Autor Tópico: Cateterismo venoso periférico  (Lida 8773 vezes)

Offline Darth_Vader

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Cateterismo venoso periférico
« Responder #15 em: Abril 24, 2006, 03:23:13 »
:wink:
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro

Offline Vitor Barbosa

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Cateterismo venoso periférico
« Responder #16 em: Abril 26, 2006, 23:01:35 »
No meu serviço (Geriatria) a totalidade dos doentes tem mais de 65 anos e em média cerca de 85 anos. Como podem imaginar, os acessos venosos são difíceis de obter. O cateter mais usado, por força das circunstâncias, é o de 22G, embora todos tentemos usar preferencialmente o de 20G.

A minha experiência em relação ao consentimento informado nesta questão não é a que eu desejaria pois, infelizmente, uma grande parte dos nossos doentes ou não tem resposta verbal, ou se tem, não costuma ser coerente (doentes com demências, afásicos, em estado comatoso...)

A maioria das vezes os doentes são repuncionados diversas vezes por internamento, às vezes mais que uma vez por dia, por diversos motivos: uns porque retiram o catéter frequentemente; outros porque têm mau património venoso e ocorrem com frequência infiltrações; outros porque fazem medicação agressiva para as veias e referem desconforto no trajecto da veia/local do catéter...
De qualquer forma, faço por questionar o doente relativamente a esta questão, principalmente os que têm mais autonomia. Quando estou no papel de doente também gosto que me deêm a opção e, quando não o fazem, eu próprio o refiro...

Em relação à desinfecção diária do catéter em todas as circunstâncias também tenho as minhas reticências. Com películas transparentes como a Tegaderm é possível observar o local de inserção do catéter e garantir que o local não é conspurcado. No meu serviço só recentemente começamos a ter oportunidade de usar estes materiais mas confesso que nem sempre o uso pois em muitos casos, com o suor, descolam-se facilmente e, em doente agitados/irrequietos/desorientados não é tão fácil de estabilizar o catéter.

Quanto às alhetas: o modelo de catéter em uso no nosso hospital não as tem mas, confesso, não sinto grandes saudades delas porque já recebi alguns doentes transferidos de outros hospitais onde os há com feridas feitas pelas alhetas (em doentes com edemas acentuados e pele frágil é relativamente fácil de acontecer).

No meu serviço, os catéteres 18G são maioritariamente usados para transfusões, até porque poucos doentes têm veias que permitam puncionar com este catéter como 1ª opção.

E é melhor terminar que a mensagem já vai demasiado longa :oops:

Offline Paulo

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Cateterismo venoso periférico
« Responder #17 em: Abril 27, 2006, 21:02:40 »
Boas,

Obrigado ao Nuno pela partilha do conhecimento que facultou, e quanto ao Victor, nunca te preocupes com a quantidade de informação ou dúvidas que colocas online, preocupa-te é com aquelas que não partilhas e te arrependes de o não fazer.
As tuas questões ou práticas tem uma lógica que penso correcta, em relação ás alhetas parece-me que a tua má experiência se refere apenas á má utilização do cateter com estas características, pois na situação que descreves será necessário aplicar algodão ou compressa para evitar o contacto directo deste material rigido (cateter ou alhetas) com a pele do idoso e principalmente com edemas.
Os meus mais sinceros cumprimentos a todos pela colaboração neste post.
Paulo

Vamos trabalhar para uma enfermagem melhor, não se limitem a fazer bem, façam cada dia melhor!

Offline Vitor Barbosa

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Cateterismo venoso periférico
« Responder #18 em: Maio 01, 2006, 23:35:45 »
Citação de: "paulo"
As tuas questões ou práticas tem uma lógica que penso correcta, em relação ás alhetas parece-me que a tua má experiência se refere apenas á má utilização do cateter com estas características, pois na situação que descreves será necessário aplicar algodão ou compressa para evitar o contacto directo deste material rigido (cateter ou alhetas) com a pele do idoso e principalmente com edemas.


Caro paulo,

Esse cuidado seria certamente o que eu teria se tivesse cateteres desses no meu serviço. No entanto, como só temos um modelo sem alhetas só os vejo quando recebo doentes transferidos com este tipo de cateteres (o que acontece raramente).

PS: Eu estudei em Viana do Castelo e tenho lá alguns amigos. De que curso és? Eu sou do IX CBE e II ACFE :)

Offline Paulo

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Cateterismo venoso periférico
« Responder #19 em: Maio 03, 2006, 22:42:51 »
Grande Victor,
Fiz o curso á cerca de 16 anos e tenho vários colegas ai quer do curso de base quer da licenciatura feita recentemente.
Um abraço conterraneo,
Paulo

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Offline marcio

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Cateterismo venoso periférico
« Responder #20 em: Janeiro 27, 2007, 20:44:26 »
Penso que o comentario chega atrasado, mas de qualquer maneira...
A problemática da semi-vida dos fármacos é real e basta ver o caso da adenosina, cuja semi-vida é de cerca de 6 segundos, pelo que a sua administração deve ser feita directamente na veia ou o mais próximo possível desta e neste caso seguido de um bólus de SF.