Autor Tópico: VINCULAÇÃO  (Lida 8064 vezes)

Offline Cinha

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VINCULAÇÃO
« em: Fevereiro 24, 2005, 01:21:10 »
BRAZELTON (1998) descreve o vínculo afectivo entre pais e filhos como um processo contínuo que se inicia na gestação e se vai formando na medida em que as interacções vão ocorrendo.

Offline pedrojosesilva

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VINCULAÇÃO
« Responder #1 em: Fevereiro 24, 2005, 11:24:26 »
Olá Cinha!

Não consigo fazer download de ficheiros (.doc, .xls, .ppt) do Forum com o Internet Explorer mas sim com outros browsers (programas de navegação de internet). O problema é mesmo das actualizações do Internet Explorer (eu tenho o Service Pack 2), que provocam um problema que consiste na renomeação do ficheiro de download para o nome "modules.php".

Quem ainda não actualizou o Internet Explorer não vai ter problemas.

Aconselho a utilização do Opera browser http://www.opera.com/ para quem se deparar com este problema.

Offline Cinha

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Legislação também dá uma ajuda...
« Responder #2 em: Fevereiro 28, 2005, 00:58:24 »
Tempo partilhado
Dá licença que seja Pai?

Quando se olham ao espelho, não se reconhecem pais diferentes, apenas privilegiados. Trocaram os escritórios pelas fraldas, pelos banhos e pelas papas. Quiseram partilhar com as mães os primeiros tempos de vida dos seus filhos e não estão arrependidos.
 
O sonho de Rui Costa cumpriu-se há nove meses. O nascimento do primeiro filho fê-lo deixar por um mês a empresa de material electrónico, onde é gestor de contas, para se dedicar a cem por cento ao pequeno Miguel.
Não foi por obrigação ou por necessidade que optou por gozar a licença por paternidade. «Tinha todo o interesse, e também direito, em ficar com o bebé».
A mãe gozou três meses de licença por maternidade e o pai um. Nunca lhe passou pela cabeça não o fazer. «Decididamente fiz questão de ficar em casa com ele. O filho era dos dois», por isso era natural que «partilhássemos estes tempos mágicos». Além disso «se não fosse agora quando é que seria?», pergunta, consciente de que muitos pais ignoram ou desconhecem o significado deste benefício.
Até à data contam-se pelos dedos de uma mão os homens que na empresa onde trabalha partilharam a licença com a mãe. Dos cerca de 1.000 trabalhadores, cuja média de idades ronda os 28 anos, apenas dois o fizeram.
Rui Costa acredita que não é por desinteresse, mas sim por questões sócio-culturais que isto acontece.
Mais uma vez voltamos à velha questão dos papéis que são atribuídos aos homens e às mulheres. E mais uma vez se esgrimam argumentos para justificar uma decisão. «Ainda existem muitos homens que afastam a possibilidade de partilhar a licença, por considerarem que este é um assunto de mulheres» e que são elas as responsáveis pela educação das crianças.
Acredita, no entanto, que esta opção irá ter um efeito multiplicador entre os seus colegas. «Mais cedo ou mais tarde, haverá mais pais a fazer isto».
Dos colegas de trabalho e familiares obteve boas reacções. «Uns acharam piada, outros tiveram pena de não terem feito o mesmo».
Da empresa só guarda boas recordações em relação à facilidade com que atenderam ao seu pedido. «Nunca colocaram obstáculos», pelo contrário até estimularam. A dificuldade foi encontrar a melhor altura para se ausentar. Afinal era necessário assegurar que o trabalho não ficaria comprometido.
Dividido entre choros, sonos, papas e fraldas, este pai babado afiança que o mês foi espectacular e que os tempos que se lhe seguiram: «oiro sobre azul».

Direito a ser pai

Apesar de ter meia dúzia de anos, a nova Lei de Protecção da Maternidade e da Paternidade, alterada em 1999, arrepiou caminho para se desenvolver uma cultura de igualdade entre homens e mulheres e ao mesmo tempo corrigiu um erro: reconheceu que também os homens devem estar com as suas crianças nos primeiros tempos de vida.
Agora, para além de se manter a situação já prevista na velha lei (possibilidade de o pai repartir a licença por maternidade em caso de morte ou incapacidade da mãe ou com o acordo desta), as mulheres viram aumentado o período de licença por maternidade obrigatório para seis semanas (antes era 14 dias), e os homens passaram a dispor de um direito à licença por paternidade, durante cinco dias, no primeiro mês de vida da criança, e uma licença parental de 15 dias.
Ao permitir que os pais tivessem direito a tempo e a tempo pago para estarem com as crianças, a lei reconheceu que os filhos não são exclusivamente «uma questão de mulheres».

Trigémeos

O nascimento de trigémeos e um trabalho que impedia a mãe de se ausentar, foram as razões de peso que obrigaram Roberto Loja a partilhar a licença por maternidade. Na altura ainda só se gozavam três meses e meio, mais trinta dias por cada filho extra.
A mãe gozou dois meses, o restante tempo foi assumido pelo pai, que ainda usufruiu de mais 15 dias de licença parental.
Um full-time de 95 dias que lhe consumiu em energias, o que lhe devolveu em alegrias. «Com trigémeos não há tempo para nada, nem sequer para dormir». A necessidade obrigou os pais a partilharem as horas de sono e a trabalharem em equipa, revezando-se nas tarefas. «Os três queriam comer de três em três horas. Um tinha de lhes dar de comer, para que o outro conseguisse dormir seis horas seguidas».
No local de trabalho, a notícia foi recebida com espanto e admiração. Nunca antes se conhecera outro pai que tivesse partilhado a licença com a mãe «Era uma situação inaudita. Devo ter sido o primeiro. Muitos dos meus colegas perguntaram: Porque é que nunca me lembrei disto antes?».
Embora nunca tivesse sentido por parte das suas hierarquias qualquer tipo de pressão, reconhece que se fosse um filho, em vez de três, e se a mulher pudesse ter ficado em casa, em vez dele, «as coisas não teriam sido desta forma». Provavelmente não teria ficado em casa e socorria-se de «uma ama, dos pais ou dos sogros».
Nunca se sentiu diferente dos outros pais, só mais «privilegiado. Fui eu quem lhes deu o primeiro banho». Se pudesse «ficava o dia todo» com o António, a Matilde e a Mariana, que aos dois anos e meio fazem dele «gato e sapato».
Jorge Graça é o que se pode chamar um pai babado. Não partilhou a licença com a mãe porque não foi necessário. Ambos estiveram juntos depois do nascimento da Rita. A mãe porque gozou a licença, o pai porque na altura trabalhava em casa.
Desta participação nasceu uma relação que Jorge Graça define como «especial». A primeira palavra que ela disse foi «papá e quando me vê quer ir logo para o meu colo. As próprias pessoas acham engraçada a minha relação com ela».
Não conhece outros homens que tenham ficado em casa a fazer as vezes das mães. Aliás considera até que é raro, mas não impossível. O problema, segundo diz, também é a precariedade laboral que obriga as pessoas a abdicarem de uma paternidade plena em nome da segurança no trabalho.
A mesma opinião é partilhada por João Pereira que reconhece que por motivos profissionais muitos pais deixam de fazer valer os seus direitos. A sua própria profissão impediu-o de ficar em casa.
A concorrência é muita e actualmente é muito fácil «substituir-se qualquer pessoa em qualquer trabalho». Mas depois de terminada a licença da mãe, João Pereira tirou quinze dias para estar com o Hugo Miguel e «recuperar o tempo perdido».

SANDRA COSTA PEREIRA

in www.noticias daamadora.com.pt

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A Sociedade e o papel do pai...
« Responder #3 em: Março 02, 2005, 17:03:48 »
Uma coisa é certa... na nossa sociedade o papel do pai é sempre menosprezado em relação ao papel da mãe, apesar de esta ser uma tendência que está a mudar.

Para não ser mal interpretado, explico-me: a imagem de pai autoritário, que nunca está em casa devido ao trabalho e o da mãe cuidadora, que está sempre em casa, que veste os filhos e os alimenta (característico da nossa sociedade há algum tempo atrás) ainda persiste de certa forma, com algumas alterações decorrentes das alterações sociais.

Ainda existem muitos homens que associam certas tarefas (se é que se pode chamar tarefa o cuidar dos filhos...) às mulheres. Como tal rejeitam essas mesmas tarefas, com a eterna desculpa: "isso é coisa de mulheres..."

O exemplo mais flagrante, que se distancia um pouco do que foi atrás dito, mas que é o exemplo que melhor explica esta distinção social entre homem e mulher é o "homem não chora"...

Existem certos papéis sociais atribuídos a homens e mulheres, que foram transmitidos ao longo dos tempos, o que explica certas atitudes, certos comportamentos. Penso que estes pensamentos estão a mudar, penso que as atitudes estão a mudar... Penso que não poderá, ou melhor, não deverá haver distinção entre papéis masculinos e femininos, ainda mais importante no que a esta temática concerne.
Abílio Cardoso Teixeira
(SCI1: CHP - HSA)

Offline nunotavares

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VINCULAÇÃO
« Responder #4 em: Março 03, 2005, 23:13:12 »
De facto para ser pai hoje em dia, muitas vezes, a licença é mesmo necessária!

O papel masculino não pode mesmo obter o mesmo tipo de privilégios que o feminino, na medida em que todo um ciclo de ordem anatomo-fisiológica é vivenciado pela mulher, logo ao nível de benefícios de ordem social, económica e profissional, embora não sendo muitos, nem os melhores, devem ser da mulher! A isto tudo é acrescido o desenvolcimento psico-socio-cultural a ser trilhado pela futura mamã!

O pai deverá sim, ser um pouco mais beneficiado socialmente uma vez que embora não abarque a componente mais física da questão, vivencia a componente mais psicológica e claro que, a quando do nascimento da criança, ele quer também partilhar momentos de verdadeiro ambiente familiar e prestar o devido apoio à mãe do seu filho!

Um abraço,  :D

Offline pedrojosesilva

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VINCULAÇÃO
« Responder #5 em: Março 04, 2005, 10:23:20 »
@Nuno em que sociedade queres viver?

Quanto às questões anatomo-fisiologicas e suas implicações ao nível do periodo crítico da vinculação, os autores mais recentes sustentam que a progenitora não é necessariamente privilegiada enquanto primeira figura vinculativa. A Vinculação é um acto entre o fisiologico e o cultural.


Deixo aqui um excerto de um trabalho que realizei a um ou dois meses atrás acerca da transformação da paternidade nas sociedades actuais. Quando o iniciei o que me tinha chamado a atenção foi o espectaculo mediatico que a organização Fathers-4-Justice ( http://www.fathers-4-justice.org/)montou ao conseguir colocar "Batman" na varanda do Palácio de Buckingham  para se manifestar a favor de mais direitos de custódia sobre os filhos para pais separados.

Citar
Como deve ser um pai?


Faz sentido a distinção legal de pai/mãe numa sociedade igualitária? A divisão sexual do trabalho, tem vindo a ser posta em causa. As tarefas domésticas que outrora faziam parte do mundo feminino, são hoje em dia assumidas pelos jovens casais com mais partilha.
A guarda dos filhos que também faziam parte das “tarefas domésticas” , é hoje em dia vista como um privilegio em alguns sectores da sociedade. O que antigamente era impensável, ou seja, pais a manifestarem-se com vestimentas que incluem colans em locais públicos, para não ficarem arredados do contacto com os seus filhos.
A legislação familiar deveria contemplar a plasticidade de funções e não pré-determinar o que a mulher é mais apta a fazer e o que o homem não é tão apto a fazer.
Pessoalmente este último facto irrita-me, pois como enfermeiro também já ouvi coisas desse género, e até sei de teses de mestrado que abordam o facto das mulheres serem mais aptas ao “cuidar” do que os homens, exactamente pelos estereótipos de maior sensibilidade, maior calor humano, maior subserviência, paciência, e outras coisas atribuídas ao género.
O imperativo biológico dominou durante tanto tempo que ainda hoje em dia a Enfermagem é uma profissão maioritariamente constituída por mulheres. Alguns factores têm vindo a suavizar o abismo entre homens e mulheres no que concerne à divisão sexual do trabalho. Mas com este ensaio gostava de frisar que este movimento que começou pelas feministas da década de 60 e 70, hoje em dia apresenta novas forças, nomeadamente no que concerne à chegada de homens a profissões ditas femininas, e os defensores do resgate emocional das relações pai-filho/a.
Presumo que o Estado se verá forçado no futuro a legislar igualitariamente, isto põe-se tanto ao nível da guarda dos filhos, como ao nível da partilha do tempo de paternidade/maternidade que os pais gizam após o nascimento dos filhos, a adopção de crianças por parte de casais do mesmo sexo, etc…
Paternidade/Maternidade fundem-se numa sociedade igualitária, deixam de ser conceitos embuidos de algum sexismo e imperativos biológicos.
Estamos a falar de vinculação que é um direito da criança, mas também dos pais (biológicos ou não) enquanto pessoas significativas que partilham ou não o mesmo lar, e desejam uma relação baseada nos afectos, no cuidado, e no respeito mútuo.
A proliferação de “famílias recompostas ou reconstituídas” (pai/mãe, os filhos de uma relação anterior e um novo conjugue com quem é casado/a ou cohabita) evidencia problemas específicos a este género de famílias. Geralmente enfrenta a anomia, ou seja, a carência de regras e de modelos de conduta, a relação entre padrastos e enteados não estão juridicamente codificadas. Os membros desta família não dispõem de nomes para se chamar. Como chamar ao novo marido da sua mãe? Papá? Pelo nome? Padrasto?
O dicionário de Sociologia (ETTIENE e tal, 1998) refere que por detrás desta realidade multiforme “podem identificar-se dois modelos diferentes de relações”: “o modelo de substituição, que predomina nas classes populares” onde o segundo casamento dá lugar à constituição de uma nova família [nuclear] que vem substituir-se completamente à antiga; o pai/mãe que não tem o filho à sua custodia não o vê praticamente mais, enquanto que o padrasto tende a substitui-lo no exercício da função paternal”. O “modelo de perenidade, mais vulgar nas camadas intelectuais superiores, faz justapor a antiga e a nova família: o pai que não tem a custódia continua a ter relações regulares com os seus filhos e a sua ex-esposa.
Do ponto de vista da criança, pode-se imaginar um universo “multiparental” onde os papeis e os afectos se podem diluir, constituindo por isso riscos acrescidos para o desenvolvimento sócio-emocional da criança. Claramente o modelo de perenidade parece ser mais democrático e tendencialmente mais reinvindicado e consciente que o modelo de substituição. Os Justice-4-fathers sem dúvida constituem um movimento de pós-modernidade, ao defender um novo tipo de relação pura ao nível das mutações sociais da instituição família. Uma sociedade onde o poder do patriarcado decresce a paternidade/maternidade torna-se partilhada e negociada com base nos afectos e respeito mútuo.



Para quem quiser ler o trabalho todo, fica a seguir o link.

Offline Cinha

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O Alvorecer da Vinculação
« Responder #6 em: Março 09, 2005, 21:32:29 »
A tarefa da gravidez

"Os noves meses de gravidez dão aos pais a oportunidade dese prepararem em termos físicos e psicológicos. A preparação psicológica, simultaneamente inconsciente e consciente, está intimamente ligada às fases físicas da gravidez da mulher. Depois de nove meses, a maioria dos pais sentem-se completos e preparados. Quando este período é abreviado, nomeadamente através de um parto prematuro, os pais sentem-se perdidos e  incompletos. Quando surgem complicações físicas, estas põem em perigo o ajustamento psicológico..."
   
                                   in A RELAÇÃO MAIS PRECOCE
                                      os pais, os bebés e a interacção precoce
                                                                      T. Berry Brazelton
                                                                      Bertrand G. Cramer


 Aqui está um desafio para os Enfermeiros da área de Neonatologia: conseguir que este processo de VInculação, quando é alterado por qualquer das razões citadas ou outras,
seja conseguido o mais plenamente possível. Será que estamos atentos a este aspecto tão importante??

Offline Cinha

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Vinculação
« Responder #7 em: Abril 08, 2005, 01:16:16 »
Um trabalho muito interessante que encontrei...

Offline joana santos

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Vínculo criança/pais...
« Responder #8 em: Abril 08, 2005, 20:52:12 »
A criança com necessidades especiais e a relação parental

E quando a criança tem necessidades especiais como se processa esse vínculo? Que apoios existem a nível interventivo? Nesse sentido, transmito as ideias de uma educadora em ensino especial, neste trabalho que me chegou às maõs:
" O primeiro contexto ambiental que o indivíduo conhece e com o qual interage é a sua família. A organização familiar é feita tendo em conta um conjunto de valores sociais e culturais, transmitidos por gerações anteriores que influenciam as relações interpessoais e as competências individuais.
Quando a criança apresenta necessidades especiais, o caso muda de figura, porque a caracterização da criança com necessidades educativas especiais deve ser realizada tendo em conta o seu mapa ecológico (micro, meso, exo e macrosistema) actual, mas também o património social e cultural da sua  própria família.
Qualquer problemática, no desenvolvimento de uma criança, não pode ser relacionada com um ou outro factor. A análise causal tem de incluir diversos factores importantes e significativos nos diferentes sistemas ambientais onde ela interage.
Esta concepção ecológica permite  adoptar medidas e  programas de apoio às crianças com NEE (necessidades educativas especiais) baseadas num modelo de corresponsabilização, onde sejam criadas oportunidades quer para os pais, quer para a escola, de se revelarem competentes (Dunst, Trivette, & Deal, 1988). A intervenção educativa é mais eficaz, quando a família participa activamente  na programação como na sua implementação e, posteriormente, na avaliação de todo o processo.
O modelo de corresponsabilização que Marilyn Espe-Sherwindt elaborou para pais com necessidades especiais pode ser posto em prática para qualquer tipo de família. Subjacente a este modelo, estão as três questões que Sherwindt considera a estrutura de base para uma análise séria do envolvimento parental.
Partindo do princípio que os pais são competentes, é pois necessário criar oportunidades para que os pais demonstrem a sua competência, sendo conveniente ir ao encontro das necessidades detectadas, para proporcionar aos pais o sentido de controlo.
A primeira questão remete-nos para uma reflexão sobre a definição de competências. O que consideramos competências? As socialmente impostas generalizadas e colectivas, ou as reais que cada um de nós possui e procura demonstrar, no seu dia a dia da melhor forma que sabe?
A criação de oportunidades, que Sherwindt aborda na segunda questão, diz respeito a um conjunto de acções sistemáticas e consistentes que são desenvolvidas pelos técnicos e professores. Neste trabalho de interacção com as famílias, é criado um vínculo afectivo que permite o desenvolvimento em “áreas-chave”, tais como:  auto-estima, competências sociais, percepção das forças do controlo, competências na resolução de problemas, preparação para o desempenho das funções parentais, estratégias de superação e práticas educativas.
A última questão refere-se à forma como devemos intervir, dando sempre o controlo aos pais, para que se sintam activos, responsáveis e livres na resolução dos seus reais problemas e dentro das competências que demonstram ou possam vir a demonstrar. Por último, refiram-se algumas sugestões de estratégia que, neste modelo de corresponsabilização, nos podem ajudar a promover as competências parentais:
ouvir a opinião dos pais; permitir que sejam eles a tomar decisões; assegurar que atinjam sucesso nas suas decisões; recorrer a estratégias eficazes; planificar com os pais as situações exteriores, tais como: ida ao médico, elaboração de um relatório, organização de uma festa de aniversário para o filho, etc.; apoiar as tentativas dos pais para melhorar a sua qualidade de vida; aprender a conhecer e a apreciar os pais: ver os problemas na perspectiva dos pais; partilhar competências e informação".

In Fontão, M. ( 1997 ). Intervenção educativa ecológica num caso de risco ambiental. In trabalho final para a Curso de Estudos Superiores Especializados em Educação Especial, Braga: U. M.;

Offline Cinha

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VINCULAÇÃO
« Responder #9 em: Abril 13, 2005, 22:48:52 »
Resumo

O ato de tocar é um comportamento que pode conter alguns elementos fundamentais para o desenvolvimento do ser humano, principalmente as crianças, desde a vida intra-uterina, proporcionando bem estar físico, emocional e social. A qualidade do toque na vida infantil pode gerar tendências positivas no decorrer do seu crescimento, levando-a a formação de uma personalidade terna e amorosa.

 
Introdução

Este trabalho apresenta algumas idéias acerca da importância do ato de tocar, desde os primeiros e fundamentais momentos de nossa existência e dentro do processo do viver, continuamente, atribuindo a este contato o valor extraordinário de desenvolvimento que lhe é pertinente, físico, emocional e social.

A pesquisa histórica bem ilustra o quanto se perdeu por tanto tempo na não observância deste elemento colaborador: o toque. Contudo, ao tomarmos contato com os levantamentos já realizados, nos surpreendemos, a ponto de estimular a nossa vontade de enriquecer as nossas vidas através do simples comportamento de tocar cada vez mais o outro, com carinho e amor.
 

A importância do toque


Conforme Montager (1988) no século dezenove, uma grande quantidade de bebês morria durante o primeiro ano de vida, geralmente de marasmum, (do grego: definhar). Na década de vinte nos Estados Unidos a taxa de mortalidade para bebês com menos de um ano em diversas instituições e orfanatos era muito próxima a cem por cento.

Em 1915 o Dr. Henry Dwight Chapin, um pediatra famoso de Nova Iorque, relatou assustadoras informações sobre bebês com menos de dois anos de idade que morriam, excluindo uma única instituição que não seguia esta regra. Dr. Chapin introduziu o sistema de externato para os bebês do orfanato, ao invés de deixá-los definhar na aridez emocional das instituições. Foi contudo, o Dr. Fritz Talbot, de Boston, que trouxe a idéia do "Cuidado Terno, Amoroso", que ao visitar a Alemanha, após a Segunda guerra mundial, ficou muito impressionado ao observar na clínica de crianças em Dusseldorf que mantinha um padrão de higiene e beleza para acomodar as crianças, mas que apesar disto, quando uma criança não respondia aos tratamentos médicos; esta era entregue aos cuidados de uma ama, que cuidava dos bebês com carinho e os mantinha próximo ao seu corpo, promovendo na maioria dos casos a recuperação destes.

Em pesquisas realizadas após a Segunda guerra mundial, ficou evidente que a causa do marasmo estava relacionada à falta de amor e no tocar as crianças. Tais evidências se apresentavam por meio de crianças que conseguiram superar as dificuldades de privação material, mas que por outro lado, recebiam amor de mãe em abundância, e, em contrapartida, lares e instituições considerados “favoráveis”, do ponto de vista de recursos materiais, porém, onde a mãe não era boa, apresentaram o marasmo. Através dos resultados das pesquisas percebeu-se que para as crianças se desenvolverem bem, elas precisam ser tocadas, acariciadas, levadas no colo, conversar carinhosamente com elas. A criança resiste à ausência de muitas outras coisas, desde que exista o toque amoroso.

Supõe-se que para o bebê pequeno, segundo Montager (1988) o mais importante são as sensações da pele e a sensação cinestésica (sensibilidade aos movimentos) e são acalmados prontamente com palmadinhas leves e com calor, e choram em resposta a estímulos dolorosos e ao frio. É por meio de seus receptores localizados nas articulações musculares que o bebê recolhe as mensagens, a respeito do modo como o pegam, mais do que apenas a pressão exercida sobre a pele, que lhe transmitem o que sente por ele a pessoa que o está carregando.

O bebê discrimina adequadamente, de forma parecida ao adulto, o caráter de uma pessoa a partir da qualidade do seu aperto de mão. Os bebês nascem com este sentido cinestésico e, se levarmos em conta as experiências pelas quais passam em seu início de vida; podemos inferir sobre a idéia de que uma parte do modo como o comportamento se coloca corporalmente se devem à estimulação exteroceptiva da pele; por eles percebidos.

 
Tocar e sentir

Observar, ver é uma forma de tocar a distância, mas é por meio do tocar que verificamos e confirmamos a realidade. O tato atesta a existência de uma realidade objetiva, no sentido de que é alguma coisa fora, que não eu mesma. As pontas dos dedos do bebê lhe fornecem a existência de um universo, levando-o ao desenvolvimento da consciência de seu próprio corpo e o da mãe, constituindo o seu meio primário e fundamental de comunicação; a sua forma de entrar em contato com outro ser humano, estabelecendo-se ai a gênese do toque humano.

Os bebês sempre emitem comportamentos com a finalidade de manter o seu contato com a mãe. Quando o bebê é frustrado nesta busca de contato acaba por valer-se de outros recursos, tais como chupar seus dedos, agarrar parte de si mesmo, balançar-se. Estes comportamentos são uma regressão à estimulação pelo movimento passivo que experimentou na vida intra-uterina. Os seres humanos se tornam adultos ternos, amorosos e carinhosos a medida em que recebem muitos cuidados em seus primeiros anos de vida.
 

O valor da massagem

A massagem é uma forma ampliada de tocar com qualidade, proporcionando descanso em partes ou no corpo todo. A massagem é bastante adequada aos bebês, uma vez que saíram de sua posição fetal e precisam alongar os seus músculos, abrir as juntas e coordenar seus movimentos, habilitando-o melhor para as habilidades físicas. Ela ainda beneficia a freqüência cardíaca, a respiração e a digestão.

As mães encontram ganhos positivos nestes contatos, a exemplo da ajuda que ocorre na secreção de “hormônio da maternidade”; a prolactina, que auxilia na produção de leite e na capacidade de relaxar. As mães acabam se sentindo mais seguras através da percepção de sua capacidade em proporcionar benefícios para o bebê, obtendo deles boas respostas.

Shantala é o nome da técnica de massagem para bebês usada há milhares de anos na Índia. Foi o Dr. Frederick Leboyer, obstetra francês que observou, em Calcutá, uma mãe massageando seu bebê e trouxe ao mundo ocidental tais informações. Encantado com a força do momento, batizou a seqüência de movimentos com o nome daquela mulher: Shantala; que é uma arte de dar amor e uma técnica

 
O toque na vida social e afetiva do bebê na visão Piagetiana


Rodrigues (1989) nos diz a respeito do período "sensório-motor" de Jean Piaget, “na vida social e afetiva do bebê de 0 a 2 anos de idade, onde há os sentimento interindividuais – Com o domínio da noção de objeto permanente, há uma separação do eu corporal, em relação ao outro, dando início a um sistema de trocas sociais e afetivas. Essas trocas, porém, não são genuinamente sociais, pois são calcadas, sobretudo, na imitação de gestos. Assim, a imitação do ato da mãe de tocar o rosto do bebê gera-lhe prazer e leva a criança a repetir este gesto na própria mãe.”

De acordo com Bee (1997) o contato imediato após o parto parece aprofundar a capacidade de a mãe (e talvez também do pai) responder em relação ao bebê. Alguns psicólogos acreditam que a capacidade de formação de vínculo social é resultado da maturação e que deve ocorrer algum relacionamento logo no início da vida da criança se quiser que esta seja capaz de, mais tarde, formar vínculos significativos.

Os bebês têm que sugar com vigor para que o leite continue a ser produzido em boa quantidade. As mães devem ter o desejo de amamentar. Uma mãe que amamente por sentir que deve e não porque o queira irá sentir-se tensa. Quando as mães se acham perturbadas, os bebês também mostram sinais de aflição. Por outro lado, os bebês de mães tranqüilas tendem a ser calmos. A saúde emocional da mãe e do bebê é mais bem proporcionada por tudo que gere maior prazer entre ambos.

O bebê sinaliza as suas necessidades por meio do choro ou do sorriso, reagindo conforme os pais respondem aos seus apelos, levando-o ao colo, acalmando-o. Tais comportamentos são fundamentais para a formação de vínculos e estabelecimento de elo afetivo familiar, que é uma segunda etapa, posterior ao contato inicial pós-parto.

Com relação a bebês prematuros e com baixo peso, que correspondem a vinte milhões do nascimento anual no mundo, um terço deles morre antes de completar um ano de vida. Tal fato levou muitos estudiosos (Charpak, 1997) a pesquisas e discussões permanentes, obtendo respostas que sinalizam o contato da pele entre o bebê prematuro e sua mãe; o que se denominou de método “Mãe Canguru“ representando um modelo eficaz de atendimento a este bebê com relação à melhoria da qualidade de vida. O recém-nascido é retirado da incubadora e permanece junto ao colo da mãe, com a cabeça encostada no seu coração, favorecendo os batimentos cardíacos, a temperatura e a respiração. Além de manter o bebê inclinado, impedindo o refluxo do alimento para o pulmão e permitindo um maior contato com a mãe, viabilizando o aleitamento materno, que alimenta o bebê e protege-o contra infecções.

Na visão de Winnicott (1993) encontramos que a capacidade das mães em dedicar a seu filho toda a atenção que ele precisa, atendendo suas necessidades de alimentação, higiene, acalanto ou no simples contato sem atividades, cria condições necessárias para a manifestação do sentimento de unidade entre duas pessoas.

Da relação saudável que ocorre entre a mãe e o bebê, constitui-se a subjetividade do sujeito, conforme Winnicott (1999), ao se referir ao desenvolvimento emocional-afetivo da criança. No primeiro ano de vida, o bebê mantém uma relação visceral com a mãe, onde ele a considera como uma extensão de seu próprio corpo, até acontecer à divisão do “não-eu” e do “eu” do bebê. Para que haja uma boa formação psíquica deste bebê, é preciso que esta mãe e o ambiente que lhe cerca sejam suficientemente bons, Winnicott, evitando assim “falhas” ou carências, que podem gerar grande ansiedade, que por sua vez, pode comprometer a constituição da sua subjetividade.

Encontramos ainda em Winnicott (1982) que, a mãe, ao tocar, manipular o bebê, aconchegá-lo, falar com ele, acaba promovendo um arranjo entre soma e psique e, principalmente ao olhá-lo, ela se oferece como espelho onde o bebê deve se ver. A forma como esta mãe olha o bebê (expressão facial) devolve a ele a sua imagem corporal, como forma de comunicação.

O ato de tocar se insere em alto grau de importância desde a convivência gestacional e posterior a ela, onde o contato da mãe com o seu bebê; já implica em momentos favorecedores na formação da criança. O toque imediato após o parto, estabelecendo o vínculo entre mãe e bebê; o toque na amamentação, gerando trocas positivas entre ambos, e evitando a tensão que possa ocorrer conforme o estado emocional presente, e ainda, a geração de bem estar na mãe, ao perceber o tipo de ajuda favorável que oferece ao seu filho. Encontramos também o valor do contato entre mãe e bebê prematuro assinalado no método Canguru, o qual demonstra os benefícios obtidos deste tipo de relação inicial.

No campo físico, o tocar viabiliza o bom funcionamento da respiração e digestão, entre outros pontos. No desenvolvimento psíquico e social fica evidente a relevância do tocar, principalmente se através dele, é possível estabelecer um vínculo melhor entre a mãe (ou quem cuida) e o bebê, gerando assim uma tendência na criança, de criar e manter outros vínculos mais seguros ao longo de sua vida social. O bebê, por encontrar um contato desta magnitude em sua formação inicial, vai formando uma personalidade sadia e percebe o mundo de forma agradável, sentindo-se aceito e bem quisto com o passar do tempo, formando então, uma boa auto-estima, instrumento imprescindível na conquista do mundo que vai se desvelando conforme avança em seu crescimento e na manutenção das relações que vai estabelecendo com as outras pessoas.

A comunicação é fator relacionado ao tocar, uma vez que o bebê percebe, por meio de respostas de contato com o outro, a forma como é tocado, mediante os seus apelos de cuidados. O contato da relação proporciona as impressões de comunicação dos dois lados: mãe e bebê, os quais, acabam interagindo, cada vez mais, conforme avançam nesta troca, levando, conseqüentemente, a constituição do sentimento de unidade.

Encerramos este trabalho, certos de que há a necessidade de tocarmos com carinho os bebês no cotidiano e, conseqüentemente, a criança que se desenvolve posteriormente. É possível ainda compreender, dentro da perspectiva de contínuo desenvolvimento, que o tocar é importante para o jovem, o adulto e o idoso, que são apenas um ser humano, em suas diferentes dimensões com relação ao tempo. Este tocar carrega em si numerosos benefícios em forma de estímulos que geram um melhor desenvolvimento físico, emocional e social, potencialmente gerador de uma personalidade terna e amável no adulto posteriormente. O que talvez esteja emperrado no momento seja a falta de hábito e não, pura e simplesmente, o desconhecimento sobre o tema e suas conseqüências. O trabalho necessário por hora é o de agregar estas duas informações, uma teórica (informação) e outra prática, despertando a necessidade do hábito (o tocar), aumentando a chance das crianças quanto a um melhor desenvolvimento.

 
Referências

BEE, Helen. O ciclo vital. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1997.

CHARPAK N, Figueroa Z, Hamel A. El Método canguro. Colombia Bogotá: Interamericana-McGraw-Hill, 1997.

FARIA, Anália Rodrigues. O desenvolvimento da criança e do adolescente segundo Piaget. São Paulo: Editora Ática, 1989.

MONTAGER, Ashley. Tocar: O significado humano da pele. São Paulo: Editora Summus, 1988.

WINNICOTT, Donald Woods. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 1982.

________. Os bebês e suas mães. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

________. A família e o desenvolvimento individual. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

Offline Cinha

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VINCULAÇÃO
« Responder #10 em: Maio 13, 2005, 15:06:57 »
http://www.attachmentnetwork.org/

  UM SITE INTERNACIONAL para a VINCULAÇÃO!
        (Disponível em espanhol/ inglês)

 
Historia

El International Attachment Network fue fundado por las siguientes razones:

Porque existe una carencia de información sobre el valor de la teoría del apego entre los profesionales que trabajan en el campo de la salud, educación, asistencia social, etc.  
Porque la mayoría de los programas de formación en psicoanálisis y psicoterapia (con algunas excepciones) excluyen a la teoría del apego y sus aplicaciones clínicas de sus programas de estudio.
Porque muchos centros universitarios le otorgan a la teoría del apego un espacio mínimo o ningún espacio en sus programas académicos sobre psicología evolutiva y psicología clínica.
Porque casi todos los programas actuales de promoción de la salud mental y prevención psiquiátrica carecen de los elementos enriquecedores que la teoría del apego puede aportar.
Por lo tanto, considerámos que este vacío necesita ser llenado por una organización que se ocupe específicamente de promover el conocimiento y la comprensión de la teoría del apego y temas relacionados.

La teoría del apego

Se puede definir a la teoría del apego como una manera de entender porqué los seres humanos tienden a formar vínculos específicos y duraderos con otras personas y porqué las interrupciones y los conflictos en estas relaciones pueden dar lugar a trastornos psicológicos, psicosomáticos y psicosociales.

Los vínculos de apego son necesarios a lo largo del ciclo vital pero son aún más importantes en la niñez temprana, ya que tienden a influir de manera importante el desarrollo de la personalidad.

Originalmente, la teoría del apego emergió de los trabajos de John Bowlby y Mary Ainsworth. John Bowlby (1907-1990) era un psiquiatra y psicoanalista británico. Mary Ainsworth (1913-1999) era una psicóloga norteamericana.

Articulando conceptos de la teoría de desarrollo, del psicoanálisis, de la biología, de la etología, de la cibernética y del procesamiento de información, John Bowlby formuló los principios de base de la teoría. Con Mary Ainsworth desarrolló métodos de investigación para probar estas teorías y también estimuló a otras personas a   que extendieran el trabajo. El International Attachment Network cree que la tarea comenzada   por John Bowlby y Mary Ainsworth, identificando diferencias individuales en patrones de apego:

Ofrece un marco teórico importante y genera hipótesis que pueden ser probadas.
Es un importante aporte para una variedad de disciplinas que permite enriquecer nuestra comprensión de relaciones humanas.
Puede integrarse con otras escuelas del así llamado "psicoanálisis relacional".
OBJETIVOS

El objetivo principal del Internacional Attachment Network (IAN) es difundir e intercambiar información acerca de la teoría del apego y estudios relacionados.

En este contexto, el International Attachment Network apunta a:

Promover la comprensión de la teoría de Bowlby/Ainsworth, de sus orígenes, de su base empírica y de sus métodos de investigación, particularmente a través de la Revista que reciben los miembros del IAN (vea por favor la página de las suscripciones para mayores detalles)
Facilitar el establecimiento de una red mundial entre los grupos de personas interesadas en la teoría del apego.
Promover el establecimiento de grupos locales dedicados al estudio de la teoría del apego y temas relacionados.
Proporcionar foros (conferencias, seminarios, supervisión de psicoterapia, etc.) para la discusión del uso de estas ideas (para detalles de los eventos, vaya por favor a la opción de eventos )
Mantener a los miembros informados sobre progresos teóricos recientes y animar   la   discusión interdiciplinaria, ya que la teoría del apego puede enriquecer la base teórica y el repertorio de intervenciones que cada profesión puede utilizar.
Organizar cursos centrados en ideas sobre el apego, en todos los niveles de enseñanza, con descuentos para los miembros de IAN (vea por favor la página de las suscripciones para más detalles)
Proporcionar materiales para su uso en discusiones de los grupos interesado en la teoría del apego
Publicar información y artículos, en inglés y español, a través de su website
El International Attachment Network tiene su oficina central en Londres así como representantes en otras ciudades y países. La sección central se encuentra en el Reino Unido (a cuál pertenecen miembros residentes en el extranjero además de los miembros residentes en el Reino Unido). Casi todos los miembros de España y Latinoamerica se agrupan en el así llamado "I.A.N. Ibérico". Existe también una representación en Washington.

Oficina central:

The International Attachment Network (IAN)
1 Fairbridge Road
Islington
LONDON
UK
N19 3EW
Telephone/fax: 44 (0) 207 281 4441

(Por favor note que nuestra secretaria en Londres solo habla el idioma inglés)

 


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