Mostrar Mensagens

Esta secção permite-lhe ver todas as mensagens colocadas por este membro. De realçar que apenas pode ver as mensagens colocadas em zonas em que você tem acesso.


Mensagens - jotix

Páginas: [1] 2 3 ... 9
1
Quantas horas fazem por ano na Inglaterra? Sem fazer horas extradionarias.

Parece-me que afinal o ordenado não é muito longe do da frança.

2
A razão da emigração deve ter em conta o teu conceito de felicidade.

Se te faz feliz o dinheiro, então emigra.
Se é a família e o amor que te faz feliz, pensa duas vezes. Umas das únicas certezas na vida é a morte, o resto são essencialmente estratégias de se sentir realizado.

3
Até parece que só em Paris ou na região é que se pode fazer Interim.

A interim em Paris e região nem é sequer normalmente bem paga.

4
Os interessados são recrutados directamente pelas instituições ou são pagos pela vossa empresa?

Os salários apresentados estão abaixo das tabelas da função pública francesa (mesmo para o escalão 1 da categoria A) e muito mas muito abaixo de um salário normal para uma missão de interim de média duração.

Certamente que tem alojamento associado?

5
Trabalhar fora de Portugal / Re: Express Intérim Service
« em: Maio 11, 2012, 18:29:15 »
Como é que conheces a EIS?

Eu trabalhei bastante tempo com a EIS, em França, na região de Paris, em regime de interim.

É uma empresa pequena, no 18º de Paris, e que como qualquer interim tem o seus pontos fracos e fortes.

Eu trabalhei como interimaire, o que quer dizer, que eles me telefonavam para ir trabalhar em diferentes sítios, em diferentes dias.

De resto eles tem missões de dias, semanas, e até mêses. Penso que tem missões de longa duração com possibilidade de alojamento. Ao contrário, de outras interims, é uma interim que paga bem ao interimaire (normalmente 14-15 € brutos/ hora).

Eles não são muito sérios. Só pensam na carteira deles, e não pensam no bem estar do interimaire. Não cumprem de forma alguma com as leias laborais da França, declinando as visitas médicas obrigatórias aos seus funcionários e a formação. Não olham às horas de trabalho semanal ou mensal. Pretendem sempre satisfazer o seu cliente e entregar-lhe um interimaire a qualquer custo.

6
Citação de: Isabelita
Dizer que nao tenho muito que fazer.... é dizer muito... pois os dias são sempre bem preenchidos....
Tenho effectivamente a sorte de trabalhar num "canton" onde ainda nos permitem ter um racio enfermeiro-utente bem confortavel, uns vizinhos nossos ja nao por exemplo. A Suiça é um unico pais mas algumas leis mudam nos diversos "cantons". A nossa dotação é realmente adequada e isso permite-nos ter bem tempo para os nosso residentes. Ou seja, eu posso fazer o trabalho de enfermeira que é necessario e quando os dias o permitem, tenho tempo para realisar banhos avaliativos e therapeuticos, entrevistas privilegiadas, enfim se formos a ver um verdadeiro trabalho de enfermagem, há tanto que fazer. Temos varios protocolos e fichas de actuação, muito trabalho administrativo que deve ser todos os dias revisto pois senão as auxiliares não conseguem trabalhar pois como ja disse elas trabalham sob delegação e seguem fichas e protocolos feitos por nós.
O ano que passou tivemos uma unica ulcera de pressão, e logo de seguida nos reunimos para detetar as falhas e as melhorias a ter para tal não se repetir....
Pergunto-lhe colega Jotix, acha a sua dotação adequada? Eu sei que nos adaptamos en função do que temos obviamente, mas é tão bom podermos ter tempo para avaliar correctamente uma pele, eu tive aulas de massagem no meu curso de base e posso por em prática, e o Enf Jotix consegue?

Cumprimentos

Em França, existe uma grande falta de Enfermeiros, sobretudo a nível de lares. De facto, eu gostava de ter mais colegas comigo, sobretudo nas manhãs, já que é o período mais pesado. Mas se já nos falta pessoal?

Então, no verão é simplesmente horrível. Lembro-me que no verão passado, num centro de gerontologia para o qual trabalho, a falha de pessoal foi tal, que nem com interimaires foi possível assegurar a continuidade dos serviços (nem havia interimaires disponíveis). Como resultado, houve falhas em vários planos de cuidados.

Mas bem, digamos que se trabalha sempre no sentido de fazer o melhor para os clientes.  A prevenção de ulceras de pressão, é uma coisa também aqui existente. E desde que se nota um eritema não branqueável, ligamos de imediato várias máquinas : desde a dieta, ao colchão, hidratação e aos cremes e comfeel. Como resultado, não temos ulceras de pressão.

Contudo, num outro lar em que trabalho, temos várias ulceras de pressão. Mas aí, infelizmente, à um descontrole a nível da dieta e ainda um descontrole para a hidratação. Obviamente, que os problemas de obesidade, edemas, insuficiências cardiacas não ajudam na prevenção.  Contudo, os novos idosos que chegam e não tem úlceras, tb costumam terminar sem úlceras.

Quando temos alguém que nos prepara os medicamentos, e alguém como secretária, alivia-nos muito o nosso trabalho.

7
Trabalhar fora de Portugal / Re: Assisteo - França
« em: Abril 23, 2012, 20:30:28 »
Citação de: Patrícia88
Obrigada colega Jotix! É sempre uma mais valia a opinião de colegas! Já agora aproveito para lhe fazer outra questão: Com que frequência consegue vir a Portugal?

Obrigada!

Teoricamente, eu posso ir a Portugal quando me der na cabeça. Já que não tenho nenhum contracto de termo, ou de longa duração. Mas normalmente, costumo ir duas vezes por ano.

8
Eu trabalho em vários lares em França. Um lar de maior complexidade médica e outros de menos complexidade.

Quanto a distribuição dos medicamentos, normalmente existe um carro para o efeito, onde inclui plaquetes para cada residente, que separam os medicamentos da manhã, do meio dia, do jantar e da noite. A preparação dessas plaquetes, é normalmente assegurada por um técnico de farmácia, ou então, pelo enfermeiro.

Num lar em particular, o enfermeiro da tarde, encarraga-se de preparar os medicamentos para 20 residentes. Como existem nesse lar, cerca de 90 residentes, existe trabalho regular para todas as tardes. Como me dá uma dor de cabeça, evito de fazer tardes nesse tal lar  ;D

Mas, Isabel, se no lar onde trabalhar, tens apenas 20 residentes, penso que não tenhas muito que fazer! Aqui, o normal, é um enf para 80-100 idosos.

9
Tinha a impressão que em Espanha, existe dificuldade em arranjar emprego, já que em França, temos bastantes espanhóis a trabalhar.

10
Trabalhar fora de Portugal / Re: Assisteo - França
« em: Abril 11, 2012, 18:31:30 »
Essa coisa de níveis é sempre muito discutível. A França, é normalmente muito permeável, aos estrangeiros, mesmo que estes não saibam falar correctamente o francês.

Depende sempre da instituição que te vai acolher. Já trabalhei em vários sitios, e já vi colegas de origem de outros países, que não conseguem perceber o francês nem o conseguem falar lá muito bem, mas eles continuam lá a trabalhar.
Já trabalhei em outros sítios, em que colegas estrangeiros, foram convidados a sair, por não terem capacidades de se expressar.

Penso que um A2, chegará. Contudo, não sugiro ir trabalhar para um hospital, em que existe uma grande rede comunicativa, entre utentes, colegas, médicos, fisioterapeutas, .... Talvez com um A2, o melhor, é mesmo começar por um lar, ou uma unidade de cuidados de longa duração, ou ainda uma unidade de cuidados a pessoas poli-deficientes.

11
Trabalhar fora de Portugal / Re: Assisteo - França
« em: Abril 11, 2012, 14:04:57 »
Eu trabalho em França, já vai fazer quase 2 anos e meio.

É muito fácil arranjar emprego em França. Basta que falem um pouco de francês.
Para se candidatarem directamente pelos centros hospitalares, pesquisem um numa região que vos agrada, e entrem em contacto com o mesmo. Acredito que irão obter uma resposta rápida.

Normalmente, oferecem possibilidades de alojamento, e devem falar nisso, quando os contactam. Talvez na região de Paris, as coisas sejam mais complicadas nesse sentido, já que é uma região muito densa em termos de população.

Posso então, dar-vos vários exemplos:
Centre Hospitalier de Vierzon
Centre Hospitalier de Meulan
Centre Hospitalier de Dreux

Vejam no mapa da França. Normalmente em cada vila, existe um hospital de assistência variável.

12
Sem dúvida uma excelente aposta para encher os cofres das empresas formadoras.  ;D

13
Trabalhar fora de Portugal / Re: Imigração em França ( Enfermeiros)
« em: Dezembro 14, 2011, 20:28:30 »
Citação de: EnfermeiroMaravilhas
Atenção Atenção:

França tem 1 ponto positivo: há muito trabalho... mas já houve mais.

Aqui há contudo alguma failidade de encontrar emprego... prinipalmente na área da gereatria e tb mediina/cirurgia.
Se procuram algo mais técnico omo urgencias, uidados intensivos ou bloco... é um bocadinho mais difiil.
A nível das condições de trabalho, devo dizer que são piores que em portugal.
O rácio de enfermeiro/paientes pode num serviço de pneumologia ser de 1/20 facilmente o que na minha opinião e exp é algo assustador.
Quanto ao salário... é na ordem dos 1400€ líquidos para quem trabalha de dia e 1700€ liquidos para quem faz noites... isto para Recem licenciados.
Uma grande falha aqui é a formação suplementar... k é quase inexistente... por isso se quiserem fazer cursos extra ou oisas assim... é mm dificil.

Frances é sp a grande dificuldade antes de vir... mas honestamente, n deixem que isso vos desmotive. Façam uma pequena formação e depois venham e lancem-se.

Também é preciso dizer que os cuidados em França, não são os mesmos que em Portugal. Aqui, em França, normalmente não se dá resposta aos cuidados de higiene, alimentação e mobilização.

E parece-me que é muito fácil entrar no sistema público, seja ele, local ou de especialidade. Também já houve mais trabalho, é verdade.

14
Trabalhar fora de Portugal / Re: Assisteo - França
« em: Dezembro 01, 2011, 01:04:26 »
Bem, Graziela,

Obrigado pelo teu comentário. Peço-te desculpa, pela arrogância demonstrada no meu comentário.
Como sabes, e muito bem, falto-nos muitos Enfermeiros em França. Na instituição onde trabalho, temos 30 lugares disponíveis, contudo, apenas temos 15 Enfermeiros efectivos. Todo o resto, é solicitado a uma interim (que por acaso não é a Assisteo).

Mas isto, o que se passa na instituição onde trabalho, é uma realidade por todo o lado. Infelizmente, ou felizmente, a falta de Enfermeiros é tal, que os próprios supervisores são obrigados a encontrar soluções difíceis.  O problema, é que, os interimaires, não fazem correctamente o trabalho, porque tal não lhe és possível. Como se compreende, não se pode pedir a ninguém que não conheça o funcionamento de uma instituição e pacientes, a totalidade da competência. O problema é que a ineficácia adicionada a mais ineficácia, acarreta-nos a nós, a responsabilidade de conduzir correctamente o funcionamento dos serviços, e portanto mais trabalho.

E sim, as interims facturam 5x mais ao cliente, devido às despesas estatais. Não sei, sinceramente, a sua margem de lucro. Mas é elevada certamente. Pois, eu tornei-me vacataire numa outra instituição, ao qual me pagam mais 50% do que eu recebia por interim, e a própria instituição diz-me que mesmo assim, fico-lhes mais barato. Tal como dizem, que é mais barato pagar aos enfermeiros efectivos em horas suplementares, do que, pedir enfermeiros à interim. Contudo, é muito falso dizer que os interimaires ganham mais dinheiros que os efectivos. Como dizes, feitas as contas no final do ano, o interimaire ganha menos dinheiro por hora. Sobretudo que, nas EHPAD da região parisiana, do domínio privado, pode-se e muito bem negociar o salário e chegar a mais de 2500€ NET/ mês. E penso mesmo que na região de campo, também se pode chegar a qualquer valor equivalente.

Já percebi então, que ofereces missões de longa duração. Foi como eu comecei e acho que tem extremas vantagens para quem quer vir para França.

15
Trabalhar fora de Portugal / Re: Assisteo - França
« em: Novembro 23, 2011, 00:16:20 »
Gabriela, nota-se que tens um enorme sucesso de recrutamento de Enfermeiros para a França  ;D

Pode ser que nós, os portugueses, consigamos corrigir o erro grave de falta de enfermeiros em frança. Por consequência, dar uma melhor assistência em saúde aos que habitam em frança, poupar bastantes euros aos cofres dos hospitais, e acabar de vez com os roubos que as interims fazem aos dinheiros públicos, aos interimaires e por fim aos utentes.

De facto, a interim, como a Assisteo, é um negócio altamente lucrativo, dadas as actuais realidades em França, como também é um negócio que se centraliza na mentira, na falsidade e na corrupção.

Infelizmente, as Interims, como a Assisteo o é, não vem as pessoas como são, mas antes como números que lhe fornecem números. E portanto, jogam esses números através de métodos de falsidade, para próprio benefício.

Eu por exemplo, trabalhei como interimaire bastante tempo e sei do que falo. Cheguei a ter bastantes missões para uma instituição dadas por uma interim, que depois foram anuladas ou re-programadas. Sou agora funcionário dessa instituição, e fiquei a saber pela directora, que essa interim nunca lhe permitiu a anulação de missões pedidas. Ou seja, essa tal interim anulou as minhas missões da altura, e deu-as a alguém que lhe convinha. Mais grave, é que as próprias interims obrigam as insituições a fazer os pedidos em tal data, mas normalmente só convocam os interimaires poucos dias antes da missão.

Mas ainda mais e mais grave, é o facto de uma Interim pagar ao interimaire (portanto ao que realmente trabalha) 100€ e facturar ao cliente mais de 500€.

Sejamos sinceros, Grabiela, estás a falar seriamente aos portugueses ou a pensar na tua carteira que aumenta consideravelmente a cada recrutamento? Falas também e importante, da parte dos impostos? Falas das grelhas de salário da função pública? Do custo de vida em França? Das duras condições de trabalho aqui?

Páginas: [1] 2 3 ... 9