Autor Tópico: Novo sistema de avaliação inclui 37 mil enfermeiros  (Lida 1827 vezes)

Offline White Wolf

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Novo sistema de avaliação inclui 37 mil enfermeiros
« em: Junho 22, 2011, 19:47:28 »
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Comportamento vai contar para a nota. SIADAP arranca no próximo ano.

Os cerca de 37 mil enfermeiros que trabalham no Serviço Nacional de Saúde vão começar ser avaliados pelas mesmas regras do sistema de avaliação de desempenho da administração pública (SIADAP) já em 2012.

A portaria que regula a avaliação de desempenho destes profissionais de saúde foi ontem publicada, no dia em que Ana Jorge passou a pasta ao seu sucessor, Paulo Macedo. A despedida não foi, contudo, pacífica. O Sindicato e a Ordem dos Enfermeiros criticam o novo modelo de avaliação, que dizem nada acrescentar em termos de objectivos mas que vem penalizar o desenvolvimento profissional dos enfermeiros.

"Foi sempre defendido que deve existir avaliação. Mas os enfermeiros têm um modelo de avaliação desde 1992, cujo espírito e objectivos são os mesmos [expressos na portaria agora publicada]", lembra a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa. Contudo, acrescenta, "a questão das competências dos enfermeiros especialistas não é valorizada" na nova lei, "e não faz sentido instituir-se quotas que são uma forma indirecta de não se reconhecer o trabalho dos enfermeiros".


Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/novo- ... 21134.html

Offline persepolis

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Re: Novo sistema de avaliação inclui 37 mil enfermeiros
« Responder #1 em: Junho 24, 2011, 21:18:18 »
Na minha opiniao faz todo o sentido incluir comportamento no modelo de avaliacao
"We know that while living we are more or less exposed to envy ...
but after our death our enemies no longer hate us "
Demóstenes

Offline Mauro Germano

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Re: Novo sistema de avaliação inclui 37 mil enfermeiros
« Responder #2 em: Junho 25, 2011, 19:29:06 »
"Mas de mil coices, que os Enfermeiros levaram, com o anterior governo pindérico, como poderão livrar-se, refazer-se?

A desfaçatez da Ministra Ana Jorge fez com que, no pretérito dia 3 de Junho de 2011, a poucas horas de ser apeada, assinasse com o dos Santos para publicação, a portaria da avaliação do desempenho dos Enfermeiros, que contestámos, vivamente, vezes sem conta e vamos continuar a contestar, pois, além de erros grosseiros, que tentámos corrigir, sem que a ministra nos ouvisse, através dos seus colaboradores, pouco entendidos, não se enquadra na legislação que lhe deu origem.

Não bastou dizer aos referidos desentendidos que fomos nós, que em 1991, introduzimos, através do DL 437/91 a “avaliação do desempenho”, na nossa carreira e país; mas também não é menos verdade que a direcção do SEP, criado em Julho de 1987, pela ainda Bastonária da OE, não subscreveu esta carreira e este método de avaliação.

Ninguém se admirará, que o desconhecimento dos dirigentes do SEP, acerca destas matérias, a hibridez dos seus advogados apoiantes, que nunca distinguem os Enfermeiros da Frente Comum da Função Pública, constituída por pessoal indiferenciado, logo incomparáveis, conduza pessoal pouco entendido do gabinete da Ministra da Saúde (pouco entendido é uma expressão benéfica do que pensamos dele, mas que o decoro não permite ultrapassar, dizendo o que realmente devia ser dito, para o caracterizar a rigor), tenha conduzido a erros tão clamorosos, como ainda tivemos oportunidade de referir, na última reunião, que tivemos com essa gentinha.

Também ninguém se admirará do conluio, entre SEP e Ministério, na porcaria da carreira que fizeram e na qual faltaram, ambos, ao respeito que os Enfermeiros lhes deviam merecer, sobretudo ao SEP, porque tem melhores condições para enganar.

Tenho tanta pena de ter que dizer isto de entidades que deviam ajudar a respeitar os direitos dos Enfermeiros e pô-los acima de todos os outros interesses, por muito ou pouco válidos, que sejam essoutros.  Para quem não quiser ou não puder ver, se informa: o governo anterior inundou todo o Estado, desde a mais pequena centelha de poder, até ao topo da pirâmide, com militância partidária própria e ou com o recurso a militantes de partidos à sua esquerda, onde pontua o PCP, que custa rios de dinheiro ao Estado, através de acções de “formação” multimilionárias, de que se alimentam as Centrais Sindicais, mormente a CGTP/in. Estas acções são, a nível sindical, o parente próximo das “novas oportunidades”.

Com verdade mais ou menos contestável, o SEP é a bandeira sindical da CGTP/in, como diz João Proença, ao criticar este SE, por não desempenhar papel idêntico, na UGT. Nessa bandeira o SEP foi banalizando a força reivindicativa dos Enfermeiros, que tanto custou a construir a este SE, sobretudo, com a estreita colaboração do SIPE; foi ainda, consumindo energias em guerras gerais, puxando para os indiferenciados, os Enfermeiros.

Curiosamente, ou talvez não, o representante da FNAM (Federação Nacional dos Médicos) de linha PCP, que tanto influi no comportamento do SEP e da OE, com aquela discrição indetectável, só visível com microscópios de longo alcance, mas cujo espírito se sente e pressente, tem o bom senso de não comprometer a sua Classe Médica, nas arruadas e/ou arruaças, quando o SEP mobiliza para à frente do Ministério da Saúde, onde vai fingir que está contra o cozinhado que vinha a fazer com o tal ex-militante do PCP, dr. Manuel Pizarro, porta de acesso fácil e subordinação militante “sui generis”.

Mas não é só nisto, que a FNAM se não mete e se resguarda; também não milita na “Frente Comum da Função Pública”.Também não pede mesas separadas para as negociações, para negociar legislação comum, como faz o SEP, connosco. Nas negociações, a FNAM senta-se ao lado do SIM (Sindicato Independente dos Médicos), antigamente mais próximo da OM e, hoje, não tão próximo, provavelmente…

O resultado é que as negociações da Classe são os reflexos do interesse dos Médicos, independentemente da sua militância ou simpatia política. Mas se assim é, importa saber descobrir quem e com que interesses escuros, empurra os Enfermeiros para mesas separadas.

Não é preciso ir a Cacilhas ou à Lourinhã, para obter estudos especializados, que permitam saber quem e porquê está a empurrar os Enfermeiros, para áreas que não são suas, como esta de serem os tutores dos desvalidos, por muito respeito que nos mereçam e merecem certamente.

É indiscutível e está à vista, quem são os mentores desta estratégia e a quem não convém deixar colar os Enfermeiros ao pelotão da frente, transformando-os numa espécie de carro-vassoura.

Depois do desastre, vou obrigá-los a falar a verdade do que fizeram aos Enfermeiros, em termos de Carreira e tabela salarial, neutralizando, na passada, os nossos esforços de correcção de erros propositados, para nos rebaixarem, como foi o caso desta portaria de avaliação de desempenho. O trabalho de décadas, ao serviço da Enfermagem, exige-me a denúncia dos que nos têm estado a puxar para baixo e porquê, doa a quem e o que doer, sobretudo àqueles, acima enunciados, que estão a abusar da ingenuidade de alguns dirigentes de entidades, que representam Enfermeiros, para manterem a Enfermagem abaixo do nível a que tem direito.

A nossa Classe não merece tais dirigentes.

É oportuno que cada Enfermeiro, tenha o nível profissional que tiver, pense nisto, seriamente, pois a sua vida profissional depende da correcção destas anomalias.

A Constituição da República Portuguesa proíbe, desde 1976, a Unicidade Sindical. Por isso, os que defendem o Sindicato único, para os Enfermeiros, sabem que isso não é, legalmente possível, no nosso país. Neste ponto, não se aceitam lições de quem quer que seja, pois essa ideia do Sindicato Único (ao serviço do PCP, seria o seu objectivo), não é nova e nasceu no Norte. De 1945 a 1957, o Norte promoveu o Sindicato Único dos Enfermeiros. Como a lei dizia que os Sindicatos Únicos tinham a sede na cidade, onde está a capital do país, Lisboa ficou a protagonizar um dos períodos mais negros e escuros da nossa história sindical. Basta consultar a literatura, pouca, mas elucidativa, da época.

Quem avalia quem, é uma das provas do que esconde a referida portaria.

O controlo da Enfermagem é uma velha aspiração do PCP, mas uma Enfermagem não tão qualificada, para não atrapalhar, com legitimidade, outros que fazem parte das elites pensantes do Partido.Cedo começaram a dinamização cultural, na Enfermagem, nas escolas pós-básicas.

Mesmo aqueles/as que choraram no meu ombro e a quem impedi saneamentos políticos (os próprios sabem quem são), deviam ter sido mais corajosos e não se prestarem a fingir papéis para os quais não estavam, nem estão configurados, dadas as suas conotações (que não as minhas) e compromissos com a “Outra Senhora” no dizer de Nicolau Bryner.

Formaram uma “elite” de 2º nível, que tem vindo a fazer o que pode, sob o meu olhar atento, na senda do controlo da Classe.

Por isso detectei, com relativa facilidade, as manobras cozinhadas pelo SEP/OE, conluiados com o famigerado Dr. M. Pizarro, antropófago da Enfermagem, de que o “vogal enfermeiro de conselho clínico de ACES”, feito director enfermeiro, é um exemplo bastante, transformado em rabo de fora, do gato escondido. Antes que se instalem os “papões da direita”, o SEP preparou com o dito ex-militante do PCP, reconvertido em socialista, o golpe sobre as carreiras, porque a ambos interessava que Enfermagem, nomeadamente as respectivas chefias fosse(m) voláteis e dóceis, como as mariposas de vida curta.

Como são monitores de focos luminosos, que desconhecem, porque estão bem escondidos, por um lado, dizem que o novo Governo quer privatizar a saúde, dizia e redizia o maior – o “falecido”; mas por outro lado, criaram e ajudam a criar condições para que a medicina privada se instale, assente em salários de miséria dos Enfermeiros, que o SEP negociou, como está dito e redito, por nós, com provas. Basta compara a tabela proposta pelo SEP com a que foi publicada no DL 122/09, anzol de votos.

Prezados Colegas e Leitores esporádicos, vamos ter uma luta titânica, pela frente, para que os Enfermeiros voltem a acreditar em si; na sua imprescindibilidade, no seu valor, no seu carácter, mas para isso temos de refazer muito do que está mal.

Quem nos ajuda a si ajuda!

Como dizem os prestadores de paliativos, “enquanto há vida, há esperança” e a esperança foi a única coisa que a Pandora conseguiu reter, no seu vaso, presente envenenado, segundo reza a lenda. Mas esta esperança não é das de esperar sentado; temos de agir, no sentido que mais nos convém"


In: http://www.enfermeiros.pt/content/view/1030/1/