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Mensagens - EFerreira1984

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Caro Pedro:

Acho muito bonito esse discurso repetitivo e demagogo: "vamos lutar/ fazer alguma coisa"...

Desculpe-me colega, mas com que condições quer que eu vá "lutar"?  ???

Eu não tenho trabalho ou tacho... Eu não tenho rendimentos...E não posso ficar eternamente ou, pelo menos por tempo indeterminado, à espera que as coisas mudem, ou a lutar, enquanto morro à fome!

Eu, e muitos como eu, temos apenas uma hipótese: tentar! Se, porventura fracassar lá fora, pois bem... Não era nada que já não tivesse experienciado no meu proprio país.

Fala, como se me desse prazer sair da minha casa, do meu conforto, de perto dos meus familiares e amigos, de tudo o que conheço. É com o coração amargurado que iniciei o processo de emigração. E porque será?! Porque estarei eu a sujeitar-me a esta tortura emocional?! A esta saída forçada?!

Porque não posso ficar toda a vida a "lutar"... As coisas mudarão com a luta dos enfermeiros, pois claro. Mas pode ser que isso só se verifique dentro de 2, 4, 10 anos. Estamos portanto à mercê das probailidades... (e é bem provável que definhe enquanto espero e luto)

Entretanto o que sugere que faça? Que vá lavar pratos para não morrer à fome, enquanto o colega "luta" do seu lugarzinho como enfermeiro num qualquer hospital... Para si, esperar 1 mês ou mesmo 1 ano ou 5 anos, em busca de uma mudança na enfermagem,  não lhe deverá fazer muita diferença... Já a mim...

Santa paciencia... A realidade dos outros é muito mais vasta do que as suas concepções idealistas. Por favor, antes de criticar seja o que for, ponha-se no lugar dos outros e veja como as suas vidas não são repletas das mesmas oportunidades...

Por mais absurdo que lhe possa parecer, nem todos temos as mesmas oportunidades, até mesmo para lutar!

Neste momento, esperar e lutar é um previlégio.

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Cuidados Gerais / Re: Terão todas as pessoas direito à Saúde?
« em: Janeiro 14, 2009, 00:20:12 »
A minha resposta à questão é: SIM.

Todas as pessoas devem ter direito a cuidados de saúde (se de facto têm acesso aos mesmos, isso é outra conversa), mas direito têm.

Eu, enquanto enfermeira estou presente para cuidar das pessoas e não para as julgar, ou sequer às suas atitudes.

Afinal, eu cuido de pessoas e as pessoas têm defeitos, feitios e fragilidades. Eu gosto de cuidar das pessoas precisamente por isso... por cada particularidade que possuem, por cada atitude que tomem, por mais irracional que pareça. O ser humano é defeitoso e é de ser humanos que eu cuido!

Nenhum de nós é perfeito... Todos merecemos ser cuidados... E os julgamentos, esses, eu deixo-os para os Srs. Juízes.

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Ensino e Atividades Académicas / Re: Roupa e calçado dos Enfermeiros
« em: Dezembro 13, 2008, 03:28:58 »
Aqui fica a minha opinião que terá a validade que cada um quiser atribuir...

Afinal, que diabo vamos nós para os hospitais fazer?! É ou não o nosso local de trabalho?

Eu penso que, enquanto local de trabalho, os meus gostos pessoais, as minhas vontades e caprichos são desvalorizáveis. Eu posso adorar preto, roxo, amarelo, mas existem regras...

Porque raio é que os "desgraçados" do McDonalds usam boné? sei lá!

A verdade é que o fardamento existe em diversas profissões, serve para identificar as pessoas que lá trabalham... Eu quando vou à Zara, gosto de conseguir identificar imediatamente as funcionárias. Gosto de distinguir um PSP, de um GNR, de um bombeiro, da PM... Acham que os nossos utentes também não têm esse direito, apenas porque nós gostaríamos de andar vestidinhos de uma forma que nos favorecesse mais a estrutura fisionómica (eu sou baixa, ficava melhor de saltos altos; eu tenho a cara redonda o cabelo fica melhor solto...). Santa paciência!

Não estou lá para agradar ninguém no sentido visual, mas sim para prestar uma função a uma pessoa concreta, independentemente de parecer bonita, alta, gorda... Isso fica para o final do turno, para as minhas folgas e vida pessoal!

O porquê de ser branca já foi explicado... O calçado é para protecção e conforto... Os adornos, não passam de isso mesmo: adornos (algo amovível, que está lá apenas para "enfeitar"... Se é amovível, retira-se e depois coloca-se...já para não falar no risco de infecção, e por aí a fora).

É suposto ser um uniforme neutro...
Quanto à questão de batas... Não me digam que também vão implicar com os tamanhos... (e depois ainda há muita gente a queixar-se de assédios por parte dos utentes e a ficar muito indignado...)

Deixem-se de dramas!

Resumindo:
1- Vamos para os hospitais trabalhar...
2- A farda é usada em inúmeras profissões ( a nossa é só mais uma).
3- Serve para identificar convenientemente os profissionais (não querem ser confundidos com médicos? e Deus me livre se nos confundirem com uma AAM...).
4- Os adornos são AMOVIVEIS (então... retirem-nos... e coloque-nos..)
5- As características de cores, tamanhos têm razões de ser...(higiénicas, conforto, protecção a diversos níveis...)

Espero que ninguém se ofenda. Como disse inicialmente é apenas a minha opinião e tem a validade que cada um quiser...

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Enfermagem e Politica de Saúde / Re: Sindicatos Enfermagem
« em: Dezembro 13, 2008, 02:48:14 »
Citação de: SandroMelo
Temos que aproveitar o facto da aproximação das eleições.
O governo tem que compreender que somos mais de 50 000 a votar e que ainda mobilizamos os conjuges, pais...etc...
Lá se vai a maioria absoluta!

Tens a certeza?!

Eu não teria tanta... Vamos a apostas?! ;)

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Enfermagem e Politica de Saúde / Re: apelo
« em: Dezembro 13, 2008, 02:46:39 »
Já comentei este facto noutro tópico e volto a insistir...

Bem... De facto, fico muitas vezes triste com alguns comentários deixados neste forúm...

Ainda assim sei(ou espero que seja) que muitas vezes não devem constituir mais do que desabafos de alguns colegas que se encontram tristes e desanimados com o futuro que a nossa geração tem reservado.

Tento compreende-los, embora discorde da maior parte das vezes, e associo isso a uma falta de maturidade que a vida acabará por incutir-lhes.

Outra observação que não posso deixar de fazer, prende-se com o facto de:
neste forum existem inumeros tópicos de "Enfermeiros VS bombeiros"; "Enfermeiros VS farmaceuticos"; "Enfermeiros Vs médicos"; "Enfermeiros Vs Massagistas"...

Desculpem, mas a visão que transparece é que estamos contra este mundo e contra todos!

Sim, a nossa profissão necessita de ser reconhecida, de se afirmar... Mas penso que não é a abrir guerras com outras classes que conseguiremos mostrar o nosso valor.

Sim, estes tópicos existem para nos defender, mas estamos a falar de classes cujo mundo se cruza incontornavelmente com o nosso. Nunca lhes ganharemos o respeito, se o método adoptado forem os constantes ataques.

Daí, não se de estranhar que estes ataques comecem a ser internos, ou seja dirigidos a nós proprios e aos nossos colegas.

Ainda assim, penso que as coisas só estão a tomar estas proporções porque estamos perante uma crise na nossa classe, na saúde em geral, e na nossa qualidade de vida.

E as pessoas nestas alturas tomam atitudes precipitadas, inconsequentes e egoístas, num instinto natural de sobrevivencia...

Como diz o povo: " em casa que não há pão; todos ralham e ninguém tem razão"

Mas colegas...As coisas vão melhorar... Adoptemos uma postura de união... e será mais fácil para todos!

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A minha opinião é que existe união em enfermagem!

Não conheço um enfermeiro que não esteja solidário com a situação dos desempregados (como eu), ou que não aspire condições melhores para a sua carreira.

Contudo, as manfestações como a dos professores são possíveis para nós, porque não há a imposição dos "serviços mínimos garantidos". Acham mesmo que poderíamos sair todos dos hospitais e deixar os doentes entregues a Deus?!

Isso é uma das razões pela qual não conseguimos até hoje mostrar aos governantes a "mossa" que podemos provocar no sitema de saúde.

Quanto aos segundos empregos... A única coisa que esses colegas conseguiriam se se despedissem era deixar de trabalhar, pois não me parece que com isso crescessem vagas. Nós conseguiriamos apenas ter empregos em part-time/ recibos verdes e sinceramente não é por aí que nos conseguiriamos afirmar como classe.

Eu aspiro sim um emprego a tempo inteiro, com todos os meus direitos e não um "biscate"... Ninguém constroi uma carreira com biscates!

Sim, muitos de vós podem dizer que já era um começo, mas não é a solução, e enquanto formos procurando soluções temporárias, nunca conseguiremos afirmarmo-nos e resolver de uma vez por todas este caos na saúde.

A união existe sim... As condições para lutarmos são mais reduzidas...
Penso que o problema que surge é que esta situção em enfermagem é relativamente recente, daí ainda não estarmos organizados e com soluções eficazes (os professores encontram-se em situação precária há anos).

A seu tempo, faremo-nos ouvir...

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Caros colegas:

Em vários tópicos deste fórum, encontro referências ao ensino (ou à falta do mesmo) da Enfermagem.

Muito se debate sobre a qualidade do ensino, escolas excedentárias... A verdade é que são enfermeiros que formam outros enfermeiros e se as coisas estão mal, não teremos todos responsabilidades nessa matéria?!

Gostaria de saber, quem daqui já orientou alunos e que experiencias adquiriu com isso? Qual foi o vosso contributo na formação dos mesmos? qual a vossa exigencia? O que acham que podiria ter sido melhor,  que falhou, o que foi mais proveitoso?

A todos os que se esforçaram por formar novos colegas, o meu sincero reconhecimento!

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Cuidados Gerais / Re: Portfólio - URGENTE
« em: Dezembro 09, 2008, 00:08:44 »
olá colega.

Durante os meus anos de estudante também tive que elaborar portfólios...

Contudo saliento-lhe uma diferença... Um portfólio caracteriza-se por ser uma compilação de trabalhos executados ao longo do ensino clínico, ou seja, não é um trabalho único, mas antes um conjunto de trabalhos relacionados e desenvolvidos durante esse ensino clínico.

Vou-lhe exemplificar mais ou menos a estrutura...

- Pode realizar análises críticas relativas a artigos que encontrou (nas revistas sinais vitais...), o porque de as ter pesquisado, se concorda, em que contribuiu para a sua prestação de cuidados, utente...
- Pode fazer uma análise se caso (estudo de caso), de um utente cuja situação considere pertinente (aí já pode abordar a anamense, evolução, patologia, farmacologia, intervenções...)
- Reflexões semanais ou narrativas de aprendizagem (da sua evolução, dificuldades, objectivos...)
- Formações em serviço (detecção de um problema ou necessidade de melhorar algo num serviço, com a apresentação se fundamentação teórica para as solções ou alternativas que apresenta...).

enfim... Como disse, o portfólio é ao seu critério, mas, no meu caso não era um trabalho único...

De qualquer forma, boa sorte para o resto do curso e para o ensino clínico em particular.

Um conselho:  estuda muiiiiiito. ;D

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Cuidados Gerais / Re: Como "vendem" a Enfermagem?
« em: Dezembro 08, 2008, 23:42:37 »
Antes de mais colega, bela questão!

Quanto à questão propriamente dita, penso que só demonstramos a nossa importancia, quando possuimos conhecimentos sólidos e inabaláveis.
Penso que um corpo de conhecimentos é bem mais importante do que um mero desempenhar rotineiro de tarefas, que já quase não exige da nossa parte raciocínio ou interligação de conhecimentos.

Quanto aos utentes/doentes passa igualmente pela postura que adoptamos junto dos mesmos... Se um utente nos questiona nada pior do que responder: " o médico mandou; pergunte ao seu médico...". Apesar de não podermos revelar diagnósticos, podemos sim explicar-lhes as nossas acções, com que finalidade as concretizamos, qual o benefício das mesmas...

Sem querer passar "atestados de ignorancia" aos nossos utentes deveremos explixar-lhes as situações com o máximo de rigor científico (a nossa linguagem é igualmente avaliada). Claro que se essa informação necessitar de ser clarificada, adequa-la à pessoa em questão é igualmente necessário, mas procurem sempre o rigor da linguagem!

Seguindo a mesma linha de pensamento, essa linguagem deve ser usada e abusada nos nossos registos! Se a sabemos, se fizemos algo... Registe-se!


Por último...(ou em primeiro) a nossa postura!

A classe medica é conhecida por possuir uma postura muito altiva. Não é esse o nosso caso, até porque o nosso contacto constante com os utentes não permite.

Porém, podemos perfeitamente estar com um utente, proximos do mesmo, prestar-lhes cuidados sem parecer que somos a porteira do prédio. Algumas brincadeiras e descontração excessívas são igualmente indicadoras para que os utentes se sintam no direito de invadir o nosso respeito e reconhecimento.

Não se esqueçam, que apesar de podermos ser todos colegas, amigos, aquele é o nosso local de trabalho e não vemos no Banco ou na repartição de finanças ninguém a cantar ou a rir muito alto... Profissionalismo acima de tudo!

Com tudo isto... não penso que seja necessário uma cadeira de marketing... Penso que seja antes de mais necessário educar os futuros colegas (alunos) nesse sentido e dar-hes o exemplo!

Deste modo, penso que não preciso de convencer nenhum utente da necessidade da minha presença... Este irá reconhece-la!

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Citação de: "mariarebelo1"
Olá,

Esta é uma das questões mais pertinentes da Enfermagem dos nossos dias, a meu ver.

Em primeiro lugar importa dizer que, entre o universo de enfermeiros, temos pessoas a exercer funções muito diversas.

Os docentes (que deverão ser avaliados por alguma grelha ínventada pelo ministério da Educação);

Os gestores (devem ser avaliados por uma escala inventada pelos economistas).

Não há nenhuma grelha que contabilize o trabalho dos que são a essência da Enfermagem (e sem os quais os outros não teriam razão de existir), que é a prestação de cuidados directos.

Pois isto interessa a muitos, sobretudo aos que ganham mais e nos gerem: poucos prestadores de cuidados para uma grande população de doentes é bom para os gestores que têm muito trabalho por pouco dinheiro (eles recebem os prémios de produtividade) e mantêm-nos sempre incapazes e  pouco interessados... Afinal, são eles quem nos avalia, não é?

Os gestores têm os chefes "presos pela cauda" e nós e os doentes perdemos todos os dias.

Parece-me incrível que o trabalho de Enfermagem se resuma a tirar cursos e mais cursos para poder fugir à realidade da prestação de cuidados que é, na grande maioria dos locais, extenuante, sem perspectivas e sem reconhecimento.

Mas a Enfermagem não nasceu para isso! Somos aqueles que estão junto dos doentes, os limpamos, aconchegamos e mimamos 24 horas por dia...  Muitas vezes negligenciamos os registos para acudir às necessidades dos doentes. Isso merece o castigo que temos tido desde há anos?

Os crânios da Enfermagem que reflictam sobre isso, é para isso que lhes pagam! Há muita impunidade e muita mediocridade nos nossos gestores.

Abraço.


Grande mariarebelo1 !!!!!
Tenho que lhe dizer colega que até hoje todos os seus post's me têm feito reflectir bastante... Parece-me ser uma colega sensata, e que representa bastante o espirito da enfermagem... Admiro-a pelas suas opiniões até hoje dadas, sempre muito bem explícitas e fundamentadas!

Quanto a este seu comentário em particular: subscrevo cada palavra!

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Assuntos laborais / Re: enfermagem no domicilio
« em: Dezembro 08, 2008, 22:25:41 »
Olá colega!

Desculpa, mas sabes mais algum detalhe desta proposta, como sejam horários de trabalho, remuneração?

Ah, e obrigada por teres partilhado a informação! ;)

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Atendendo ao que a colega disse desculpem lá... sem kerer ofender ninguém m sem dúvida k n pode haver melhor k as escolas PÚBLICAS! :)
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Ainda bem que a colega conhece TODAS as escolas públicas e TODAS as escolas privadas!!!
É de facto uma proeza da sua parte ser detentora deste avultado número de conhecimento sobre os planos curriculares de TODAS as escolas deste país... Já agora, também conhece os planos curriculares de TODAS as escolas de espanha ou do resto da Europa?!

Não se repitam... Este tópico, não é para voltar a insistir na temática Publicas VS Privadas...

É para "brincar"...

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Ensino e Atividades Académicas / Re: Pós-Graduação em Medicina.
« em: Novembro 24, 2008, 19:27:42 »
Não se pode negar que o estatuto social de um médico em nada se compara com o nosso, principalmente nos dias que correm e que somos cada vez mais equiparados a auxiliares de acção médica, com remunerações patéticas e tarefas insultuosas.

Alguém conhece propostas de "estágios voluntários" aos Srs. Doutores?
Porque será? Ninguém se atreve a proferir tamanho disparate, que possa ofender a susceptibilidade daquela classe, que contudo, tem vindo a proteger-se melhor do que a nossa...

Quanto aos utentes, o respeito é o mesmo. "O sr. dr. manda"... Esse respeito para connosco tem dias; ora nos tratam muito bem, ora nos destratam...essa a realidade que eu conheço.

Compreendo os colegas que procuram algo mais... Algum reconhecimento do seu trabalho e dos seus conhecimentos. Mais respeito por parte de toda a sociedade.

No meu caso, continuarei a lutar por esse respeito na classe a que pertenço, estando consciente de que será uma batalha deveras dificil e possivelmente infrutifera, nas proximas décadas!

Não posso condenar, quem se encontra revoltado e sem alento para seguir outro percurso; um com certezas de qual será o resultado - o éxito.

E permitam-me que expresse a minha opnião... De tantos enfermeiros que somos, quem de nós nunca se revoltou com a distinção (real) que existe entre a nossa classe e a dos médicos, com a qual trabalhamos em colaboração. Qual a nossa gratificação a não ser a pessoal?

Isto é tudo muito lindo, mas a verdade é que não acho graça nenhuma a adoptar a potura de martir católico, em que luto contra as divissitudes da vida apenas por gosto pessoal... Quer queira ou não, faço parte de uma sociedade e gostaria que esta me valorizasse mais.

Como enfermeira será dificil (sobretudo se me encontrar sozinha nesta luta). Impossível, nada é (basta a classe se mostrar unida e irredutivel face a determinados pontos). Ainda assim, procurarei dar o meu melhor e marcar uma posição na sociedade, como enfermeira.

Quanto aos colegas que optarem pela profissão de médico: genuinamente boa sorte (sem ironias).

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Cuidados Gerais / Re: blog-bombeiros: inacreditavel!!!
« em: Novembro 12, 2008, 18:28:39 »
Citação de: Herodes
Respeito muito os bombeiros, pela tradição que têm no nosso país.
Mas acho que aqui alguém se excedeu!
Não culpemos uma classe por causa de um brincalhão...

Concordo consigo colega!

A opinião de um, não deve ser generalizada a uma classe.
E a nossa diferença pode ser acentuada pela postura que mantemos.
Não devemos deixar-nos afectar por uma opinião ignorante, mas antes demonstar as nossas competencias em local proprio.

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Ensino e Atividades Académicas / Re: "Lei dos Maiores de 23 anos"
« em: Novembro 07, 2008, 17:43:21 »
Caros colegas:

Eu sou enfermeira. Entrei pela via dita "normal".

Porém, conheço bem as dificuldades em estudar e trabalhar!- sobreviver!

Fica aqui o meu testemunho, para o colega que considera que não há dificuldades (talvez na sua vida perfeita de menino priveligiado).

Sou orfã, comecei a viver sozinha com apenas 14 anos (o colega devia andar a ver os morangos com açucar na altura).

Trabalhei desde essa altura, conclui o secundário e prossegui estudos e trabalho até atingir a licenciatura!!!

Se foi fácil, não!
Se compreendo aqueles que tiveram que interromper o seu sonho porque não tiveram as mesmas oportunidades de vida que os restantes, concerteza!
Que merecem uma oportunidade, sim! (porque razão hão de ser sempre os mesmos a ser penalizados?! Já não tiveram a oportunidade na altura devida, e agora voltam a negá-la?!?)

Fale apenas da sua realidade, pois há muitas mais que de certo desconhece!

A minha é apenas uma de muitas!

Respeitosamente...

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