Autor Tópico: Ordens que se preocupam!!  (Lida 3527 vezes)

Offline Miguellopes

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Ordens que se preocupam!!
« em: Janeiro 19, 2006, 13:01:40 »
Uma notícia que deixo aqui acerca da preocupação da ordem dos engenherios com os seus profissioniais. Leiam, e vejam como até se preocupam com as remunerações. Ah... é verdade! E já vieram a público dizer que existem muitos cursos de engenharia, e que vai propor ao ministério o encerramento de muitos deles!!! Tem tudo a haver, com a nossa ordem...

Entre 33 mil engenheiros só 495 estão desempregados
2005/12/15 | 15:47
Ordem considera que «a nível remuneratório, não se pode afirmar que sejam particularmente bem pagos», situando-se entre os 10 e os 25 mil euros o rendimento médio anual nos primeiros anos de profissão
 
Apenas 495 dos 33 mil engenheiros portugueses inscritos na Ordem estão desempregados, de acordo com um inquérito divulgado hoje por aquele organismo, que sublinha, no entanto, que muitos destes profissionais trabalham noutras áreas.

«Entre os membros efectivos da Ordem dos Engenheiros (OE) o nível de emprego é altíssimo, havendo apenas 1,5 por cento de engenheiros desempregados à data de realização do inquérito», revela o estudo nacional, realizado entre Abril e Setembro deste ano e destinado a avaliar a situação da classe.

Apesar das funções de «Projecto» e «Administração e Gestão» serem as que mais ocupam aqueles profissionais, os engenheiros estão também presentes nos mais variados sectores de actividade como «Marketing», «Ensino», «Consultoria», «Recursos Humanos» ou ainda «Investigação e Desenvolvimento».

No entanto, a Ordem considera que «a nível remuneratório, não se pode afirmar que sejam particularmente bem pagos», situando-se entre os 10 e os 25 mil euros o rendimento médio anual nos primeiros anos de profissão (que equivale a um salário entre os 714 e os 1.785 euros vezes 14 meses).

Entre os seguintes 10 e 20 anos de exercício de actividade, a média remuneratória ronda os 25 e os 35 mil euros, subindo para uma média mínima de 45 e uma máxima de 60 mil a partir dos 20 anos de carreira.

A especialidade com mais membros é a de «Engenharia Civil», com 42,8 por cento dos inquiridos, «pelo que não surpreende que, entre a totalidade dos membros da Ordem, o ramo de actividade com mais profissionais seja o da 'Construção' (32,5 por cento)», refere o relatório.

Quanto à mobilidade profissional, 69,4 por cento dos inquiridos nunca mudaram de região de trabalho, apesar de 61,7 por cento ter trabalhado um mais de uma empresa desde o início da carreira.

Ainda segundo dados do inquérito divulgado hoje, cerca de metade dos engenheiros frequentaram, nos últimos três anos, acções e cursos de formação.

Só no último ano, a Ordem promoveu 51 acções em todo o país, sendo mais escolhida a formação nas áreas de «Especialização em Engenharia», «Economia/Gestão» e «Informática
».


Retirado do site portugaldiario.iol.pt

Offline Miguellopes

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Ordens que se preocupam!!
« Responder #1 em: Janeiro 19, 2006, 13:25:59 »
O bastonário da Ordem dos dentistas também se preocupa...

Há desemprego entre os dentistas portugueses
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas refere que há desemprego na classe, uma realidade que tem dificuldade em compreender, porque segundo Fernando da Silva de acordo com as necessidades Portugal até nem tem profissionais a mais para cuidar da saúde oral da população.  
 
( 12:42 / 25 de Janeiro 05 )

 
 
 
O Ministério da Saúde diz que a saúde oral dos portugueses é uma das prioridades, mas o bastonário tem uma ideia diferente.

Fernando da Silva critica a incapacidade do Governo para inserir gradualmente a classe no Serviço Nacional de Saúde.

«Notei que houve um recuo grande da parte do Governo, foram invocados motivos orçamentais, o que é inaceitável, porque a abertura seria sempre gradual», adiantou.

«Estamos sem compreender porquê que praticamente há um ano nunca mais conseguimos falar com o Governo sobre esta matéria e estamos neste momento exactamente como começámos», adiantou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.

Críticas que o secretário de Estado adjunto do Ministério da Saúde, Patinha Antão, recusa afirmando que a saúde oral faz parte das prioridades do Ministério, mas é preciso «ir mais devagar do que o bastonário queria».

Offline Miguellopes

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Ordens que se preocupam!!
« Responder #2 em: Janeiro 19, 2006, 13:29:40 »
Até os médicos já se preocupam.....

"... Se em vez de olharem com tanta desconfiança para a única classe interessada em melhorar estas condições de trabalho (logo, proporcionando melhor atendimento aos “utentes”), vissem menos televisão e constatassem melhor os números reais que podem obter. Não há pois falta de médicos. Há médicos no desemprego, ou com emprego precário..."

in http://joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/ ... blica.html

Offline Miguellopes

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« Responder #3 em: Janeiro 19, 2006, 13:34:46 »
Ao contrário dos de enfermagem, os estudantes de medicina preocupam-se e MUITO com o desemprego:



"Não há falta de médicos em Portugal, dizem estudantes


Para a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) não há falta de médicos em Portugal, daí que tenha pedido ao governo para ponderar melhor a abertura de novas vagas de Medicina.

«A errónea impressão da falta de médicos» resulta, disse à agência Lusa, Pedro Lopes, da ANEM, «da má distribuição dos recursos existentes e da incorrecta definição do que é um acto médico».

A falta de enfermeiros para realizar esses actos «que só aparentemente são médicos» e deficiente informatização dos serviços de saúde são outras explicações avançadas pela ANEM.

Segundo Pedro Lopes, Portugal tem 318 médicos por cada 100 mil habitantes, «um rácio superior ao de outros países com sistemas de saúde mais evoluídos e eficientes», como o Reino Unido (164 médicos por 100 mil habitantes), Suécia (287/100 mil) e Dinamarca (284/100 mil).

O dirigente da ANEM alertou que «o ímpeto desmesurado de aumentar o número de vagas, sem o consequente aumento da qualidade de ensino, abrirá as portas do desemprego à classe».

Esta posição da ANEM, já transmitida ao Ministério da Ciência e Ensino Superior, surgiu na sequência de notícias relativas ao anunciado aumento de 300 vagas nos cursos de Medicina a partir do próximo ano lectivo.

A entrada das universidades privadas no ensino da Medicina e a possibilidade de licenciados em Medicina Dentária poderem entrar directamente no 4º ano de Medicina são outras razões invocadas pela ANEM para esta posição
.
 
 
Autor
Viva Saudável "

in http://www.vivasaudavel.pt/produtoB.asp?categ=noticias_diversos&prod=0000000000000028726&TokenUser=NA&ParentURL=

Offline pedrojosesilva

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Ordens que se preocupam!!
« Responder #4 em: Janeiro 19, 2006, 14:30:29 »
@Miguel

Atenção á colocação de mensagens umas atrás das outras, porque as pessoas simplesmente desistem de ler ao verificar que é sempre o mesmo a auto-responder-se.

Aqui vai o meu contributo para este ponto:

A Ordem dos Enfermeiros reuniu com o Ministro da Ciência e Ensino Superior no dia 16. Fica aqui as informações:

Citar
3 – Reunião com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

A OE foi hoje, dia 16 de Janeiro, recebida pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o que há muito tinha sido solicitado. A OE esteve representada pela Bastonária, os Vice-Presidentes e o Presidente da Comissão de Formação.

Foram abordados os seguintes assuntos:

- Oferta formativa e as necessidades crescentes em cuidados de enfermagem

- Enquadramento legal para a solução de enfermeiros oriundos de países terceiros e que pela diferença do quadro regulador do ensino nesses países não podem aceder à profissão

- Aplicação do processo de Bolonha ao ensino de Enfermagem

A reter:

Foram identificadas como áreas problemáticas as condições para as tutorias em ensino clínico, o nº de alunos por serviço, nomeadamente nas áreas de especialidade, e as próprias condições dos serviços.

O Sr. Ministro tomou boa nota das nossas preocupações face à desregulação da actual rede das escolas de enfermagem.

Manifestou a necessidade de ajustar a oferta formativa à procura, na medida em que se trata de uma área onde é necessário prever as respostas às necessidades crescentes de cuidados de enfermagem aos cidadãos numa previsão de longo prazo de forma a evitar as rupturas que hoje se verificam e a necessidade de “importar” enfermeiros estrangeiros.

Solicitará à Unidade de Missão para o Ensino Superior um estudo avaliativo do ajuste da oferta formativa ás necessidades reais e potenciais.

Por parte da OE foi afirmado a necessidade de acautelar as condições que garantam a qualidade do ensino ministrado pelas repercussões que daí advém para a qualidade dos cuidados de enfermagem.
Também neste sentido irá desenvolver os necessários estudos que permitam perspectivar as necessidades a longo prazo.


In http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?page=44#highlight180

Pelo que percebi, a OE defende uma melhor regulação das Escolas que ministram a Licenciatura em Enfermagem (LE), mas vai dizendo que há necessidades crescentes de Enfermagem. Mesmo quando ainda vai encomendar o estudo sobre essas mesmas necessidades.

Offline Guytonn

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Ordens que se preocupam!!
« Responder #5 em: Janeiro 19, 2006, 18:28:09 »
Para a OE, o que interessa é formar, formar, formar...mais vale a mais do que a menos. O que interessa é ter um exército de enfermeiros, nem que seja na reserva. Já estou a ver a Oe daqui a uns anos a vangloriar-se de ter asnado o problema da escassez dos enfermeiros... só que terá criado um novo problema: o do desemprego dos enfermeiros
PRESENTE É SIMULTÂNEAMENTE O EPÍLOGO DO PASSADO E O PRÓLOGO DO FUTURO.

Offline Miguellopes

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Ordens que se preocupam!!
« Responder #6 em: Janeiro 20, 2006, 14:41:51 »
Outra Ordem que se preocupa: Ordem dos Dentistas! Denuciam exercício ilegal...
Quando fazemos essas denúnica à nossa ordem, dizem que nada podem fazer...  às vezes parece que brincam com todos nós. Fica o link:

http://www.online.memorandum.pt/resulta ... 1551&tipo=