Autor Tópico: Risco de suicídio  (Lida 3334 vezes)

Offline Shirley Afonso

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Risco de suicídio
« em: Novembro 13, 2006, 22:26:12 »
Risco de suicídio, pelo NANDA = define com risco de lesão auto-infligida, que leva a risco de vida.

Em geriatria, o suicídio é um real e sério risco entre pessoas deprimidas. Presente em muitos idosos e de difícil detecção... sabem disfarçar muito bem. A taxa de suicídio aumenta com a idade e é mais alto entre os homes brancos idosos, conforme (Corin, 1996)....


Como enfermeiros devemos estar atentos para todas as ameaças de suicídio do idoso e devem ser levadas a sério, descartando que eles apenas estão querendo atenção ou tem algum problema cognitivo e mental. E isso deve ser detectável o mais breve possível e promover um plano de ação para interromper este ciclo, mesmo estando o idoso distante de nós.

Agora pergunto:
Vocês, Enfermeiros. Me digam como é a sua atuação diante de um fato parecido presensiável? De acordo com a SAE (sistematização da assistência de enfermagem) como é a intervenção de vocês?

Agradeço, desde já a contribuição e fico na expectativa de respostas, porque aqui no Brasil este assunto é muito polemizado e eu gostaria de compartilhar com vocês.
quot;Todo o bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque não passaremos duas vezes pelo mesmo caminho."

Offline enfsergio

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Suicídio em Idosos
« Responder #1 em: Novembro 14, 2006, 20:40:26 »
Por solidão
2002/03/16 | 07:00 ||  Cláudia Rosenbusch  
Metade dos suicídios são praticados por idosos: porque ninguém faz nada pelos mais velhos
O suicídio nos idosos deve ser já considerado «um problema de saúde pública» em Portugal. Esta é a principal conclusão de um estudo que a Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS) vai apresentar este sábado em Condeixa-a-Nova.

Um trabalho liderado por Francisco Alte da Veiga, que sublinhou ao PortugalDiário o decréscimo nas taxas de suicídio nos últimos anos. «Mas fundamentalmente à custa da sua redução nos grupos etários mais jovens. Porque os valores nos idosos se mantiveram, infelizmente, quase inalterados».

Os números mais recentes, apresentados neste estudo, referem que entre 1996 e 1999 registaram-se cerca de 540 suicídios por ano, metade deles praticados por pessoas com mais de 60 anos.

Comparados os valores com os registados no período 1991/1995 verifica-se, agora, um decréscimo médio de 29 por cento no número global de suicídios.

Mas no Alentejo, península de Setúbal, região do Oeste e ilhas o decréscimo é inferior a 20 por cento. No Alentejo a média é 42.7 suicídios por 100 mil habitantes. «Se fosse um país, seria ultrapassado apenas pelos Estados de Leste», referiu o professor.

Pelo contrário, a Grande Lisboa e o Algarve registaram decréscimos superiores a 35 por cento.

«De Tomar para cima as taxas são, uma vez mais, inferiores à média nacional», refere Alte da Veiga, sem esconder a dificuldade em encontrar explicações: «É assim desde sempre. Não me pergunte porquê».

Em termos numéricos o suicídio jovem é reduzido (nove casos, em Lisboa, em 1998, contra 76 em idosos) «mas deverá ser tido em conta na prevenção». É que, acrescenta Alte da Veiga «apesar de não ter havido um programa integrado de prevenção para os jovens, não é de excluir que as acções de formação nas escolas tenham contribuído para este decréscimo».

Apresentados os números, o responsável da SPS conclui que «é mais facil perceber a manutenção do número de suicídios nos idosos do que a sua redução nos jovens». Isto porque «é notória a falta de suporte social e a solidão em que vivem os mais velhos».

Sociedade civil mobiliza-se para encontrar soluções

Alguém disse um dia que «o grau de civilização de um povo se avalia pela maneira como trata os seus idosos». Isabel Bacelar, professora reformada, percebeu depressa que «o Estado não faz nada pelos mais velhos» e tratou ela própria de arranjar soluções. Recentemente inaugurou o Instituto Cultural Porto Sénior, na cidade Invicta, «tendencialmente destinado aos mais idosos mas sempre de portas abertas para os mais jovens».

Isto porque «não é difícil perceber as elevadas taxas de suicídio nos idosos. As pessoas sentem-se inúteis e sós. O objectivo da instituição é valorizá-las».

A ideia é manter os idosos em actividade «ministrando cursos de teatro, informática, direito, psicologia, natação, entre outros».

Além disso, «organizamos visitas pela cidade, forúns de reflexão e até estamos a criar uma bolsa de consultores». Que o mesmo é dizer «perguntamos aos idosos o que sabem fazer e adequamos essas capacidades às necessidades das instituições».

O instituto é financiado pela Associação Cultural Porto Sénior, que «há três anos anda a pedir apoios a diversas entidades públicas», mas sem sucesso.

Os apoios não chegaram mas Isabel Bacelar não baixou os braços. «Avançamos, assim mesmo. Se o Estado abandona os mais velhos, nós aqui tratamos de os manter activos».

in: http://www.portugaldiario.iol.pt/especi ... _id=115012

Offline enfsergio

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Suicídio II
« Responder #2 em: Novembro 14, 2006, 20:44:09 »
Portugal tem das menores taxas de suicídio da Europa

Portugal é dos países europeus que tem das mais baixas taxas de suicídio, com uma média anual de seis em cada 100 mil habitantes, revelou esta quarta-feira o presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS).

Segundo o psiquiatra Bessa Peixoto, os dados referem-se ao período compreendido entre 1996 e 2000 e são muito semelhantes aos restantes países do Mediterrâneo, contrastando com os do Norte, Centro e Leste Europeu, que revelam taxas mais elevadas.

O presidente da SPS falava à agência Lusa à margem das 12ª Jornadas de Saúde Mental do Algarve, que começaram hoje e se prolongam até sexta-feira e onde foi lançado o livro «Comportamentos Suicidários em Portugal».

A obra, editada pela SPS e com um total de 500 páginas, reúne contributos de 27 especialistas portugueses, entre médicos, enfermeiros, sociólogos, psicólogos e outros profissionais.

De acordo com o psiquiatra, se no continente europeu a taxa de suicídios diminui de Norte para Sul, em Portugal continental passa-se o inverso, com os suicídios a registarem-se mais nas regiões do Sul.

O fenómeno pode ser explicado pela solidão e desertificação próprias do Sul do País, a par de uma maior religiosidade no Norte, que funciona como um factor protector, observa Bessa Peixoto.

Apesar de serem as mulheres quem mais tenta o suicídio, são os homens que mais o consumam, sendo que os suicídios masculinos representam o triplo dos femininos: uma média de 9,4 por 100 mil habitantes contra 2,8 nas mulheres. Outro dado transversal na temática, refere Bessa Peixoto, é o facto dos idosos se suicidarem mais, não se podendo, contudo, traçar um «perfil» do suicida, já que o acto é originado por uma série de factores.

«É difícil apontar uma causalidade específica porque existe sempre uma constelação de factores», disse, salientando que as doenças psiquiátricas e estados depressivos podem potenciar o suicídio.

De acordo com o psiquiatra, os dados relativos ao suicídio têm-se mantido estáveis e a grande aposta agora deve ser estimular a investigação numa perspectiva de prevenção.

Coordenador da consulta de prevenção do suicídio do departamento de Psiquiatria do Hospital de S. Marcos, em Braga, Bessa Peixoto congratula-se pelo aumento do número destas consultas que se vem verificando em Portugal.

Diário Digital / Lusa

in: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=225127

26-04-2006 17:22:00