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Mensagens - Luís-Prata

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Fico grato, pelo esclarecimento , no fundo o pagamento da campanha e do Bastonário etc. está dependente em grande parte da nossa contribuição mensal de 8 euros. No entanto não fiquei esclarecido sobre as quantias certas, isto é quanto recebe cada lista candidata e quanto pode por exemplo ir receber o próximo bastonário. Não que eu considere que não deva ser remunerado, mas seria minha curiosidade obter essa informação uma vez que eu como todos os enfermeiros contribuimos para tal.
Quanto às questões laborais eu sei do artigo mas sempre que a classe acusa a ordem de nada fazer pelas questões laborais as respostas da ordem referem algo como: as  questões laborais não são da nossa competencia em termos de discussão mas sim dos sindicatos por tanto a ordem nada pode fazer...
Contudo volto a frizar que foi bom o seu esclarecimento já dá uma ajuda, porque esta questão toda a gente as levanta nas conversa banais do dia a dia de colegas que falam da ordem mas ninguem as  tenta esclarecer.

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Na minha curiosidade e porque ficará na história destas eleições para bastonário da OE tanta disputa, tenho  perguntas a fazer.
O que me faz questionar: recebi várias mensagens, vários e-mails, fui bombardeado com campanha nas rádios, todos os candidatos tem página na net e só um deles pede ajuda monetária... Muito bem: mas quem é que paga estas campanhas? e porquê?
Depois Outra curiosidade a ordem tem por principal função o exercio do regulamento da profissão, alguém me explica porque motivo a maioria dos candidatos surge a falar da situação laboral etc? Pensava como sempre me tentaram explicar os motivos por a OE nunca se manifestar à cerca das questões laborais, que isso seria da responsabilidade dos sindicatos...
Por outro lado já tentei saber de que forma é gerido os orçamentos da OE e também nunca percebi nem nunca fui bem esclarecido, quanto ganha o/ou a bastonário(a)? E os restantes elementos? E quem é que paga todos os elementos que fazem parte da OE? Ou então não sendo monetário que outros ganhos têm?

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Lol. Por acaso alguem sabe o que são cuidados continuados? Parece que falam de cuidados continuados integrados, os cuidados continuados tem unidades de internamente e convalescença, é certo mas a maior percetagem dos idosos tá em casa... Logo ai sim há uma boa resposta aos seus problemas e aos dos familiares... Há sempre uma tendencia para ver os cuidados de enfermagem institucionalizados em paredes... Mas na realidade falo de uma equipa de Odivelas com 9 enfermeiros, 2 médicos, 1 psicologo, 4 auxiliares, 2 administrativas, 1 assistente social. E volto sa repetir equipa na comunidade, equipa de rua.

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Compreendo o que os colegas dizem, o medo que sentem...
Trabalho nos cuidados continuados de odivelas (cuidados paliativos) E faço mesmo muitas técnicas como devem imaginar, algumas que nem a nivel hospitalar se usa... Mas sei também a importancia que a vertente humana tem e que quando nos centramos a discutir quem deve assumir a técnica da algaliação e deixamos que exista secalhar uma licenciatuara que de certa forma pode estar a tomar junto do idoso o papel que nós deveriamos ter como enfermeiro que cuida da pessoa humana mais me incomoda isso do que as técnicas que possam vir a efectuar.
Mas se consideram a minha opinião desadequada, então não participarei, apenas gostaria que os enfermeiros pudessem dar importancia a outras questões que lamento são poucos discutidos e tão ou mais importantes, para mais na nova sociedade que agora emerge.

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O meu curriculo é Zero, trabalho numa equipa de cuidados continuado em Odivelas e te garanto que ali o curriculo pouco importa e que há um investimento nos idosos há, ao ponto de termos em parceria de equipa, assitente social, médico, psicóloga, fisioterapeuta... Tenho a oportunidade de ter essas experiencia da prática. Alguem falava que também não se procurava conhecer muito a área e pronto falei dos estudos. Conheço dois colegas da equipa que fizeram trabalhos que foram uma mais valia para a prátrica do dia a dia...
Enfim... Estou preocupado, é que quase sempre vejo comentários depreciativos relativamente a tudo o que está relaconado com a nossa profissão... Se nos apoiarmos no que está bom seria uma mais valia, talvez... penso eu de que... (LOL)

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Citação de: mariarebelo1
Olá,

Deixem-me dizer que muitos destes fenómenos de usurpação de funções que se têm verificado nos últimos anos se deve a uma situação criada pelos próprios enfermeiros.

Já ninguém quer assumir o modelo bio-médico como fundamento e cerne da nossa actuação; todos se tornaram "cuidadores" da "pessoa global" e transformaram-se nisso não porque acreditem nisso, mas com medo de serem desconsiderados e criticados por aqueles que nem nunca exerceram Enfermagem, de facto.

Não há feudos, mas há saberes e competências e se abdicamos da técnica em favor do cuidado inespecífico, estamos a cometer o maior erro de sempre...

Vamos deixar de ser necessários como profissão, já que nos transformamos em coisa nenhuma.

Abraço.


Ou seja dedicares-te a procurar a autonmia de um utente é um cuidado inespecifico?! Interessante. Não disse que não é importante efectuar técnicas, só não entendo pq é que ninguem se preocupa p.e., quando outro técnico de saude, começa p.e. a prestar cuidados de educação para a saude... E há muitos que o fazem...
O maior erro de sempre é não saber o que é ser enfermeiro. Trabalho numa equipa de rua, e infelizmente vejo colegas que em detrimento de outros cuidados também nobres se ficam pela mera administração de medicação, pensos, higiene, etc. Tenho uma realidade de cuidados continuados integrados com médicos psicologo assitente social etc. Nunca vi ninguem assumir o lugar que não lhe era devido. Mais actualmente com o novo sistema de registos por classificação internacional (cip) Existem colegas que registam com um simples clique, que efecturam num turno coisas que nunca o fizeram... E já ouvi colegas o afirmarem com todo o gozo que o fazem. Estamos preocupados com o que outros técnicos de saude podem vir a fazer, sem nos avaliarmos a nós mesmos e procurarmos saber o que somos o que fazemos e com que intenção... Lamento que nos ultimos 6 meses me tenha dirigido a serviços de saude hospitalares e os unicos profissionais que estavam disponiveis eram os auxiliares que faziam muitas vezes cuidados que eram de enfermagem e falo p.e., na escuta das preocupações de utentes, e porquê? Sinceramente não sei... Lamento que ninguem fique indignado que muitas vezes sejam os auxiliares aqueles que mais proximos estão dos utentes e mais apoio lhes prestam até a nivel emocional, baseados em experiencias de vida e no senso comum, que nem sempre é correcto, e pq? pq se mostram menos "técnicos" e mais proximos.
Quando toca uma campainha num serviço quem é o primeiro profissioanl a dirigir-se lá?
Quem muda as arrastadeiras? Não devia o enfermeiro avaliar a dejecções de um utente? Hummmm... Parece que por exemplo na Filandia são os enfermeiros que o fazem e ao que parece não existe mais nenhum técnico de saude nos serviços para alem de enfermeiros e depois os serviços de limpeza e manutenção...
Dá que pensar que uma algaliação possa por tanta gente tão preocupada quando somos nós própios que estamos a colocar nas mãos de outros funções que seriam nossas... A algaliação, volto a frizar: só há muito pouco tempo passou a ser um acto assumido pelos enfermeiros, pois era um acto da responsabilidade médica.

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Concordo plenamente Caldas... Não vivo num mundo cor de rosa, simplesmente sou enfermeiro não sou mero executor de técnicas... Não me incomoda que façam uma algaliação no meu lugar, não vem em lado nenhum descrito , muito menos no meu código deontológico que sou um faz pensos, faz algaliações e faz injecções, etc. Aliás nunca vi nem no REPE nem no código, alguma vez a palavra algaliação, logo deduzo que há coisas bem mais importantes com as quais como enfermeiro me devo preocupar, sinceramente... E quando tiver de efectuar um algaliação para o bem estar de um utente então farei, como profissional que me formaram também a ser apto a realizar a técnica.

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Sim conheço, bons assitentes sociais, trabalho com uma e reconheço a sua capacidade e sei que ela reconhece a minha e por ai fora... Não me importe que alguem como ela possa liderar desde que tenha em conta sempre o que penso e os problemas que levanto, se nos respeitarmos, um liderança partilhada é sempre bem mais produtiva. A questão é que alguns assitentes sociais lideradam através de uma liderança desadequada à nossa época: autocrática. Lamento, só trablhas num lar liderado por alguem assim se o quiseres... A vida é mesmo assim feita de escolhas, nenhum lider consegue liderar se a sua equipa não reconhecer no mesmo a liderança...
Por mais que nos custe muitas vezes tomar algumas atitudes...

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Não são os actos técnicos que fazem de nós enfermeiros, os enfermeiros vão ser sempre precisos... Nós somos responsáveis por prestar cuidados globais a alguem... O paradigma de cuidar e exigencia do utente cada vez mais vai no sentido do bem estar, começa a ser mais importante alguem que se preocupe com ele e que junto do mesmo consiga enteder as suas preocupações e necessidades, que procurem junto dele estratégias para conseguir a autonomia e crescimento do mesmo... Alguem técnico que algalie só vai conseguir faze-lo?! Duvido. Os médicos também morrem de medo sempre que os enfermeiros passam a efectuar uma técnica que era exclusivamente deles, e volto a frizar, iremos sempre precisar de médicos e de enfermeiros, por mais técnicos que possam existir num hospital. Secalhar deviamos ocupar mais o nosso tempo com o que é mesmo ser enfermeiro e aproveitar esses técnicos como recurso para tal. Ferro e fogo não parece a melhor forma de demonstrar o que é ser enfermeiro...

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Mais um vez questiono: O que querem? Poder?
Será um acto técnico assim tão importante ao ponto de sentirmos uma ameaça à nossa profissão...
O que é ser enfermeiro?
Acho que se conseguirem responder a esta questão e se tivermos seguros do nosso papel junto dos utentes, vamos compreender que não é por fazer uma algaliação ou não que a profissão de enfermagem pode ser posta em causa...
Nós prestamos cuidados ao longo do ciclo de vida (colliére), na busca da autonomia da pessoa, tendo em conta a sua força, vontade e conhecimento (Henderson), o enfermeiro apenas procura assegurar que a pessoa consiga manter satisfeitas a sua necessidades (Watson). Que importa agora se temos mais ou menos actos técnicos o nosso verdadeiro papel secalhar não vai tanto por ai... Mas a necessidade de procurar o PODER atraves de actos que eram nos primórdios, actos médicos, é um problema que ainda hoje não deixámos de ter... Os médicos deixaram de ser médicos só porque os enfermeiros lhe "roubaram o acto técnico da algaliação?" Desde que os licenciados tenham competencia, não me afecta nada que o façam, por mim estou seguro enquanto enfermeiro e duvido que qualquer licenciado em geriatria possa por em causa a minha profissão...

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Primeira questão: o que é um lider e o que é ser lider? Será importante que um lider seja enfermeiro só porque se trata de um lar?
Pois bem na minha opinião existem enfermeiros em direcções de lares muito incompetentes...
A questão é se pretendemos o poder pela liderança ou pela nossa competencia?
Claro que pode ser uma assistente social, um enfermeiro, um médico, pouco importa... Um bom lider e gestor rodear-se-à de uma equipa de gestão multidisciplinar da qual tirará o melhor partido, os enfermeiros gerem enfermeiros, médicos gerem médicos etc... A questão não quem é que está à frente? É quem é que está atrás dessa pessoa que está à frente, nem que essa pessoa seja um mero cidadão comum...
Afinal as pessoas são o fim ou o meio? O que preocupa a enfermagem o seu poder ou as pessoas?
É bom que pensem que se querem ter visibilidade os unicos que vos podem dar visibilidade são aqueles para quem todos nós trabalhamos: as pessoas, são elas o nosso fim, aquelas que podem trazer o poder à nossa profissão

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Pois, não me parece que os enfermeiros não estejam a investir na àrea da gerontologia... Enfermeiro cuida ao longo do ciclo de vida.
Assim como há quem esteja a prestar cuidados na área do puerpério e prefira ler revistas em vez de estar junto das mães a tentar compreender as suas duvidas e ajudá-las a superar, igualmente colegas que trabalham com "velhos", também preferem fazer outras coisas, no fundo a questão é se esses colegas fizeram a escolha profissional certa?
Não me parece nada justo que digam que não se investe, pode faltar muito, há muito por fazer, mas conheço equipas inteiras onde o investimento é diario e é pouco pertinente dizer que não se investe nessa área, há serviços e serviços equipas e equipas...
E se há colegas que acham que o que falta é trabalhos de investigação... Então ai é só consultar uma base de dados de uma escola qualquer de enfermagem e secalhar verificar o numero de documentos que estão directa ou indirectamente relacionados com geriatria...

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Sou enfermeiros em cuidados continuados e paliativos...
No caso da minha instituição o reinternamento deve ao facto de durante a noite não existri apoio às familias cuidadoras.
Imaginem, hoje poucas familias sabem cuidar de um recem nascido, quanto mais de um idoso. Deixámos de viver numa familia alargada onde mães, pais, filhos netos, partilham conhecimentos...
Imaginem uma familia que n entende nada da dependencia de um idoso ficar com ele em casa, mais que este possa ter algo durante a noite que possa causar algum stress familiar... Onde poderão ir eles? Para a urgência de um hospital...
A nossa sociedade individualista está a esquecer de ensinar a cuidar do outro...Vejo isso diariamente sempre que um idoso fica doente no seio de uma familia que o tem de acolher, acaba por ser o enfermeiro que tem um papel que antes estava associado a um ensinamente de pais para filho e de avós para netos...

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Fico muito impressionado com a opinião de todos os colegas...
A minha questão é: Está o nosso pais voltado para o paradigma da prevenção?
Quem é que sai de casa e vê sempre o nivel da água do carro, do óleo e assegura-se da pressão do ar dos pneus? Não foi isso ensinado numa escola de condução? Pois...
A questão é para quê atribuir a responsabilidade de prevenção primária a uma instituição? Estaremos nós a apostar num estilo de vida saudável? Sinceramente tenho a certezo que não e podemos nós mesmos enfermeiros availar os nossos estilos de vida...
Um paradigma muda quando a sociedade assim quer e poucos de nós estamos dispostos a mudar, é preciso que meia duzia, pelo menos, fuja à regra e tal como na selecção natural, saiam mais adaptados para poder criar uma população maior, que seja "geneticamente" como eles...

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