Autor Tópico: Relação Auxiliar \ Enfermeiro  (Lida 21031 vezes)

Offline Cortezenf

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #30 em: Julho 20, 2006, 01:34:33 »
Continuo a pensar que de facto o problema é de identidade..
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Offline Miguellopes

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #31 em: Julho 20, 2006, 11:06:41 »
Também não parece existir grande interesse por parte de ninguém em definir e afirmar uma identidade.

Offline Cortezenf

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #32 em: Julho 20, 2006, 16:57:46 »
Infelismente é verdade, e a pouca poeira que é levantada com uma greve, rápidamente serena e se acalma... :?
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Offline enferbr21

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Será que há CULPADO?
« Responder #33 em: Julho 25, 2006, 00:42:01 »
Bem, lendo os comentário, penso como é a situação aqui onde moro, no Brasil. A relação auxiliar -  enfermeiro não é, realmente, nada fácil. Mas também acho que não é impossível de se mudar essa "tradição". Primeiro, temos que nos colocar em nosso lugar. Como enfermeiros chefe. Devemos demonstrar que o principal interesse no hospital, trata-se da vida do paciente em questão. Sendo assim, partimos para uma outra visão, que não só a relação de trabalho. No entanto, devemos implementar medidas para que a vinculação seja prazerosa refletindo num melhor atendimento ao cliente. Talvez uma reunião semanal, com toda a equipe, referindo ao bom trabalho que eles tenham feito, elogiando o serviço de cada funcionário, atentando para aquilo que cada um possa melhorar, ou seja, dando um "feed-back" a todos eles. Essa relação não deve ser vista como uma hierarquia, sendo o enfermeiro chefe detentor do poder e os demais apenas sujeitos às ordens. Devemos é logico priorizar o trabalho em equipe e é claro, que para isso devemos quebrar as barreiras hierárquicas e demonstrarmos igualdade, através dos sentimentos.  Na minha realidade, conseguimos enxergar ainda a disputa enfermeiro-médico, que não é muito parecida com a relação auxiliar-enfermeiro. Será que estamos agindo com a tática correta? Não custa tentar!

Aluno de graduação - - Brasil.

Offline enfsergio

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relaçao
« Responder #34 em: Julho 25, 2006, 10:47:11 »
Trabalhamos numa equipa multidisciplinar e multiprofissional. Cada um tem o seu papel. O médico tem o dele, o enfermeiro tem o dele e os auxiliares têm o dele. Muitas vezes parece que se misturam. E pq?Pq fazemos coisas que competem ao médico, pq muitas vezes pensamos ter adquirido uma autonomia em pequenas coisas, que se repararmos são da total responsabilidade do médico. Mas mts vezes também fazemos coisas de auxiliares. Quantas vezes colocamos uma arrastadeira, pq o auxiliar está ocupado c outras coisas?Quem diz isto diz outras coisas. E quantas vezes os auxiliares não se tentam meter no nosso trabalho, mandando opiniões para o ar, muitas vezes parecendo que nos querem ensinar a trabalhar? Pois é. Enquanto as mentalidades não mudarem, enquato não existir uma verdadeira separação de funções, esta relações vão ser dificeis...

Offline Miguellopes

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #35 em: Julho 26, 2006, 00:27:21 »
Sérgio, nota bem o que te digo, se os enfermeiros de hoje (tu, por exemplo) puncionam, administram medicação endovenosa, introduzem sondas vesicais e nasogátricas, etc, etc, etc, é porque algum enfermeiro no passado começou a fazer "pequeninas" coisas que eram do médico e arracadou-as para a enfermagem... senão ainda hoje andavas a fazer arranjos florais para a mesinha cabeceira do doente ou a lavar arrastadeiras.....
Por isso, faz parte da evolução, querer fazer pequeninas coisas de outros profissionais... torna-se lógico que algumas das nossas actividades mais básicas possam ser dispensadas para outros (como sempre acontceu no curso da história)....
Como é que achas que os téc. de radiologia evoluiram? Porque começara  a fazer "pequeninas " coisas que eram dos radiologistas...

O que não podemos fazer é.... os auxiliares a posicionarem por ex., e os enfermeiros a colocarem arrastadeiras....


Quem está parado não evolui...

Offline enfsergio

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em certa medida
« Responder #36 em: Julho 26, 2006, 20:36:41 »
Miguel Lopes...em certa medida concordo ctg em outra medida nem tanto. A enfermagem faz muita coisa que não é dela, e que resultam de actividades interdependentes. Fazemos muita coisa que chamamos autonomia e que foi uma coisa que foi sendo adquirida. Agora que estou a trabalhar directamente na CIPE, e faço parte de um grupo dinamizador do serviço onde trabalho, deparámo-nos comd determinadas situações que nunca pensei, e que pensava serem apenas, repito apenas nossas. Nós algaliamos, nós entubamos, sem darmos muitas vezes conta aos médicos. No entanto, isso deveria ser alvo de prescrição médica. Fomos adquirindo essa autonomia, mas não é uma autonomia pura. Se existir um processo judicial, adivinha quem se lixa...o enfermeiro.
Quantos aos auxiliares, fazem muitas coisas que são nossas. Muitas vezes por dificuldades de serviço, eles vão posicionando, enquanto nós estamos ocupados em emergências e outras coisas. Não falo em nós colocarmos uma arrastadeira e eles darem medicação ou posicionarem.
Quanto aos arranjos florais nas mesinhas de cabeceira, tu lá sabes...mas eu não os faço, pois não tenho tempo nem jeito. Pelos vistos tu quando começaste na profissão era isso que fazias. Se querias ir para florista, erraste no curso. Desculpa a franqueza. Desculpem todos o desabafo.

Offline Miguellopes

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #37 em: Julho 27, 2006, 00:41:32 »
Estou perfeitamente de acordo contido, quando dizes que não existe "autonomia pura". Daí a insatisfação tão grande entre a classe. Não podemos ser autonomos legalmente quase em nada. Legalmente quase tudo necessita de prescrição.... Ainda não houve nenhuma entidade (OE por ex.) que regulasse indubitavelmente as funções dos enfermeiros... pois o que temos actualemnte é um acordo de cavalheiros com os médicos, ou melhor, eles deixam-nos fazer aquilo que não querem fazer....
O centro dos sistemas de saúde é o médico, e é ele quem ainda regula 99, 9% do mundo da saúde!! Se pormenorizarmos todas as actividades de saúde, quase tudo depende do médico.....
Penso que era uma boa altura de mudar isto, não? Mas mais uma vez a Ordem não se identifica nesta linha de pensamento... prefere antes filosofar sobre alguma coisa sem interesse absolutamente nenhum em termos práticos.... depois dizem que os enfermeiros andam desmotivados..


O REPE é o documento mais vago, omisso e subjectivo que conheço. A CIPE têm vantagens, mas aambém traz muitas desvantagens, é muito limitativa e "castra" o trabalho dos enfermeiros...

Nunca fiz arranjos florais (porra!!), mas já ouvi colegas no fim da carreira contar isso... até penso que havia uma cadeira prática no curso para enfermeiras que ensinava isso... devia ser uma das únicas actividades autónomas

Offline Darth_Vader

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #38 em: Agosto 07, 2006, 02:39:04 »
O problema é que alguns (ou muitos) de nós enfermeiros não tem noção das nossas responsabilidades/competências. Se assim fosse este tópico não existiria. Todas as profissões têm a sua identidade e não é por excluirmos outra profissão de certos actos ou acções, que estamos a minorar ou desprezar o trabalho delas.
Faço uma excepção á participação de outros profissionais nas passagens de turno, mas então não lhe chamem passagem de turno de enfermagem, mas reunião de serviço. E mesmo nesse caso, deverá sempre existir uma passagem de turno de enfermagem
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro

Offline ruienf

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #39 em: Agosto 22, 2006, 05:57:45 »
Bom tópico!

Relativamente à divisão de funções: só se pode dividir o que se consegue identificar como diferente; não adianta fazer guerrilhas sobre quem faz o quê se isso não está regulamentado. Na minha opinião, deverá ser a OE a elaborar um documento onde, de uma vez por todas e explicitamente, se diferencie as funções de cada grupo profissional.

Respeito entre profissionais de diferentes classes: o respeito deve existir entre cada dois seres humanos, independentemente da sua classe ou função; se um AAM falta ao respeito ao enfermeiro (ou vice-versa), existem organismos apropriados dentro da instituição para resolver a situação.

Autonomia da enfermagem: não é nas punções nem nos enemas que ela está... já muitas linhas foram escritas sobre isto (dentro e fora deste site), pelo que não me vou alongar...

Estatuto social da profissão: não culpem os AAM pela falta de reconhecimento social do nosso valor... Se os enfermeiros querem ser reconhecidos por aquilo que (supostamente) são, é a eles que cabe demonstrar isso mesmo.
Rui Pedro Silva

Offline mariamariamaria

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #40 em: Outubro 09, 2006, 13:06:40 »
A definição de poderes numa instituição passa pelo saber, tenho dito isto várias vezes.

Trabalho num serviço de recobro, em que o espaço para a passagem d turno não está definido, portanto os auxiliares assistem à passagem de ocorrências. Nunca senti que isso lhes conferisse ideia de que sabem o trabalho do enfermeiro, mas ficam a par dos problemas do serviço e, assim, mais avisados em relação aos perigos de actuarem sem indicação nossa. Penso que, desta forma, ficam ainda mais cientes da complexidade das situações e respeitam o nosso saber-fazer.

Isto não quer dizer que as sugestões que eles dão não sejam aceites com respeito, penso que muitos enfermeiros se sentem ameaçados por isso. Vêem nas sugestões uma intromissão e não uma ajuda de quem também trata doentes, nas suas funções.

Offline jonas

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #41 em: Outubro 30, 2006, 06:10:40 »
Olá caros amigos portugues... vejo que a situação da enfermagem em Portugal realmente é complicada, visto que no Brasil, onde moro e trabalho a situação com Enfermeiros-Auxiliares é bem diferente. Primeiramente, aqui temos os Auxiliares de Enfermagem, Técnicos de Enfermagem e os Enfermeiros, sendo que nossa nova legislação está permitindo que os auxiliares trabalhem como auxiliar no máximo 2 anos, tendo que virar técnico dentro deste prazo para continuar exercendo a profissão. Não entendi muito bem como é a passagem de turno/plantão ai, mas pelo que vi os AAM não tem conhecimento suficiente para tal, sendo está função privativa do enfermeiro? Não entendi bem, pois aqui no Brasil é diferente e são os os próprios auxiliares e técnicos que também passam o plantão (turno), sendo assim não precisam sair de perto como vi em outro post.

Gostaria de saber qual a função do AAM e do Enfermeiro ai em portugal!!! E quais as principais diferenças entre elas!!!

Vi também em outro post que há lugares em que o enfermeiro não puncionam veias (aqui quem mais puncionas as veias são os auxiliares e técnicos), ficando para apoio psicológico e social... bom, então chego a conclusão que nestes lugares a formação não é a de 4...5 anos na faculdade certo?

Abraços, Jonas

Offline artur

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #42 em: Novembro 01, 2006, 03:51:13 »
Pelo facto de se trabalhar em equipa não significa que se deva perturbar as legais funções definidas para cada carreira. Isto é ver muito mal a questão por não se saber realmente o que são cuidados de Enfermagem e como é que eles entroncam com as funções de outras profissões.
Os Enfermeiros têm funções dependentes, interdependentes e independentes. Estão definidas pela Ordem - é consultá-las.
Gostava contudo de apimentar um pouco mais a discussão. Como é possível que Enfermeiros (alguns deles especialistas e por isso como uma visão estratégica mais apurado que os demais), a troco de alguns soldos, se prontificaram a ministrar formações a AAM para estes desempenharem funções legalmente definidas como de enfermagem? Como é possível?
Isto passou-se, não foi há muito tempo, em hospitais empresa, da região da grande Lisboa.

Offline Darth_Vader

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #43 em: Novembro 03, 2006, 01:24:44 »
Como tu próprio disseste, $$$
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Offline analmeida

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #44 em: Novembro 03, 2006, 23:51:17 »
Após leitura de todas as mensagens desde o inicio, deixo uma pergunta no ar para quem tiver resposta...
Como pode um enfermeiro receber respeito de outros profissionais qunado ele próprio não respeita as funções dos outros? (Graças a DEUS nem todos, mas uma grande parte) temos o exemplo com os fisioterapeutas, tec. de analises, tec de radiologia,..., respeitamos estes profissionais?não lhes usurpamos funções? pensem bem? alguns de nós sentem-se superiores as estes profissionais de saude, com o mesmo grau académico, estranham a atitude dos AAM?a culpa deve ser unicamente nossa, inferiorisar não resulta, não esqueçamos ainda existirem hoje e como chefes, enfermeiros com 4ªclasse, os auxiliares de enfermagem que hoje são enfermeiros.
A nossa função é de respeitar e se dar ao respeito sem denegrir e saber ensinar e trabalhar ao lado do AAM, não ficar esperando que eles façam o nosso serviço, como muitas vezes acontece, administrar medicação compete ao enfermeiro, não é ficar sentado e mandar fazer o AAM.
Depois não se admirem