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Tópicos - jotix

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Não sendo Enfermeiro, e tendo frequentado um curso de Enfermagem, permite-me fazer uma abordagem crítica de alguns cuidados de Enfermagem que vou vendo, quando estou num serviço de saúde.

Ora, comecemos por um Centro de Saúde, que tem a valência de Internamento, e por lá vi cenários de horror: doentes todos rotos com escaras, em que duvidei seriamente a frequência dos posicionamentos desses doentes.

Ainda sobre a área Centro de Saúde, fiquei escandalizado quando constatei uma formula mágica: idoso + grau de dependência = algalia de longa duração. Para não bastar, verifiquei que todos os sacos colectores estavam no chão. Até tirei uma foto com o telemóvel:



Lindo!

Na área hospitalar, também pude presenciar administrações intra-venosas e sub-cutâneas que de técnica não tinha nada. Também ainda estou para saber a lógica de numa colheita de sangue fazer a desinfecção e depois verificar novamente com o dedo a localização da veia.  ;D

Um individuo que tinha sido submetido a uma artroplastia da anca, que apresentava uma marcha contra-indicada para aquela situação, tinha um enfermeiro presente que o aparava, mas que, de forma inexplicável, nada reforçou o indivíduo sobre  a marcha adequada. Lindo!

Também vi, um enfermeiro a calçar luvas esterilizadas muito bem, mas depois agarrou, amassou o papel de embrulho e deitou para o caixote do lixo. Lindo!

E o prémio melhor para definição da diabetes, vai para: é excesso de açúcar no sangue.  ;D Pois, provavelmente é isso que dirá um velhote da aldeia que nunca estudou. O segundo melhor prémio vai para: Enf.º: O sal faz-lhe subir a tensão, Utente: Porquê?, Enf.º: Porque sim! Mais um conhecimento que não deve ser novo ao tal velhote.

E já nem falo, da quantidade de vezes que se toca com as mesmas luvas em diferentes doentes. Lindo!

O grande problema, reside, sem dúvida, na aprendizagem, se assim podemos definir, através da modelagem sucessiva de comportamentos. 'A' faz assim, portanto eu também faço. Se isto é admissível nos alunos, pois estes tem sempre receios de represálias (em que funciona a máxima, o Enf diz 'A' ou aluno diz 'B', e é 'A' e ponto final), já não é admissível em Enfermeiros.

O mais grave disto tudo, é que estas lacunas graves, foram observadas em pessoas que tem o título de Enfermeiro, que provavelmente até tiveram 18 valores nos estágios.

Naturalmente que isto foram apenas algumas coisas que observei, mas também observei enfermeiros muito simpáticos, e sobretudo muito atenciosos, não descurando a informação e o conhecimento.

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Cuidados Gerais / Técnica Correcta de Admin de Insulina
« em: Novembro 09, 2008, 21:34:47 »
Estava eu a administrar a foma insulina de acção rápid- actrapid, quando me deparei com uma dúvida:

Deve-se ou não fazer a aspiração (para verificar se acertamos num vaso) depois de introduzir a agulha e antes de administrar?

Existe uma técnica geral de administração sub-cutânea, mas depois existem excepções à regra, que o caso das insulinas e das heparinas de baixo peso molecular, que tem a haver com o ângulo da agulha, com a pressão que se exerce depois de retirar a agulha, da aspiração, da prega...

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Cuidados Gerais / Tempo de Integração num serviço de saúde
« em: Abril 08, 2008, 18:40:19 »
Sabem qual é o tempo de integração do Enfermeiro num qualquer serviço de saúde? E qual é o decreto que regulamenta isso?

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Na reportagem "Setença da Vida" de Amélia Moura Ramos, a bastonária dos Enfermeiros foi debater um tema sensível na sociedade , especialmente a portuguesa: consequências devastadoras de um sucesso médico- Implicações e soluções.
Não sei se viram esta reportagem, mas parece-me que a bastonária não é boa comunicadora, quer pela sua própria voz, quer também pelo facto de falar sobre aspectos redundantes e que não respondem às questões colocadas.
Outro exemplo, mo Prós e Contras a respeito da polémica do encerramento das Urgências, a Sr.a bastonária disse que o Enfermeiro tem competências no suporte avançado de vida, mas depois não fundamentou aquilo que disse (recorrendo ao enquadramento legal, descriminando as competências). Assim parece que ela não estuda muito sobre os assuntos que vai advogar...
É a minha ideia... pode ser errada...

http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida ... e+Vida.htm

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Ensino e Atividades Académicas / Estágio ou Ensino Clínico ?
« em: Novembro 25, 2007, 19:45:52 »
Porque será que os ensinos clínicos, se chamam ensinos clínicos e não estágios?

Ensino clínico, tal como indica, é um ensino efectuado em ambiente clínico. Será que é isso mesmo que acontece? Ou seja, dá a ideia que durante este momento alguém ensina, ministra conteúdos no ambiente clínico. Mas, enquanto eu e outra colegas trabalham nesse "ensino clínico", normalmente exige-se trabalho do tipo: "Vai posicionar aquele ou outro doente", "Tendes que estar aqui às 14h, pois temos que virar os nossos doentes", "Já preparaste a terapeutica toda?", "Quantas dejecções o senhor da cama tal teve?", "Orientas aqui estes doentes, que eu oriento os outros" ...
Ou seja, o pseudo ensino clínico, é na realidade um estágio, em que se preconiza uma aprendizagem baseada em contextos reais. E provavelmente chama-se assim, para fomentar o não pagamento do serviços prestados pelos estudantes.
Sim! Eu próprio já tive em serviços, onde os estagiários são mais umas mãos de trabalho para garantir a subsistência do funcionamento do próprio serviço.
É evidente, que há outros serviços em que os estagiários dão trabalho aos próprios Enfermeiros.
Portanto, para mim, é um estágio.... E voçês?

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Cuidados Gerais / [DUVIDA] Retirar pontos
« em: Abril 27, 2007, 18:36:22 »
Olá!

Sou aluno de Enfermagem, aconteceu-me num dia destes estar a tirar uns pontos cirurgicos a um doente, mas por falta de experiência minha, houve um ponto que não consegui tirar totalmente.
Pedi a ajuda a uma Enfermeira de serviço, mas também não pode ajudar porque já não se via nada. Provavelmente, eu não devo ter cortado o ponto no local correcto.
Os pontos foram feitos com o fio não absorvível.
A minha questão é quais os perigos que podem existir se o utente continuar o fio do ponto no interior da ferida. Será que o organismo o elimina?

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Cuidados Gerais / Lembra-te, és pó e em pó has-de tornar!
« em: Janeiro 19, 2005, 17:39:35 »
O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade.
(Kant)


Os esqueletos dos reis são apenas esqueletos.
(Mikhail Naimy)



O que é a morte? E a vida o que é? Será que é possível encontrar uma definição aceitável a todas as áreas do saber? Penso que não, e penso que o mesmo é como fechar uma gaveta com a chave lá dentro, muito complicado!

O pó de que falo, logo no assunto, é certamente numa visão biológica, somos seres que co-habitamos na terra, mas que em qualquer dia da nossa vida, fazemos parte de um qualquer esquecimento. E se tivermos em conta que o tempo anda a uma velocidade verdadeiramente virtiginosa, amanhã fazemos parte desse esquecimento.

Prefiro acreditar, que existe para além desta vida, uma vida eterna, em que tudo, tudo mesmo é perfeito. Mas a vida, essa, é por si só perfeita, se foi Deus que criou o mundo e o ser à sua imagem, então fez tudo de tal forma tão bem pensado, e tão bem encadeado, que não é possível dizer que a vida é imperfeita. Mesmo sendo o nosso organismo, tão elaborado e tão complexo, é perfeito, o 'processador central' nem se esqueçe da harmonia que existe entre um crescimento de um pelo e as trocas alveolares.
Mas esta perfeição, é também perfeita no sentido em que a nossa passagem, deve apenas ser isso: uma passagem, e como tal o próprio organismo começa-se a 'auto-destruir' para a vida eterna.

Se a enfermagem intervém ao nível do processo de transição saúde/ doença, tendo em conta o ser como bio-psico-socio-cultural, então os en.fos promovem a saúde e retardam a vida eterna. E ainda bem que assim o é, podem-se gabar os enf.os que nos seus cuidados às pessoas, são agentes que tendem a contrariar a perfeição da auto-destruição, de que tanto nos aflige.

Mas é interessante esta questão da morte, enquanto nos institutos de medicina legal, o corpo tão vulgarmente desigando por cadáver, é tratado como uma simples 'coisa', que está ali para se cortar em pedaços. Deixou-me um pouco em estado de choque, quando a instituição destas, a forma como manusiavam o corpo, parecia um autêntico 'talho'. Enfim, sei que é sim, mas cada corpo tem uma longa história para contar, e por isso penso que o tratamento não deve ser aquele que vi (pegar no corpo e atirá-lo para a bancada de autopsia como um objecto,  fazer coisas horrorosas...)

Passado  de ser mais um trabalho, o corpo, nas funerárias, velórios, cemitérios, é tratado de uma forma mais humana. Mesmo assim, e por limitações de espaço torna-se difícil guardar as ossadas e dos corpos que faleceram desde 1500 e por diante, daí que vejo, com alguma tristeza (quando vou aos cemitérios), campas e jazigos completamente degradados, e sem respeito pelas vidas eternas que tem certamente uma história longa para contar.

Vós, enf.os, que provavelmente já experienciaram situações de morte, acreditam que a morte, põe cobro à vida, e que portanto nada mais para além existe, ou exactamente o meu pensamento?

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