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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Dúvida
« em: Fevereiro 18, 2010, 16:47:27 »
É pá, calma. A colega vem a este fórum para esclarecer uma dúvida.
Todos nós sabemos o que se passa a nível sistémico por esse país fora, mas não é assunto para ser discutido nesta parte deste fórum e muito menos com a colega.
Relativamente à ferida, parece-me que tem necrose e por isso tem que ser removida. O hidrocolóide é o menos mau.

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Em primeiro: Sob pena de ter problemas, as prescrições médicas devem ser cumpridas (a não ser que sejam absurdas e coloquem a vida do doente em risco. Exemplo: administrar atropina num taquicárdico). Se, eventualmente, tiver alguma confiança com o clínico e se não concordar com a prescrição, acho que consegue "tornear" a situação e com algum "charme" alterar a opinião médica.

Em segundo: Não há qualquer tipo de evidência na vantagem de utilização destes produtos.

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Caro colega, a nossa licenciatura é de 4 anos.
Para além disso ainda não vi nada em lado nenhum daquilo que afirma.

Outra coisa muito importante. Estas petições que se têm feito, sobretudo no que à Enfermagem diz respeito (também assinei algumas), ao que parece, segundo informações do pessoal dos sindicatos, levantarm e têm levantado muitas dificuldades nas negociações com a ministra.
Falem com o pessoal dos sindicatos que eles explicam o que se passou (sobretudo com o pessoal do SEP).
Acho que se deveria passar esta palavra. Cuidado com as petições que se assinam... Esta é mais uma...

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Dúvida
« em: Fevereiro 04, 2010, 11:38:54 »
Em primeiro lugar parabéns pelo tópico e pelas várias intervenções.
Relativamente à fotografia, aconselho o colega a não divulgar a foto online sem o consentimento do utente em questão (escrito de preferência).

No que concerne à discussão: "desbridar ou não", acho que desbridar é sempre a melhor opção. A verdade é que o tecido necrosado é factor de risco (sério) de infecção. É no tecido necrosado que se alojam as bactérias e que se desenvolvem os biofilm, e pela sua natureza pouco irrigada são áreas onde nem antibióticos nem as defesas conseguem penetrar. Por isso, na generalidade dos casos, a necrose é sempre para remover (autólise, enzimático ou cirúrgico).
Existem contudo casos, concordando com o colega,  onde esse desbridamento não está indicado, sobretudo nas feridas pouco irrigadas ou que resultam da fraca irrigação. Mas é aqui que a minha opinião diverge desse colega: Essas feridas não são as úlceras de pressão mas sim as de origem arterial. Tem lógica pensar que não se deve mexer muito com uma ferida cuja causa e tratamento são de natureza médica.
Apesar disso, e mesmo com a evidência patente nas guidelines, a discussão sobre o tratamento ideal neste tipo de feridas mantém-se.

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Um bom registo de Enfermagem deve caracterizar bem a ferida que acabou de tratar.
Assim deve fazer referência ao tipo de tecido presente (Necrosado, desvitalizado, fibrinoso, de granulação ou epitelização)
Se a ferida tiver infecção, descrever se é infecção profunda ou superficial.
Caracterizar o tipo de exsudado presente (hemático, seroso, purulento) e  a sua quantidade (dificil mas necessário) - Pequeno ou escasso, moderado e abundante - aproveitando para descrever o aspecto do penso que retirou;
As dimensões da ferida (largura x comprimento x profundidade);
O odor (inexistente, fétido, adocicado, etc);

Para além disso, convém que explicite se a dor do utente aumentou desde o último tratamento (sinal de infecção) ou se tem dor na mudança do penso.

Depois de descrever a ferida, deve, como é óbvio, explicitar o penso que usou.

Acho que não me esqueci de nada.

Nota: Em presença de infecção profunda, deve iniciar toma de antibiótico.

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Aquilo que eu acho é que essa colega que a informou, muito provavelmente, não possui grandes conhecimentos sobre tratamento de feridas. O Halibut não serve para tratar feridas, antes para usar sobre a pele íntegra.
Na minha opinião, a colega Juzita devia pesquisar um pouco mais sobre o halibut, a sua constituição e a suas indicações.
Depois vai pesquisar sobre o betadine pomada, a sua constiuição e a suas indicações e inferir sobre a razão da sua junção com o halibut.
Novamente pensar nas vantagens da comum utilização com o trombocid....

Enfim....

Daqui a pouco ainda vão dizer que o halibut vai bem com batatas assadas e bacalhau...
O Michele é que ainda não sabe, senão... >:D

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Há uma coisa que me continua a fazer uma enormissima confusão. Porque é que as pessaos não se baseiam na EVIDÊNCIA CIENTÍFICA para suportarem as suas decisões.
Era muito bom que os intervenientes que opinam a favor ou contra determinado assunto ou tema, o fizessem suportados por algo mais do que o empirismo.

Agora relativamente ao biafine. É uma solução cutânea constituida por 3 ácidos: um com uma constituição semelhante aos alginatos (que são óptimos na regulação de exsudato, mas que precisam de se apresentar em forma de fibra para poderem ter uma acção eficaz), um ácido gordo e um outro (mais interessante) com acção antimicrobiana. Relativamente a este último, não consegui perceber se era uma antimicrobiano de acção prolongada, pelo que coloco em dúvida a sua eficácia no controlo da infecção.
Basicamente, e na minha opinião, este produto parece ter uma acção pouco eficaz no tratamento de UP.
Agora veham daí esses estudos que contrariem aquilo que eu estou a escrever.

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: QUEBRAS CUTÂNEAS
« em: Dezembro 14, 2009, 16:14:09 »
Calma, não foi isso que eu escrevi.
A melhor forma de proteger a pele perilesional para feridas muito exsudativas é sem dúvida nenhuma o cavilon. Contudo nem todas as feridas têm estas características e nem todos os serviços têm capacidade para comprar este produto.
Se olharmos racionalmente para as coisas e pesando tudo isto o que foi dito, a vaselina será a substância menos má.

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A questão é simples. Pura e simplesmente não se deve usar antibioterapia tópica.

Prática baseada na evidência...

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Antes de perguntar qual o antibíótico, acho que deveria pesquisar (no site do GAIF por exemplo) se deveria ou não aplicar antibióticos tópicos... :P

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Citação de: catsofia
Pois digo-te que por experiência que em Espanha a assépsia=0 e infecção=0
E digo-te que são muito raras as feridas infectadas...

Sinceramente, duvido desta realidade. A infecção de feridas é um facto em todo o mundo para o qual se tem dedicado muito trabalho e atenção.
Se aquilo que escreveu fosse mesmo verdade, garanto-lhe que teria sido descoberta a panaceia...

Citação de: Borb
Eu acho que se podem lavar as feridas com sabão, desde que seja neutro, estou errada?

O sabão possui surfactantes. Estas substâncias são extremamente agresivas para as células cicatriciais.
Na minha opinião não se deve usar...

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O sistema vácuo não é mais de que uma forma avançada de realizar controlo de exsudado, com todas as vantagens daí decorrentes, que todos nós sabemos e que não vale a pena desenvolver neste tópico.
na minha opinião, tendo em conta o preço, acho que deve ser usado em situações muito específicas em que o doente drena quantidades enormes de exsudado....
Para todas as outras, temos ao dispor soluções igualmente eficazes e bem mais baratas.....

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: QUEBRAS CUTÂNEAS
« em: Novembro 17, 2009, 18:17:25 »
Da experiência que possuo, a melhor forma de tratar os problemas é resolver a causa.
Antes do mais, na avaliação da pele, importa saber o que se está a passar e porquê. Se a solução está ao nosso alcance (normalmente é a solução mais simples e mais barata), então o mlehor é aplicá-la.
E agora o cavilon: Este é um produto que é sobretudo usado na protecção da pele perilesional de feridas com muito tempo de evolução. Eu digo muito tempo de evolução de propósito, pois normalmente drenam exsudados extremamente agressivos para a própria ferida (aumentando o tempo da fase inflamatória e, consequentemente, o tempo cicatricial) e para a pele peri-lesional.
Há muitos colegas que usam pomadas ricas em vitamina A. Contudo, na mudança do penso, a remoção deste tipo de substância (mesmo usando óleo de amêndoas doces) provoca traumatismo na pele que nós queremos proteger - para mim esta não é solução.
Há colegas que usam petrolatum, vulgo vaselina. É, a meu ver, a solução menos má, sobretudo para quem não tem hipóteses de adquirir o cavilon.
Esta substância aplica-se em redor da ferida e, segundo o fabricante, tem uma eficácia válida para 24 horas.

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Para as larvas de mosca poderem evoluir para a forma de crisálida e depois mosca, têm que ingerir enormes quantidades de carne putrefacta. Como? Elas realizam uma digestão exógena, libertando para o meio exterior colagenase (enzima que degrada o colagéneo) absorvendo depois o "suco" daí resultante.
Para uma pessoa que apresente uma ferida com tecido necrosado/ desvitalizado o resultado é compensador, pois em pouco tempo sem necessidade de muitas mudanças de pensos (diminuição da dor daí resultante) e com um risco reduzido de verem a ferida infectar (não existe muito consenso, mas pensa-se que as larvas libertam algum tipo de antimicrobiano para se protegerem. Eu gosto de pensar que a diminuição da probabilidade de ocorrer infecção se deve à diminuição do tecido necrosado).
Contudo, embora muitos profissionais tenham já experienciado casos de feridas "colonizadas" por larvas (eu sou um deles  :) :-X), a verdade é que o uso destes seres de forma controlada (ou seja: esterilizadas, etc, etc) envolve custos completamente impensáveis para o nosso país, pois o único sítio onde estes seres são desenvolvidos é, salvo erro, no país de gales. Ou seja, quem quiser tratar feridas por bioterapia tem que importar  do estrangeiro.
Há um caso descrito de uso de bioterapia no tratamento de uma ferida de um utente em Portugal. Pelo que sei, essa pessoa pagou uma soma bastante alta e quando as larvas chegaram, dado o tempo que decorre da viagem, a maioria já vinha crisálida.
Será uma excelente escolha no futuro, sobretudo no tratamento de feridas neuroisquémicas, mas a verdade é que por enquanto não é exequível.

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Erisipela
« em: Novembro 17, 2009, 17:46:03 »
Antes de mais gostava de referir que o tratamento da erisipela é de responsabilidade médica. Este tipo de infecção, provocada pelo streptococos, apenas nos diz respeito quando se manifesta conjuntamente com uma ferida (Exemplo:feridas de origem venosa e/ou de estase linfática), pois atrasa o processo cicatricial.
De qualquer forma, gostaria de referir que este tipo de infecção responde muito bem (quase unicamente) à penicilinia. Uma vez que é uma infecção bacteriana, não tem lógica falar-se em antivirais....
Muitas vezes confunde-se erisipela com  fasceíte necrosante ou tromboflebite, o que leva a tratamentos incorrectos.....
Reforço, contudo, que o tratamento desta infecção é de responsabilidade médica.

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