Autor Tópico: Os enfermeiros e as passas do desemprego!  (Lida 14704 vezes)

Offline Miguellopes

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #15 em: Outubro 17, 2006, 00:54:15 »
Colega Sérgio, são 30 camas , com uma taxa de ocupação que ronda os 95% e pasme-se, em algumas épocas passa os 100% (graças as milagre das estatítica).

Seja realista e leia o comentário da colega (nadine) e pense se realmente vale a pena andar a formar enfermeiros... para penarem no desemprego!

A formação tem de ser sincronizada com as vagas disponíveis de mercado! Qual é a mais valia de formar mais do que o necessário??
Para o patronato é que há-de haver vantagens: paga mais barato, dá menos direitos, explora mais e favorece a humilhação!!

Offline Miguellopes

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #16 em: Outubro 17, 2006, 23:34:09 »
Colega Nadine, o que descreves esta de acordo com o que se passa no mercado. A tendência, claro, será sempre para piorar.

Mas, o colega Sérgio vê uma primavera e coisas boas no meio disto tudo... Deve ver emprego onde mais ninguém vê!

Há necessidades de mais enfermeiros nas instuições, mas não existem vagas disponibilizadas, o que na prática significa que... não há emprego!

Offline enfsergio

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #17 em: Outubro 18, 2006, 10:38:58 »
Não responder a provocações...

Offline Anonymous

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #18 em: Outubro 20, 2006, 17:49:52 »
Olá pessoal, terminei o curso em julho e ainda tou no desemprego, estou farto de andar a bater à porta dos hospitais e receber sempre a mesma resposta. "Neste momento não precisamos de pessoal...". O pior é que a maioria dos meus colegas tb está na mesma situação e para agravar ainda mais os poucos que conseguiram arrranjar um contrato estao a termin´-lo e para terminar em breve está a sair outra "fornada" de enfermeiros desculpem-me a expressão. Temos que fazer algo urgente. + de 50 escolas de enfermagem é algo impensável, ja para não falar do descontrolo de vagas em algumas dela... A precaridade de emprego, as condições de trabalho etc. Ouvi falar que alguns sindicatos esperam k se aprove o acordo colectivo de trabalho, corrijam-m s estou errado, será bom p a profissão? Temos que fazer pressão junto da ordem, para ver se ela se mexe de uma vez por todas. Nós enfermeiros somos a maioria nas instituições de saúde, se nos unirmos, de certeza que O poder não vai ficar alheio, não viram recentemente o caso dos professores? Contem comigo! mariosrodrigues@hotmail.com

Offline enfsergio

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diferente
« Responder #19 em: Outubro 20, 2006, 18:29:28 »
é diferente uma greve de professores ou de enfermeiros. Os professores faltam as aulas e os alunos vão para casa e não há aulas para ninguem. Com os enfermeiros é bem diferentee. Resulta nos Centros de Saúde, pois não há pensos, não há injecções para ninguem e muitos fecham as portas. Em meio hospitalar é diferente. Se os enfermeiros fizerem greve no bloco operatório as cirurgias são afectadas e não se realizam. E num serviço de internamento? Num serviço de internamento as coisas pioram para quem...fica assegurar os serviços minimos, pois ficam 2 a assegurar o trab de 8 ou 9 numa manhã. Tudo é feito. A medicação não pode deixar de ser dada. Os posicionamentos não podem deixar de ser feitos, por isso...
Penso que a enfermagem tem de arranjar novas formas de luta, que consigam mobilizar um grande número de enfermeiros pelo país na luta dos ideais. Mas o quê?? Aceitam-se sugestões...
:)

Offline Darth_Vader

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #20 em: Outubro 21, 2006, 04:28:08 »
Na minha opinião, a saturação de mercado vai ser inevitável. O problema deverá ser combatido de raiz, orientando e aconselhando aquando da escolha do curso superior, tendo em conta as necessidades de mercado. Assim como a redução (gradual) de vagas.
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro

Offline Darth_Vader

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #21 em: Outubro 21, 2006, 04:40:11 »
A greve tem repercussões, mas mais importante do que isso, demonstra o quanto estamos insatisfeitos.

Existem outras formas de demonstrar o descontentamento, apesar de poderem não ter tanta projecção social como as greves;
Tens manifestações e variantes (concentrações especificas, vigilias, etc...)
Podes "inundar" burocraticamente os serviços (tanto dos hospitais, como do MS). Imaginem que todos os enfermeiros escreviam para o Ministro da Saúde ou até para o 1º Ministro a demonstrar o seu descontentamento, numa missiva formal e fundamentada.
Já imaginaram???
E agora imaginem isto todos os meses.


P.S. - Não, NÃO tenho qualquer ligação com os CTT
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro

Offline Summer

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #22 em: Outubro 21, 2006, 18:46:14 »
Não tenho comentado este assunto por viver uma realidade completamente diferente. Nunca pratiquei enfermagem em Portugal, tirei o meu curso noutro país e desde essa altura que pratico ininterruptamente a minha profissão. Nunca tive falta de emprego, pelo contrário, cheguei a ter 3,4 propostas de emprego ao mesmo tempo. A realidade portuguesa é muito triste... faz-me não querer voltar, atrevo-me a dizer nunca, se esta realidade não mudar.

Se o governo, ou seja lá quem tem poder para isso, pensasse em termos de qualidade de cuidados de saúde então não haveria tantos enfermeiros desempregados. Porque é mais que visível a falta de enfermeiros que há nos serviços. O problema está também na mentalidade portuguesa, tudo se faz... mesmo que não haja pessoal suficiente, os cuidados continuam a ser prestados, por isso... para quê mudar? Para quê gastar mais dinheiro e contratar enfermeiros? Ou apostar em especializações para que os cuidados de saúde sejam qualititivamente melhores?

Já foi salientado, por alguns colegas, que os enfermeiros são necessários em outras áreas, que, neste momento, estão completamente esquecidas. Talvez um esforço conjunto para mudar algumas coisas fizesse a diferença. Um projecto piloto para, por exemplo, dar assistência domiciliária a doentes no pós-operatório, em que o pós-operatório (inclusive tratamento de ferida, cuidados de higiene, medicação etc.) seja efectuado domiciliarmente pelo enfermeiro. Não iria isto beneficiar bastante financeiramente um serviço? Não compensaria isso o pagamento a enfermeiros para prestar esse serviço domiciliário? Será que não era algo a tentar? Fazer uma proposta destas ao Ministério da Saúde? Lógico que um projecto destes envolve bastante trabalho e, principalmente, mudanças de mentalidade. Mas não é melhor que essa realidade que grande parte dos enfermeiros vive neste momento?

É apenas uma sugestão, um trocar de idéias... mais nada.

Muito sucesso para todos os colegas.

Summer
"Tomorrow is always fresh, with no mistakes on it."

Offline Guytonn

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #23 em: Outubro 21, 2006, 19:53:30 »
Existe uma contenção cega no que concerne à admissão de novos enfermeiros. Aparentemente, essa realidade será duradoura pois é necessário uma viragem na concepção de cuidados de saúde de qualidade por parte dos orgãos de decisão política deste país a fim de criarem estruturas e modelos de prestação de cuidados onde os enfermeiros são peça essencial para a prossecução dos objectivos e metas em termos de ganhos de saúde. Mas até se operar essa viragem é urgente refrear o ímpeto formativo em Enfermagem, pois não será a super-abundância de novos Enfermeiros que irá mudar a situação.
O que é triste é verificar que a poupança à custa dos cortes com o pessoal de Enfermagem é esbanjada de forma superfula ou pouco racional: veja-se o caso de alguns profissionais de saúde que nunca cumprem os seus horários de trabalho ou cujo rendimento está muito aquém daquele que seria desejável, do programa SIGIC de combate às listas de espera cirúrgicas que não é mais do que uma forma de bonificar aqueles que devida à sua ineficiência engordam (convenientemente) as listas de espera, etc...
PRESENTE É SIMULTÂNEAMENTE O EPÍLOGO DO PASSADO E O PRÓLOGO DO FUTURO.

Offline Miguellopes

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #24 em: Outubro 22, 2006, 23:18:35 »
No início dos anos 80, o número de vagas para enfermagem foram reduzidas para 50%. Parece-me que esta seria a melhor atitude neste momento!

O desemprego e o excesso éalgo a que nenhum de nós pode fechar os olhos. Abala (e muito!) a nossa profissão!|

Offline aLheiriX

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #25 em: Outubro 23, 2006, 01:48:18 »
Dificilmente o número de vagas irá ser diminuido.

Deviam ser criados Centros de Investigação em Enfermagem, acho que essencialmente  a mudança passa por aí, mas isso está dependente de numerosos factores, e um deles, é a economia do nosso país... Que não cresce!!

Offline enfsergio

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centros de investigação em enfermagem
« Responder #26 em: Outubro 23, 2006, 11:45:39 »
Concordo com a criação desses centros, possivelmente seriam muito úteis nos ganhos de autonomia para a profissão.

Também se poderiam reorgnizar a rede de prestação de cuidados, criar equipas de apoio domiciliário como a colega Summer já sugeriu, equipas de enfermagem que trabalhem nas zonas mais degradadas fazendo trabalho comunitário...lembro que a pobreza e miséria não é só em África, países asiáticos e sul americanos. Porque não fazer "missões humanitárias" dentro do nosso próprio país que se calhar em alguns locais bem precisamos?

Penso que muito pode ser feito...

Offline Roten_Boy

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #27 em: Outubro 23, 2006, 16:52:22 »
Estava eu no bar da minha escola, rodeado de alunos do 4º ano, a contar "as passas do desemprego" (que também em breve serão as deles...) quando me ligaram do Egas Moniz.  :chaka: FINALMENTE!  :cry:  Ainda não sei quando começarei mas mal posso esperar para começar a trabalhar. Foram 4 meses longos desde a minha candidatura lá, mas pronto, demorou mas a resposta positiva veio.

Offline hotvitor

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Os enfermeiros e as passas do desemprego!
« Responder #28 em: Outubro 23, 2006, 17:26:55 »
Cá para mim, também sou apologista dessa redução das vagas para 50%, ao estilo dos anos 80!
Roten_Boy, parabens e desejo-te muitas felicidades no Egas Moniz!

Offline enfsergio

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parabens
« Responder #29 em: Outubro 23, 2006, 21:25:16 »
parabens roten_boy
desejote um bom futuro na enfermagem e em especial nesta tua nova etapa.
um abraço
:)