2007, 16:00:09 »
Caro Raul fernandes

Porque não citatambém os rendimentos médios dos advogados!! E mais não me importava nada de pagar esses valores se visse ações concretas e defesa da classe profissional por parte da Ordem dos enfermeiros, como acontece com a ordem dos advogados.

Continuando:

Os numeros e as estatisticas servem para conhecer realidades mas podem ser apresentados da forma que mais convêm para defender a nossa posição.

A realidade é que:
"A média da UE, situava-se em 5,9 por mil habitantes, enquanto em Portugal era de apenas 4,2 enfermeiros por mil habitantes". (Fonte diário do minho).
De acordo com a ordem dos enfermeiros em 2005 o rácio da UE é de 5,8 enfermeiros por mil habitantes, contra 3,8 em Portugal. (Disponivel em: http://www.ordemenfermeiros.pt/index.pr ... rint&id=51).
 
Então será que não estarei a comparar Portugal com os outros países desenvolvidos??? Ou os países da UE são de terceiro mundo?!

Onde é que está essa diferença abismal??? Para a média ser de 5,9 tem que haver países da UE (os mais desenvolvidos) com rácios superiores e outros com rácios inferiores ou parecidos ao português.

E já agora as realidades da enfermagem mudam de lugar para lugar, no que respeita a competencias dos profissionais e à organização da profissão. Nalguns países os enfermeiros têm mais atribuições, noutros a profissão engloba não só enfermeiros mas técnicos e auxiliares de enfermagem pelo que aumenta o contingente de pessoal de enfermagem. Não podemos ser quadrados e fazer comparações lineares só com base em números. Nem fazer demagogia colocando os números a nosso favor dando uma falsa ilusão. Já agora é de bom tom ao colocar dados colocar a fonte para que estes possam ser consultados e analisados na integra por quem lê o texto.

Já agora o que é discussãpo racional! Não será em primeiro lugar respeitar a opinião dos outros e não a considerar irracional?

Offline mariamariamaria

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 926
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #13 em: Julho 10, 2007, 19:09:17 »
Olá,

O Son-Goku disse aqui uma coisa que parece da maior importância.

É o facto de a OE, ao contrário de outras Ordens, não vir prontamente e publicamente, apontar o dedo aos culpados desta situação dos seus membros.

Não têm poder em relação às Administrações hospitalares, mas têm voz pública.

Penso que é o que entristece a maioria dos enfermeiros, qualquer que seja a especialidade onde trabalhe, é ver as condições a degradar-se e ninguém levantar a voz.

Até podem estar certos em relação ao futuro, mas o presente é uma miséria...

Abraço.

Offline Anonymous

  • Iniciante
  • *
  • Mensagens: 0
    • Ver Perfil
Re: A Ordem dos Enfermeiros e o pré-hospitalar
« Responder #14 em: Julho 10, 2007, 19:35:54 »
Citação de: Raul Fernandes

Não ouviram a OE dizer que era preciso formar mais enfermeiros, pois não?


Para esclarecer dúvidas e algum possível equivoco:

Posição da Ordem dos Enfermeiros relativamente ao aumento de vagas nos cursos de Enfermagem, em 9 de Junho de 2006 - é verdade, já lá vai 1 ano, já havia enfermeiros no desemprego e perspectivava-se mais uns milhares...

Face às notícias veiculadas nos últimos dias pela Comunicação Social, a Ordem dos Enfermeiros (OE) considerou pertinente dar a conhecer a sua posição sobre a intenção do Governo em aumentar em 10% o número de vagas atribuídas às licenciaturas em Enfermagem.
Tendo em conta a actual carência de enfermeiros face às necessidade de cuidados a prestar, e tentando garantir que haja uma adequada renovação de gerações na profissão, o Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros considera positiva a decisão do Governo em aumentar o acesso às Escolas de Enfermagem. Contudo, entende-se que esta medida não pode ser isolada do contexto nacional do ensino de Enfermagem e, consequentemente, não pode ser tomada sem a necessária reflexão e ponderação de diversos factores.
O aumento de vagas nos cursos de Enfermagem não deve ser aplicado se não estiver garantida a qualidade do ensino, nomeadamente no que diz respeito aos ensinos clínicos (que ocorrem em instituição de saúde). Assim, a OE considera que este aumento de vagas deve implicar um estudo prévio sobre as condições necessárias à garantia das capacidades formativas dos hospitais e centros de saúde.
O mesmo aplica-se às Escolas de Enfermagem. Para o Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros, os estabelecimentos de ensino têm de assegurar a existência de condições suficientes – designadamente um corpo docente adequado ao número de alunos que frequentam os cursos de Enfermagem.
A OE defende ainda que a distribuição de vagas pelos estabelecimentos de ensino deveria ter em consideração o facto de algumas Escolas terem potencial de desenvolvimento para uma crescente oferta de vagas e de outras estarem numa situação limite das suas capacidades formativas.


A interpretação que fique por conta de cada um... mas a adequada renovação de gerações é o quê? Não se esqueçam que vamos ter de trabalhar mais uns anitos... e em 2006, a passagem dos 55 para os 65 anos já era uma realidade!

 ???