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Tópicos - Son_Goku

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Hosp. de S. João, no Porto, quer combater faltas ao serviço

Lista dos médicos faltosos vai passar a ser divulgada

A direcção do Hospital de S. João, no Porto, vai avançar com uma forma inédita de combater as faltas dos médicos: vai passar a divulgar a lista dos faltosos.
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Vídeos
 Faltas dos médicos
Hospital de S. João publicará lista dos faltosos O sistema ainda não está em funcionamento, mas até ao final do ano será possível internamente aceder aos indicadores de gestão dos serviços.

A direcção do S. João garante que com este sistema será possível avaliar correctamente o trabalho de cada funcionário do hospital.

O debate está instalado. Para a ordem dos médicos divulgar as listas de assiduidade é uma ideia bizarra.
 

in SIC online

Uma medida corajosa, que tem como objectivo acabar com a vergonhosa falta de decoro de alguns médicos que parasitam o SNS e que seria útil estender ao resto dos hospitais. No entanto algo me diz que esta medida vai ficar pelas intenções, uma vez que a classe médica já se movimenta no sentido de minar ou contornar esta medida louvável do CA (Já agora afixem também as listas de presença dos membros dos CA). A instalação de dedómetros de ponto nos Hospitais também tinha o objectivo de "caçar " os prevaricadores de grande porte (Médicos) mas no fim de tudo apenas quem já cumpria (enfermeiros e AAM) ficou ainda mais manietado.  Os primeiros conseguram transformar esta medida numa falsa prova do cumprimento do seu horário de trabalho, uma vez que a validação do ponto não significa que o funcionário esteja efectivamente ao serviço.
Aguardemos...

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No que toca a incompatibilidades, parece que para a Ordem dos Enfermeiros, o Enfermeiro só pode mesmo ser...Enfermeiro. Assim, no capítulo das incompatibilidades podemos ler:

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-O exercício da profissão de enfermeiro é incompatível com a titularidade dos cargos e o
exercício das actividades seguintes:
a) Delegado de informação médica e de comercialização de produtos médicos;
b) Farmacêutico ou técnico de farmácia;
c) Proprietário de laboratório de análises clínicas, de preparação de produtos
farmacêuticos ou de equipamentos técnico-sanitários;
d) Proprietário de agência funerária;
e) Quaisquer outras que por lei sejam consideradas incompatíveis com o exercício da
enfermagem.


Já para a Ordem dos Médicos as únicas incompatibilidades são:

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É proibido o exercício cumulativo das profissões de Médico e Farmacêutico, ainda que por
interposta pessoa ou entidade.
2. É proibido o exercício cumulativo das profissões de Médico e Enfermeiro.

Ou seja, enquanto é vedado ao enfermeiro o exercício de outras actividades que em nada prejudicam o seu exercício da Enfermagem, ao médico quase tudo é permitido menos ser Enfermeiro ou farmacêutico! Aliás, o código deontológico dos médicos cumpre magistralmente a função de promover a solidariedade entre os seus membros e estabelecer regras que ajudam ao negócio de medicina. Não é à toa que o código dos médicos repete a palavra honorários 15 vezes e fala em coisas como independência de funções, dever de não concorrência (ou seja não poder baixar os seus honorários para competir com os colegas), penas para aqueles que não denunciem o exercício ilegal da Medicina, ou seja um verdadeiro manual de defesa dos interesses da profissão.
Era bom que a Ordem dos Enfermeiros substituísse algumas incompatibilidades por outras tais como:

-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e trabalhar de graça
-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e ganhar 2,5 euros à hora
-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e limpar as retretes do lar
-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e cobrar preços irrisórios por actos de Enfermagem privados
-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e substituir um colega contratado que entretanto foi despedido apenas porque ao administrador lhe apeteceu
-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e ensinar não enfermeiros a praticar actos de Enfermagem
-Incompatibilidade entre o exercício da Enfermagem e servir de mero empregado do médico..
.

Não será isto mais danoso para  profissão do que ser proprietário de uma farmácia (os enfermeiros não prescrevem), de uma funerária (os enfermeiros não matam por negócio), de ser dono de um laboratório ( realmente é melhor trabalhar num laboratório propriedade de outros) , de ter uma farmácia ( se um enfermeiro tivesse uma farmácia por certo não seria um farmacêutico a vacinar os clientes), de ser farmacêutico (será que um enfermeiro não pode saber muito sobre medicação?)de ser delegado médico (mais uma vez os enfermeiros não prescrevem nem escolhem o material com que trabalham). E ainda bem que em 2007 não passou o artigo que colocava o exercício da acupunctura e homeopatia nas incompatibilidades com o exercícicio da Enfermagem, principalmente quando os médicos já perceberam que este campo até é promissor e já foram investindo nesta área, referindo que a posse de conhecimentos nestas áreas é uma mais valia para a prática médica! Acho que é tempo de rever alguns pontos do código deontológico, nomeadamente as incompatibilidades e não descriminar os Enfermeiros relativamente a outros profissionais de saúde no que toca às oportunidades de expansão da sua área de acção!


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Cuidados Gerais / Nursing Holocaust
« em: Novembro 04, 2008, 17:32:00 »
LEIAM O SEGUINTE TEXTO:

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A associação “Nursing Geographic” levou a cabo um profundo estudo acerca das consequências a médio e longo prazo que as actuais mudanças ao nível do ambiente da Enfermagem. Para tal socorremo-nos dos mais modernos super-computadores e dos mais avançados modelos matemáticos de previsão. Após inserir nos programas de extrapolação as variáveis actuais e as variáveis de tendência chegamos a conclusões alarmantes:
Verifica-se um aquecimento geral ao nível da Enfermagem, na qual um maior número de Enfermeiros trabalha para aquecer. Tal situação, que numa primeira fase levou ao congelamento das carreiras, agora está-se a reverter, nua forma do descongelamento fictício das mesmas. A reprodução desregulada de da espécie “Enfermeiricus” deu origem a profundos desiquilíbrios no seu ecossistema, onde os recursos de subsistência começam a rarear devido à sobre-povoação, o que aumenta ainda mais o efeito de estufa, ou seja, verifica-se uma curva exponencial com mais enfermeiros a trabalharem para aquecer. Alguns espécimes, que nem para aquecer conseguem aceder aos meios de subsistência vivem arredados da matilha principal, numa espécie de hibernação forçada denominada “Desemprego” devido às alterações climáticas no continente Enfermagem. Alguns espécimes astutos em debandada conseguem entrincheirar-se em locais onde estas alterações ainda não se fazem sentir com tanta acuidade como nas escolas de Enfermagem ou na Ordem dos Enfermeiros, devido a fenómenos micro-climáticos locais. No entanto as nossas previsões prevêm que as alterações destrutivas também assolarão estes micro-climas à medida que o substrato que as suporta se dilui. Com esta proliferação desenfreada de Enfermeiricus, os seus predadores naturais, com relevo para os “Medicus Eureus”, assim chamado devido ao seu metabolismo ser efectuado à base da substância Ácido Eurico e “Administratus Parvus” vão-se multiplicando, face à facilidade de obtenção de presas fáceis. Estes predadores apresentam um apetite voraz por mão de obra barata, o que os torna numas máquinas naturais de exploração da espécie Enfermeiricus. O estado de debilidade da espécie Enfermeiricus deu origem ao aparecimento de infecções oportunistas, como é o caso do “Farmaceutoma Vacinans” Devido ao enfraquecimento dos anti-ciclones Sindicais que outrora protegiam a Enfermagem, devido ao aquecimento global e ao desiquilíbrio da espécie, esta tem sido fustigada por tornados e furacões, nomeadamente o furacão Sócrates, que assume uma classe V quando atinge o Continente Enfermagem, com os efeitos catastróficos conhecidos, nomeadamente ao nível da variável carreira, que sofreu danos profundos.
Os nossos modelos matemáticos revelam que a tendência demonstrada é a da destruição de todo o ecossistema da saúde, começando pela base da pirâmide e acabando nos estratos predatórios. De facto, só um grande esforço comum poderá inverter este processo: a reciclagem da carreira dos Enfermeiricus, o controlo do número de espécimes de Enfermeiricus de acordo com os recursos de subsistência e a eliminação de certos predadores de locais onde estes não são uma espécie nativa. A extração e exploração  desenfreada do “ Doentóleo” , principal combustível da indústria privada de Saúde detida pelo “Medicus Eureus” e “Administratus Parvus” culminará com a redução drástica dos recursos desta matéria prima,  e consequente crise neste sector, uma vez que o baixo investimento nos sistemas públicos de produção, mas económicos,  leva à corrosão pela “Baldalização” do “Medicus Eureus”  , o que desvia o “Doentóleo” para a indústria privada, com um maior consumo de matéria prima relativamente  à pública! O próprio fluxo migratório do Enfermeiricus altera de sentido, dirigindo-se para as paragens do privado, onde a predação dos Medicus Eureus e dos Administratus Parvus” é mais intensa.
Caso este esforço não se inicie já e de uma forma intensa, o nosso modelo matemático mostra que o continente Enfermagem caminha para o Holocausto num futuro dentro de 5-10 anos. Este continente, a desaparecer de forma Pangística dará início ao colapso do planeta “Saúde” e tudo o que conhecemos desaparecerá.



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O sindicato dos enfermeiros também fez a sua reunião no ministério da saúde para mais uma ronda negocial acerca da carreira de Enfermagem.
No seu site podemos encontrar o seguinte comunicadio:

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Sem grande surpresa, quanto à forma, recebemos do Sr. Secretário de Estado da Administração da Saúde, um documento, que nos deixou em choque, quanto ao conteúdo.

Consideramo-lo um insulto aos Enfermeiros e indiciador de tentativas de descaracterização da Enfermagem, se não for corrigido.

O Ministério da Saúde vai ter de perceber, duma vez por todas, que a licenciatura dos Enfermeiros tem reflexos na respectiva carreira.

Estar a injectar-lhe conteúdos do tipo dos infinitivos de Faiol, no pior sentido, é coarctar a criatividade própria dos enfermeiros que têm os mesmos direitos dos outros, de serem eles, por si, e em si, a determinarem as suas acções profissionais, directamente e não através de terceiros, sejam quem forem, porque os princípios enformadores são comuns.

A carreira é dos e para os enfermeiros e não admite tutelas serôdias, de má memória administrativa.

Temos uma proposta de longa data que o Ministério bem conhece, apesar de dar mostras de nunca a ter lido. É por ela, na sua essência, que os Sindicatos vão lutar, porque só ela se adequa à evolução da Classe.

O documento que nos foi entregue, ontem, 23 do corrente, é mau de mais, para ser feito por alguém com interesse em melhorar os serviços de saúde, que passam, necessariamente pela livre expressão das capacidades dos Enfermeiros, que o texto entregue ignora, completamente.

Reflecte uma visão da Enfermagem dos anos 30, com as agravantes da actualidade. E é pena, sobretudo por nos fazer perder tempo, gratuito o nosso, remunerado o dos autores, com banalidades ofensivas da nossa Classe.

Só visto!

Pelos vistos a coisa não está muito risonha para a nossa parte mas as negociações ainda vão a meio e muita coisa pode ser feita.

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Foi revelado o orçamento de estado para 2009. Num ano em que se discute e se define a carreira de enfermagem, assim como o sistema retributivo, é importante que o orçamento de estado contemple a actualização salarial dos enfermeiros, que a nível de estimativa representa um acréscimo de 360 milhões de Euros anuais nas despesas do ministério da saúde, representando um peso bastante evidente. É também de salientar que outras carreiras da saúde, em especial a médica aguardam também a sua reformulação e revisão, sendo certo que os resultados alcançados pelas negociações com os sindicatos de Enfermagem dependem de sobremaneira daquilo que os médicos conseguirem no seu processo negocial. É também  certo que os ganhos relativamente à retribuição de uma carreira implica perdas naquela que é sua directa competidora em termos de orçamentação.
O OE, na sua página 277 comtempla a revisão das carreiras da saúde e a criação de sistemas de incentivos para os profissionais de saúde, mas não engloba à partida a possibilidade de actualizações salariais. De referir que existe um aumento de 210 M de euros de orçamento relativamente a 2008, insuficiente para suportar uma possível actualização salarial em massa.
Infere-se no final que o Governo não tem intenções de pagar aos enfermeiros como licenciados.

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Cuidados Gerais / Doulas, partos orgásmicos e Companhia
« em: Setembro 14, 2008, 18:53:14 »
O curandeirismo tomou conta do país. Depois de farmacêuticos vacinadores, de bombeiros partejadores, de fisioterapeutas preparadores de partos chegaram as Doulas, que reclamam o lugar cimeiro no processo de nascer desconhecendo que no mundo esse lugar é já ocupado há bastantes décadas por outra classe com valores e méritos firmados: as parteiras! A Doula assume-se como uma espécie de "dama de companhia" da Mulher grávida ou "parida" que supervisiona, opinina e a protege do trabalho e acção dos profissionais de saúde , especialmente os Enfermeiros parteiros por quem as primeiras parecem ter um escondido azedume. A Doula tem o objetivo declarado de proteger a mulher da acção nefasta e impessoal dos profissionais de saude, fomentando um parto natural, como se o parto das parteiras fosse sobrenatural (haja paciência)!
Mas para poderem perceber do que se está afalar, podemos ler em iol mãe o seguinte trecho sobre as Doulas:

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O parto decide-se na cabeça
Apesar de o apoio das doulas se centrar na parte psicológica e emocional, a sua formação dá-lhes bases teóricas sobre o desenrolar do trabalho de parto e os processos fisiológicos que acontecem em cada uma das suas fases. São treinadas para reconhecer os sinais de que tudo está bem, para o caso de acompanharem o trabalho de parto em casa, seja apenas a dilatação seja também a expulsão, com ou sem acompanhamento da parteira. «Depois de alguma experiência, o parto é como uma música que aprendemos a reconhecer. Cada mãe é única, mas o parto tem fases que são sempre iguais e que é possível identificar pelos sinais que a mulher dá, pelas posições em que se põe, pelo seu estado geral», explica Luísa. Mas para que assim seja, é preciso que não existam intervenções externas: «A partir do momento em que se liga a mãe ao CTG, em que se faz um toque de hora a hora, em que existem luzes muito fortes, em que se obriga a grávida a estar sempre deitada, está-se a perturbar o processo, a interferir com a produção natural de occitocina, a hormona que estimula as contracções e permite a progressão da dilatação».
Porque o parto também se decide na cabeça, estas doulas sabem que já contribuiram para mudar muitas histórias de parto. E porque este é um momento único, apesar de ser um milagre banal, a sua vida também mudou e continua a mudar de cada vez que ficam para a história.


Com ou sem auxílio da parteira? Então as Doulas encaram a parteira como uma espécie de acessório dispensável? Não estará na hora da OE e da associação de enfermeiros obstetras encetarem uma campanha em favor do parto em casa, sim , mas com a segurança que só uma parteira poderá oferecer?
Depois, as Doulas oblatam-nos com criações fantásticas como o parto orgásmico...

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Parto orgásmico não só é possível como é muito mais comum do que parece. O debate pode ser recente, mas a possibilidade de se encarar o parto como um evento pleno de prazer é tão antiga quanto a própria humanidade.
É importante definir o que é «parto orgásmico», e para tanto começo por explicar o que ele não é. Parto orgásmico não é uma técnica ou um método. Parto orgásmico não é uma moda, uma «new fashion», uma onda. Parto orgásmico não é um produto, algo que se compra ou adquire. Parto orgásmico é um mergulho profundo no ser feminino.
Depois desta só faltavam os farmacêuticos anunciarem as vacinas orgásmicas nas farmácias!

Vejo a classe de Enfermagem muito anedónica, a observar recatadamente  estas e outras acrobacias destes Benjamins. Enquanto eles vão aparecendo em artigos imprensa escrita e televisionada, nós vamos repousando na sombra, envolvidos no veú de Hipnos. Para algumas pessoas, Doula ou Parteira tanto faz, talvez porque ainda ninguém da nossa praça tenha tido o trabalho de explicar que uma parteira tem um curso de especialização intensivo de 2 anos e as Doulas um cursito de 18 horas, menos do que a formação de um mero caixa de supermercado.
[move:16o8k4nl]ENFERMEIROS ACORDEM!        ENFERMEIROS ACORDEM!        ENFERMEIROS ACORDEM!        ENFERMEIROS ACORDEM!       [/move:16o8k4nl]

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Um novo curso emergiu:Licenciatura em secretariado clínico a ser leccionada pela CESPU (http://www.cespu.pt/pt-PT/ensino/ensino_politecnico/escola_saude_vale_ave/cursos/secretariado_clinico/)

Até aqui tudo bem mas há alguns pormenores que merecem atenta reflexão. De entre as competências anunciadas como objetivo do curso podemos extrair as seguintes:

-Conhecimento do corpo humano (forma e funções) e noções básicas de farmacologia, no sentido de poder perceber e usar correctamente o vocabulário de saúde em geral e médico em particular;
-Competência em medidas de emergência médica;


Ora para a prossecução destes objectivos, integra o plano curricular as seguintes matérias:

Morfologia Humana SA Semestral 108   Horas
Noções de Fisiologia Humana SA Semestral 108    Horas
Farmacologia Básica SA Semestral 108 Horas
Vocabulário em Saúde SA Semestral 81   Horas
Emergências médicas: a ser leccionado extracurricularmente.

Ou seja, será que se quer transferir às secretárias parte das responsabilidades endossadas actualmente aos enfermeiros, como é o caso da informação acerca dos regimens terapêuticos medicamentosos constantes no receituário que o paciente leva para casa?
Será que caberá em parte a estes profissionais o ensino acerca de algumas questões de saúde?
Será que, de uma forma que escapará aos enfermeiros, e potenciada pela relação algo "camuflada" entre médico-secretariado haverão informações de saúde transferidas entre estes dois actores e consequentemente entre secretária-utente, do tipo "ensino para a alta" ?

Outro assunto de ponderãção deverá ser o facto destes profissionais terem uma formação em campos naturalmente da esfera de profissionais de saúde; mais, em algumas matérias estes profissionais possuem mais horas de formação do que os enfermeiros, como é o caso da farmacologia, em que as suas 108 horas ultrapassam a carga horária da maioria dos curriculos de enfermagem nesta área! Na mesma escola (CESPU) os enfermeiros têm 110 horas de farmacologia e terapêutica, dando a impressão de que as necessidades de conhecimentos em termos de farmacologia são equivalentes nestas duas classes!

Em suma, é imperativo reflectir acerca do ensino da enfermagem, da nossa posição do panorama da saúde, firmar posições e prepararmo-nos para defender aquilo que é nosso ou pelo menos julgamos continuar a sê-lo.

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Cuidados Gerais / Holmes Place e a Preparação para o Parto!
« em: Agosto 10, 2008, 15:10:10 »
Quem pensa que já viu de tudo no que concerne à expropriação do campo de actuação da enfermagem, desengane-se! Vejam mais esta:

"
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Anuncio:

Especialização em Preparação para o Parto

Este é o curso indicado para quem pretende dar aulas de preparação para o Parto em: Centros de Saúde, Hospitais, Clínicas, Ginásios, Health Clubs, Câmaras Municipais, Associações, Bombeiros, Juntas de freguesia.

Destinatários:
Enfermeiros, Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais

Objectivos:

* Desenvolver conhecimentos sobre as alterações anatomo-fisiológicas
* Dotar as grávidas de técnicas que lhes permitam reduzir o stress durante o trabalho de parto e parto
* Dotar os acompanhantes de técnicas que lhes permitam reduzir o stress durante o trabalho de parto e parto
* Desenvolver conhecimentos na área materno-infantil
* Treinar as capacidades neuromusculares e respiratórias que facilitem o parto
* Ser capaz de promover o conhecimento ou consentimento informado


AULAS PRÁTICAS:

Exercícios no pós-parto
Exercícios do períneo
Respirações

Vantagens:

* Curso bastante completo composto por 92 horas de formação + 20h de trabalho autónomo (cotação máxima ”formação geral” – concursos)
* Formação única: abrange também os seguintes módulos - massagem, prevenção de acidentes interior e exterior, desenvolvimento psicomotor da criança, competências de formação e elaboração de projecto para entrega em locais a desenvolver as aulas de preparação para o parto.
* Aumento de Curriculum e Formação
* Elaboração dossier para apresentação de aulas Preparação para o Parto nas diversas instituições.

INCLUI:

Certificação
Manual de Apoio
Cartão de Acesso gratuito a um dos Clubes Holmes Place durante 15 dias

INSCRIÇÕES ABERTAS! LISBOA, PORTO, ALGARVE!

Mais informações:
Tel: 217529060
E-mail:academy@holmesplace.pt

in http://www.net-empregos.com/detalhe_anu ... REF=501916 e em
http://www.holmesplace.pt/hp/pt/trainin ... oparto.htm

DE REFERIR QUE É O HOLMES PLACE A ENTIDADE PROMOTORA DO CURSO. HOLMES PLACE, PARA QUANDO UM CURSO DE ENFERMAGEM?

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hoje vem a seguinte notícia que caiu como uma bomba na classe médica e que pode trazer consequências para a Enfermagem, uma vez que a será natural expandir os moldes do projecto a outras profissões da saúde.

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O Governo prepara-se para impor a exclusividade aos médicos que trabalhem para o Serviço Nacional de Saúde. A proposta tem como principal objectivo combater a falta de clínicos. A Ordem dos Médicos crítica a proposta e avisa que pode violar a constituição. O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) nem sequer acredita que se venha a concretizar.



 

A proposta, assinada pelo secretário de Estado da Saúde, já está nas mãos dos sindicatos e faz parte de uma mais abrangente reforma das carreiras dos médicos na Função Pública.

Os médicos já avisaram que esta exclusividade obrigatória pode ter como efeito uma fuga dos clínicos para o sector que paga mais, ou seja, os hospitais privados.

Falta de médicos é a razão dada pelo Governo para impor dedicação exclusiva obrigatória ao Serviço Nacional de Saúde, sem possibilidade de opção por um regime de trabalho a tempo parcial. 

O Governo quer que os médicos escolham se fazem carreira no público e caso seja essa a opção deixam de poder acumular funções com o privado.

Outra das medidas do executivo, de acordo com o Correio da Manhã, passa por acabar com as várias carreiras existentes e criar uma classe única dentro da Função Pública para todos os médicos.

A proposta do Governo já foi enviada aos sindicatos, segue-se agora o período de negociações de uma proposta que chegou a ser avançada, em 1989, pela ministra do PSD, Leonor Beleza, mas que nunca foi para a frente devido à oposição da classe médica.

Contactado pela TSF, o bastonário da Ordem dos Médicos considera, numa primeira leitura do documento, que impor a dedicação exclusiva e obrigatória ao Serviço Nacional de Saúde pode até não ser constitucional.

Pedro Nunes afirma ser «impensável», numa altura destas, diminuir a actividade dos médicos, mas prefere para já aguardar pela reunião com o Governo.

O Sindicato Independente dos Médicos desvaloriza o projecto e não acredita que o regime de exclusividade venha a ser uma realidade.

Carlos Arroz, do SIM, reconhece que recebeu uma proposta e diz que são 3 páginas que explicam pouco.

O Sindicato garante que está aberto ao diálogo, mas duvida que o regime de exclusividade aplicado aos médicos do serviço nacional de saúde se concretize.

Carlos Arroz antecipa mesmo um êxodo de médicos para o privado.

Actualmente nos hospitais, há 17500 médicos, mas calcula-se que mais de 11 mil trabalhem também no privado.

in http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=972862

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Actualmente os enfermeiros centram a actividade sindical exclusivamente na esfera política e na negociação de condições laborais om o patronato ou poder político. Apesar desta incumbência ser de facto importante e nuclear na vida dos sindicatos, as suas acções não se podem esgotar aqui. Existe muito mais que estas instituições podem fazer pelos enfermeiros, quer ao nível da orientação relativa a determinados assuntos quer ao nível do apoia a várias iniciativas de enfermeiros, formação, etc.
Por isso, pergunto:
Qual a iniciativa que gostaria de ver assumida pelos sindicatos para além daquelas que lhes são clássicamente associadas?

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A classe mais unida da actualidade não são os médicos, políticos, advogados ou arquitectos mas sim esta...



Os camionistas!

Era de uma greve assim que a Enfermagem precisava! Em união, os camionistas dão-nos lições.

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Cuidados Gerais / O Bombeiro e a grávida
« em: Abril 28, 2008, 19:51:13 »
Agora até já existem bombeiros parteiros ou pelo menos bombeiros com aspirações a tal, com direito a congressos sobre as temáticas do parto, preparação pré-parto etc. Não me admiraria nada perante o actual cenário de revalorização do parto no domicílio se no futuro a responsabilidade pelos partos em casa passasse para o jugo dos bombeiros. Pelo menos é nessa bitola que eles seguem. Vejam o link

http://www.forumenfermagem.org/imagens_publicas/programa.pdf

PS: até os bombeiros nos querem assaltar!!!!

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Enfermagem e Politica de Saúde / As vedetas e os figurantes!
« em: Fevereiro 10, 2008, 11:03:48 »
NA VISÃO DESTA SEMANA:

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Por cada fígado transplantado num hospital, o estabelecimento de saúde recebe 54 mil euros do Estado. O sistema de incentivos financeiros à transplantação, criado pelo Ministério da Saúde em meados dos anos 80, não estabelece o que cada unidade hospitalar deve fazer com o dinheiro que aufere. E que, por isso, o distribui arbitrariamente.

Nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se encontram as equipas campeãs dos transplantes renais e do coração, os médicos que os efectuam recebem, apenas, horas extraordinárias. Nada mais. Já no caso do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, o ex-director do Serviço de Cirurgia Geral e Transplantação arrecada 1 890 euros por cada transplante hepático, a parcela de leão dos €26 336 distribuídos pelos cerca de 70 profissionais do serviço de transplantação. Foi assim que Eduardo Barroso, actualmente presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (cargo que aceitou com a condição de manter as regalias que tinha no Curry Cabral enquanto director de serviço), recebeu, só em Novembro de 2007, 30 mil euros líquidos. Isto apesar de, como ele declarou à VISÃO, só ter entrado no bloco operatório «uma dezena de vezes» durante todo o ano.

O médico foi confrontado, na última quinta-feira, pela VISÃO, com o esquema de que ele próprio beneficia. Confirmou-o. No dia seguinte, durante um contacto de José Plácido Junior, o jornalista que há semanas trabalhava a questão dos transplantes em Portugal, disse-lhe que reunira a família para lhe dar conta da investigação da VISÃO. Na segunda-feira, é tornado público, por outros órgãos de comunicação social, o esquema de incentivos. Foram as ondas de choque da investigação da VISÃO que se fizeram sentir ainda antes de a matéria chegar às mãos dos leitores...


A saúde em Portugal assume um carácter de filme hollywoodesco onde pontuam vedetas e figurantes. As vedetas neste filme cobram cachets milionários enquanto o grosso dos personagens são meros figurantes, remunerados com orçamentos parcos e ficando no segundo plano da lente do realizador. No entanto sabe-se que estas vedetas, verdadeiros astros brilhantes, devem o seu brilho ao lustro que lhes é dado por aqueles que ficam por detrás das câmara e que não ficam gravados na película do filme e que por isso caem no olvídio dos espectadores extasiados pelos feitos dos astros principais. Esse papel é-o assegurado no nosso filme por aguns apóstolos da arte hipocrática, que não é a 7ª por esse número de ordem já estar ocupada pela arte gémea da Medicina, gémea pois partilham entre si  algumas  características como a  ilusão e o engano. As pirueta e malabarismos das nossas vedetas são meros efeitos especiais, que os apresentam como sobre-humanos quando na verdade padecem dos mesmos vícios com que o criador contaminou a humanidade: ganância, luxúria, vaidade.
Os coitados dos figurantes , esses geralmente são mal pagos e pouco apreciados. Mas são eles que dâo corpo ao filme, que lhe conferem volume e substância: O Rambo só o é porque existem os figurantes que se prestam ao papel de rebeldes a abater, no Senhor dos Anéis Eragon só é glorioso porque existe uma orda de figurantes que se presta a fazer de combatente.Neste momento os Enfermeiros são a massa do elenco deste nosso filme...mal pagos mas necessários à história.
Na saúde a verdadeira força de trabalho existe para fazer sobressair as pseudo-vedetas, que não são mais do que uma criação fictícia de um ideário de heróis e de outros nem tanto. Pagos a peso de ouro fazem-nos acreditar numa imagem de prestígio e elevação intelectual e moral;Fazem-nos acreditar que existem heróis desinteressados, animados por valores líricos e superiores. Mas depois do filme as vedetas tornam-se por vezes  expoentes máximos da banalidade, despidos que estão dos efeitos especiais e dos cenários que lhes davam portento e preponderância e lhes escondiam as mediocridades e as evrdadeiras motivações...Os músculos do Rambo são feitos de esteróides, afinal o Tom Cruise não pilotava aquele F-14 e o Harry Potter não transformava pessoas em Sapos.
Os figurantes, esses, são aqueles que continuam mais ou menos na mesma, desprovidos de tiques de vedetismo, a caminhar fora da "red carpet" fora deste filme. Nunca iludiram ninguém e por isso são aqueles em quem mais se pode confiar!


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Cuidados Gerais / Cursos de Enfermagem Originais!
« em: Novembro 12, 2007, 09:04:01 »
No blog doutorenfermeiro encontrei um tópico bastante curioso, acerca de alguns planos de estudo de cursos de Enfermagem verdadeiramente originais e que não resisti a transcrever. De facto, assim o ensino da Enfermagem não poderá ter a credibilidade que se exige de uma licenciatura.
Ora aqui vai:

Citar
Numa altura em que nos deparamos com a falta de qualidade no ensino de Enfermagem, com o excesso de escolas e de vagas, é possível encontrar perversões inacreditáveis.


Na Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian (Lisboa), uma suposta escola com passado, encontramos um plano de estudos no mínimo... caricato.
Temos preciosidades surreais tais como "Movimento e Drama" (leccionada por o Prof. António Nabais, candidato à OE pela lista da Enf. MAS) e "História das Ideias" (anedótico?), ou mesmo uma cadeira chamada "O Personagem Brinquedo"...
É possível concorrer a esta escola com a específica de... Economia! Sim, leram bem!


No curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, também temos uma cadeira especial: "Métodos de Pesquisa de Informação". Nem o curso de Comunicação Social faz melhor....


Na Escola Superior de Saúde de Faro, o plano de estudos da Licenciatura em Enfermagem também prima pela originalidade. Existem sete (7) cadeiras semestrais denominadas "Ciclo das Artes"! Também aqui se rivaliza com outras licenciaturas, desta vez, com a de Belas Artes...


A Universidade Fernando Pessoa, que também lecciona o curso de Enfermagem, deu azo a delírios invulgares. Substituiu a tradicional cadeira de Biofísica por "Biomecância" (?)... E resolveu competir com a licenciatura em Relações Internacionais... tem uma cadeira de alto gabarito denominada "Organização Política Portuguesa e da União Europeia"!!


A Escola Superior de Enfermagem Artur Ravara veicula mentiras. Na sua página é possível ler
"Qual a taxa de empregabilidade destes profissionais?"
"(...)os alunos que concluem o Curso tem colocação imediata nos diferentes Hospitais públicos ou privados, Centros de Saúde e outras instituições, algumas privadas que todos os anos se dirigem aos finalistas com propostas de trabalho imediato, após a finalização do Curso"
Nesta Escola, é quase possível fazer um "escolha-você-mesmo" em relação às provas específicas de ingresso! Mas se pensam que aqui reina a falta de criatividade, estão enganados. Aqui temos cadeiras do género "Desvios de Saúde"...


O Instituto Piaget também aderiu à moda das perversões. Na Licenciatura em Enfermagem do Campus de Macedo de Cavaleiros (por exemplo...), temos cadeira do tipo "Dinâmicas do Mundo Contemporâneo e Evolução do Espaço Português" (sem dúvida útil!), "Trabalho de Campo Antropológico" ou então "A Humanidade e o Futuro: Paradigmas Ecológico, Ético, Poiético e Direitos Humanos"... Neste Instituto, ao invés das cadeiras se adaptarem ao curso, parece que o curso necessita de se adaptar aos professores (oriundos de diferentes áreas), que ali encontraram uma fonte de rendimentos...
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A Escola Superior de Enfermagem do Porto é a mais fantasiosa de todas. Deu "largas à imaginação". Aqui podemos encontrar cadeiras tais como "Parentalidade", "Cultura e Políticas Europeias", "Processos de Informar", "Respostas Corporais à Doença" ou então "Empreendedorismo". Existe uma cadeira denominada "Língua Gestual Portuguesa" (e se o utente não for Português?), que apesar de poder ser interessante, é desadequada para ocupar currículo logo no primeiro ano! Eu estava mais inclinado para a redistribuição desse tempo por Anatomia, Fisiologia ou Patologia Médica....
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O Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE), é o mais misterioso.
Quanto ao plano de estudos da licenciatura em Enfermagem... nem vê-lo (receio de alguma coisa?)! Só refere que o curso tem 120 "numerus clausus" (é para rir? o conceito não está em harmonia com o número de vagas disponibilizadas...)!
Para ultrapassar a desinformação do ISAVE, foi necessário recorrer ao Diário da República para conhecer o referido plano. Aí, é possível constatar porque é que o site não o apresenta. As cadeiras são verdadeiramente reveladoras. Desde "Teatro" a "Música" passando por "Actividade Física" (ginástica??)!!
Vergonhoso!!!
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Ficam alguns exemplos para reflectir....


Mas há boas Escolas de Enfermagem. Encontrei meia dúzia com bons planos de estudo

fonte: http://doutorenfermeiro.blogspot.com/

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Cuidados Gerais / AZEVEDO vs AUGUSTA
« em: Outubro 25, 2007, 22:21:17 »
Duas listas se perfilham para as eleições da OE : José Azevedo e Maria Augusta de Sousa. Ambos já definiram o seu programa de acção e encontram-se já em plena campanha. Qual a intenção de voto dos utilizadores do fórum? Uma opção pela mudança ou pela continuidade?

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