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Mensagens - Son_Goku

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Pelo andar da carruagem, qualquer dia é mais difícil ser coveiro do que Enfermeiro!

Vejam este CASO VERÍDICO!

A CML, há 2 anos abriu concurso para coveiro. Não se pense que o ingresso na classe é pêra doce.
Assim, era exigido que os candidatos efectuassem uma prova escrita de 90 minutos cujo conteúdo era:

Direitos e Deveres da Função Pública
Deontologia Profissional;
Regime de Férias, Faltas e Licenças;
Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Conhecimentos técnicos: Inumações, exumações, cremações,  trasladações,jazigos, ossários,  transporte e remoção de restos mortais entre outras coisas.


No fim, exames psicotécnicos e médicos!

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A tal realidade deturpada reflectida neste artigo coincide com a imagem que parte da sociedade tem dos Enfermeiros. Ao invés de assinar abaixo assinados, talvez fosse mais produtivo repensar o modo como nos relacionamos com a sociedade e com os outros profissionais que partilham connosco os espaços de prestação de saúde.
Como queremos nós sermos vistos como independentes do médico se uma parte importante dos Enfermeiros cultiva a supremacia do Sr. Dr. através das suas atitudes diárias de subalternização voluntária?
Como queremos ser respeitados e olhados como uma profissão de elevada capacitação técnica quando a formação de base dos Enfermeiros assume uma qualidade cada vez mais baixa e a formação contínua ao longo do trajecto profissional passa ao lado da maioria dos enfermeiros?
Como queremos ser/parecer autónomos se muitos de nós têm medo de decidir perante situações clínicas mais complexas, transferindo a responsabilidade para o médico?
E a nossa postura, modo de nos apresentarmos perante as Pessoas, é a mais adequada para uma profissão que se quer assumir ao nível das restantes profissões superiores de saúde?
Como queremos demonstrar que a Saúde é um trabalho de equipa, se a equipa trabalha de uma forma unidireccional (o conceito de equipa multidisciplinar é muitas vezes entendido como " todos ajudam o médico a exercer o seu trabalho" pois Saúde, infelizmente, ainda é sinónimo de Medicina)

Se calhar, a crónica infame destes jornalistas apenas é o reflexo do estado em que a Enfermagem caiu nos últimos anos, e que mais uma vez colocou a classe médica numa posição de dominância absoluta, por falta de concorrência.
É no dia a dia que construímos uma imagem renovada da Enfermagem, demonstrando competência e Saber perante as pessoas e porque não, criar uma lógica de corporativismo na Enfermagem, desde o individual até ao institucional, como forma de servir de contrapeso ao corporativismo médico.

Talvez não devamos colocar as culpas (apenas) nos médicos apenas por estes fazerem bem aquilo que a Enfermagem ainda não soube fazer: vender e defender a imagem da sua profissão por todos os meios. (e isto não se faz apenas com tomadas de posição forçadas por acontecimentos como este…)

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Juizinho

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Médico-Cirúrgica / Re: UROLOGIA: Prostatectomia Radical e Parcial
« em: Agosto 26, 2009, 00:22:09 »
Tanto numa como na outra pode haver lavagem vesical contínua:

-Na radical raramente é necessário pois há a remoção total da próstata e o colo vesical é anastomosado ao topo livre da uretra. O nível de sangramento neste caso é diminuto pois a próstata é retirada em bloco e a hemostase é efectuada de forma directa. A haver lavagem vesical tem de ser efectuada lentamente através de sonda vesical 3 vias (colocada em BO pois não é de todo recomendável mobilizar a sonda vesical). A sonda fica cerda de 3 semanas a fim de tutororizar o trajecto e permitir a cicatrização da anastomose sem estenoses.

-Na parcial (ou melhor retropúbica ou suprapúbica), o que é retirado é a porção central da próstata (o adenoma). Este leito de ressecção fica muito sangrante, razão pela qual se institui quase invariavelmente a lavagem vesical para impedir a formação de coágulos intravesicais. Em alguns centros cirúrgicos americanos a lavagem contínua nestes casos não é uma rotina!

5
Leiam o excelente artigo de Richard Horton, publicado na mais renomeada revista médica mundial "The Lancet" intitulado "Nurse-prescribing in the UK: right but also wrong".
Fundamentalmente o artigo admite que há vantagens na prescrição medicamentosa por parte da Enfermagem mas há que haver alguma contenção e uma firme regulamentação. Por outro lado, este processo teria de ser necessariamente gradativo e deve englobar estratégias que visam dotar os Enfermeiros de novos "Skills" que permitam uma prescrição segura . Na Inglaterra, a febre súbita da prescrição de medicamentos por parte da Enfermagem tem mais a ver com agendas políticas que visam permitir o acesso rápido dos cidadãos aos cuidados de saúde e usar essa bandeira em estratégias partidario-propagandistas do que num processo verdadeiramente alicerçado em princípios sólidos e seguros que garantam um elevado nível de qualidade do serviço prestado.
Considero que de facto poderá haver condições em Portugal à abertura da prescrição "controlada" por parte de Enfermeiros (ou seja, não uma prescrição sem limites mas sim relativa a um determinado conjunto de fármacos e perante determinadas circunstâncias, para que não se caia numa lógica de curandeirismo selvagem, tão criticada relativamente a outras classes). A amplitude dessa perscrição deve ser ajustada às necessidades particulares de cada especialidade , existindo no entanto um núcleo base de fármacos que todos os enfermeiros deveriam poder prescrever (generalistas e especialistas).No entanto os enfermeiros prescritores terão necessáriamente de ser submetidos a um processo de certificação de conhecimentos e competências na área da terapêutica (sob os auspícios de um organismo idóneo) para que lhes seja conferida a licença de prescrição. O grande problema é que esta distinção entre enfermeiros prescritores e não prescritores poderá enfatizar algumas assimetrias entre alguns grupos dentro da própria classe.


 Aqui um extrato do referido artigo em inglês:

Citar
"The views of nurses support a more careful approach
than that being advocated by government and the Royal
College of Nursing. Peter Nolan and colleagues recently
surveyed mental health nurses’ views about prescribing.
Many had serious concerns about the disadvantages of
nurse-prescribing.9 A third feared litigation and lack of
sufficient education and training. A quarter were
anxious about increased responsibilities and workload.
And one in 10 worried about less contact with patients,
lack of supervision, no remuneration, and that
prescribing was a disguised way of forcing nurses to
adhere to a medical model. These findings echo those
outside the UK.10 Taken together, this evidence, and the
uncertainties and arguments that flow from it, send a
clear message to government: slow down the process of
widening prescribing rights. Nurse-prescribing has too
much to offer the care of patients to let it founder
through hasty and politically expedient implementation"

Em http://cogitare.forumenfermagem.org/2008/12/01/pensadores-de-enfermagem/ podemos tambem encontrar uma alusão sobre o argumento da prescrição em enfermagem:

Citar
Por exem­plo, um Enfer­meiro que presc­reve um anti-inflamatório num con­texto de tra­ta­mento de uma ferida está a exe­cu­tar um acto de Enfer­ma­gem. O mesmo fár­maco, presc­rito pelo enfer­meiro num con­texto de reno­vação de recei­tuá­rio (como alguns defen­dem) deter­mi­nado pelo jul­ga­mento de outro pro­fis­sio­nal con­fi­gura um acto mera­mente burocrá­tico e não de Enfer­ma­gem. O que faze­mos deve ser­vir e deri­var daquilo que pen­sa­mos.

Em suma, a prescrição farmacológica pelos enfermeiros deve ser vista como um passo em frente mas não como aquilo que irá servir de força motriz ao desenvolvimento da Enfermagem. Será por certo um acessório importante, que deve fornecer suporte ao corpo principal da profissão que são os cuidados de Enfermagem.
O problema são os colegas que pensam que a prescrição é o "santo graal" da enfermagem, o sumo êxtase do Enfermeiro e colocam nesta questão todas as suas expectativas em relação à evolução da profissão. Se assim for, é péssimo indicador, pois significa que esgotamos o potencial de desenvolvimento e evolução dos cuidados de Enfermagem , sendo obrigados a angariar concessões de actos com origem externa à nossa profissão, transformando-nos numa especie de "medley" composto por fragmentos de várias profissões.




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Cuidados Gerais / Re: Avastine-Uma vergonha
« em: Julho 31, 2009, 20:09:53 »
A alternativa ao "não uso" oftálmico do Avastin nas degenerescências maculares é muitas vezes ficar cego!
Além disso os enfermeiros estão diariamente a efectuar usos "off-label " de diversos materiais:

-Soluto de Dakin em tudo quento é ferida
-Adesivos castanhos a fixar CVP`s
-Enteroclises com Manitol
-Ligaduras a servirem de imobilizadores
-Compressas alcoolizadas em flebites
...

Além disso, "off-label" não significa proibitivo!

7
Cuidados Gerais / Re: Avastine-Uma vergonha
« em: Julho 31, 2009, 14:12:35 »
Tentem informar-se melhor sobre o que dizem para não caírem no descrédito. O Avastin, fármaco com propriedades anti-angiogénicas por inibição do VEGF ,tal como outros fármacos é usado off-label, sendo tremendamente eficaz nos processos de degenerescência macular, como foi o caso. O Epsicapron intra-vesical nas hematúrias, por exemplo também é um caso de uso off-label de um fármaco. No HSM o problema não foi do Avastin, mas sim de uma troca de fármacos da qual resultou a injecção intra-ocular de um outro fármaco que não o Avastin (só superado pelo Lucentis) com os efeitos conhecidos.

8
Cuidados Gerais / Re: Flexar + Relmus
« em: Julho 09, 2009, 00:46:20 »
Se fosse correrto já teria havido um laboratório a comercializar os 2 princípios activos no mesmo fármaco!

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Atenção: Depois de filtradas as assinaturas válidas ainda ficamos longe das 10000. Só são válidas as assinaturas onde se conste o nome completo do signatário. Se repararem, muita gente assina apenas com o 1º e último nome.

10
Citar
Caro colega Son_Goku, vamos reflectir na sua opinião, num serviço de medicina com auxiliares a fazer o que pensa, basta um enfermairo para fazer registos, não deixar que os axiliares de enfermagem se peguem em discussões e se escapem a algumas tarefas e, ainda, tem tempo para ler a revista e ir buscar um café. Com um bocado de sorte, também inventam, os auxiliares terapêuticos, para administrar medicação, e o enfermeiro do turno ainda pode ir fazer umas compras. Na sua opinião o que fica para o enfermeiro fazer?
Agora porque não por os auxiliares a executar as tais tarefas de secretariado ou de limpeza?

Se o caro colega considera que o essencial do trabalho do enfermeiro num trabalho de medicina não vai para além dos banhos, avaliação de sinais vitais e posicionamentos então estamos mesmo muito mal. Se assim for, para quê um curso superior? Nâo será que devemos aspergir o a nossa área de intervenção para além disto?

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Não me oponho; desde que as suas tarefas não sejam concorrentes com as tarefas de Enfermagem...se for para darem banhos, avaliarem TA`s com aparelhos automáticos, avaliarem Temperaturas, a alimentação de pessoas dependentes, o seu posicionamento, etc, não vejo qual seja o problema, desde que estajam sob a dependência funcional dos Enfermeiros.
O facto da classe se melindrar com esta probabilidade, e temer que alguém com meia duzia de meses de formação nos vá substituir, isso é que é de facto grave e preocupante: significa que afinal a maior parte do que fazemos não requer grandes conhecimentos ou competências e que facilmente é efectuado por quem não tem grande craveira formativa.Talvez seja a maneira dos Enfermeiros serem libertados e procurarem campos de actuação mais exigentes,mais complexos e mais consentâneos com uma profissão que tem um nível de licenciatura, e não apresentarem os banhos, as fraldas, o vómito e a urina como a razão de existir da Enfermagem.
Mas compreendo que muitos vejam nestes auxiliares uma espécie de concorrência aos Enfermeiros,por muitos dos profissionais de Enfermagem, quase de uma forma distraída, inata e "genética", desempenharem nos diversos serviços funções que são da auxiliar, da secretária e às vezes da mulher de limpeza, levando-os a que confundam tudo isso com aquilo que é a verdadeira natureza da Enfermagem, essa sim cada vez menos visível nos nossos serviços.

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O B-Pap pode ser usado com sucesso em situações que tradicionalmente são abordadas com ventilação invasiva.

O seguinte artigo demonstra a sua eficácia:

http://content.karger.com/ProdukteDB/pr ... =86501.pdf

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Se psiquiatria, pediatria, etc são uma especialidade, porque não Nefrologia, Urologia, Emergência, Geriatria, etc também o serem? As especialidades são criadas mediante o reconhecimento de conteúdos funcionais e de conhecimento distintos  no exercício do profissional nas várias áreas de prestação de cuidados. As especialidades devem então ser o reflexo da especificidade e singularidades dos diversos compartimentos de exercício.
Por isso, deveriam-se criar algumas especialidades com base no modelo de caracterização dos diversos cenários de exercício, em muitos casos derivados da categorização médica, de modo a que toda e qualquer especificidade do trabalho de enfermagem numa qualquer a´área fosse englobado por uma especialidade.

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Cuidados Gerais / Re: Dormir no turno da noite
« em: Março 14, 2009, 22:22:16 »
A lei dá direito a 1-2 horas de descanso

Citar
ARTIGO 10.º

(Intervalos de descanso)

1. O período de trabalho diário deverá ser interronpido por um intervalo de duração não inferior a 1 hora, nem superior a duas, de modo que os trabalhadores não prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo.

Por isso dormir de noite (descansar) é um direito do trabalhador. Se existem colegas que por norma denegam ou prescindem desse mesmo direito, mesmo não existindo necessidades expressas de tal, tal se deve encarar como uma opção pessoal e não como uma manifestação de maior responsabilidade relativamente aos enfermeiros que usufruem licitamente desse direito, de forma consciente, ponderada  e sem colocarem em risco a integridade dos doentes.

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Assuntos laborais / Re: Eu, individualmente contesto!!!
« em: Março 06, 2009, 01:25:55 »
Enviem esse mesmo mail para todos os órgão de comunicação social que conheçam, nomeadamente estes:

Jà agora, porque não enviar esta missiva em massa para os mails de todos os jornais, rádios e televisões que existem por cá?

direccao@correiomanha.pt
director@expresso.impresa.pt
atendimento@sic.pt
opinioes@rtp.pt
tsf@tsf.pt

http://ww1.rtp.pt/wportal/participe/formulario.php

Temos de acordar a comunicação social. Sem eles não conseguiremos atingir os nossos objectivos. Passem e repassem!

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