Autor Tópico: Medicação na cabeceira...  (Lida 6147 vezes)

Offline Roten_Boy

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Medicação na cabeceira...
« em: Setembro 08, 2006, 16:27:59 »
Fala-se de Alzheimer nos idosos e de outras patologias mentais... mas continua-se nos serviços, por exemplo, de medicina, a deixar o comprimido da manhã e o comprimido do almoço e por aí fora na cabeceira... "para tomar depois da refeição"... "então sr. X, já tomou o comprimidozito" ?

Quem nos garante que o tomou?

É certo que há um risco mais acentuado da população idosa serem "apanhados pela sombra da solidão" e alguns até quererem por termo à sua vida... verifica-se nesta faixa etária maiores alterações psiquiátricas...

Como vamos garantir que tomaram? Não se devia administrar a medicação ou estar presente nela?

Em doentes conscientes e independentes apenas se faz a pergunta, mas ninguém nos garante que tomaram, só estando presente. Depois a medicação ou dosagem é alterada com base em informação errada.

Talvez fosse necessário um rácio maior de enfermeiros em relação aos doentes do serviço...

Offline enfsergio

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Erro
« Responder #1 em: Setembro 08, 2006, 22:46:58 »
É um erro enorme deixar a medicação nas mesinhas de cabeceira. Ninguém garante que os idosos tomem a medicação. Tantas vezes fica lá a medicação esquecida, e pq depois o idoso faz a medicação 2id ou 3id, qd lá vamos colocar de novo a medicação PO e damos lá com o comprimido, lá vai um para o lixo, e lá fica o idoso sem uma toma. Enfim...
Está mal...
Está errado...
Sugestões para não voltar a errar?

Offline carlosmano

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Re: Erro
« Responder #2 em: Setembro 09, 2006, 23:02:00 »
Citação de: "enfsergio"
É um erro enorme deixar a medicação nas mesinhas de cabeceira. Ninguém garante que os idosos tomem a medicação. Tantas vezes fica lá a medicação esquecida, e pq depois o idoso faz a medicação 2id ou 3id, qd lá vamos colocar de novo a medicação PO e damos lá com o comprimido, lá vai um para o lixo, e lá fica o idoso sem uma toma. Enfim...
Está mal...
Está errado...
Sugestões para não voltar a errar?


Caindo no risco de parecer idiota... porque não alterar o horário da medicação para depois da refeição... e aí o enfermeiro faz o que deve: Administrar a terapêutica prescrita.
O comodismo das nossas rotinas prejudica a qualidade dos cuidados... mas também há o problemas das dotações... mas que não explicam tudo...
Pah, é apenas uma ideia!
Cumprimentos a todos!

Offline enfsergio

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Medicação e Medicação
« Responder #3 em: Setembro 10, 2006, 18:24:15 »
Há medicação que tem que ser tomada antes das refeições, outras durante e outras depois. Mas o colega sabe que com a falta de pessoa que há costumamos deixar em cima das mesinhas de cabeceira e dizer Sr. X não se esqueça que este medicamento és antes, este durante e este depois. O que se verifica? Que quando se levantam os tabuleiros está a medicação toda por tomar,ou o doente confundiu as indicações e baralhou a toma. O ideal era que õ racio enfermeiro/doente fosse o ideal. É impossivel por exemplo no meu serviço controlar os lanches e jantares dos doentes com 3enfermeiros para 33doentes. É impossivel.
Não sei como é no seu serviço...mas gostava de saber.
E nunca esquecer que é com os nossos erros que aprendemos.

Offline xeli

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Medicação na cabeceira...
« Responder #4 em: Setembro 12, 2006, 02:07:16 »
Vou contar 2 episodios que ocorreram num serviço onde estagiei, que envolvem este tema.

Num primeiro, tinha uma colega minha que prestava cuidados a um Sr. na casa dos 60, aparentemente lúcido, consciente, orientado e independente.
Pelo menos nós como alunas de enfermagem temos a "obrigação" de na hora da medicação nos certificarmos que esta foi tomada devidamente, e no caso da per-os, até fornecer o copo com agua e solicitar que o comprimido seja tomado no momento. E caso o doente não se encotre, volta para traz e assim que possível então é feita a administração dentro dos conformes.
Mas esse Sr. um certo dia ficou realemtne exaltado, por a minha colega assistir diáriamente e nas horas em questão À tomada da medicação oral, afirmando não ser nenhuma criança, que não queria mais estagiárias, pois pareciam umas sentinelas que mais parecia que o vigiavam, e que ele não era nenhum bebe nem estava a cair p necessitar de cuidados permamanentes e tão cuidadosos...

É que sem comentários...

Uma segunda situação foi de uma Sra. uma idosa À qual era deixada a medicação na cabeceira e perante a não recuperação da mesma, afastou-se a mesa de cabeceira...Txarammmmm lá estavam eles, os comprimidos tinham sido estratégicamente escondidos.

Eu defendo, mesmo com a pessoa no seu perfeiito juizo, que a administração de terapêutica per-os não deve ser desvalorizada e deve ser igualmente supervisionada pelo enfermeiro.
Alguns pensam que para se ser amigo basta querê-lo, como se para se estar são bastasse desejar saúde...

Offline carlosmano

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Medicação na cabeceira...
« Responder #5 em: Setembro 12, 2006, 15:34:16 »
Caro colega, não querendo parecer que sou dono da verdade... e desde já dizendo que não é o que se passa no meu serviço. Embora eu quisesse...
Na minha opinião cada enfermeiro deveria preparar e administrar a medicação a todos os doentes que se encontrem a seu cargo... logo no seu serviço seriam 11 doentes... será mesmo impossível? Difícil talvez... mas impossível não me parece. Porque não administrar por fases... primeiro a medicação que tem que ser antes, seguida da que tem que ser durante e finalmente a que deve ser após.... será que a perda de tempo seria assim tão grande? Só experimentando!
Na minha opinião, o grande problema é a facilidade com que nos habituamos às rotinas! E contra mim falo... Mas esta é uma questão que dever ser colocada no seio da própria equipa, e dentro da mesma tentar encontrar soluções!
Podem-me acusar de ser um sonhador, um lírico... talvez! Mas a humanidade evoluiu porque houve gente que sonhou... lol
Cumprimentos!

Offline enfsergio

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tempo e horas vs condições
« Responder #6 em: Setembro 12, 2006, 16:55:59 »
Para que isso que o colega diz aconteça tem que haver condições de trabalho, como por exemplo aumento dos recursos humanos. O colega se trabalha numa medicina sabe que é impossivel ir dar os medicamentos PO antes, depois durante e a seguir os após. É quase impossivel com 33 doentes e 7/8 enfermeiros na prestação de cuidados directos. Na hora dos almoços a equipa divide-se também para ir almoçar, ficando a assegurar a refeição 3enfermeiros mais 2auxiliares, pois depois existe a volta e todos têm que estar no serviço para a dar, mais as notas de enfermagem que são feitas no fim do turno. Será que assim dá para fazer aquilo que seria mais correcto?Ir de cama em cama antes durante e depois das refeições dando o respectivo comprimido?
É impossível. Claro que temos que dar todos os comprimidos ao doente, explicar e esperar que ele compreenda e os toma. É correcto?Claro que não. Ou então nos doentes não colaborantes, dependentes, deixar em cima da mesinha de cabeceira e esperar que a pessoa que vá dar a refeição tenha o bom senso de olhar para a mesinha e ver os comprimidos e dá-los. É o correcto?Claro que não é.
Lutamos pela perfeição...

Offline sara_loureiro

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..mudança de hábitos???....
« Responder #7 em: Setembro 28, 2006, 21:56:48 »
Curioso....ou não?
Trabalha no mm local de trabalho que o enfSérgio e, de facto debatemo-nos diariamente com a escassez de recursos humaos.....quer dizer actualmente o nosso problema é mais a distribuição equitativa desses recursos pelos diversos turnos!
Concretamente nas tardes, que temos dois horários de visitas, tornam-se turnos cansativos do ponto de vista psíquico, pk somos solicitados a todos os minutos por diversas famílias, quer para fazer perguntas, quer para ouvir queixas....."somos pau para toda a colher"......
NUma das últimas tardes que fiz....em vez de deixar a medicação em cima da mesa de cabeceira, fui distribui-la apenas depois da refeição já estar servida....pois, deparei-me com diversas situações....
Uma doente ainda n tinha começado a comer pq entre os seus 4 comprimidos, tinha um antidiabético oral e, por isso queira tomar antes de comer! UMa familiar sabia que normalamente a medicação já lá estava...."contestou" o atraso emn relação ao habitual e, um doente disse "estava aa ver que hoje se tinham  esquecido da medicação"...
Quer dizer, não é fácil mudar as coisas, os entraves surjem sempre e, nem sempre é mto fácvil de os contronar...ma,s tentei...e, vou continuar a tentar...enqto o serviço permitir....

Offline Shirley Afonso

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Medicação na cabeceira...
« Responder #8 em: Setembro 30, 2006, 19:52:10 »
Eu li apenas a primeira problemática e já me enterponho.

1. Já é de grande responsabilidade do enfermeiro em administrar e acompanhar o tratamento do cliente durante o processo de cura;
2. Faz parte de sua responsabilidade a implementação e evolução dos planos de cuidados planejados.
3. É de responsabilidade do enfermeiro efetuar e concretizar a sistematiação.

Então, em outras palavras, é de grande responsabilidade do enfermeiro supervisionar as ações implementadas por ele. Como efetivar uma ação de cuidado sem a supervisão destas ações? Não falo apenas nos cuidados com as medicações mas também pela atenção de outras condutas...

Por fim, somos responsáveis em estar presentes, no caso levantado, a medicação, para não só comprovar ou observar se o doente fez uso realmente da medicação, mas também para prestar assistência a ele, para se eventual emergência ocorrer, como já comprovado em literatura que o idoso tem diminuição de motilidade intestinal e maior probalidade de aspiração medicamentosa e engasgos.

Acredito, que como enfermeiros devemos estar presentes e se não possível, delegar esta função a uma pessoa capacitada e habilitada e cumprir esta prática que faz parte do processo de cuidar.

Obrigada.
quot;Todo o bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque não passaremos duas vezes pelo mesmo caminho."

Offline enfsergio

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Para Shirley Afonso
« Responder #9 em: Outubro 01, 2006, 12:06:03 »
Shirley Afonso admito que tens toda a razão...na medicação oral devíamos dar e supervisionar a toma da respectiva medicação. Concordo a 100% e foi assim que todos aprendemos na escola. No entanto sabemos que no dia a dia, perante todas as dificuldades é quase impossivel isso acontecer. O rácio enfermeiro/doente não permite que esteja um enfermeiro por quarto a vigiar a toma da medicação antes, durante e após a refeição. Somos 3enfermeiros para 33doentes, e noutro dia de manhã quando cheguei ao serviço tinhamos...35doentes (duas camas no quarto individual e mais uma no corredor). Assim não é possível. Não é humanamete possível estarmos os 3enfermeiros em todos os quartos. São 8quartos de 4camas e 1quarto de 1cama (alguma das vezes com 2 camas), fora os "bónus" que algumas vezes recebemos para o corredor do serviço. É possível? Esforçamo-nos...Tentamos...

Offline Shirley Afonso

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Medicação na cabeceira...
« Responder #10 em: Outubro 01, 2006, 21:32:08 »
Deixa eu te perguntar.

Em sua instituição, são 3 enfermeiros. Tem profissionais formados que atuam para ajudar vocês?





Então realmente sua realidade é muito preocupante, porque você sabe que sua responsabilidade e de outros colegas é muito grande. O risco do processo judicial é alto. Minha opinião, já pensaram em fazer um projeto onde vocês poderiam provar por a+b que é necessário mais enfermeiros para atuar no seu setor? É meu caro colega, assim seu pescoço tá na corda preste a ser puxada. Não estou criticando, entenda, estou muito preocupada e imaginando sua situação que é realmente complicada. Isso deve mudar e logo, por você ser um colega de profissão estou muito preocuda na sua circunstância tão chata, que a administração hospitalar não pensem em vocês. Acredite se pudesse fazer alguma coisa daqui, tenha certeza que faria, até mesmo fazer igual ao 11 de setembro se fosse preciso, rsrsrsrs. Brincadeira. Mas, agora é sério, estou muito preocupada por você está nesta condição tão desumana, não existe condição de ser enfermeiro deste jeito.Eu poderia falar por várias vezes como agir no momento de ser enfermeiro assistencial, mas diante desta realidade, me calo. Desculpa.
quot;Todo o bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque não passaremos duas vezes pelo mesmo caminho."

Offline Shirley Afonso

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Medicação na cabeceira...
« Responder #11 em: Outubro 01, 2006, 21:32:25 »
Deixa eu te perguntar.

Em sua instituição, são 3 enfermeiros. Tem profissionais formados que atuam para ajudar vocês?





Então realmente sua realidade é muito preocupante, porque você sabe que sua responsabilidade e de outros colegas é muito grande. O risco do processo judicial é alto. Minha opinião, já pensaram em fazer um projeto onde vocês poderiam provar por a+b que é necessário mais enfermeiros para atuar no seu setor? É meu caro colega, assim seu pescoço tá na corda preste a ser puxada. Não estou criticando, entenda, estou muito preocupada e imaginando sua situação que é realmente complicada. Isso deve mudar e logo, por você ser um colega de profissão estou muito preocuda na sua circunstância tão chata, que a administração hospitalar não pensem em vocês. Acredite se pudesse fazer alguma coisa daqui, tenha certeza que faria, até mesmo fazer igual ao 11 de setembro se fosse preciso, rsrsrsrs. Brincadeira. Mas, agora é sério, estou muito preocupada por você está nesta condição tão desumana, não existe condição de ser enfermeiro deste jeito.Eu poderia falar por várias vezes como agir no momento de ser enfermeiro assistencial, mas diante desta realidade, me calo. Desculpa.
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Offline Shirley Afonso

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Medicação na cabeceira...
« Responder #12 em: Outubro 01, 2006, 21:32:40 »
Deixa eu te perguntar.

Em sua instituição, são 3 enfermeiros. Tem profissionais formados que atuam para ajudar vocês?





Então realmente sua realidade é muito preocupante, porque você sabe que sua responsabilidade e de outros colegas é muito grande. O risco do processo judicial é alto. Minha opinião, já pensaram em fazer um projeto onde vocês poderiam provar por a+b que é necessário mais enfermeiros para atuar no seu setor? É meu caro colega, assim seu pescoço tá na corda preste a ser puxada. Não estou criticando, entenda, estou muito preocupada e imaginando sua situação que é realmente complicada. Isso deve mudar e logo, por você ser um colega de profissão estou muito preocuda na sua circunstância tão chata, que a administração hospitalar não pensem em vocês. Acredite se pudesse fazer alguma coisa daqui, tenha certeza que faria, até mesmo fazer igual ao 11 de setembro se fosse preciso, rsrsrsrs. Brincadeira. Mas, agora é sério, estou muito preocupada por você está nesta condição tão desumana, não existe condição de ser enfermeiro deste jeito.Eu poderia falar por várias vezes como agir no momento de ser enfermeiro assistencial, mas diante desta realidade, me calo. Desculpa.
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Offline flexorcarpi

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Re: Medicação na cabeceira...
« Responder #13 em: Novembro 04, 2007, 19:32:20 »
8)

Não me querendo intrometer,

será que a medicação nos serviços dos colegas é tão variada que têm esses problemas todos na administração po de medicação?

a experiência que tenho diz-me que as receitas terapêuticas são mesmo isso, nunca repararam que os mesmos médicos receitam sempre as mesmas coisas, a todos os doentes... com patologia semelhante!?

Existe um leque tão variado de medicação que não possa ser dividido em dois grandes grupos: antes da refeição e depois da refeição?

Nos serviços, e já foram alguns, por onde passei nunca tive esses problemas, a medicação que deve ser em jejum, é dada às 7, a outra, fica para as 9, e faço sempre questão de não distribuir medicamentos (isso é o farmaceuttico ;D ;D) mas administrá-los: o doente toma a medicação quando lha dou, e para "facilitar" quando à renitencia... dou-lho já sem involucro (aberto à frente do doente evidentemente).

Temos que saber organizar o nosso trabalho...

Saudações 8)

Offline x_paulito

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Re: Medicação na cabeceira...
« Responder #14 em: Novembro 05, 2007, 17:01:45 »
Um doente autónomo e consciente, é alguém com capacidades e responsabilidade para gerir e cumprir as indicações dadas por um profissional de saúde. Ninguém pode obrigar ou coagir um doente a tomar uma medicação no momento exacto pretendido pelo Enfermeiros, no intuito deste supervisionar a toma, apenas podemos propor. O Enfermeiro é sim, deontologicamente obrigado a prestar todas as informações e indicações claras no sentido do paciente cumprir o plano terapêutico instituido. Cabe ao Enfermeiro avaliar a capacidade do doente em decidir conscientemente e em cumprir indicações. A responsabilidade última é do doente, informado, elucidade e consciente. Tem direito constitucional à decisão sobre si, mesmo quendo estas decisões são nefastas à sua saúde, e tem direito a recusar tratamentos mesmo sem conhecimento dos profissionais de saúde. Tem direito a decidir se quer tomar  os comprimidos com o enfermeiro presente ou não.
No caso de pacientes com incapacidade de cumprir o regimen terapêutico de forma responsável, o enfermeiro deve obrigatoriamente responsabilizar-se pelo cumprimento do plano.
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