Autor Tópico: SEP  (Lida 8656 vezes)

Offline _colado_

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SEP
« em: Fevereiro 25, 2008, 17:45:32 »
Eu não sei a opinião de todos os que por aqui param, mas não acham a acção do SEP um tanto ou quanto...digamos que... inutil e inconsequente?

Offline Miguellopes

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Re: SEP
« Responder #1 em: Fevereiro 25, 2008, 19:25:39 »
O SEP é inutil e arruinou com a nossa profissão! São uns comunistas mal-cheirosos....

Offline rjckarddo

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Re: SEP
« Responder #2 em: Fevereiro 25, 2008, 20:29:55 »
O SEP e A OE são a perfeita imagem do descontrolo que reina na nossa classe.
São um conjunto de oportunistas, a OE que nos leva a inscrição e as quotas anuais, quer se trabalhe ou não, e o SEP que não é menos vergonhoso que a OE limita-se a propaganda anti OE e Governo mas coisas palpáveis nada. Pelo menos parem de andar com essa bandeira que tanto usam, a da falta  de enfermeiros. Não faltam, neste momento já sobram...

Offline karyna

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Re: SEP e outros também!
« Responder #3 em: Fevereiro 28, 2008, 10:24:06 »
Sinceramente não vejo acção de nenhum sindicato, seja o SEP ou sejam os outros... uma grevezita de vez em quando e depois? Nada... É de lamentar que uma profissão como a nossa, com tanta "representação" com a Ordem e vários sindicatos, e encontra-se no estado em que está... desorganizada e com os enfermeiros a sofrer sozinhos por não existirem orgãos que "dêm a voz pelos oprimidos"... :(

Offline enfsergio

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Re: SEP
« Responder #4 em: Fevereiro 28, 2008, 10:26:07 »
Mas algum sindicato tem força para fazer algo??

 O0

Offline _colado_

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Re: SEP
« Responder #5 em: Fevereiro 28, 2008, 14:52:00 »
Sendo o SEP o sindicato mais representativo, na minha opinião mantem um discurso obsoleto e "irritantemente" comunista, que não é alheia à intersindical em que se insere.

Offline Álvaro Matos

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Re: SEP
« Responder #6 em: Fevereiro 28, 2008, 15:51:33 »
Durante uns bons anos contribuí para o peditório destes senhores ,felizmente já me desvinculei. Este sindicato deve-me um pedido de desculpas enquanto Enfermeiro dos Cuidados de Saúde Primários ao afirmar nos Media que os Enfermeiros dos C. Saúde não tinham competência para estar numa consulta aberta e colocavam em risco a vida dos utentes.
Gente dessa lá muito longe.

Offline _colado_

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Re: SEP
« Responder #7 em: Fevereiro 28, 2008, 16:47:08 »
O SEP teve a lata de mandar 1 delegado sindical ao serviço onde trabalho porque chegou aos ouvidos desse mesmo senhor que tinham entrado 2 enfermeiros não sindicalizados no referido serviço. Quando 1 sindicato procura quotas independentemente de qualquer outro objectivo não é um sinal muito bom... vindo de um sindicato com o discurso apresentado (" Faltam x enfermeiros...") saltam à vista os objectivos do mesmo.

Offline ruipintos

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Re: SEP
« Responder #8 em: Fevereiro 28, 2008, 16:51:01 »
Caro colega Álvaro,

qd ouvi isto na TV tive vergonha de ter colegas que vão a estes locais de discussão pública dizer estas babuseiras. Eu não pertenço ao SEP, embora já tenha pertencido. Participei em algumas manifestações e protestos e sinceramente deixei-me disso porque era tudo um show-off e uma palhaçada a roçar as margens da má educação qd as pessoas visadas nos abordavam. Acho que o que estes senhores precisam é que, em massa, o pessoal comece a desistir de se sindicalizar neste sindicato.

Pessoalmente, estou vinculado ao antigo SEC, agora SIPE. Se querem que lhes diga, pouca coisa vejo tb. Mas pelo menos fiz uma formações co-financiadas que até foram interessantes. E qd preciso a sindicalista do hospital onde trabalho dá-me as informações.

Agora que se veja fazerem alguma coisa...

Cumprimentos

Offline charlie_ze

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Re: SEP
« Responder #9 em: Fevereiro 28, 2008, 23:35:11 »
o SEP parecia há uns anos atrás ser o sindicato que iria marcar pela diferença, e marcou, pela negativa. Sempre com ideia de revolucionar e fazer fogo de artificio, e as suas grandes intervenções pautaram-se pela negativa. Os outros sindicatos, pautam-se pela indiferença....

O sindicato como ele antes era e ainda é, tem que reformular a sua intervenção social, neste momento são entidades obsoletas...

Offline Raul Fernandes

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Re: SEP
« Responder #10 em: Fevereiro 28, 2008, 23:37:40 »
Colegas,

Em minha opinião e no que ao associativismo diz respeito acredito que só políticas activas têm sucesso.

Como disse um escritor francês C. Prévost considerar os mandarins como alvos predilectos, é não sair da esfera do mandarinato e isolamento individualista (penso que era assim, perdoem qualquer erro).

Esta frase aplica-se aos Sindicatos, quando não assumem um política de intervenção  e apenas reivindicam.

E ao cidadão comum que critica todos aqueles que estão em alguma posição numa qualquer associação.

Relembro a célebre frase do JF Kennedy - "Não perguntem o que o vosso País pode fazer por vós, mas o que vocês podem fazer por ele"

Estou sindicalizado, embora assuma que ainda não fui a nenhuma Assembleia Geral. Dessa forma, não posso criticar, mas quando o quiser fazer primeiro tenho que descobrir o que foi feito.

Offline Caldas

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Re: SEP
« Responder #11 em: Março 01, 2008, 16:21:01 »
Não podia subscrever melhor as palavras do amigo Raúl Fernandes.

Quero ainda acrescentar que me parece que os Sindicatos estão um pouco parados no tempo e envoltos numa realidade um pouco atrasada. Desde a entrada deste Governo o ACT para os Hospitais está congelado. Muito pouco foi feito para que esta situação mude, contudo qualquer alteração a situação dos Funcionários Públicos é manifestada logo pelos sindicatos. Por esta razão parece-me que os sindicatos têm esquecido um pouco os contratados e a sua possível evolução na carreira.

Offline AlexGomes

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Re: SEP
« Responder #12 em: Março 01, 2008, 20:30:09 »
Citação de: enfsergio
Mas algum sindicato tem força para fazer algo??

 O0
Concordo com as palavras do enf. Sérgio. Com um governo com maioria absoluta, há que ouvir mais alguèm?
Não me parece! :-X

Offline ritabarros

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Re: SEP
« Responder #13 em: Março 02, 2008, 01:10:06 »
Boa noite a todos.
Há uma boa margem de verdade naquilo que os colegas dizem. Desde a aprovação da carreira de enfermagem em 1981 acrescida de modificações pontuais , quer a Classe , quer os Sindicatos , quer mesmo a Ordem se pautaram por um pseudo-hibernar que a médio prazo teve as consequências que todos nós conhecemos. A situação está dificil para todos ou para a maior parte. Os Enfermeiros têm perdido terreno nas Instituições políticas , sindicais e ao nível dos locais de trabalho. A proliferação das escolas superiores de Enfermagem , a escassez de locais de Aprendizagem empírica , a acutilância das medidas governamentais , a sonolência dos sindicatos e a apatia de nós todos , só tiveram como consequência o esvaziamento das motivações e a ausência de luta devidamente planeada e sistematizada , para melhorar as condições de vida da Classe dos Enfermeiros. Normalmente nos momento em que tudo corre bem , é hábito esquecermo-nos que as lutas são permanentes , sob pena de esse exercício deixar de ser a prática corrente e passar a ser uma luta pontual , dessincronizada dos valores básicos e de direito, sem consequências positivas e sem resultados dignos de nota.
A Enfermagem tem sido vítima de atentados , que se têm agravado devido à inércia de todos nós. Não culpemos em exclusivo as Instituições que nos representam , porque temos a nossa quota parte deste descalabro.
Colegas. A crítica é um direito de todos , mas participação é um dever. Não me revejo propriamente nos molde do SEP , até porque quando foi fundado ou (re)fundado eu estava com licença de longa duração. Abandonei a Enfermagem por muito tempo...zanguei-me ; abandonei a política...zanguei-me ; abandonei o sindicalismo...zanguei-me. Quando reingressei na actividade profissional e após um longo interregno , apercebi-me lentamente que a Enfermagem parara no tempo , exceptuando os modelos teóricos preconizados , o saber , as metodologias e as tecnologias de apoio. Nem tudo poderia ter corrido mal..no entanto , essa percepção de congelamento dos ideais de luta e defesa da Enfermagem foi-se adensando , e foi movendo em mim uma revolta nem sempre bem direccionada.As lutas e as reinvindicações têm que ser bem pensadas , para que não caiam em saco roto e para que seja possível conquistar a confiança dos que têm o direito e o dever de exigir das Instituições que nos representam , uma intervenção pensada nos mínimos detalhes.As lutas e as reinvindicações não podem ser da única e exclusiva responsabilidade dessas Instituições , pois temos o direito de exigir , mas temos o dever de contribuir com o nosso trabalho de campo , com as nossas ideias , com os nossos comportamentos. Estas são as bases da mudança de atitude que é urgente adoptar.Temos o direito de exigir à OE que actue em defesa da profissão , mas temos o dever de compartilhar as nossas ansiedades , ideias , dúvidas , intervindo sempre que chamados a fazê-lo . Temos o direito de exigir aos sindicatos uma actuação no sentido de melhorar as condições de trabalho , de carreira e da vida dos enfermeiros, mas temos o dever e a obrigação moral de forçar essa intervenção,participando activamente. A Ordem tem o dever de intervir sempre que a Enfermagem esteja ameaçada nos seus mais elevados desígnios . Este é momento chave das grandes definições sem precedentes.Se assim não for estaremos condenados à mediocridade. Por isso , à Ordem dos Enfermeiros é exigida , no actual contexto , que intervenha activamente e sem dar tréguas,  para que a Enfermagem não perca o avião do desenvolvimento. A formação académica aliada à prática , tem que ser pensada por forma a não trazer prejuízo a médio prazo à profissão e às expectativas dos milhares de Enfermeiros. Esse é o vosso dever ; esse é o nosso direito.
Quanto aos sindicatos dos enfermeiros , é função vossa a defesa dos direitos dos enfermeiros , noutra vertente , que se relaciona com a reformulação da carreira de enfermagem , que abranja sem condicionalismos a totalidade; é função vossa exigir uma tabela remuneratória digna; é função vossa lutar por melhores condições de trabalho e de vida dos enfermeiros; é função vossa reinvindicar o direito que nos assiste de ter direitos. O momento é este e não pode passar sem intervenção de fundo. Não basta gritar palavras de ordem , porque essas leva-as o vento e depressa são esquecidas; não basta definir uma jornadita de luta que em nada beneficia os enfermeiros ; não basta promover greves gerais , nas quais os enfermeiros se diluem e se tornam invisíveis em função de um todo que não nos diz respeito.É preciso sim usar a capacidade crítica , organizada e interventiva do recheio da caixa craneana. É preciso deixar de transformar os enfermeiros em porta estandartes de lutas , que não são as nossas .É preciso pensar a ENFERMAGEM NO MUNDO DO TRABALHO ; É preciso pensar na qualidade de vida dos enfermeiros. Se os sindicatos não responderem às exigências da Classe , à urgência das intervenções pensadas com criteriosa selecção ; se os sindicatos continuarem a ser a voz mandada de políticas externas aos interesses da Classe , então não se queixem do abandono a que estarão votados. Este não é o momento de medir as falsas forças políticas. Este é o momento de intervenção concatenada dos sindicatos. Não nos interessa de quem é esta ou aquela ideia , interessam-nos resultados .
Quanto a nós colegas , não podemos esperar que o maná nos caia na boca , porque corremos o risco de ficar em lista de espera ad eternum. Muitos  não estão sindicalizados , mas exigem medidas dos sindicatos. Sei que as dificuldades financeiras nos assaltam diariamente e que assumir as quotas da Ordem e do Sindicato , qualquer que ele seja , acaba por ser um pouco pesado para muitos. Mas sem adesão às Intituições que nos defendem ou que é pressuposto fazê-lo, estas não têm a força que lhes é exigida.Cabe-nos o direito estatutário de mudar o que precisa ser mudado. Se a direcção do SEP não serve os interesses e aspirações dos enfermeiros , mudem-na , pois para isso há o direito constitucional instituído , há os estatutos do sindicato que se traduzem no direito de apresentar listas alternativas a sufrágio , para a direcção , mesa de assembleia e delgados sindicais. O SEP está em fase próxima de eleições para delegados...intervenham..Com uma direcção que realmente se proponha lutar pelos verdadeiros interesses da Classe..talvez seja possível formar uma FRENTE NACIONAL DOS SINDICATOS DOS ENFERMEIROS. Se não gostam do modo de actuar das direcções sindicais..mudem-nas , se gostam ou se lhes merecem o benefício da dúvida ou da certeza , apoiem-nas .De outro modo teremos sindicatos em lados opostos , estando os Enfermeiros num campo aberto , sujeitos ao fogo cruzado dessa lutinha sem interesse mas de graves consequências para todos nós. Por isso colegas não basta criticar é preciso estar onde temos de estar : no campo de batalha , mas devidamente protegidos pelos escudos das Instituições Sindicais. Que ninguém pense que pode lutar sózinho , que ninguém pense que tanto dá...o tempo urge...estamos a perder.

Uma abraço a todos

Rita

Offline The_Undertaker

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Re: SEP
« Responder #14 em: Março 02, 2008, 13:20:58 »
Excelente discurso ritabarros. De facto culpar os sindicatos é fácil mas a culpa da actual situação é em grande parte da inércia de todos nós... nós fazemos as instituições, as instituições não são feitas de ar, sem um esforço de todos nada será mudado....  8)