Autor Tópico: Lavagem auricular por enfermeiros  (Lida 3734 vezes)

Offline Niela

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Lavagem auricular por enfermeiros
« em: Dezembro 14, 2011, 20:10:38 »
Muito boa noite! Antes de mais peço desculpa, não sei se por acaso já existe um tópico sobre este tema ou se podia criar um, mas é a primeira vez que deixo um comentário no fórum e aínda tenho algumas dificuldades.

Precisava de uma ajuda urgente uma vez que sou recém licenciada e tive uma proposta de uma clinica. Eles querem que eu faça domicilios e rastreios mas para além disso querem que eu faça lavagens auriculares, supervisionada por audiologistas , uma vez que a elas não lhes é permitido fazer.

A minha questão é, legalmente os enfermeiros podem fazer lavagens auriculares? Eu fiz em estágio porque um enfermeiro me ensinou, mas não sei até que ponto é legal.

Agradecia a vossa ajuda, antes que arranje problemas

Offline Cathy.

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Re: Lavagem auricular por enfermeiros
« Responder #1 em: Dezembro 15, 2011, 13:11:14 »
Niela, também já tive essa dúvida.

Acho que pode ajudar: http://www.ordemenfermeiros.pt/documentos/Documents/Parecer%2005_MCEESIP_16.12.2010_Lavagens%20Auriculares.pdf

Na minha opinião, apesar de ser um procedimento comum, como tem alguns riscos, só se deve fazer quando temos segurança. também sou recém-licenciada e estou numa clínica. quando surgiu uma Sra a pedir lavagem auricular, optamos por chamar um colega mais experiente para o realizar.
Pelo que me explicaram e também pelo que pesquisei, já é um procedimento que está em desuso e algumas pessoas já defendem q está contra-indicado. Na clínica onde estou só é realizada em casos particulares e com indicação médica.

Espero ter ajudado.
Boa sorte!

Offline BV1

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Re: Lavagem auricular por enfermeiros
« Responder #2 em: Dezembro 16, 2011, 02:00:44 »
Estimadas colegas
Em primeiro lugar quero deixar bem claro que os enfermeiros não são supervisionados por ninguém a não ser por outros enfermeiros. PONTO ASSENTE. E essa supervisão é feita nos casos que as colegas já conhecem (estágios, integração profissional etc). Não há ninguém legitimamente habilitado para supervisionar um enfermeiro, senão outro enfermeiro. PONTO ASSENTE.
Relativamente à prescrição médica, é como todas as outras prescrições: o enfermeiro só prossegue com o tratamento se ele for seguro para o doente, mas essa avaliação tem que ser feita pelo enfermeiro que vai executar o procedimento.
Os Enfermeiros têm que se capacitar duma coisa: TUDO AQUILO QUE FAZEM É DA SUA RESPONSABILIDADE. Quer tenha sido"mandado!" ou prescrito por outro
Não é por haver uma prescrição médica (seja pelo mais rasco lá do sitio ou pelo professor mais catedrático lá da cátedra....) que o Enf. deixa de ter responsabilidade se as coisas correrem mal.
A nossa história está repleta de casos em que: Se a coisa corre bem (como é habitual!...), louros pró sr médico. Se as coisas correm mal o Enf. tem que se defender e não há médico ou santo que lhe valha!.... Tribunais etc etc etc. Por vezes situações muito complicadas... Defendo que os enfermeiros devem ter um seguro profissional!
Relativamente a fazer ou não fazer:
A minha experiencia de 20 anos diz-me que sim e que os resultados são bons. Sempre fiz e nunca tive problemas, não quer dizer que amanha não possa ter.... mas também qualquer outro procedimento, até daqueles mais usuais pode correr mal.
Caso esteja habilitado a fazer (porque aprendeu com cabeça-tronco e membros), a observação deve ser sempre do Enf. que vai fazer a lavagem, deve observar a integridade do ouvido e do tímpano etc etc . Deve estar seguro do procedimento e da observação e que este implica riscos ínfimos para o doente. Riscos ínfimos porque toda a nossa actuação comporta alguns riscos!...
Atenção que eu não conheço a posição da ORDEM, mas se for como os outros que conheço é “nim”.
Só um reparo: Do pouco que conheço do Enf. Germano, penso que as coisas a partir de agora vão ser mais claras, as posições da Ordem vão ser mais claras e mais consistentes.
Se a ordem diz que os enf. não devem fazer. Então não fazem. Ponto assente
Como diz o Enf. José Azevedo “A ORDEM emite ORDENS.”