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Mensagens - jotix

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 19, 2005, 20:47:15 »
Ai, ai, estás a dizer que sou um ignorante?? (Estou no gozo)

Sim, admito, que as minhas imagens das profissões estão pouco como no sec. anterior. Mas está a melhorar :lol:  :lol:

Força Nuno (gosto de ler os teus comentários, que são sempre motivadores para a sua leitura).

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Cuidados Gerais / Lembra-te, és pó e em pó has-de tornar!
« em: Janeiro 19, 2005, 20:40:03 »
Que horror!

Deste-me a entender que és a favor da eutanásia.

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Cuidados Gerais / Lembra-te, és pó e em pó has-de tornar!
« em: Janeiro 19, 2005, 17:39:35 »
O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade.
(Kant)


Os esqueletos dos reis são apenas esqueletos.
(Mikhail Naimy)



O que é a morte? E a vida o que é? Será que é possível encontrar uma definição aceitável a todas as áreas do saber? Penso que não, e penso que o mesmo é como fechar uma gaveta com a chave lá dentro, muito complicado!

O pó de que falo, logo no assunto, é certamente numa visão biológica, somos seres que co-habitamos na terra, mas que em qualquer dia da nossa vida, fazemos parte de um qualquer esquecimento. E se tivermos em conta que o tempo anda a uma velocidade verdadeiramente virtiginosa, amanhã fazemos parte desse esquecimento.

Prefiro acreditar, que existe para além desta vida, uma vida eterna, em que tudo, tudo mesmo é perfeito. Mas a vida, essa, é por si só perfeita, se foi Deus que criou o mundo e o ser à sua imagem, então fez tudo de tal forma tão bem pensado, e tão bem encadeado, que não é possível dizer que a vida é imperfeita. Mesmo sendo o nosso organismo, tão elaborado e tão complexo, é perfeito, o 'processador central' nem se esqueçe da harmonia que existe entre um crescimento de um pelo e as trocas alveolares.
Mas esta perfeição, é também perfeita no sentido em que a nossa passagem, deve apenas ser isso: uma passagem, e como tal o próprio organismo começa-se a 'auto-destruir' para a vida eterna.

Se a enfermagem intervém ao nível do processo de transição saúde/ doença, tendo em conta o ser como bio-psico-socio-cultural, então os en.fos promovem a saúde e retardam a vida eterna. E ainda bem que assim o é, podem-se gabar os enf.os que nos seus cuidados às pessoas, são agentes que tendem a contrariar a perfeição da auto-destruição, de que tanto nos aflige.

Mas é interessante esta questão da morte, enquanto nos institutos de medicina legal, o corpo tão vulgarmente desigando por cadáver, é tratado como uma simples 'coisa', que está ali para se cortar em pedaços. Deixou-me um pouco em estado de choque, quando a instituição destas, a forma como manusiavam o corpo, parecia um autêntico 'talho'. Enfim, sei que é sim, mas cada corpo tem uma longa história para contar, e por isso penso que o tratamento não deve ser aquele que vi (pegar no corpo e atirá-lo para a bancada de autopsia como um objecto,  fazer coisas horrorosas...)

Passado  de ser mais um trabalho, o corpo, nas funerárias, velórios, cemitérios, é tratado de uma forma mais humana. Mesmo assim, e por limitações de espaço torna-se difícil guardar as ossadas e dos corpos que faleceram desde 1500 e por diante, daí que vejo, com alguma tristeza (quando vou aos cemitérios), campas e jazigos completamente degradados, e sem respeito pelas vidas eternas que tem certamente uma história longa para contar.

Vós, enf.os, que provavelmente já experienciaram situações de morte, acreditam que a morte, põe cobro à vida, e que portanto nada mais para além existe, ou exactamente o meu pensamento?

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Dicas de informática e internet / Wallpapers -=- Fundos de ecrã
« em: Janeiro 19, 2005, 16:12:07 »
Também existem bonitos wallpapers:

http://baixaki.ig.com.br/categorias/wallpapers.htm

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Dicas de informática e internet / SMS gratis via web
« em: Janeiro 19, 2005, 16:06:16 »
O site http://www.vazu.com também permite o envio de sms para telemóveis(requer registo e confirmação de código que se recebe no telemóvel).

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 19, 2005, 14:56:52 »
Penso que este fórum me esteja a fazer bem, já mudei algumas ideias que tinha na minha cabeça. :lol:

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 19, 2005, 14:51:43 »
Ai, ai, agora é que estamos a entrar numa conversa viciosa.

Vamos lá novamente. Disso e digo que todos nós procuramos a felecidade. E se faz feliz uma pessoa  ser calceteiro, então que assim o seja. Porque raio é que hei-de dizer que um calceteiro está abaixo de um licenciado? Afinal de contas, ambos caminham para a vida eterna. Só que o calceteiro tem uma forma diferente de ser feliz, de um licenciado.
Eu até posso gostar muito de ser calceteiro (não, francamente, não gostava), mas se tiver em conta que para mim um calceteiro é um 'zé ninguém' aos olhos de um licenciado, então não sou feliz. Se calhar, o que me faz feliz, é ser licenciado numa área das do calceteiro.

Estou-me a fazer entender?

Respondendo às tuas questões, penso que existem na sociedade hierarquias não só em uma classe profissional, mas também entre as profissões. Não é por acaso que um político que chefia cargos políticos tem uma aceitação social melhor e diferente, do que um coveiro, pelos esteriotipos que se criaram na sociedade sobre estas classes profissionais.
Assim sendo, e sou sincero, um calceteiro não ocupa à partida, quanto a mim, uma posição social que é favorável, mas não é por isso que não lhe reconheço a sua importância. Já imaginaste se não houvesse calceteiros, lixeiros, coveiros...e outras que não precisam de licenciatura? São mesmo indispensáveis, e por vezes até mais que um licenciado, apenas tem um tratamento não tão bom como um licenciado. E estes próprios esteriotipos que se criam e perpetuam na sociedade, não permitem que desenvolvam esse tipo de profissões, não é por acaso que os agricultores não-industriais são cada vez menos, fruto da mudança da mentalidade da sociedade.

E para que não pensem, que só procuro prestígio, gosto muito dos meios rurais, e gostava de um dia viver na minha terrinha (trabalhando num centro de saúde próximo). Mas se procuro prestígio, é suposto que na cidade obtenha-o com mais facilidade. Mas o que me faz feliz, é a minha terrinha ( e até mesmo andar na agricultura, e tratar dos animais). Não tenho nenhum preconceito em andar a guardar cabras, porque que quando vou no Verão aos meus avós, faço isso, e tenho todo o prazer em fazê-lo. E nessas alturas, não quero saber que um médico é mais alto que um pastor, pois gosto de andar pelas serras e terras a guardar cabras (mas só como actividade complementar, não gostava fazer disso minha vida, por uma razão que é crucial a todos, não rende à partida dinheiro). Senti-mo feliz.
Não sei quem disse, mas dou-lhe razão, o prestígio não se obtém, constroi-se.

 Mas é como dizes, com a fabricação em massa de licenciados, um licenciado é apenas mais um que foi 'fabricado'

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 18, 2005, 22:38:32 »
Quando afirmei que seria prestígioso as escolas passarem a ser designadas por faculdade, foi no sentido de enfatizar a minha teima com os pretígios e de brincar com a situação. Obviamente, que a alteração em causa, implicará uma série de argumentos que justifiquem essa modificação. Mas não me compete-me a mim argumentar o quer que seja, nem tenho argumentos para justificar.

Mas já agora, então quer dizer que as escolas ou os politécnicos não produzem Licenciados, com competências para reflectirem, usarem os seus saberes, e produzirem novo conhecimento? E que tipo de licenciados produzem? Licenciados com saberes estáticos e que os mesmos não são passíveis de análise crítica?Quanto o mim quer os politécnicos, quer as escolas independentes estão assentes em qualidade de ensino tão ou melhores quanto as universidades.Existem diferenças ao nível do tipo de ensino(nos politecnicos ministra-se um ensino mais prático e em universidades um ensino mais teorizado).

 Ok, já sei que estou errado, mas é o que sei das escolas para as universidades.

Citar
Não é o nome que define o ser... Um burro pode ser chamado de doutor, que continua a ser um burro (estou a referir-me ao animal, caso o post pareça confuso...).
Disse no meu comentário esta ideia, de que independentemente de ser chamados por Dr. ou 'burro' as pessoas tem características em comum. Mas por outro lado, o nome pode definir o ser, não é o que os astrólogos dizem? :lol:

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 18, 2005, 21:02:07 »
Ok, ok, eu confesso e admito que sempre vivi 'fascinado' pelo prestígio e pelo estatutos profissionais mais gabados na sociedade.
Acho que isto se prende por  uma razão familiar: na minha familia ninguém é licenciado, e houve e ainda há uma pressão enorme para que seja 'fabricado' um 'Dr.'. A minha familia (de origem, sem aquelas ramificações dos que casam com alguém) estava e alguma parte ainda está inserida num meio puramente rural, mas mesmo rural (por acaso tenho muitas saudades dos tempos que vivi na minha terrinha).
Assim sendo, fui educado a ver o 'Dr.es' como alguém extremamente importante, e que deveria a tudo custo ser também um 'mui nobre' qualquer coisa. Eu próprio também, em algumas das minhas acções, foram orientadas no sentido de obter prestígio, quando por exemplo escolhi os cursos, as escolas e /ou faculdades. Afinal de contas, ainda se pensa ( e provavelmente tem a sua validade) que um aluno que tire o curso na Universidade de Coimbra é mais valorizado que um aluno de uma qualquer outra Universidade.

Mas ultimamente tenho defendido mais a concepção de que todos nós, sejamos varredores, pedreiros ou políticos temos tudo em comum, sem que um não é mais que outro, só porque desempenha esta ou aquela função. Seja ele 'Dr.' ou varredor de ruas, uma coisa é certa, todos caminham para a vida eterna. Basta apenas que cada pessoa, se sinta feliz, e é isso que eu procuro a felicidade. Para mim a felicidade contempla três grandes dimensões: Amor, Saúde e Dinheiro (ao qual incluo a profissão, porque se se ganha dinheiro à custa de uma profissão que não gostamos, então não se é feliz, por mais dinheiro que tenhamos) Se não me sinto feliz em alguma dimensão, nos aspectos profissionais, e se o prestigio me torna um pouco mais feliz, então porque hei-de estar obrigado a qualquer coisa de que não goste? Mas também a vida não é um mar de rosas...

Mesmo assim, concordo que estou ainda muito muito muito 'verde' para dizer que a enf.em é uma profissão de que não goste.  Já me fizeram mudar a opinião...


Já agora, não acham que tinha maior prestígio se as escolas de Enf.em passassem a ser designadas por Faculdades de Enfermagem?? :lol:  (Só para chatear)

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 18, 2005, 17:34:32 »
Como estudante de enf.em, apenas fui uma vez a um serviço hospitalar e sinceramente gostei sobretudo do ambiente entre os enf.os, e as formas de intervenção da enf.em .
Não gostei das tarefas da parte da manhã, achei-as rotinizadas (às 8h lavamos as pessoas; às 9h ajudamos no pequeno almoço; às 10h posicionamos as pessoas da cama 4,7,10 ... às 11h os registos e assim por diante ...tal como ouvi pela boca de uma enf.a); e de ver algumas intervenções da enf.em menos agradáveis.
Ah e já agora, das mudanças de turno, ao qual aponto o imenso defeito que verifiquei. Os enf.os (no serviço onde fui) não eram pontuais, e isso atrasa o processo de transição de turno, fazendo com que os enf.os em vez de trabalharem até às 16h, ficam quase mais uma hora suplementar.

Claro que o prestígio não é tudo na vida, mas se te tiveres de escolheres entre um lugar de 'lixeiro' e lugar de 'Dr. não sei de quê'; certamente que irás optar pelo 'Dr. não sei de quê'. É como aquelas história de que o dinheiro não traz necessariamente felecidade; mas a falta traz certamente infelicidade!

Espero que aprenda a gostar da enf.em, e claro ser um óptimo profissonal. Assim como também que a enf.em seja uma profissão que prima pela qualidade da prestação de serviço pelos profissionais que fazem dela sua profissão, e não emprego.

Aproveito a oportunidade para desejar uma evolução positiva ao fórum da enfermagem, esperando que não só os enf.os exponham as suas opiniões com também outras classes de um qualquer serviço de saúde.

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Estudo na Escola Superior de Enfermagem de Bissaya Barreto - Futura Escola Superior de Enfermagem de Coimbra -POLO II

É uma escola que prime pelas boas instalações, e pela satisfação dos serviços pelos seus alunos. Tem um péssimo defeito- Está mal localizada, um pouco afastada do centro de Coimbra. Mas de resto é agradável.

http://www.esebb.pt

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 17, 2005, 21:53:29 »
Repara, mas eu não estava a prestar cuidados num hospital.

Foi um exame que tenho a certeza que a sua nota não é credivel. Se futuramente, a lei me o permitir irei pedir o total levantamento do exame, apurando as razões do professor.

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 17, 2005, 20:59:58 »
Bolas...! :roll:  Nunca pensei que a minha intervenção sobre um tópico deste fórum desse tanto que opinar! Mas ainda bem que assim o é, não só crio um corpo de conhecimentos e experiências assentes na opinião de actuais enf.os ou futuros enf.os como também levo a reflectir sobre o assunto do reconhecimento social que a enf.em tem. Desde já, agradeço as respostas e o tempo que nelas dispenderam.

Efectivamente quando entrei para o curso de enf.em não tinha e provavelmente ainda não tenho uma definição que se considere exacta sobre o que é realmente a enf.em. É uma profissão? É um ofício? É uma arte? É bondande? É fonte de dinheiro? É uma obrigação? É um emprego? Quando estava no meu 12ºano, entrei inicialmente em Engª Informática, mas como vi grande partes dos meus amigos a escolher e entrar em enf.em (na altura até chamava a isso a febre da enf.em), também me deixei levar pela 'corrente' e dei na injectiva de que queria entrar no curso de enf.em, e que inclusivé tentava encontrar argumentos vantajosos para a minha nova escolha: na enf.em temos contactos com os doente, familiariza-se com a medicina (o meu grande sonho impossível), os enf.os 'passam boa vida', pois apenas dão injecções e fazem uns pensos, medem a tensão e pouco mais haverá para fazer; afinal trabalhar num hospital tem algum prestígio; não se é preciso estudar muito; o curso é pequeno. Mas depois também pensava: a enf.em é uma profissão que não tem grande estatuto social, ser-se Engº Informático tem maior prestígio (O Sr. Engº...); ganha-se pouco dinheiro; as pessoas não dão importância aos enf.os (um enf.o não deixa de ser mais um enf.o, e um médico é o Sr.Dr. que todos apresentam os respeitosos cumprimentos...); temos que lidar com situações que mexem com as nossas emoções; o curso de enf.em é um curso de meninas ( e daí que se chame pela enf.a, e não por um enf.o)....
Este conjunto de prós e contras que na altura pairavam a minha cabeça, estavam a ser constantemente postos em causa, quando entro em Engª Informática e quando entro em Enf.em. Torna-se complicado viver com estes prós e contras (claro que alguns já estão desactualizados), quando estava em Engª Informática culpava-me de não andar em Enf.em; em quando finalmente estou em Enf.em culpo-me de não continuar com a Engª(e porque talvez tenha sido o melhor, mas talvez não...)

Entrei em Enf.em no ano de 2002, e como é obvio preocupava-me em fazer as cadeiras todas, porque tem de ser feitas para passar de ano. Até  posso saber pouco de uma deteminada área, mas o que conta para efeitos legais é ter aprovação. Pois bem, a verdade é que reprovei o ano, por não ter feito uma cadeira que a minha 'querida' escola diz ser fundamental para o ensino clínico. A reprovação a essa cadeira, foi de uma enorme injustiça, porque estou ciente que no último exame que fiz,o corpo de conhecimentos que apresentava é suficiente para a aprovação da cadeira, e consequentemente o ano. A discussão com o(a) professor(a) responsável pela cadeira começou quando este me pergunta 'o que é uma pessoa?' e tendo respondido 'Uma pessoa é uma pessoa, o que quer que lhe diga?'. Penso que este diálgo está na origem de toda esta situação que considero injusta, ao ponto do próprio professor ter falado comigo de uma forma insolente, desagradável, e aos 'berros' só porque lhe pedi para indicar o que estava errado na minha frequência e exame. É claro que sai pela porta fora, quando finalmente vem uma colega para a alertar do seu comportamento. Ande este professor a aclamar que os clientes hospitalares devem ser tratados como clientes, em que se pretende a elevação dos padrões de satisfação e de prestação de serviço, e este próprio funcionário da escola (e é essa a sua efectiva função: um funcionário que presta um serviço) põe em causa a satisfação dos próprios clientes da escola. Se isto sucedesse ao nível de instituições particulares, o meu modo de agir seria diferente, enquanto que nesta escola onde ando tentei fazer uma reclamação de que depois desisti pelos seus 'contras', noutra escola privada era o 'adeus' à empresa.
Desculpem estar-vos a contar esta história, mas não posso deixar passar em branco, porque marcou-me negativamente naquilo que aprendo e na vida (uma reprovação acarreta um imenso conjunto de efeitos dissuasores).

É pelo que referi, que a minha 'empatia' com a enf.em é como uma balança: ora está no lado do continuar em frente; ora no lado de deixar esta escola e o curso. Relativamente às actividades de enf.em, continuo a considerar que a enf.em tem actividades pouco agradáveis de se fazer ( calculo que limpar as fezes de um velho, incapaz de o fazer, não seja de todo agradável), e claro que considero  actividade propriamente dita, sem ter em conta os factores benéficos dessas acções. Outro grande ponto que considero desvantajoso para a enf.em é aceitação e o reconhecimento social da enf.em. Apesar de ser tudo muito colorido, quando nos dizem que no hospital o médico é apenas um profissional, assim como os enf.os, e que tem funções e competências especificas e diferentes; mas se formos à rua e perguntarmos «Qual considera mais importante no hospital?» a resposta será obviamente o médico, porque é ele que cura, e a promoção da saúde e a acção do enf.o é valorizada quando se passa por um hospital. E a minha própria médica de familia (na faixa dos 40 anos) diz que um médico é superior a um enf.o, na medida em que um enf.o tem um conhecimento mais prático e um médico tem um conhecimento fundamentado em teorias. Claro que discordo com esta opinião, mas é uma opinião e por isso mesmo tenho que a valorizar nos seus aspectos positivos e tentar agir no sentido de modificar essa opinião.

Não posso estar aqui apenas a contar os aspectos que considero negativos na enf.em; o estar em constante contacto com as pessoas é um optimo ponto de partida para se gostar de se ser enf.o .E para se gostar realmente da enf.em, temos de modificar tudo o que está em enf.em e modificar para o melhor. É essa a nossa função enquanto agentes de mudança: favorecer e promover a profissão de enf.o

Como no meu computador, quando escrevo por cima de outras letras, são 'engolidas' outras letras, vou acrescentar uma coisinha: terminei o 1ºano com o professor a dizer que na sua opinião não  tinha perfil para ser enf.o; que deveria mudar de curso;e que não tinha 'pulsação' para enf.o . Claro que é uma opinião, e cada um é livre de dizer a sua, não a contesto, mas fiquei ofendido e perturbado pelo caracter motivador do professor aos alunos. Mas como costumo dizer, à justiça divina, a essa ninguém escapa.

Bom trabalho Sr. Enf.os!

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Cuidados Gerais / roupa dos enfºs
« em: Janeiro 16, 2005, 22:39:38 »
Vou responder a este post no link que o admnistrador indicou, quando me for possível.

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Cuidados Gerais / roupa dos enfºs
« em: Janeiro 14, 2005, 17:08:50 »
Sou estudante de enf.em na Bissaya Barreto em Coimbra, e este tópico interessou-me especialmente porque penso que não só os enf.os e os funcionários de limpeza (agora denominados por auxiliares de acção médica...) devem usar farda.
Também os médicos, e outros demais profissionais devem usar todos uma farda idêntica à do enf.o, porque se pensarmos que quando um médico traz o seu 'esteto' ao pescoço (simbolo clássico do médico) e nos imensos microorganismos que se alojam nessa 'ferramenta' e quantidade de vezes em que o estetóscópio anda de doente de doente, é no meu ponto vista pouco higiénico. E se pensarmos que por baixo da bata está um vestuário pouco limpo, a situação ainda piora.

Eu pessoalmente, estou descontente com o curso e sobretudo com a profissão. Existem tarefas na enf.em que são pouco agradáveis de se fazer: nomeadamente lavar os doentes, e a tarefa clássica empurrar macas( contudo reconheço a importância de tais cuidados serem planeados e executados por um enf.o). E também está subjacente na sociedade que a enf.em ocupa um patamar inferior à do médico, por desempenhar funções mais técnicas, que à partida que exigem menos estudo ( e por isso, ouço por vezes comentários do tipo: ah e tal um enf.o estuda menos, logo sabe menos...um médico é sempre um médico). Até porque aquele pensamento, do enf.o ser empregado do médico, penso que ainda corre muito nas cabeças das pessoas (apesar de na classe da enf.em existirem pensamentos no sentido de uma evolução).
Por exemplo tenho alguns amigos que andam em Ciências Farmacêuticas e Medicina, e fiquei espantado quando dizem que efectivamente um enf.o é empregado do médico. Pensava que este tipo de afirmações era mais usual numa faixa etária mais avançada, mas afinal que evolução é esta de pensamentos e atitudes? Será que as pessoas valorizam a importância do trabalho da enf.em?

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