Autor Tópico: cuidados continuados  (Lida 5136 vezes)

Offline PAULOALEX

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cuidados continuados
« em: Abril 11, 2005, 23:47:56 »
Caros colegas, hoje deu-me uma vontade enorme de colocar um post sobre o tema "Cuidados Continuados"; não sei bem porquê!....
mas, nos ultimos tempos tem-se ouvido falar imenso sobre este termo, e tenho constatado que existe alguma mistura de conceitos, e por isso queria deixar aqui o inicio de uma discussão, deixando para já alguns conceitos.
Os cuidados continuados sofreram algumas alteraçãos conceptuais ao longo deste tempo, por força da nova legislação, existindo por vezes alguma confusão quando se fala no termo "cuidados continuados".
Anteriormente ao dectreto lei 281/2003, cuidados continuados eram essencialmente aqueles que eram os cuidados prestados no domicilio do utente com apoio da saude e/ou apoio social. Com a introdução, por parte do legislador, do termo "rede de cuidados continuados", é formado tres unidades "Unidade de Internamento", "Unidade de recuperação Global"e Unidade Móvel Domiciliária".
Esta ultima unidade é aquela que muitos designam de cuidados continuados ( mesmo eu próprio). no entanto existem outros que utilizam o termo quando se querem referir às unidades de internamento ( unidades que são essencialmente geridas pelas Misericórdias).
Assim, quando ouvimos ou vemos temas relacionados com o termo de cuidados continuados teremos que nos localizar em qual das unidades a que se está a tratar, pois cada uma tem concepções diferentes.
esta confusão tem uma maior dimensão quando se fala em "REDE". Rede de cuidados continuados(segundo a legislação) pressupõe a articulação entre as 3 unidades. no entanto quando prestamos cuidados na unidade móvel domiciliária esta no meu ponto de vista só tem razão de ser quando temos a perspectiva de REDE comunitária, isto é, o aproveitamenbto dos recurso comunitários existentes (Saúde, Social, Autarquias, entre outros) em prol do utente, sendo a sua família o elemento da rede com importância de maior relevo.
Espero com esta explicação tenha elucidado um pouco sobre a terminologia "Rede Cuidados Continuados".
Um Muito Obrigado a todos.

Offline pedrojosesilva

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cuidados continuados
« Responder #1 em: Abril 13, 2005, 02:40:54 »
@PauloAlex


Gostaria de saber a tua opinião.

Uma unidade/serviço especialmente senão totalmete vocacionada para cuidados paliativos a doentes oncologicos pode ser chamada correctamente de Unidade de Cuidados Continuados?

É que até ter surgido o teu post eu pensava que eram conceitos intimamente relacionados, praticamente sinónimos (continuados e paliativos). O que supus é que se chamaria "continuados" pela filosofia subjacente de repor o doente em casa e a interligação com o apoio comunitário (centros de saúde, lar, familias, etc...) que eventualmete exista.

A questão dos termos é muito importânte e na verdade pode surgir confusão. Por exemplo, pode-se dizer que todos os enfermeiros devem prestar cuidados continuos, ou seja asseguram a continuidade de cuidados, mas isso é a mesma coisa que dizer que todos os enfermeiros trabalham em cuidados continuados? Se a resposta é sim, então qual a especificidade desta Unidade (que trata de doentes oncologicos e que ostenta dito nome)? Afinal todos os serviços são serviços de cuidados continuados? Há diferença entre cuidados contínuos e continuados?

Como referiste os Cuidados Continuados apresentam-se ligados a noção de "REDE", e rede que na minha perspectiva (posso estar enganado) é a Comunidade, com todas as instituições de apoio social incluidas.


Desculpa a Ignorância  :oops: Coloco estas questões que provavelmente outros colegas também têm.



Abraço!

Offline PAULOALEX

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cuidados continuados
« Responder #2 em: Abril 15, 2005, 22:06:30 »
Caro colega, a teu ultimo paragrafo define muito bem o que são cuidados continuados, do ponto vista conceptual. quanto ao continuo de cuidados estes só são possível se houver apoio de outras instituções que estão na comunidade, pois como parece ser o cuidados de saúde com vista à melhjoria da qualidade dos utentes dependentes, não depende somente da area da saúde. por ex., um utente com uma dependencia traduzida na dificuldade da mobilização, a viver num andar com escadas, só poderemos promover a sua independencia, se conseguir vencer as barreiras arquitetónicas, e estas so poderam ser feitas, por exemplo por instituiçõa camararias. aqui o papel da saúde é alertar para esta situação colaborando na sua resolução. poderia dar aqui outros exemplos. no entanto os prestadores para conseguir isto tem de estar perfeitamente integrados na comunidade, conhecendo os recursos e potencializa-los. o que eu quero dizer é que nao podemos ficar satisfeitos com o facto de ser esse o problema, e como nao nos diz respeito(!), entao outros que resolveram.

quanto aos cuidados paliativos estes ultimos NAO são sinónimo de cuidados continuados. estes sao antes cuidados especificos dentro da filosifia dos cuidados contniuados. no entanto pela sua especificidade no controlo sintomatico, eles necessitam de um grande apoio clinico (prescrição medicamentosa), e para isso os médicos q, que são os prescridores tem de ter treino nesta area. no entanto isto no ponto de vista, não pode ser visto puro e simples, existe todo um apoio à familia (sendo esta o principal elemento da REDE), e de disponibilidade, sendo esta filosofia baseada na filosofia abranjente dos cuidados continuados.
em suma, os cuidados paliativos não são sinómino de cuidados continuados, mas uma parte dentro dos cuidados continuados que têm uma determinada especificidade que leva a sobressair, essencialmente pelo controlo da dor, pois todos os outros aspectos como o apoio à familia, a utilização de recursos comunitários, a utilização da rede para melhoria da qualidade de vida (nas diferentes fase da vida), essa é a filosofia abrangenyte dos cuidados continuados que deve ser utilizada em qualquer utente com DEPENDENCIA.
também quero dizer que pelo facto dos enfermeiros fazerem cuidados domiciliários não quer dizer que façam cuidados continuados, e existe um continuo do tratamento, mas se não tiverem este apoio da rede comunitária como parte integrante no planeamento dos cuidados, então do meu ponto de vista não fazem cuidados continuados.
espero que o tenha elucidado
sempre ao dispor
um abraço

Offline pedrojosesilva

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cuidados continuados
« Responder #3 em: Abril 15, 2005, 22:45:16 »
@Pauloalex


Fiquei esclarecido, obrigado  :)

Offline pipoca

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cuidados continuados
« Responder #4 em: Abril 16, 2005, 14:10:58 »
Na realidade não existe compatibilidade entre a pratica e a realidade, porque  entre os parceiros, discutem-se os casos, avaliam-se as situações, mas depois na realidade, as respostas a nivel social demoram em chegar, refiro- me ao apoio social das IPSS, para não falar de outras situações mais complicadas ainda, os médicos de familia  mostram-se renitentes a fazer visitas domiciliarias, camaras não dão respostas atempadas, não há recursos economicos a disponibilizar para facilitar a acessibilidade, rampas etc...., a higiene das habitações qd são necessarias levam tempo a decidir, as assistentes sociais queixam-se que não têm recursos suficientes para dar resposras, e que não depende só delas, os enfermeiros deslocam-se nos proprios carros, sujeitos danos pessoais e materiais por sua propria conta e risco, algumas familias demitem-se das responsabilidades e ninguem as pode obrigar, os bombeiros estão na maior parte das vezes sem disponibilidade para transporte de doentes... enfim , conheço alguns enfermeiros que fazem cuidados continuados, mas às custas de muito esforço e carolice...

Offline PAULOALEX

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cuidados continuados
« Responder #5 em: Abril 16, 2005, 15:38:32 »
estou de acordo com a pipoca, até certo ponto. sem dúvida que os recursos são poucos, e sempre o serão. no entanto isto só é possível quando as diversas instituições, priorizarem as necessidades dos utentes dependentes. para isso os enfermeiros comunirtários tem uma responsabilidade acrescida no que diz respeito à motivaçao das pessoas que integram essas instituições.
os enfermeiros e falo neste exytrato profissional, porque são eles dentro da saude comunitaria que estao ou deviam estar mais habilitados para a formação desta rede. o que é descrito pela pipoca é o primeiro passo para nao se conseguir fazer nada (a justificação pela falta de recursos). nao pensemos que esses recursos alguma vez terao hipoteses de dar resosta a todos os utentes, mas teremos que ser nós a ajudar a priorizar.
o mesmo se passa a nivel da saude: quando os enfermeiros vao fazer visitas puro e simplesmente por terem uma guia de tratamento, em que tanto vao aquele utente que que pelo facto de nao apetecer ao centro de saude, pede uma guia ao medico e este passa, e o enfermeiro vai fazer o domicilio. como aquele que é amigo ou conhecido do profissional e ja que se vai ao vizinho também vai ao conhecido ou amigo, esquecemo-nos de arranjar estratégias para ir realmente ir aos que necessitam, baseando-se em avaliações objectivas. caso contrario os poucos recursos vao ser cada vez menos.
aos colegas que acreditam nos cuidados continuados na vertente que eu referi anteriormente, continuem a lutar com um objectivo que é o bem estar do utente. é evidente que vao encontrar muitas barreiras quer interno quer externo, mas se acreditarem e passarem para o papel o que realmente estao a fazer no terreno, chegando essa informação aos locais certos, de certeza que que a médio e longo prazo terão resultados, recursos, e essencialmnente a satisfação dos utentes e familias que cuidam.
tambem quero deixar aqui um alerta, este tipo de cuidados é muito mais desgastante do que por exemplo fazer 30 domicilios num dia. acreditem pois eu já vivi as duas realidades
um abraço

Offline nunotavares

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cuidados continuados
« Responder #6 em: Abril 16, 2005, 18:27:19 »
De facto, somos um dos países mais envelhecidos da Europa e as prospecções demográficas indicam que estamos no início da “revolução grisalha”, o índice sintético de fecundidade vai continuar a baixar e, dada a esperança média de vida, o número de idosos vai representar a grande fatia de população, com este duplo envelhecimento demográfico, rapidamente se conclui que as doenças próprias do envelhecimento, as doenças crónicas de evolução prolongada e as degenerativas vão ser dominantes no padrão de morbilidade e mortalidade desta era, dita pós-moderna.
Nesta mesma era pós-moderna, para muitos hodierna, continuamos a refugiarmo-nos no modelo biomédico de tratamento, centramos o cuidar na doença, desfocamos o doente como pessoa, tratamos a doença como um somatório sintomas e não temos capacidade estrutural de garantir um cuidado continuado e contínuo; ninguém fala de distanásia, como se ela fosse um bem comum e os debates esgotam-se em redor da tão mediática eutanásia, às vezes tenho a sensação de que estamos a começar pelo fim. Sem outras soluções qual a validade e legitimidade em falar da eutanásia? os media partem muitas vezes, de pressupostos errados, confundindo os termos, mascarando as soluções e confundindo a opinião pública; felizmente esta realidade já está a sofrer pequenas mudanças.
O nosso sistema de saúde é fragmentado, pleno de variáveis discretas que lhe retiram o poder de continuidade; a hegemonia hospitalar e o deserto que a rodeia, são o retrato mais fiel do que existe.
Se aceitarmos que os cuidados paliativos se assumem como uma das fronteiras de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, um indicador do nível de maturidade do próprio sistema de saúde, concluímos tristemente que demos poucos passos nesse sentido, eu diria que tudo o que tem sido feito, sobretudo pelos nossos governantes, em prol do dos cuidados paliativos, não chegou a ser paliativo.
Aliás o que caracteriza este povo lusitano é a enorme capacidade de descobrir corajosamente o mundo numa frágil caravela e igualmente a incapacidade de planear e de actuar a prazo.
Nesta última década, os diferentes governos e alguns ministros da saúde, iniciaram planos estratégicos e conceptuais para timidamente dar corpo a uma ideia peregrina e a uma filosofia de cuidados progressivos, no sentido de dar ao utente/doente os melhores cuidados e no lugar do Sistema de Saúde mais apropriado, visando a melhor gestão de recursos e angariando os tais “ganhos em saúde”, são exemplo desses projectos os Sistemas Locais De Saúde o Despacho Conjunto n.º 407/98 do Ministério da Saúde e do Trabalho e da Solidariedade, o qual deixou Orientações reguladoras da intervenção articulada do apoio social e dos cuidados de saúde continuados dando forma a uma resposta integrada aos doentes crónicos com dependências, sem suporte familiar ou capital relacional, a «Rede Mais» Define a rede nacional de cuidados continuados integrados Resolução do Conselho de Ministros n.º59/2002 de 22 de Março, o «Plano Oncológico Nacional», o «Plano Nacional de Luta contra a dor» são outros exemplos.
O Ministério da Saúde assumiu uma das metas: «Morrer – Direito à Dignidade»; em que preconizava como objectivos gerais, para 2002, "proporcionar, em cada Sistema Local de Saúde, a oferta de serviços de saúde tecnicamente habilitados a prestar cuidados eficazes e humanizados ao doente em fase terminal, com impacto significativo no seu bem estar e no da sua família", propondo até 2007 a existência de, pelo menos, uma Unidade Terapêutica de Dor Crónica, devidamente certificada, em cada sistema local de saúde e a resposta articulada com a Acção Social bem como os Cuidados Continuados de Saúde ( 1997, p.38 ) Era uma excelente concepção cuja visibilidade prática ainda é indelével, mas é necessário admitir que se impõem outros “alívios” para além do alívio da dor, tais como a qualidade da habitação, apoios sociais, disponibilidade económica, etc. sem os quais tudo falha, mesmo que o acesso a estas unidades fosse rápido e a articulação entre os diferentes níveis de cuidados fosse fácil; no entanto reconhecemos que é prioritário que existam este tipo de Unidades, em número, qualificação e distribuição geográfica suficientes para dar resposta às necessidades dos doentes.
No nosso país, estas concepções encontram-se sedimentadas no plano das intenções político-ideológicas, faltando a necessária e urgente implementação prática.
A perda de continuidade das políticas governamentais, com a saída sucessiva dos governos e sobretudo dos ministros da saúde, independentemente da cor política ou da sensibilidade maior ou menor de cada ministro e da sua equipa para esta área, tem constituído um obstáculo MAJOR na implementação, desenvolvimento e consolidação destes serviços, unidades e equipas.

Um abraço,  :D

Offline PAULOALEX

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cuidados continuados
« Responder #7 em: Abril 17, 2005, 01:57:09 »
desde ja me rendo à excelente exposição efectuada pelo Nuno. penso que tocou nos pontos essenciais, a nivel macro, que impossibilita a continuidade deste tipo de intervenção.
Mas estou com esperança que estes problemas irão ser ressolvidos, tanto mais que esta equipe ministerial é a mesma que fez o despacho 407/98, e estando as equipes ainda no terreno a trabalhar nessa base, e que ao que me parece os individuos do min istério, estao a descer ao terreno, com o objectivo de saber o que esta implementado, e que isto podera ter um rumo mais acertivo.
mas tambem quero aqui dizer que a saude nao avança somente atraves de decretos leis mas essencialmente atraves do empenho de todos os profissionais integrantes do sistema.

Offline nunotavares

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cuidados continuados
« Responder #8 em: Abril 17, 2005, 09:26:07 »
O excerto que coloquei foi de uma revisão bibliográfica que fiz no âmbito dos Cuidados Continuados... :D
É certo que nada avança sem as reinvindicações...mas quanto à equipa minesterial tenho as minhas reservas na medida em que a posição deste governo em relação às políticas de saúde ainda não está bem clara....no que toca a muitas temáticas! O Prof. Correia de Campos é de facto, segundo a minha humilde opinião, a pessoa indicada para o cargo na medida em que não tem vínculos de ordem privada (o que não acontecia com o Dr. Luís F. Pereira), e conhece as políticas de saúde como ninguém....vamos ver se é desta que a saúde toma um novo rumo...um rumo com futuro!

Um abraço,  :D

Offline ruienf

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cuidados continuados
« Responder #9 em: Abril 20, 2005, 00:40:50 »
Agradeço ao PAULOALEX e ao nuno pelas excelentes exposições e que me elucidaram sobre a temática em questão.

Quando penso na Rede de Cuidados Continuados lembro-me de Martin Luther King em 1963 quando proferiu o discurso I Have a Dream.

Também eu tenho um sonho: de ver determinada pessoa internada no meu serviço devido a um AVC que a incapacitou e pensar no momento da sua alta: "Já realizamos o endino à família e iniciámos o apoio no desenvolvimento de estratégias adptativas no sentido de proporcionar o maior nível de independência; agora o que fizémos está disponível informaticamente para o enfermeiro do Centro de Saúde responsável pelo atendimento a esta pessoa e o enfermeiro de família irá continuar o trabalho por nós iniciado; e sei que ele irá fazer tudo o que lhe for possível porque tem ao seu dispôr o tempo e os recursos materiais necessários; mais sei que se for necessário ele contactará as instituições necessárias para que todo o apoio seja fornecido a esta pessoa".

No fundo, eu sonho com um sistema de saúde onde não existem cunhas porque não há necessidade das mesmas... Neste sistema de saúde a Rede de Cuidados Continuados funcionaria como seria suposto funcionar.
Rui Pedro Silva

Offline Anonymous

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cuidados continuados
« Responder #10 em: Outubro 30, 2005, 23:35:42 »
eu estou no primeiro ano de enfermagem e gostaria de saber qual é realmente a diferença entre cuidados continuados e continuidade de cuidados e os seus significados. se não fosse incomudo gostaria que me esclarecem neste aspecto.
obrigado

Offline pipoca

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Re: cuidados continuados
« Responder #11 em: Janeiro 07, 2008, 22:37:56 »
para te ajudar podes ler o DEC LEI 101 de 6 de Junho de 2006 sobre a rede de cuidados continuados integrados, explica varios termos. Espero ajudar

Offline Miss Nurse

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Re: cuidados continuados
« Responder #12 em: Janeiro 09, 2008, 21:36:52 »
Caros colegas...vi aqui falar de cuidados paliativos e não pude deixar de dar o meu testemunho...trabalho neste momento numa das unidades de cuidados paliativos da rede e tal como aqui referiram é preciso ter formação específica para exercer funções neste tipo de unidades...mas infelizmente, pelo menos acontece no meu serviço, estas unidads estão a ser "mal utilizadas" pois são "despejados" ou "cunhados" para lá doentes que não têm critérios para estarem em cuidados paliativos...isto deve-se muito à falta de formação dos membros das equipas da rede que avaliam os casos e os aceitam ou não. Por várias vezes aconteceu termos doentes que não precisavam de estar ali e sabermos que outras pessoas que precisavam muito de nós continuavam na lista de espera ou então foram colocados numa curta duração...
Por isso reforço e estou plenamente de acordo com os colegas quando dizem que é precisa muita formação para trabalhar nesta área...
Perdoem-me se o meu testemunho foi aborrecido...
Cumprimentos...