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Autor Tópico: Obstetrícia  (Lida 2089 vezes)

Offline Shirley Afonso

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Obstetrícia
« em: Fevereiro 13, 2006, 13:10:09 »




É possível adotar esse tipo de parto apenas em situações extremas. Preocupada com as crescentes estatísticas sobre as altas taxas de cesarianas, mortalidade materna e perinatal, a Agência Nacional de Saúde (ANS) propôs recentemente uma oportuna reflexão sobre o modelo de assistência ao parto e nascimento no Brasil, tendo como referência as estatísticas apresentadas em diversos outros países.

E, como ponto de partida dessa reflexão, os números relativos a 2004 revelam que ocorreram, no Brasil, 2.552.766 nascimentos, dos quais 87,90% (2.243.779) atendidos pelo SUS e 12,10% (308.987) pelo setor de saúde suplementar. E, dentre os nascimentos ocorridos neste último, 79,70% (246.264) foram de cesariana, contra 27,53% registrados pelo SUS. O cenário internacional mostra que a relação entre partos normais e cesarianas é muito menor do que a indicada pelas estatísticas brasileiras.

Nos EUA admite-se como uma situação alarmante o índice de 27% de cesarianas, enquanto na Itália é de 36% e na Suécia, 16% Estudos divulgados pela ANS revelam que a alta prevalência de bebês prematuros parece estar relacionada significativamente com as cesarianas e com as induções do trabalho de parto realizadas antes da completa maturidade fetal. Esses fatores têm sido apontados como uma das principais causas de morbi-mortalidade perinatal, destacando-se entre elas a síndrome de angústia respiratória do recém-nascido.

Segundo esses mesmos estudos, fetos de 37 a 38 semanas de gestação possuem 120 vezes mais chances de apresentarem essa complicação quando comparados aos fetos com mais de 39 semanas. Em relação à mortalidade materna, outros estudos mostram que o risco para esse evento é 2,8 vezes maior nas cesarianas eletivas sem emergência do que no parto normal. Apoiada nesses dados, a proposta da ANS contempla uma pactuação com as operadoras de planos de saúde do País visando uma redução de 15% nas cesarianas nos próximos três anos.

A Intermédica Sistema de Saúde vem registrando resultados importantes no número de cesarianas realizadas nos hospitais que integram sua rede própria de atendimento. Contrastando com o percentual de cesarianas verificado nos hospitais que integram sua rede credenciada, próximo dos 80% divulgado pela ANS, o número desse tipo de parto em seus hospitais próprios é de 58,9%. Isto significa que realizamos na nossa rede própria de atendimento 21 cesarianas a menos em cada 100 partos feitos por toda a rede privada do País.

O segredo dessa eficiência está no desenvolvimento sistemático de programas exclusivos de atendimento às gestantes que contemplam, além dos ações comuns de medicina social, as de proteção materno-infantil, de redução da pré-maturidade e da mortalidade materna e sobretudo as de estímulo ao parto normal. Dentre as ações destacam-se alguns programas importantes, tais como:

1) Núcleo de Assistência Materno-Infantil de Risco (Namir) ? Programa que oferece um tratamento especializado às gestações de alto risco e prematuros.
2) Programa Gestação Segura ? Programa que visa acompanhar e coordenar o atendimento de todas as mulheres grávidas. Enfatiza: educação da gestante, pré-natal, atendimento de intercorrências, aleitamento materno e detecção de gravidez de risco.
3) Mãe-Canguru ? Processo criado na Colômbia e importante programa de saúde pública, é uma abordagem mais humanizada do cuidado intra-hospitalar do prematuro.
4) Unidades próprias específicas para atendimento materno-infantil de nossas associadas, Centro Clínico da Mulher, etc.
5) Certificação Unicef a um de nossos hospitais (Hospital Paulo Sacramento), o 1 a receber certificação na área privada e o único particular do Estado de São Paulo considerado pelo Unicef `hospital amigo da criança` ? promove o aleitamento materno e o parto normal.

Diante dos objetivos da ANS de reduzir em três anos 15% das cesarianas, ou seja, 12 em cada 100 partos, as conquistas superlativas registradas pela Intermédica em sua rede própria de hospitais certamente a credencia como um modelo de conjunto de programas a serem incorporados pelos hospitais privados e pelas operadoras de saúde do País.



FONTE: http://www.segs.com.br/index.cfm?fuseac ... &cod=31691
quot;Todo o bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque não passaremos duas vezes pelo mesmo caminho."