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Mensagens - artur

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Atenção. Esqueci-me de mensionar. :P
A lavagem com água está também contra-indicada nas feridas cirúrgicas.

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Lá vou ser polémico outra vez:

O trombocid é como o melhoral, não faz bem nem faz mal.
Contra argumento: "à e tal e a coisa até correu muito bem, aquilo melhorou que foi um ar que se lhe deu". E se não colocassem, será que o hematoma melhorava?
Então para o mesmo benefício, o que é que ficava mais barato para o hospital/ Centro de saúde....

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Água oxigenada?
« em: Novembro 11, 2009, 20:32:46 »
Citação de: "kowkroka"
Boas...
Durante o meu estágio no serviço de urgência tambem vi utilizarem agua oxigenada num enema de limpeza,, juntamente com 3 microlax's parafina e a agua morna...
DEU RESULTADO,,,POIS O BORBULHAR DA H2O2 torna-se eficaz...

Se colocar paramolan c também borbulha.....
Se não fosse o microlax a parafina e água morna......

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Água oxigenada?
« em: Novembro 11, 2009, 20:24:38 »
Citação de: Obturador
É utilizada frequentemente em contexto cirúrgico com função hemostatica!

Nunca utilizei noutro tipo de cuidados!

Cumprimentos


Aconselho-o a ver o índice terapêutico e prescutar onse se insere a água oxigenada..... é tudo menos hemostático.

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: QUEBRAS CUTÂNEAS
« em: Novembro 11, 2009, 20:22:51 »
Bolas, o cavilon é TÃO CARO.....

Citação de: Caldas
Se a pele da pessoa está seca porque não aplicar creme gordo e dar água à pessoa?

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Gostei destas últimas intervenções. E agora só para complicar:
O soro que utiliza é estéril? Há quanto tempo está aberto? tens vantagens relativamente á água?
E se usar um chuveiro com água a correr durante uns minutos, será que tem o mesmo efeito (desde que a ferida não tenha extensão óssea é claro)?

E agora ainda mais polémico.
Se a ferida está limpa, sem sinais de infecção, sem sinais de detritos, com boa evolução cicatricial. Será que vale a pena irrigar/ lavar/ etc....????????
Faz-vos muita confusão trocar apenas os pensos????

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Na minha modesta opinião, antes de se pensar no penso a usar tem que se reflectir nos factores que intervêm de forma importante na evolução da ferida.
Exemplos?!
Nutrição (fundamental), hidratação (fundamental), higiene, doenças concomitantes, etc....
Depois de todos estes factores estarem controlados e eliminados é que realmente se pode pensar em cicatrizar convenientemente uma ferida....
O penso adequado basicamente o que faz é melhorar as condições da ferida. Como?!
Controlo do exsudado: Se muito (pensos absorventes - hidrofibra, hidrocelulares, hidropolimeros, hidrofibras, alginatos) se pouco (hidratantes locais: hidrogel)
Cheiro: Carvão activado;
Tecido: Viável (penso não aderente, espumas), não viável (colagenase, protease);
Infecção: Antimicrobianos com prata ou iodo de libertação prolongada (o betadine não é de libertação prolongada pelo que não se deve usar. Aliás esta solução é inactivada pela matéria orgânica) e em casos extremos antibióticos sistémicos;

A escolha do penso baseia-se na observação das características da ferida. Só isso e sem inventar muito. Lembro que não existem bons ou maus pensos, mas sim pensos usados bem ou mal.

Muito mais haveria a dizer. mas em suma é isto.
Nota: chamo atenção que a parte mais importante no tratamento da ferida é o tratamento da causa. A intervenção do caldas é absolutamente fulcral.

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(cont)
Dentro da infecção e para simplificar a nossa actuação, distingue-se entre infecção profunda e superficial.
Superficial: Tratar com antimicrobianos tópicos (prata ou iodo de libertação prolongada);
Profunda: Tratar com antibióticos (prescrição médica) sistémicos (nunca tópicos) - de preferência de largo espectro e de 1ª geração e antimicrobianos tópicos.

Muito mais haveria a dizer, mas em suma é isto.

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Costumo passar os olhos aqui pelo fórum e tenho lido muita coisa, a maioria correcta e interessante. Contudo, intervenho quando o conteúdo não me parece baseado na evidência científica.
Antes do mais, e como a intervenção é diferente, convém distinguir entre feridas agudas e "crónicas". Para simplificar, reportar-me-ei apenas às segundas.
Sobre este tópico urge esclarecer alguns pontos: o biofilm NÃO SE VÊ. Não é nenhuma camada translúcida ou gelatinosa que sai de uma forma mecânica. Se isso fosse assim tão simples, o problema dos biofilm nem sequer se punham (é só pensar um bocadinho!!!!!). Se essa informação passou numa formação é GRAVE, pois induziu as pessoas em erro.....
De uma forma genérica, chama-se biofilm ao conjunto de bactérias que se "juntam, aglomeram e conversam (quorum sensing)", para que, aproveitando as qualidades uma das outras, possam viver mais ou menos imunes às agressões do meio ambiente.
O biofilm por si só não traz problemas. Aliás, existe biofilm na cavidade bucal ou na mucosa vaginal. O problema existe quando alguma/s destas bactérias se tornam patogénicas, provocando então e só aí, uma infecção.
E agora respondendo à pergunta inicial. Na verdade, o que é importante não é detectar a presença de biofilm. Na verdade e como já escrevi, a sua presença em muitos locais do nosso organismo é positiva uma vez que impede a progressão de outra bactérias, provavelmente patogénicas.
O que é importante é detectar a presença de infecção. Esse tipo de diagnóstico não consensual, mas baseia-se, sobretudo, em critérios clínicos. A zaragatoa e a biópsia não nos dizem nada, pois de certeza que vão detectar bactérias.... aliás, a bactéria que este tipo de exames pode detectar, até pode não ser aquela que está a provocar infecção.
Em termos diagnósticos acho legítimo agupar os sintomas de infecção da seguinte forma: Aumento da dor, alteração da qualidade do tecido (aparecimento ou aumento da necrose), celulite, sinais inflamatórios, presença de exsudado purulento ou revelador da presença de bactérias, aumento da quantidade de exsudado, presença de cheiro fétido (descutível), aumento do tamanho da ferida (descutível). Lembro que são sintomas e não sinais de infecção, pelo que no fim, é sempre o bom senso que deve imperar.

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A intervenção do Brunomd parece-me absolutamente fulcral....
 Completando um pouco do que já foi dito, as UCC englobam outros profissionais para além de enfermeiros: médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, etc e outros que possam vir a ser importantes mediante os projectos apresentados em função das necessidades da população....
É óbvio que as necessidades da população só poderão ser percebidas por profissionais que já estejam no terreno e que por isso tenham experiência neste tipo de conceptualização e prestação de cuidados. É por isso, que não me parece que profissionais recém licenciados possam construir um projecto que possa ser aceite em sede de contratualização, até porque lhas faltam elementos na equipa que eles simplesmente não conseguem "angariar": Enfºs especialistas, médicos e outros.
Parece-me que nesta primeira fase, os recém licenciados não terão oportunidades de serem admitidos nestas unidades. Contudo e como também estas se regem por objectivos, quando se avaliar - daqui a uns tempos - o que já foi feito e se se entender alargar o ãmbito da prestação de cuidados, talvez aí vocês tenham uma oportunidade.

Gostaria, ainda de deixar um pedido. Alguém me pode dar uma ajuda com os projectos.... o que é que vocês irão definir, em termos gerais claro, para as vossas UCC. Obrigado.

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Cuidados Gerais / Tabela de preços - procurar na pág 6
« em: Fevereiro 14, 2007, 18:02:51 »
André, se fosse possível também gostaria de ter essa tabela.
O meu Email é artujorge@hotmail.com

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Cuidados Gerais / Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« em: Novembro 01, 2006, 03:51:13 »
Pelo facto de se trabalhar em equipa não significa que se deva perturbar as legais funções definidas para cada carreira. Isto é ver muito mal a questão por não se saber realmente o que são cuidados de Enfermagem e como é que eles entroncam com as funções de outras profissões.
Os Enfermeiros têm funções dependentes, interdependentes e independentes. Estão definidas pela Ordem - é consultá-las.
Gostava contudo de apimentar um pouco mais a discussão. Como é possível que Enfermeiros (alguns deles especialistas e por isso como uma visão estratégica mais apurado que os demais), a troco de alguns soldos, se prontificaram a ministrar formações a AAM para estes desempenharem funções legalmente definidas como de enfermagem? Como é possível?
Isto passou-se, não foi há muito tempo, em hospitais empresa, da região da grande Lisboa.

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Cuidados Gerais / Enfermagem Veterinária
« em: Outubro 15, 2006, 01:44:41 »
Na primeira vez que vi a notícia no jornal, também fiquei aborrecido(pelas razões que já foram apontadas).

Convém contudo pensar um pouco no seguinte:
 - A enfermagem e os seus profissionais assumem, cada vez mais, um papel relevante no contexto da saúde (na qualidade dos cuidados que presta, na gestão, na tomada de decisões, na investigação, etc), o que a  torna cada vez mais visível e apreciada.
 - Os responsáveis pela criação deste curso precisavam de algo que chamasse a atenção de possíveis candidatos (concordo com o Pedro), unicamente para que no arranque, estes tivessem um número mínimo de candidatos e desta forma não corressem o risco de perder o financiamento governamental.

Em suma - o nome "enfermagem" choca porque está descontextualizado da prática, mas surge apenas (na minha opinião) como medida de marketing.

Espero, contudo, que esta situação se altere - a bem do nosso bom nome...

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