Autor Tópico: Curso de vacinação para farmaceuticos  (Lida 39522 vezes)

Offline Roten_Boy

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #30 em: Agosto 29, 2008, 15:13:52 »
"Saúde. Os farmacêuticos vão começar a receber formação em Setembro, de forma a garantir que, em Outubro, os utentes possam não só comprar mas também receber vacinas nas farmácias. Os enfemeiros defendem que devem ser eles a fazê-lo. Além das vacinas, há outros serviços a integrar

Farmacêuticos vão aprender a reanimar doentes

As farmácias vão começar a administrar vacinas aos utentes a partir de Outubro. De acordo com João Mendonça, presidente da secção regional de Lisboa da Ordem dos Farmacêuticos, "a vacinação será iniciada em Outubro, coincidindo com a habitual campanha", avança. A vacina da gripe é a que terá mais peso, mas há outras, como as que protegem contra as hepatites A e B, febre amarela ou cancro do colo do útero que estarão previstas. Antes de uma portaria publicada em Novembro de 2007, as farmácias apenas podiam vender estas vacinas.

O acto de dar uma vacina é uma competência que os farmacêuticos já tinham, mas que não faziam, sublinha a Ordem dos Farmacêuticos. Apesar disso, "foram estabelecidos protocolos de formação com o objectivo de reavivar a memória da maiora dos farmacêuticos. A Ordem vai realizar cursos em conjunto com o Instituto Egas Moniz, mas a Associação Nacional de Farmácias, várias cooperativas e institutos do ensino superior vão fazê-lo", garante.

Os cursos têm 20 horas e vão começar em Setembro, "para que os conhecimentos estejam frescos a partir de Outubro". A formação prevê, entre outras coisas, "reforçar conhecimentos de suporte básico de vida, que foram apreendidos na universidade". Normalmente, não há efeitos secundários, porém, se houver casos de choque anafiláctico (alergia), "pode ser preciso fazer reanimação ou tratar, localmente, as reacções alérgicas", diz.

A formação englobará ainda aspectos relacionados com a técnica e até tratamento de resíduos. "Todos os interessados podem fazê-la, já que temos capacidade de resposta rápida". Apenas os farmacêuticos serão formados (ajudantes técnicos não), mas têm de pagar os custos, diz a OF.

Foi o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos que, em Abril de 2007, anunciou o alargamento das competências das farmácias. Mas foi necessário publicar uma portaria para que fossem contempladas.

Apoio domiciliário e testes

A vacinação é o primeiro serviço que vai ser prestado nas farmácias, mas há outros cuidados de saúde que vão ser assumidos. O apoio domiciliário, a administração de primeiros socorros e de medicamentos ou a utilização de meios auxiliares de diagnóstico integram a lista.

"Vai ser um processo gradual que inicia com as vacinas, apesar de já prestarmos alguns deste serviços, como os testes ao colesterol ou da gravidez", avança João Mendonça. "Vamos dar mais formação à medida que forem introduzidos", diz.
"

[align=right:188j7iuu]in http://dn.sapo.pt/2008/08/29/sociedade/ ... tubro.html[/align:188j7iuu]


Para quando o fecho dos Centros de Saúde?  ??? :-X

Offline enfarfr

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #31 em: Agosto 29, 2008, 16:19:42 »
Citação de: Roten_Boy
Para quando o fecho dos Centros de Saúde?  ??? :-X

Pois... Espero que não fechem senão perco o trabalho.  ;D ;D

Offline Remeronimation

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #32 em: Agosto 29, 2008, 18:42:46 »
Quer dizer: os "gerontólogos" algaliam, os farmaceuticos vacinam e prestam cuidados de enfermagem (sim, de enfermagem)...

...daqui a uns anos, o enfermeiro vai passar a fazer parte de um museu, de certeza!

Agora é que vamos ver o desemprego a aumentar em larga escala, nomeadamente na vertente comunitária!

Offline keliinha

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #33 em: Agosto 29, 2008, 18:56:24 »
Citação de: Remeronimation
Quer dizer: os "gerontólogos" algaliam, os farmaceuticos vacinam e prestam cuidados de enfermagem (sim, de enfermagem)...

...daqui a uns anos, o enfermeiro vai passar a fazer parte de um museu, de certeza!

Agora é que vamos ver o desemprego a aumentar em larga escala, nomeadamente na vertente comunitária!

Isto é mesmo muito grave. Eu ainda estou para saber o que é que o ministerio da saude de José Socrates tem contra os enfermeiros que faz questão de os pôr na ruina..qualquer dia temos que ir arrumar carros para sobreviver,lol!

Offline enfermeiredo

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #34 em: Agosto 29, 2008, 21:13:37 »
Era bem justa e oportuna uma campanha a dizer que os conhecimentos necessários para se administrar uma vacina não se esgotam em 20 horas. PARA ISSO SERVE A ORDEM DOS ENFERMEIROS, PARA ZELAR PELOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM À POPULAÇÃO. Tem motivo, tem recursos, só não faz se não tiver vontade.
O povo opõe-se à massa;
vive da liberdade e da consciência de cada um

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Offline Remeronimation

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #35 em: Agosto 29, 2008, 21:25:34 »
Merecia um avalanche de pedidos de explicações ao ministério, digam lá que não...
Chatear até dizer chega.
E ao sindicato também, pois isto traz ainda mais precariedade para a Enfermagem. É um ciclo...

Offline João Sá

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #36 em: Agosto 30, 2008, 10:53:36 »
Bom dia... Por acaso conheco o curso que vai ser realizado durante o mes de setembro, no pais todo. Quando verifiquei que existia esse curso fiquei um pouco "chocado", um curso com 1 dia e meio aprendesse a dar um injectavel (e como fazer os registos). Bem, mas temos que ser um bocado realista, as farmácias já algum (mtttttttt) tempo dao injectáveis e fazem pensos (alguns cuidados de enfermagem). Mas o problema é que será legislado que poderao fazer realmente. Não são apenas enfermeiros que vao leccionar este curso, também são médicos e farmaceuticos. Após este curso os farmaceuticos podem adm qualquer vacina que nao esteja integrado no PNV.
Bem, vamos lá ver se isto continua assim... Estou a ver o futuro a sermos enfermeiro-farmaceuticos ou enfermeiro-AAM ou como sempre fomos vistos na sociedade "empregados dos médicos" porque algumas das intervenções autónomas estão a ir pra outros profissionais. Também acho que a ORDEM não esta muito importada com isso, porque acho que se estivesse isto (tlv) não iria para a frente.
Fica aqui a minha opinião e penso como futuro enfermeiro que isto vai ficar cada vez pior e muito pior... Se a nossa ORDEM não se mexe daqui a pouco a nossa classe desaparecerá... Enfim...

Offline Tininha

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #37 em: Agosto 30, 2008, 12:14:00 »
Não há nada que me choque mais do que ler notícias como esta; é uma vergonha... uma completa usurpação de funções que competem aos Enfermeiros, e a ORDEM nada faz; alguém sabe se já existe algum comunicado acerca deste assunto (por parte da OE)?

Provavelmente é como alguns colegas aqui postaram: a nossa O.E. não está realmente interessada neste assunto, senão já se teria visto/ouvido algo nos principais noticiários a alertar a população que existem profissionais (Nós) que estão formados para estas actividades...
Claro que não interessa à maioria das Farmácias a contratação de mais trabalhadores.. é mais rentável os Farmacêuticos pagarem dos seus bolsos a formação ( que  conta para o Curriculum) e daí obterem os seus lucros.

E a notícia de que os Farmacêuticos aprendem SBV nas Universidades é falsa!!! Tenho um familiar farmacêutico, recém-licenciado,formado na FFUP ( portanto de grande prestígio), que não é capaz de realizar SBV... pk NUNCA foi leccionado enm faz parte do plano curricular...

Isto é ridículo, sinceramente... a minha tristeza em relação à profissão parece que não tem fim. Aonde iremos parar?

Offline Flawless

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #38 em: Agosto 30, 2008, 12:26:50 »
Não queria deitar achas para a fogueira, mas como alguém que consegue ver as coisas com alguma imparcialidade vou dar a minha opinião. Por favor não me crucifiquem.
Terminei a licenciatura em enfermagem e acabei por nunca ser enfermeiro (inscrição na OEnf) e  candidatei-me por regime especial para ciências farmacêuticas.
Foram vários os motivos que me levaram a tal, entre eles e sem dúvida o mais preponderante, o facto de poder vir a estar envolvido em investigação na área da microbiologia ou farmacologia.
Entretanto felizmente já vou no terceiro ano e tem tudo corrido pelo melhor. Encontro-me já aliado à docência e começo a dar os primeiros passos (baby steps) na investigação em tecnologia farmacêutica, veiculação farmacológica, o desenvolvimento de sistemas “inteligentes” de libertação do fármaco (muito interessante).
Quero dizer com isto, que se tudo correr como planeado não hei-de ser farmacêutico de oficina, não porque não gostasse, mas porque sempre tive outros objectivos em mente.
Percebo perfeitamente o vosso ponto de vista, se neste momento fosse enfermeiro não ia achar grande piada ao assunto, mas o único argumento que vejo os meus amigos a dar é o da alegada falta de competência científica e técnica do farmacêutico, que sabemos não ser verdade.
Eu não queria entrar por este lado, mas este tipo de conversas leva sempre ao mesmo.
No momento que me matriculei em farmácia e pedi equivalências, recebi a anatomia. Apesar de não ter tido anatomia isoladamente em enfermagem e ter tido menos horas a equivalência foi me dada. Fiquei estupefacto ainda assim quando fui seguindo o que os meus colegas estudavam, era algo mais exigente.
Quando passei para o segundo ano tive uma fisiologia anual que me fez ficar muitas noites em branco agarrado ao Guyton e Vander’s, isto para não falar das bioquímicas, especialmente da bioquímica metabólica que (infelizmente) ainda tenho para fazer.
Não quero mesmo ferir susceptibilidades, mas algo análogo se passou com todas as cadeiras em comum com os dois cursos, o detalhe com que é abordado é substancialmente diferente, talvez pela natureza da própria formação universitária, não sei…
Sou capaz de ter abordado as reacções de hipersensibilidade do tipo 1 até agora em pelo menos três cadeiras distintas. São elas a imunologia, fisiopatologia e farmacologia 1 (esta correu mal para burro  :().
Posso dizer que durante todos os estágios nunca assisti a um choque anafilatico, sei tanto como qualquer farmacêutico (que pelo menos tenha dado suporte básico de vida antes ou depois da formação base) o que fazer em teoria.
Não duvido das competências científicas deste profissional, não se esqueçam que o objecto do estudo do farmacêutico é o medicamento, desde a sua concepção, transformação, até à sua veiculação, aplicação e subsequentes efeitos farmacodinâmicos, cinéticos, tóxicos e terapêuticos. Este tipo de conhecimentos carece logicamente de conhecimentos sólidos em biologia humana.
O argumento com validade passa pela falta de prática (algo que será corrigido na formação base no âmbito da cadeira de farmácia clínica) na administração do fármaco em humanos, já que apanhar acessos venosos caudais ou nas patas do Rattus norvegicus é o pão-nosso de cada dia em qualquer aula laboratorial de toxicologia e farmacologia ( ;D). Em pessoas, todos realizámos colheitas venosas em hematologia.
Nos ensinos clínicos em enfermagem temos (salvo algumas excepções rotineiras) uma constante supervisão por parte do orientador aquando a administração medicamentosa parentérica, realização de pensos e técnicas mais invasivas como algaliação, entubações nasogastricas, aspiração de secreções e mesmo na execução de cuidados de higiene e conforto no leito nos primeiros semestres.
Faria sentido que o mesmo fosse feito inicialmente durante esta formação pratica providenciada pela ANF e/ou OF.  Posteriormente a supervisão na administração de injectáveis seria feita durante os estágios em farmácia comunitária dos próprios alunos.
Reforço a ideia de que nada disto me interessa, de facto se quisesse tanto administrar injectáveis teria permanecido em enfermagem e neste momento tenho a investigação e industria farmacêutica como interesses. Mas mesmo que por algum motivo exerça em comunitária até preferia que fosse um Enfermeiro a o fazer.
Este tipo de sobreposição de competências existe em todas as profissões ligadas à saúde, acho natural até porque todos eles trabalham para um bem comum, o do utente.
Mas é preciso calma, estamos a fazer disto uma tempestade num copo de água já que naturalmente a actuação de um enfermeiro vai muito para além na administração de injectáveis.
Perdoem-me mas como seria natural tenho um certo carinho pela profissão, daí o seguimento das notícias publicadas e dos assuntos debatidos no fórum. Acho necessário alguma coerência, não devemos cair em extremos e fazer uma caça as bruxas infundada.

Offline keliinha

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #39 em: Agosto 30, 2008, 13:46:19 »
Colega, ou psedo colega Flawless:

Em primeiro lugar queria perguntar-lhe onde está a estudar ciencias farmaceusticas e ja agora onde tirou o curso de enfermagem?
Tenho duas pessoas na familia que acabaram ciencias farmaceuticas na universidade do Porto em 2007, encontrando-se ambas a trabalhar em farmacia de oficina e relativamente à diferença de exigencia em cadeiras iguais, como a anatomia ou a fisiologia n posso concordar consigo, estudei essas cadeiras na mesma altura que o meu namorado as estudou em farmacia e posso garantir que a exigencia foi maior para mim, já na altura tive que saber a constituição de tds os ossos e musculos, enquanto que eles n, relativamente à fisiologia tb eu estudei pelo guyton entre outros..talvez a sua escola de enfermagem n primasse muito pela exigencia nessas áreas. Quando falou em cadeiras como bioquimica aí sim e como é obvio em farmacia ha diferenças, concerteza que n queria que um enfermeiro tivesse a mesma formação em bioquimica, pois n precisamos dela.
Da forma como se referiu ao curso de enfermagem ou a sua escola realmente n formou como deveria ou está a menosprezar totalmente a formação e conhecimentos dos enfermeiros.
Quanto às competências para a administração de injectáveis, é opinião unanime entre os varios farmaceuticos que conheço de que n são eles as pessoas habilitadas para tal, quando falou em choques anafiláticos tenho que discordar, os farmaceuticos talvez saibam o que é um choque anafilático na teoria e de acordo com bases imunolégicas, mas garanto-lhe que nada entendem de reacções e muito menos de intervenções. Os famaceuticos estudam sim o medicamento, as suas bases farmacológicas, no fundo o seu estudo está mais centrado na parte molecular mas, n estão nada aptos para a interacção medicamento-doença. Alias esta é uma das grandes dificuldades porque passam os farmaceuticos quando iniciam funções em farmacias de oficina, dado que estes profissionais pouco ou nada sabem de patologia.

Penso que deveria ter mais respeito pelos enfermeiros, dado que também o é, pelo menos na teoria.
Boa sorte para as suas investigações, espero que nunca lhe faltem bolsas de investigação, que isso cá em Portugal está pior que a enfermagem, lol!

Offline Flawless

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #40 em: Agosto 30, 2008, 14:37:49 »
Citação de: keliinha
Colega, ou psedo colega Flawless:

Em primeiro lugar queria perguntar-lhe onde está a estudar ciencias farmaceusticas e ja agora onde tirou o curso de enfermagem?
Tenho duas pessoas na familia que acabaram ciencias farmaceuticas na universidade do Porto em 2007, encontrando-se ambas a trabalhar em farmacia de oficina e relativamente à diferença de exigencia em cadeiras iguais, como a anatomia ou a fisiologia n posso concordar consigo, estudei essas cadeiras na mesma altura que o meu namorado as estudou em farmacia e posso garantir que a exigencia foi maior para mim, já na altura tive que saber a constituição de tds os ossos e musculos, enquanto que eles n, relativamente à fisiologia tb eu estudei pelo guyton entre outros..talvez a sua escola de enfermagem n primasse muito pela exigencia nessas áreas. Quando falou em cadeiras como bioquimica aí sim e como é obvio em farmacia ha diferenças, concerteza que n queria que um enfermeiro tivesse a mesma formação em bioquimica, pois n precisamos dela.~
Da forma como se referiu ao curso de enfermagem ou a sua escola realmente n formou como deveria ou está a menosprezar totalmente a formação e conhecimentos dos enfermeiros.


Logo vi, era inevitável fazer essa exigência. Se compreender, preferia não adiantar informações sobre onde tirei enfermagem nem onde estou neste momento em ciências farmacêuticas, parece-me razoável e deve entender o porquê. São alguns os alunos de enfermagem que tiram ciências farmacêuticas, mas poucos os já formados.
Posso no entanto adiantar se por acaso estiver a fundamentar o seu comentário na alegada falta de qualidade das instituições privadas, que estudei e estudo em instituições publicas.
Quanto a essa comparação, duvido um bocado de si, sabe porque? Basta comparar as horas, repare, “Anatomia Fisiologia e Química fisiológica” é um bocado diferente de “Anatomia”, “Fisiologia 1”, “Fisiologia 2”, “bioquímica metabólica” (na sua essência, são as bases moleculares da fisiologia), sem entrar por aqui com cadeiras como imunologia, hematologia, histologia e embriologia, e afins que contribuem em si para os conhecimentos fisiológicos. E posso lhe garantir (como você me garante a mim o inverso) que a exigência neste momento é substancialmente mais elevada (se por acaso andar a consultar os planos, tente ver os que estão em vigor antes da entrada do processo de Bolonha).
Na altura para fisiologia estudei pelo seeley, tomei contacto com as duas realidades, se de facto a minha escola pública e acreditada não primava pela exigência, então há Enfermeiros a exercer com uma formação a seu ver imprópria. Na minha experiência de primeira pessoa a exigência e profundidade foi maior em CF neste tipo de matérias, se acha que não, fiquemos por aqui.



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Quanto às competências para a administração de injectáveis, é opinião unanime entre os varios farmaceuticos que conheço de que n são eles as pessoas habilitadas para tal, quando falou em choques anafiláticos tenho que discordar, os farmaceuticos talvez saibam o que é um choque anafilático na teoria e de acordo com bases imunolégicas, mas garanto-lhe que nada entendem de reacções e muito menos de intervenções. Os famaceuticos estudam sim o medicamento, as suas bases farmacológicas, no fundo o seu estudo está mais centrado na parte molecular mas, n estão nada aptos para a interacção medicamento-doença. Alias esta é uma das grandes dificuldades porque passam os farmaceuticos quando iniciam funções em farmacias de oficina, dado que estes profissionais pouco ou nada sabem de patologia.

É de certo modo quase ridículo o que diz, mas falar do que não se sabe começa a ser cada vez mais comum.
A formação e centrada em sintomatologia e patologia, seja nas suas bases fisiológicas, microbiológicas (muito mesmo) e terapêuticas. Se quiser, tente examinar em detalhe o programa das várias cadeiras.
O que diz revela alguma ignorância de si natural, pois não teve contacto directo com a formação, se pensar um bocado nota que a própria farmacologia (e agora garanta-me que em enfermagem farmacologia é que é) e terapêutica vão de encontro com a patologia, para além das cadeiras especificas.
O estudo não é só molecular, caso contrário estaría incluído nas Ciências, e não na Saúde, tive patologia, e vou continuar a tê-la até ao final do curso. Farmacoterapias então, pelo que me tem chegado aos ouvidos, é dose.
Há alguma contradição no que diz, especialmente pela especificidade da formação do farmacêutico, é fácil perceber para o que é que ele está vocacionado, e assim o que tem de perceber, e não o que você gostaria ou diz-que-disse que ele percebesse.
Tente procurar alguma informação sobre a especialidade em analises clinicas, e com algum rigor, explore. Procure também por patologia clínica e analises clínicas, costuma ajudar especialmente na legislação.
Se é de opinião uninime não sei, sei é que a maioria dos colegas nem se pronunciou sobre isso, mas parece que a OF (a representante da profissão) entende que estão aptos mediante formação técnica ministrada por enfermeiros, médicos e farmacêuticos.


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Penso que deveria ter mais respeito pelos enfermeiros, dado que também o é, pelo menos na teoria.
Boa sorte para as suas investigações, espero que nunca lhe faltem bolsas de investigação, que isso cá em Portugal está pior que a enfermagem, lol!


Uma discussão saudável é isso mesmo, se mostrei desrespeito por aquilo que em tempos fui, mostre-me. Noto no seu discurso sarcasmo e descontentamento, prefiro não fomentar mais bate-bocas.

O tempo "perdido" em enfermagem serviu para um crescimento pessoal sem precedentes, toma-se contacto com as varias áreas da medicina (não se ofenda), lida-se com o estado debilitado e moribundo do ser humano, e sente-se um sentimento de propósito enorme quando um doente com hemiparesia e herpes  pela face toda nos dá a mão e agradece pelo "banho". Assisti a cirurgias plásticas reconstrutoras, a um bypass femoro-popliteo e a c. cardiotorácicas, enfim, apesar de não ser o meu cup of tea, é bom lidar de frente com este tipo de situações. Se acha que desvalorizo o que aprendi e o que amigos meus fazem é consigo.

Se a discussão se vai basear em ataques infundados prefiro voltar ao meu status de fantasma neste fórum, limitando por aqui a minha participação.
Falei de experiência própria, num fórum, a credibilidade disto que disse vale o que vale. É com cada um querer acreditar ou não.

Obrigado, e se alguém conseguir retirar algum valor do que disse e alguma informação para apaziguar extremismos exagerados, óptimo.

PS: Já agora, não são necessárias de todo bolsas na indústria farmacêutica.   O0

Offline Remeronimation

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #41 em: Agosto 30, 2008, 15:08:38 »
Flawless:

Eu também já fui aluno de CF, e deixe-me que lhe diga: não têm nenhuma base relacional, cognitiva em termos relacionais, terapêuticos e psicológicos do acto de vacinar (e muito menos de prestar cuidados, que é o que está em questão aqui, quanto mais ao domicílio) em todo o curso. Podem saber de A a Z os efeitos de uma vacina, mas daí a VACINAR alguém com os seus medos, fobias, dúvidas é outro mundo.
Já todos temos idade para não começar a comparar cursos, porque se têm formações diferentes é normal que tenham acções diferentes (embora agora queiram igualar o curso de enfermagem em 20h para um acto de enfermagem).
Ao vacinarem, os farmacêuticos vão levar com dúvidas sobre outras vacinas do PNV (mesmo que não possam vacinar), terão que realizar ENSINO, e identificar possíveis áreas onde o utente necessite de um acompanhamento mais especializado, etc...não é só lá chegar e picar. ::)

O meu pai é professor catedrático em Farmácia, e diz: "não sou enfermeiro, não vou vacinar. Cada macaco no seu galho, e é mau para as duas profissões se tentarem entrar nos campos de acção uma da outra".

Boa sorte para o seu futuro, quer seja como enfermeiro, farmacêutico, ou o semi-semi que se quer hoje em dia criar.

Offline Tininha

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #42 em: Agosto 30, 2008, 15:33:28 »
@Flawless

Apesar do que foi exposto, continuo a declarar que os Enfermeiros são os profissionais que deveriam de estar executar as técnicas que agora tentam implementar nas Farmácias de Oficina.
Como postei anteriormente, tenho um familiar muito próximo a mim que é recém-licenciado em Ciências Farmacêuticas, FFUP; este meu familiar de modo algum está preparado para lidar com uma situação de reacção anlafilática, apesar de ter dado a teoria de como se processa a mesma,  de forma muito extensiva e detalhada ao longo das diversas disciplinas que você referiu. Apesar deste meu familiar ter tirado o curso numa Faculdade de grande prestígio, muito menos se encontra habilitado para SBV.
Você poderá se sentir mais à vontade que os seus restantes colegas, visto ter tirado o curso de Enfermagem, dependendo da sua experiência em estágio e aulas teóricas...

Note o seguinte: o que eu quero dizer com o meu post é que eu sei que em CF exploram a fisiologia, farmacologia, farmacoterapia, toxicologia, bioquímica, imulogia ( entre outras disciplinas) com muito mais detalhe. Tendo em conta a formação deste meu familiar, estaria a mentir em relação a isso. Não é o que aqui está em causa, mas sim... caso aconteça essa mesma reacção, que o colega poderá muito bem descrever a nível biomolecular... nessa hora... nesse instante, que procedimntos irá ter perante um utente neste estado? Estou certa ( e você tb sabe disso), que os Enfermeiros estão de longe mais bem preparados para actuar numa situação deste tipo!
Então para quê formar Farmacêuticos, se já existe um grupo profissional ( Enfermeiros) que já possuem esta formação de base? Duas razões assaltam o meu pensamento: a razão economicista e a inércia da Odem dos Enfermeiros em relação a este assunto, que uma vez mais permite que este tipo de acções vá em frente! 

Atenção que eu não estou a colocar a formação académica dos Farmacêuticos em causa...até aprendi muito com esse meu familiar, com os seus colegas...
O que se propõe que as Farmácias passem a realizar, foge do âmbito da formação académicas dos Farmacêuticos, não é verdade? O que o colega iria achar se os Enfermeiros se colocassem agora atrás de um balcão de Farmacia de Oficina a dispensar medicamentos? Ah.. e com apenas 20hr de formação... como se isso fosse suficiente...

Tal como o colega Remeronimation postou... 

Citação de: Remeronimation

Eu também já fui aluno de CF, e deixe-me que lhe diga: não têm nenhuma base relacional, cognitiva em termos relacionais, terapêuticos e psicológicos do acto de vacinar (e muito menos de prestar cuidados, que é o que está em questão aqui, quanto mais ao domicílio) em todo o curso. Podem saber de A a Z os efeitos de uma vacina, mas daí a VACINAR alguém com os seus medos, fobias, dúvidas é outro mundo.

Já todos temos idade para não começar a comparar cursos

Ao vacinarem, os farmacêuticos vão levar com dúvidas sobre outras vacinas do PNV (mesmo que não possam vacinar), terão que realizar ENSINO, e identificar possíveis áreas onde o utente necessite de um acompanhamento mais especializado, etc...não é só lá chegar e picar. ::)


Offline Flawless

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #43 em: Agosto 30, 2008, 16:09:14 »
Assim já estamos a falar doutra maneira.
O que quis evidenciar, era o disparate da desacreditação ingénua e muito oportuna da formação destes profissionais, ainda que saibam que não é verdade. E só me estou a dar ao trabalho (em vez de estar a estudar neste momento, que é o que devia estar a fazer lol) porque me preocupa que haja conhecimento de causa nos argumentos que são apresentados. Não gosto de ver profissionais de quem me sinto muito próximo a serem postos em causa (e com razão) depois de proferirem certos comentários.
Eu não disse que estava de acordo com esta medida, nem muito menos me sinto um farmacêutico de oficina, e como disse, não pretendo vir a ser.
Em relação ao ensino, está se a esquecer que 50% da classe trabalha em farmácia comunitária, e a seguir à dispensa e “pseudo-prescrição” o que se faz mais é ensino e aconselhamento. Acho que competências comunicacionais e de lidar com crise podem ser aprendidas no decurso profissional, contudo (contrariamente ao que eu acredito) a OF está a acreditar novos planos de estudo com reforço em cadeiras de psicologia, comunicações e farmácia clínica.

A farmácia sempre foi um espaço de saúde, estas medidas de meter lá podologistas, nutricionistas, dentistas, sapateiros e artesões ao contrário do que muitos farmacêuticos (inclusive da ANF, SNP e OF) julgam, estão a ofuscar a verdadeira essência da farmácia comunitária e delegar a actuação dos profissionais presentes para segundo plano. O profissional existe para ser consultado. Os farmacêuticos de comunitária corrigem demasiado o vazio entre o SNS e a necessidade do utente em ser auxiliado. Por esta razão é que se cai neste paradoxo de situações "ilegais" mas no entanto feitas muitas vezes com a segurança do conhecimento científico. Se bem que com o novo estatuto das farmácias o “ilegal” passa a legal. Ver 2ª alínea do 6º artigo do Decreto-Lei n.º 307/2007
de 31 de Agosto

Isto começa assim e daqui a nada vai se a uma espécie de CS-farmacêutico.
Não estou de acordo com a medida, é desnecessária, mas não acho que o farmacêutico mediante formação pragmática não o possa fazer bem. 
Esta medida é tão útil para aumentar a acessibilidade à saúde, como a venda de medicamentos no pingo-doce como maneira de aumentar a acessibilidade ao medicamento.
O governo quer saúde de borla, centros de saúde grátis e medicamentos oferecidos.

Offline Tininha

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Re: Curso de vacinação para farmaceuticos
« Responder #44 em: Agosto 30, 2008, 16:37:48 »
Citação de: Flawless

Eu não disse que estava de acordo com esta medida, nem muito menos me sinto um farmacêutico de oficina, e como disse, não pretendo vir a ser.

Acho que competências comunicacionais e de lidar com crise podem ser aprendidas no decurso profissional, contudo (contrariamente ao que eu acredito) a OF está a acreditar novos planos de estudo com reforço em cadeiras de psicologia, comunicações e farmácia clínica.


Não estou de acordo com a medida, é desnecessária, mas não acho que o farmacêutico mediante formação pragmática não o possa fazer bem. 


 
Gostaria de ver exposta a sua opinião em relação a esta medida, nomeadamente e especificamente o/s porquê/s de não concordar com a mesma... Você não concorda, mas não se importa que o seu futuro grupo profissional seja formado nesta área, quando já existem profisionais de saúde habilitados para tal , como você bem sabe, pois tem formação académica como Enfermeiro.

Pareceu-me que, no seu post, não concorda com a colocação de profissionais de saúde na Farmácia, sem serem Farmacêuticos/técnicos/ajudantes...
Se a Farmácia se propõe a vender material ortopédico, por exemplo, e sabendo que você não tem formação adequada para conselhar o melhor calçado ortopédico a um utente que sofra de uma patologia deste âmbito, poderia me esclarecer de que forma você realiza esta venda, tendo em conta a promoção da saúde e prevenção da doença deste determinado doente? Não seria mais correcto e seguro a contratação de um técnico de ortoprotesia ( já que existe formação académica- licenciatura- neste âmbito)?
Se querem vender determinado material médico/dispositivo médico e ñ têm formação para tal, algo está mal, não é verdade? Se você não tem formação para... não está a prestar um bom serviço ao seu cliente.
O mesmo se passa, a meu ver, a nível da administração de vacinas e todo o que isso implica, como foi evidenciado pelo post do colega Remoronimation....
Mais uma vez... kerem ter determinado produto/serviço à venda nas Farmácias.. contratem os profisionais adequados, ao invés de estarem a frequentar formações que saem do vosso âmbito!
Vê-se claramente que é uma medida economicista.. e que beneficia da inercia dos nossos representantes da Enfermagem.
Aguardo pela sua opinião...