Cara colega Silvia,
discordo da sua perspectiva pois o sistema de aposentação obrigatoriamente terá que mudar radicalmente nos próximos anos;
quanto à formula de cálculo que menciona essa não está a ser aplicada pois a formula 3:1 é a que se encontra em vigor ou a que está a ser planeada refiro-me ao sector publico ora com isto quer dizer que quem sai não é substituído se existe falta de profissionais existem mas não é permitida oferta logo há desemprego. No privado nem se fala se o publico tem e deve ser rentável o privado ui ui... mas isso até percebo uma empresa / instituição deve ter produtividade e isso não é diferente na saúde ao contrário do que muita gente ainda possa pensar...
Formar a pensar daqui a 3 ou 4 anos quem é finalista de um curso não tem esse tempo tem que sobreviver com outra coisa. Que impacto as nossas acções terão daqui a 1 ano quanto mais daqui a 3 ou 4. Entende? Isso não é perspectiva que aceite como a minha forma de pensar mas obviamente que a respeito. Não me leve a mal.
Um colega (penso desculpa mas agora não me recordo do nome) referenciava a Ordem dos Médicos, também várias as vezes já alertei para isso mas nada muda... veja-se o que esse órgão tem feito não tem gráfico no seu site a exaltar que no ano formaram-se x e no outro formaram-se y sempre num aumento exponencial de ano para ano. Não é preciso ser-se licenciado para perceber que um bem em excesso é desvalorizado em comparação com um bem em défice... esta noção elementar passou-nos ao lado... a nossa Ordem errou tem errado... voltar a atrás é-nos agora impossível...
O excesso tem vantagens e desvantagens aumenta a concorrência sim mas isso não nos abona prejudica-nos mais a nós Enfermeiros pois alguém que nada tem sujeita-se no desespero por amor a uma arte quando muitos falam de "por amor à camisola não aceitem oferta tal porque é precária" é porque esse muitos não sentem ainda a verdadeira precariedade essa é a verdade e daí se existe falta de união cada vez mais essa vai ser crescente esse excesso de que vos falam é muita mais vantajoso para quem contrata ou sub-contrata do que quem exerce dai alguém dizer: "Você não quer há muito quem queira" é um circulo vicioso que cada vez mais é difícil de contornar.
Existem de facto pessoas, colegas no desemprego cada vez mais e isso não já só de um ano e não são casos excepcionais são cada vez mais turmas inteiras saem das faculdades que entram para o desemprego infelizmente.... dai o movimento para outros a excepção está a passar a ser a regra.
Está-se a entrar numa situação em que ou damos passos firmes e a pensar não no daqui a 3 anos mas daqui a 40 ou 50 anos ou ainda vamos ter ainda muitas amêndoas amargas.
Essa noticia que agora postaram revela muito do que quem nos tutela perspectiva a nossa profissão de facto somos um dos pilares do mundo da saúde mas quem nos tutela não vê isso não vou falar das variadas razões disso todos aqui o sabem mas o que é efectivo é força e lugar neste caso a nossa palavra para uma maior eficiência no sector da saúde em que temos muito para dar desde alertar elementos da equipa (não vou citar classes pois não quero guerra) sobre por exemplo um antibiótico que está prescrito há 1 mês, a gerir número de material médico (como uso, mudança, aproveitamento de sistemas, transferes mediante compatibilidade e parecer das comissões e direcções de enfermagem, evitar colheitas desnecessárias, feridas, programação de cuidados...) tudo isto a dizer que contribuimos com muito para ganhos em saúde no entanto valorizam tanto o nosso trabalho que simplesmente fingem que não sabem que não existimos e não nos querem simplesmente ouvir isto sim é um lobie...