Votação

Concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez, com o consentimento da mulher, em estabelecimento legal de saúde?”

Sim
8 (66.7%)
Não
4 (33.3%)

Votos totais: 12

Votação encerrada: Setembro 30, 2006, 20:34:58

Autor Tópico: 2º Referendo sobre a despenalização do aborto  (Lida 16143 vezes)

Offline mariamariamaria

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #15 em: Outubro 08, 2006, 10:31:23 »
Concordo contigo em muitos aspectos, guytonn, mas as leis têm como objectivo harmonizar a vida em colectividade, defenfer os direitos de todos. A própria Constituição, à falta de lei que regule qualquer aspecto nela não previsto, remete para a Declaração dos Direitos do Homem.
No nosso país há uma elevada taxa de gravidezes na adolescência. Por razões várias que conhecemos, quase todas elas condicionadas por uma questão de atitudes, de uma moral bafienta que dificulta a implementação e universalização dos métodos contraceptivos. Vamos ver : será melhor uma míuda de 13 ou 14 anos que ficou grávida porque teve vergonha de ir ao Planeamento familiar deve ter um filho? O que é que vai ser a vida dela e do seu filho?
Deixemos a moralidade e os juízos de valor de lado. Não podemos é estar a punir mulheres -e são só as mulheres que são expostas - gente de bem que não pode viver com mais aquele encargo ou enviá-las para a clandestinidade onde meia dúzia se enche de dinheiro a fazer abortos sem se responsabilizar pelas consequências. Com ou sem liberalização, continua-se a fazer abortos; que se façam com condições.
A mudança de atitudes e mentalidades leva muitos anos

Offline hotvitor

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #16 em: Outubro 08, 2006, 12:19:18 »
Pois é, mas eles fazem-se na mesma... mas então porque não legalizar o roubo e cobrar um imposto ao assaltante? Que raios quer queiramos quer não há assaltos na mesma!!

Assim ainda gerava receita... :shock:

Offline mariamariamaria

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #17 em: Outubro 08, 2006, 19:10:10 »
Todas as opiniões são válidas, todas merecem ser ouvidas. E para discutir um assunto tão complexo como este, quanto mais falarmos mais ideias vêm para a mesa, mais conhecimentos se trocam, o que é bom, pois uma decisão baseada na maior quantidade de informação está sempre mais perto da realidade.  :roll:

Offline Darth_Vader

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #18 em: Outubro 15, 2006, 03:55:14 »
Vai para a frente e vai, nem que não seja por cansar as pessoas de andar sempre a falar no assunto.
Mas acho que deviamos era deixar de andar com hipocrisias, se já houve um referendo e o resultado foi não (independentemente dos erros, ou não que continha a questão), a questão que se coloca agora é; vamos andar a fazer referendos até as pessoas dizerem sim??? O governo que assuma a despenalização/liberalização do aborto, sem referendo. Ou têm os t...... para o assumir ou então calam-se, no final de contas eles têm o poder de decisao porque até fomos nós que os elegemos para eles decidirem por nós
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro

Offline Guytonn

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #19 em: Outubro 15, 2006, 14:59:59 »
Não concebo que uma gravidez indesejada seja tratada como se de um tumor se tratasse, cuja extirpação assume uma prioridade absoluta nos nossos hospitais. A vida humana, independente do seu estádio evolutivo, não pode ser tratada assim com tanta displicência, fazendo depender o seu valor das conveniências das pessoas. A vida humana, ou é sempre de grande valor às 10 semanas  ou então nunca o é : nisto não há "às vezes". Ora, esta questão encerra grandes contradições e mesmo os defensores do aborto não as conseguem dilucidar: Imaginemos então, uma  mesma mulher, que outrora abortou e que para "branquear" o facto diz que um feto de 6,8,10 semanas não é gente, e que o que fez é perfeitamente moral; Estando agora grávida de um feto com o mesmo tempo de gestação daquele que abortara anteriormente mas que agora é desejado, sente-se portadora de uma vida humana em toda a sua pleniitude, de um "filho" seu ao qual concede as mesmas propriedades de um filho totalmente "consumado" , e não tolerará por certo que lhe digam que está grávida de uma "coisa", No entanto , ela própria, assente nas suas conveniências situacionais havia já considerado anteriormente como "coisa"  um representante da espécie humana apenas porque tal lhe convinha. Agopra, a "coisa" dera origem a um ser que às 10 semanas considera seu filho, por conseguinte ser humano. Mas, como pode então uma "coisa" ser filho? Talvez porque a tal "coisa", material biológico ou produto de concepção  afinal fora sempre mais do que isso.
Concluindo, a vida humana não se define por decreto nem por conveniência: ela é atributo intrínseco da entidade humana e não da vontade que lhe deu origem.  Aqueles que defendem a liberalização do aborto até às dez semanas, ou consideram lícito a eliminação de uma vida humana baseados no seu tempo de existência , o que nesse caso os tornariam  assassinos, ou não consideram o feto uma vida humana, contrariando assim os seus próprios sentimentos de progenição face aos seus filhos enquanto entes desejados e amados, mesmo num estágio inicial de existência

Quanto às causas sociais como justificação para os abortos, mesmoo que válidas elas não justificam a liberalização do aborto: que argumentos aduzem os seus defensores para validar os abortos por parte daqueles com uma situação sociais favorável? O capricho também será justificativa?

Estudos dizem que todas as mulheres que desejaram abortar um feto indesejado mas  que tal não conseguiram devido a entraves vários e que agora se transformou numa criança, regozijam-se pelo facto de tal ter acontecido; nenhuma delas lamenta o facto de não ter conseguido eliminar a "centelha" de onde se originou o seu filho.

Permitir o Aborto é não conceder o tempo necessário para que uma mulher ame o seu filho.
PRESENTE É SIMULTÂNEAMENTE O EPÍLOGO DO PASSADO E O PRÓLOGO DO FUTURO.

Offline Paula Almeida

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Aborto? Sim ou Não?
« Responder #20 em: Outubro 18, 2006, 23:35:23 »
Definitivamente não!!!
A solução para uma gravidez indesejada ou para uma situação familiar dificil, nunca foi nem nunca poderá ser o aborto...
"é facil engravidar sem querer..."....:D
Sejamos realistas.... os bébés não vêm de Paris numa cegonha....
Penso que é consensual hoje em dia que, normalmente, uma gravidez resulta de uma relação sexual entre duas pessoas de sexos diferentes e que supostamente já são responsáveis pelos seus actos... Não podemos continuar a ver uma gravidez como um acidente...
O aborto, seja ele ás 10 semanas ou aos cinco dias, não deixa de matar uma vida...

Contam histórias de familias muito numerosas e que se vêm a braços com mais um filho que já não estava planeado... um acidente...

Se me permitem vou fazer uma análise fria desta situação... uma familia com 10 filhos sem meios económicos para poder sustentar mais um filho...estando mesmo comprometido  o bem estar dos restantes...
pois bem...

A solução passaria pelo aborto?

Então matar um bébé pequenino no útero da sua mãe era a solução?

Se o problema é económico tenho outra solução... porque não matar um dos filhos mais velhos?... gasta mais dinheiro em roupa, em comida, na escola... enquanto que o mais pequenino durante os primeiros meses beberia o leite da sua mãe, vesteria a roupa dos seus irmãos e só dormiria.... gastos....? muito poucos...

Que vos parece....?

Não é um raciocínio válido...?

Ou deixa de fazer sentido porque o filho mais velho já está mais crescido,
já se queixa, já se defende, já se queixa...

Não será então um acto de cobardia matar um ser tão pequenino, incapaz de se defender?

Que tipo de sociedade queremos ter?
Queremos viver numa em que os nossos filhos nos perguntem:

 :!: "Mãe: tu pensaste em abortar-me?"

 :!: "Pai, quando tu dizes que eu faço asneiras de mais, pensas que era melhor ter-me abortado?"

 :!: "Mãe, quantos irmãos deixei eu de ter por causa do aborto?"

 :!: "Pai, tu eras capaz de dar a vida por mim, ou eras capaz de dar a minha vida por ti?"

 :!: "Mãe, se eu fosse menos perfeitinho tinhas-me abortado?"

 :!: "Pai, eu valho alguma coisa agora? Porque não valia nada antes de nascer?"

        :!:   "Mãe, tu gostarias de mim ainda que eu viesse na altura errada?"

 :!: "Pai, quando as pessoas complicam a vida de outras podemos matá-las? Se tu ficares velho senil e mijão, eu posso matar-te?"

 :!: "Mãe, se até as mães matam os filhos, quem protege os meninos?"

 :!: "Pai, tu gostas mesmo de mim ou eu tenho de me tornar naquilo de que tu gostas?"

 :!: "Mãe: quantos abortos fizeste?"

 :!: "Mãe, tu não achas que se não tivesses abortado depois ias gostar do bebé tanto como gostas de mim?"


É triste, não é? :cry:

Já viram alguma mulher numa manifestação pró-aborto a exibir com orgulho uma T-shirt a dizer "Eu abortei!" ?

O aborto traz consequências horriveis para a mulher... há mesmo relato de mulheres que se suicidaram no dia em que o seu bébé faria o seu primeiro aniversário (se naõ tivessem abortado)... outras não suportam o chora das crianças... outras tentam  matar o resto da familia e suicidarem-se para reunirem toda a familia...
 
São relatos horriveis...

Por isso apelo a que se criem soluções para as familias mais necessitadas , para mães adolescentes....

O aborto nunca será uma saída feliz... para ninguém!
desculpem a extensão  da mensagem... mas não consigo ficar indiferente a esta campanha contra a Vida!

beijinhos a todos
Pauli
 (façam as perguntas que quiserem.... tudo tem resposta!)

Offline Guytonn

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #21 em: Outubro 19, 2006, 00:20:06 »
A história é pródiga em casos de limpezas étnicas.
O aborto é um caso de limpeza social camuflada.
Permitir o aborto como panaceia para situações económicas favoráveis não é solução.
Perguntem aos pobres se preferiam ter sido abortados...
Quantas pessoas sucesso conhecemos e que tiveram um início de vida pejado de dificuldades? se no seu tempo o aborto fosse legal, talvez tivessem acabado num caixote do lixo!
Não estaremo nós a tentar formar uma sociedade onde o direito a nascer é só para alguns?
Não estaremos a promover a cultura da desresponsabilização?
A despenalização do aborto é das manobras mais demagógicas que existe na política; é a prova do fracasso das políticas sociais, das estratégias de educação cívica e sexual, é o legado de gerações de políticos incompetentes que agora tentam fabricar uma solução fácil.
Julgar mulheres por terem abortado? Quando estas cometeram Aborto já sabiam que era crime, logo tratou-se de um risco calculado, como nós arriscamos andar a 160 km/h sabendo que prevaricamos. Aborto praticado  é crime! E o crime terá sempre de ser julgado.
Fala-se do aborto como uma inevitabilidade, uma fatalidade, como se uma gravidez se tratasse de geraçãoo espontânea, alheia à vontade e controlo da mulher, como se uma mulher pudesse dizer :" fui vítima de uma gravidez";

E já repararam na quantidade de razões que podem estar por detrás da decisão de abortar se tal for liberalizado? Eis alguns exemplos:
-O dinheiro é pouco, logo agora que tenho dois créditos para os carros novos.
-Já tenho o número de filhos que queria.
-O pai da criança é casado.
-Há 9 semanas queria um filho mas mudei de ideias.
-Queria um menina e afinal é uma menina (possível de se saber Às 8 semanas).
- Já não posso levar a gravidez por diante: surgiu-me uma grande oportunidade profissional e um filho agora só ia atrapalhar! Ainda bem que não disse a ninguém que estava grávida...
-O filho não é do meu marido.
- ...
Isto justifica a morte de um feto?


O aborto em situações precárias é um problema de saúde pública, isso não se pode negar; quem tem dinheiro vai às clínicas quem não tem fica-se pela esquina. Mas...quantos médicos, enfermeiros, habilidosas, etc já foram condenados pela prática de aborto clandestino? ...Muito poucos, apesar de toda a gente saber uns quantos locais onde isso se pratica. E porquê? Talvez porque não exista vontade em combater estas situações, porque as"abortadeiras" ilegais são o sustentáculo argumentativo da campanha do "sim" . Sem a sua existência, o principal argumento dos abortistas esvaia-se.
Por último, fala-se da liberalização do aborto como um sopro de modernidade...é certo, mas por vezes a modernidade não é por certo o melhor futuro.
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Offline enfsergio

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aborto
« Responder #22 em: Outubro 19, 2006, 15:58:27 »
Esta é uma situação muito delicada e penso que tem que ser muito mas mesmo muito bem pensada.
Penso que ninguem vai fazer abortos só porque quer e lhe apetece. Ninguém vai abortar porque não lhe apetece ter filhos agora ou porque não menino ou menina, ou porque já tem muitos filhos.
Penso que caso se verifique a liberalização do aborto, penso que o número de abortos não vão aumentar, pois as pessoas não vão sair por aí a fazer abortos. Além disso nas relações sexuais os métodos contraceptivos vão continuar a ser usados, principalmente o preservativo por causa das doenças sexualmente transmissíveis. As mulheres vão continuar a tomar a pílula. Como se costuma dizer...neste momento só engravida quem quer:) métodos contraceptivos há muitos e variados. Divulgação também há muita. Secalhar as mentalidades é que têm que mudar. Possivelmente os centros de saúde terão aqui um trabalho muito importante com as consultas de planeamento, fazerem o levantamento das famílias de risco das suas áreas de acção e investirem aí. Porque não tornar as consultas de planeamento familiar obrigatórias a partir por exemplo dos 16anos? Médicos de família terão papel importante. O enfermeiro como elemento que está mais em contacto com as famílias e as pessoas ainda mais importante será o seu papel. Temos que investir em áreas que são nossos como os ensinos...

Offline enfsergio

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Aborto
« Responder #23 em: Outubro 19, 2006, 19:50:20 »
Amanhã, a Assembleia da República irá debater e votar a realização de um Referendo sobre a descriminalização e consequente despenalização do aborto em Portugal. Após a sua aprovação compete ao Presidente da República convocá-lo dentro dos prazos legais, o que aponta para a sua realização em finais de Janeiro, princípios de Fevereiro.
Três meses nos separam de um decisão histórica que o povo português vai tomar. Mudar a actual Lei, chegar a uma nova etapa de modernidade e respeito pelos direitos das mulheres.

Offline Roten_Boy

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #24 em: Outubro 19, 2006, 20:24:44 »
Referendo Aprovado.  :|

Offline Guytonn

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #25 em: Outubro 19, 2006, 21:02:06 »
A grande maioria dos que vai votar "Sim" no próximo referendo, provavelmente não saberia responder a nenhuma destas perguntas:

-Sabe como se faz um aborto?
-Sabe o que é um feto de 10 semanas?
-Sabe qual a aparência de um feto de 10 semanas?
-Sabe se existe num feto de 10 semanas estruturas nervosas que lhe permitem sentir dor?
- ...

Provavelmente, a maioria vota a favor de algo que não conhece...
Aliás, a grande maioria das mulheres que abortaram e que posteriormente tomaram contacto com a realidade de um aborto lamentaram a sua decisão...
A ignorância voluntária não desresponsabiliza, embora nesta circunstância possa ser cómoda!
Provavelmente o sim irá ganhar e Portugal passará a ser um país mais industrializado, pois é de uma indústria abortiva de que se fala (Mais uma vez vamos ser invadidos pelos espanhóis, que a seguir às Zaras, aos El Corte Inglés nos vão ocupando)!
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Offline Roten_Boy

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #26 em: Outubro 19, 2006, 21:14:36 »
@ Guytonn

10 semanas...













Já se fala numa possível fusão do nosso com Espanha... surgir um só com o nome de Ibéria.



.

Offline enfsergio

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É verdade
« Responder #27 em: Outubro 19, 2006, 21:14:43 »
Guytonn tenho que reconhecer que é verdade. A maioria das pessoas que vai votar desconhece tudo isso. Cabe aos que defenem o não explicar isso bem explicado para depois as pessoas não dizerem que a culpa do sim era da falta de informação.

Offline Guytonn

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2º Referendo sobre a despenalização do aborto
« Responder #28 em: Outubro 19, 2006, 23:48:17 »
@enfsergio
Explicar isso é a tarefa de uma sociedade evoluída, e não apenas dos partidários do não. Votar em consciência é votar conhecendo todos os dados que estão em jogo, independentemente do sentido do voto de cada um, sob pena deste referendo ser o maior equívoco da nossa história. Até às mulheres que abortam lhes são vedadas grandes explicações sobre o acto em si e aquilo que envolve, protegendo-as do prórprio acto que decidiram efectuar, sem nunca chegarem  a saber o que realmente fizeram.
Mas parece que existe uma manipulação da informação, uma parcialidade evidente, mostrando apenas parte dos factos, argumentando com verdades parciais, com eufemismos, substituindo a palavra aborto por IVG, alegando serem contra a penalização das mulheres que praticam o aborto e simultâneamente serem contra o aborto , demonstrando uma aberrante incoerência  e um défice de  frontalidade, para não dizer cobardia.
 Focam-se insistentemente os casos da penalização das mulheres pela prática de aborto, da injúria que isso constitui, as condições lúgubres do aborto clandestino; mas também se mostra imperiosos ilustrar o outro lado da verdade: a atrocidade que o acto de abortar implica, sobretudo sobre uma vida humana no seu início, na etapa em que é mais vulnerável...è isto que está em jogo, e penso ser possível caminhar para uma solução conciliadora que erradique duas realidades indesejáveis. MAs não se pode resolver um mal com um ainda maior, tal como não se pode resolver o problema dos incêndios florestais cortando as árvores.
Há que colocar os dados na mesa, sem tabus, sem falsas moralidades mas também sem demagogia: ninguém nega que muitas mulheres decidem abortar porque estão imersas em dramas sociais e familiares; muitas delas decidem abortar num acto de desespero e, como todos sabem, o desespero nos subtrai uma parte de racionalidade, nos faz tomar decisões que doutra forma jamais as tomaría-mos...isso é uma realidade que merece ser ilustrada, aliás como se tem feito . Mas também merece ser mostrada a realidade de um feto com 10 semanas, o método abortivo utilizado, os interesses económicos que beneficiam da criação de um comércio abortivo e que actualmente se estão a revelar. Depois disto devidamente elucidado, que cada um decida em consciência... Que decidam se abortar é um direito da mulher! MAs é bom lembrar que às vezes a razão não está do lado da maioria e que os direitos de qualquer mulher, qualquer homem não se decidem por referendo, nem se produzem de forma artificial: emanam da própria definição da natureza do Homem, da sua moral e ética, e um direito exercido sem o conhecimento cabal acerca daquilo que o mesmo envolve torna-nos apenas livres num espaço murado por todos os lados...
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Offline Darth_Vader

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Está aí a pergunta
« Responder #29 em: Outubro 20, 2006, 03:46:06 »
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro