Autor Tópico: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.  (Lida 9273 vezes)

Offline Tininha

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 113
    • Ver Perfil
Notícia avançada hoje (em Áudio), pela Antena 1.

País:
Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação:
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência, Ricardo Rocha, aplaude a contratação de 87 técnicos de ambulância, mas avisa que é preciso dar formação a estes profissionais. É desta forma que os técnicos reagem ao anúncio feito à Antena 1 pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Miguel Soares Oliveira, de abertura de concurso para quase 90 técnicos de ambulância.


Para ouvir o "Áudio":
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Tecnicos-de-Ambulancia-de-Emergencia-pedem-mais-formacao.rtp&article=404533

2011-01-06 08:32:51

Offline Nunoenf

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 67
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #1 em: Janeiro 12, 2011, 02:01:27 »
que façam como os GRANDES TÉCNICOS DE SAÚDE DO NOSSO PAÍS, embora não reconhecidos, mas que tirem um curso de 4 anos e que sejam responsaveis pelo que fazem pois temos muito boa gente como TAE que pouco ou nada sabem de saúde e pensam que ja são Enfermeiros...

Offline Tininha

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 113
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #2 em: Janeiro 20, 2011, 18:37:31 »
Preocupa-me a situação da nossa profissão neste contexto...

Parece-me que existe a vontade de criar um curso à semelhança do que existe nos EUA. Contudo a realidade daquele país não se assemelha à nossa, e temo que o poder político decisor, a pensar no $$$, não tenha em conta este e outros factores, que poderão modificar o pré-hospitalar de uma forma que não me agrada.

Offline Tininha

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 113
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #3 em: Janeiro 20, 2011, 22:38:10 »
Comunicado conjunto da Ordem dos Enfermeiros e do STAE:

Para visualizar o resultado da reunião entre a OE e o STAE, que decorreu no dia 12 de Janeiro de 2011 na cidade de Lisboa, clicar na ligação que se segue abaixo...

http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Documents/2011/ComunicadoSTAE_OE_VF.pdf

Offline persepolis

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 736
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #4 em: Janeiro 21, 2011, 22:38:36 »
Nao esta errado eles pedirem formacao uma vez que tem o pre hospitalar na mao...

E lamentavel e que este campo nao tenha acompanhado o desenvolvimento dos cuidados de saude imperando sempre a filosofia do desenrasque....

A minha maxima: a pessoa merece ser cuidada e assistida ao mesmo nivel de competencia e qualidade que e assistida intra hospitalar! Se este tipo de mensagem passasse e todos fossemos educados a reflectir criticamente um pouquinho mais poderia ter sido feito e quica conquistado!
"We know that while living we are more or less exposed to envy ...
but after our death our enemies no longer hate us "
Demóstenes

Offline Tininha

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 113
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #5 em: Maio 06, 2011, 11:44:09 »
Citação de: *PerséPolis*

A minha maxima: a pessoa merece ser cuidada e assistida ao mesmo nivel de competencia e qualidade que e assistida intra hospitalar! Se este tipo de mensagem passasse e todos fossemos educados a reflectir criticamente um pouquinho mais poderia ter sido feito e quica conquistado!


Por essa razão, maior ênfase e prioridade deveria ser dada à nossa classe profissional, contributo inestimável - mas muitas vezes ignorado e desprezado - para qualquer pessoa, em qualquer fase da vida, que atravesse um momento de doença, seja súbita ou crónica.

Os enfermeiros poderiam ter outro destaque na área do pré-hospitalar, não só no INEM, mas tb noutras instituições que prestam socorro numa primeira instância, tal como a Cruz Vermelha e os Bombeiros. Contudo a minha experiência diz-me que os colegas com grande prática no campo de situações complexas em saúde - tais como urgências, emergências e intensivos - que eventualmente poderiam melhorar esta área do atendimento à pessoa em situação crítica, não estão dispostos ao voluntariado, que é o modelo vigente de trabalho da maioria...

Assim, abre-se caminho a pessoas que estão dispostas a "agarrar" esta área e que, na sua legitimidade, irão tentar progredir cada vez mais.

Offline persepolis

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 736
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #6 em: Maio 07, 2011, 02:23:14 »
Citação de: Tininha
Citação de: *PerséPolis*

A minha maxima: a pessoa merece ser cuidada e assistida ao mesmo nivel de competencia e qualidade que e assistida intra hospitalar! Se este tipo de mensagem passasse e todos fossemos educados a reflectir criticamente um pouquinho mais poderia ter sido feito e quica conquistado!


Por essa razão, maior ênfase e prioridade deveria ser dada à nossa classe profissional, contributo inestimável - mas muitas vezes ignorado e desprezado - para qualquer pessoa, em qualquer fase da vida, que atravesse um momento de doença, seja súbita ou crónica.

Os enfermeiros poderiam ter outro destaque na área do pré-hospitalar, não só no INEM, mas tb noutras instituições que prestam socorro numa primeira instância, tal como a Cruz Vermelha e os Bombeiros. Contudo a minha experiência diz-me que os colegas com grande prática no campo de situações complexas em saúde - tais como urgências, emergências e intensivos - que eventualmente poderiam melhorar esta área do atendimento à pessoa em situação crítica, não estão dispostos ao voluntariado, que é o modelo vigente de trabalho da maioria...

Assim, abre-se caminho a pessoas que estão dispostas a "agarrar" esta área e que, na sua legitimidade, irão tentar progredir cada vez mais.

e exactamente essa a minha linha de pensamento na frase que a colega "pegou". Eu fiz voluntariado e a experiencia que tive e que os menos formados nao aceitam nem querem dar o braco a torcer para o pessoal que poderia dar algum avanco e conquista do campo re hospitalar...
"We know that while living we are more or less exposed to envy ...
but after our death our enemies no longer hate us "
Demóstenes

Offline AddSilva

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 82
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #7 em: Junho 04, 2011, 10:05:23 »
No seguimento dos posts colocados neste tópico, está em marcha uma reforma no funcionamento das VMERs e SIVs. A principal medida é poupar custos... e fica o caminho aberto para as pretensões dos TAEs, com prejuízo para os utentes.

Offline mariamariamaria

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 926
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #8 em: Novembro 16, 2011, 20:47:52 »
Olá,

Não me admira este tópico, nem tão pouco me indigna... É só uma resposta à apatia geral da Enfermagem.

Ordem e sindicatos, que nos levam uma parcela do vencimento são responsáveis por inúmeras situações de crise na nossa profissão.

Menos congressos internacionais e mais intervenção na vida daqueles que pagam todos os meses, não para financiar viagens mas para uma observação cuidadosa da nossa realidade, hoje. Mas é HOJE MESMO.

Abraço

Offline fsonecas

  • Novato
  • **
  • Mensagens: 8
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #9 em: Janeiro 21, 2012, 18:32:38 »
Citação de: "AddSilva"
No seguimento dos posts colocados neste tópico, está em marcha uma reforma no funcionamento das VMERs e SIVs. A principal medida é poupar custos... e fica o caminho aberto para as pretensões dos TAEs, com prejuízo para os utentes.


SE HOUVER realmente formaçao para os TAE's, porque havera prejuizo para os utentes, caro addsilva?

Offline HMartinho

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 46
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #10 em: Fevereiro 11, 2012, 19:55:14 »
Como tripulante de ambulância que sou, e como futuro Enfermeiro que pretendo ser, permitam-me que deixe aqui a minha opinião.

Sou a favor da criação dos TEPH, mas em moldes bastante específicos, e não como os que estavam designados na primeira proposta criada pelo  STAE. No  entanto, como todos nós podemos calcular, seria impossível colocar um Enfermeiro em cada ambulância, seja do INEM, bombeiros, CVP etc. Daí a que eu ache existir uma necessidade acrescida de formar Paramédicos (Técnicos de emergência pré-hospitalar), sem de forma alguma retirar Enfermeiros do PH. Por exemplo, a nível de medicação, técnicas de controlo da via aérea, etc.

Porque não criarmos TEPH que tripulem as ambulâncias SBV, SIV em conjunto com um Enfermeiro, e nas VMER como 3º elemento?

Todas as ambulâncias de SBV deviam ser munidas das seguintes medicações, com autorização do Médico CODU para o TEPH administrar:

- Aspirina (oral) para suspeita de EAM.
- Nitroglicerina (spray) para angina do peito, algumas crises hipertensivas, EAP de origem cardíaca.
- Labetalol (oral) para crises hipertensivas.
- Paracetamol (oral/rectal) para hipertermia, convulsões febris.
- NaCl 0,9% (EV) para hipovolémia.
- Soro glicosado (EV) para hipoglicémias.
- Salbutamol (inalação através de nebulizadores) para exacerbações de asma ou DPOC.
- Adrenalina (caneta auto-injectora) para choque anafiláctico
- Carvão activado (oral) para algumas intoxicações.
- Naloxona (intra-nasal) para overdose de narcóticos.
- Difenidramina (I.M.) para choque anafilático.
- Entonox (inalação) para analgesia. Não sei qual o nome em português, mas o entonox é muito  usado em equipas pre-hospitalar na Austrália, Nova Zelândia e EUA, onde até os EMT-B's podem administrar (equivalente ao nosso TAS/TAE). É uma mistura de 50% de oxido nitroso e oxigénio. Estudos comprovam que o entonox tem o mesmo poder analgésico da morfina, e é muito mais seguro.

Eu compreendo a posição dos Enfermeiros em relação à colocação de cateteres venosos periféricos, daí a que não concordo com o uso de medicação endovenosa pelos TEPH, excepto no caso do NaCl a 0,9% e soro glicosado. Imaginem a seguinte situação:

Um paciente cortou-se, e tem uma hemorragia venosa activa à vários minutos, não responde aos métodos de compressão directa, elevação do membro, aplicação de gelo ou compressão manual indirecta à distância. Está a ficar cada vez mais hipotensivo e letárgico, com sinais claros de hipovolémia. SIV fica a 30 minutos, VMER não existe na zona. Vamos deixá-lo morrer? Porque raio não pode um socorrista devidamente formado, colocar uma linha intravenosa, e iniciar soroterapia de infusão rápida?

Outra situação:

Um doente apresenta-se inconsciente, pulso rápido e fraco. O familiar que presenciou o "desmaio" diz que o doente é diabético. Pesquisa da glicémia capilar mostra uma glicose de 60 mg/dL. Porque raio é que vamos ocupar uma VMER ou uma SIV só para vir administrar um soro glicosado? Não se esqueçam, enquanto a VMER ou a SIV estão ocupados com a "simples" hipoglicémia, pode haver uma criança que foi atropelada, apresenta uma escala de coma de glasgow a 3, e necessita de uma intubação endotraqueal urgente. Vamos deixar os Enfermeiros e Médicos das SIV e VMER's para as urgências reais!

Um ponto em que não concordo com a proposta de actuação dos TEPH, é a intubação endotraqueal. Esta técnica requer muita prática, e muitas vezes até Médicos e Enfermeiros formados têm dificuldade em colocar correctamente o tubo. Existem outras alternativas, como a máscara laríngea, o combitubo  e a king airway (desculpem mas não sei o nome em Português ::)).

A emergência médica em Portugal precisa evoluir. Apesar do SIEM português ter sido elogiado no dia europeu 112, e ser considerado dos melhores do mundo. A isso deve-se ao nosso sistema com Médicos e Enfermeiros inseridos, que prestam um SAV de qualidade no entanto, Portugal não é só Lisboa e Porto, e precisamos de formar técnicos muito mais diferenciados na sua prática profissional, para salvaguardar a vida do doente nos casos Life-threatning, quando um Enfermeiro ou um Médico não  pode estar presente.

Offline Propofol

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 186
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #11 em: Fevereiro 24, 2012, 09:49:42 »
Há alternativas ao soro glicosado que não implicam uma punção venosa, nomeadamente a glicagina (glucagon).

Acho que é importante pensar em diversos aspectos quando se levanta esta discussão.
Primeiro pensar se, e isto requer um estudo complexo, o tempo médio de viagem do transporte dos utentes pelas ambulâncias de SBV é assim tão longo que requeira que estes tenham um acréscimo de competências.
Segundo acho importante pensar na lógica dos meios de emergência médica, neste momento temos SBV, SIV e SAV (VMER). Cada um deles tem critérios de activação específicos e, parece-me, bem definidos de acordo com as competências dos profissionais que constituem cada um dos meios, parece-me mais pertinente o aumento do número de meios, nomeadamente SIV e VMER (uma vez que SBV tem uma boa cobertura a nível nacional), do que uma mistura de competências entre os diferentes profissionais.
Terceiro a administração de terapêutica não é tão simples que possa parecer, aos enfermeiros é-lhes exigido que conheçam pormenorizadamente cada um dos medicamentos que administram, saber as indicações, contra-indicações, efeitos adversos, tempos de acção, picos de acção, dosagens máximas, etc. para que a administração dos mesmos possa ser feita nas melhores condições. Para além disso é-lhes exigido que saibam reconhecer reacções adversas aos mesmos e agir no surgimento destas. Isto, embora possa parecer simples, requer muito tempo de estudo, requer muita segurança naquilo que se está a fazer e uma grande capacidade de raciocínio crítico treinado para este tipo de situações. Algo que não se aprende em meia dúzia de horas e que requer treino em contextos reais, como os ensinos clínicos.
Posto isto, acho também importante explicar que o que seria dado aos técnicos de ambulância não seria mais do que a "permissão" para executarem a tarefa e nunca a função da administração de terapêutica, coisas distintas.
Já agora ambulâncias de Suporte Básico de Vida, são isso mesmo, meios de suporte básico. Servem para prestação de primeiros socorros em situações de traumatismo e para realização de manobras de suporte básico de vida em caso de paragem cardiorespiratória, o que não pressupõe a administração de nenhum tipo de terapêutica.

Quanto às suas questões, HMartinho:

No primeiro caso, se a SIV demora 30 minutos até ao local, a ambulância demorará mais ou menos o mesmo tempo do local para a SIV, se um meio for ao encontro do outro já se poupa metade do tempo. Contudo é importante ter noção de que em situações de hemorragia não basta a administração de um expansor de volémia, sendo que o soro fisiológico isotónico nem deverá ser a primeira eleição, é necessária também a administração de terapêutica anti-hemorrágica. (Até porque uma hemorragia venosa que não é controlável por compressão directa, compressão distal, elevação e aplicação de frio não deve ser muito comum, a menos que seja em doentes hemofílicos ou anticoagulados, sendo que nestes também não é com administração de fluidoterapia que se vai resolver o problema, embora o possa retardar logicamente. A punção venosa de uma vítima de choque é de extrema dificuldade e requer "alguma" experiência.

Devemos ocupar uma VMER ou SIV com hipoglicémias, uma vez que a hipoglicémia nem sempre é somente uma hipoglicémia, para além disso a resposta à mesma por parte da SIV ou VMER pode dispensar o utente de uma deslocação ao serviço de urgência, prevenindo a saturação destes.

No entanto concordo parcialmente com a sua opinião, e a administração de terapêutica oral ou subcutânea por parte dos técnicos de ambulância de emergência não me causa qualquer prurido, uma vez que até os próprios utentes são ensinados para a realização das mesmas de forma autónoma.

Offline BV1

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 70
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #12 em: Fevereiro 24, 2012, 14:53:12 »
Caro colega
Propofol
Discordo do seu último parágrafo. Só queria alertar que: Uma coisa é o auto-cuidado, outra, os cuidados prestados a outrem. Isso faz toda a diferença, em todas as suas dimensões!...Não podemos confundir!
E temos que ter pruridos sim!...só não os temos se a medicação for adequada e á hora certinha!...


HMartinho
O Sr diz: “Como tripulante de ambulância que sou, e como futuro Enfermeiro que pretendo ser”. Realmente as siglas TAE significam tripulante (de condutor e ajudante deste) de ambulância de emergência.
Acredito realmente que os Sr.s TAE precisem de mais formação…., só que essa formação deve versar sobre áreas da sua competência, (condução e segurança)!...
Cuidados de enfermagem!... Estão cá os enfermeiros, pois são as pessoas legalmente habilitadas a prestá-los com idoneidade e segurança.
Duvido que essas propostas, vão por diante. Na remota hipótese de irem, convido todos os colegas que trabalham em serviços de urgência ou outros a notificarem formalmente todas as práticas que ponham em causa segurança, a integridade e vida dos doentes.
Sabem colegas: Não é só preciso querer, é fundamentalmente preciso saber!...
Cordiais cumprimentos

Offline Mauro Germano

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 2218
    • Ver Perfil
    • http://saudeeportugal.blogspot.com
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #13 em: Fevereiro 24, 2012, 14:57:39 »
Tal como prometido...

"Os enfermeiros que participem em ações de formação, estágios ou no acompanhamento de técnicos que exercem na área da Saúde «incorrem nas implicações previstas no Estatuto da OE e no seu regimento disciplinar». Esta é uma principais conclusões de uma Tomada de Posição emitida pelo Conselho Diretivo da Ordem dos Enfermeiros. No documento também se afirma que a OE vai «chamar à responsabilidade qualquer instituição ou entidade que, de forma arbitrária, viole princípios consagrados, no que se refere ao direito do cidadão a cuidados seguros e ao enquadramento legalmente instituído para o exercício da profissão de Enfermagem»."

Continua...

In : http://www.ordemenfermeiros.pt/comunica ... macao.aspx

Offline HMartinho

  • Membro
  • ***
  • Mensagens: 46
    • Ver Perfil
Re: Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação.
« Responder #14 em: Fevereiro 27, 2012, 03:08:00 »
Vejam o caso dos EUA. Eles têm paramédicos que, em muitos estados, têm uma formação de apenas 6 meses. Sou a favor? É  claro que não, mas não deixam de ser competentes no trabalho  que fazem. Noutros países, como UK, Austrália, NZ,etc, a formação do paramédico ultrapassa os 3 anos.

No caso de hemorragias venosas, poderá não ser assim tão comum, mas já vi acontecer. Não falei nos pressores porque, como é lógico, seria algo que na minha opinião está muito longe das competências de qualquer TEPH. Para o desenrasque, o NaCl 0,9% já não seria mau...

Como disse, existe medicações em que não vejo qual o mal, desde que sob orientação do Médico do CODU, mas pessoalmente, dou muito mais importância à intubação com recurso a máscaras laríngeas ou combitubes, onde sinceramente, por mais que puxe pela cabeça, não  vejo qual o mal do TEPH/TAE/TAS o que lhe queiram chamar, fazer.

Depois,  as principais funções do  tripulante de ambulância é salvaguardar pela vida, e pelo conforto e bem-estar do doente. Aqui está o maior paradoxo, pois como é que aliviamos o sofrimento muitas vezes causado pela dor, se não podemos administrar analgésicos? Como é óbvio, não estou a falar de opiácios ou derivados mas sim de uma simples  mistura de 50% óxido nitroso, com 50% de O2.

As competências dos TAS precisam evoluir. Da mesma forma que existem países onde um Enfermeiro não pode fazer uma punção venosa, sob pena de ir parar à cadeia, e que não faz sentido algum, também não faz sentido que um TAE tenha uma prática profissional tão limitada, quase ao tempo do "chega, pega e arranca"!