Autor Tópico: Relação Auxiliar \ Enfermeiro  (Lida 18318 vezes)

Offline enfsergio

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equipa interdisciplinar e multidisciplinar
« Responder #45 em: Novembro 04, 2006, 18:01:40 »
Trabalhamos numa equipa interdisciplinar e multidisciplinar. Para a realização de um trabalho de qualidade a equipa é constituída por médicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica, secretária de unidade, assistente social e outros técnicos que o serviço disponha. Todos devem contribuir para o bom funcionamento do serviço, cada um com as suas funções. As funções de um acabam onde começam a do outro. Não podemos querer executar actividades de outros técnicos, mas também não podemos deixar que outros técnicos excutem aquilo que cabe aos enfermeiros realizar.

Offline ruienf

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #46 em: Novembro 05, 2006, 05:29:51 »
Bem dito... 8)
Rui Pedro Silva

Offline lbotelho

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #47 em: Novembro 11, 2006, 14:57:37 »
Não podia estar mais de acordo com a Enf. Ana o respeito deve estar sempre presente...
O problema verdadeiro é o limite das funções de cada classe profissional...
Por ser uns limites muito mal definidos existem sempre os aproveitadores...Por isso é que fui sempre um defensor das normas dos serviços, estas assinadas pelo Enf. Chefe e pelo Director de serviço.
Se pensarmos bem nós Enfermeiros podemos fazer quase tudo desde que temos bem presente os riscos em que incorremos com determinada técnica e, assumirmos a responsabilidade do acto em si.
Acho piada aos técnicos (Enfermeiros ou não) que executam a técnica sem o mínimo sentido de responsabilidade e depois não querem ser os responsáveis quando algo corre mal pois a técnica não é das suas funções... :lol:  :lol:  :lol:
yOn DaMaGe, InC.

Offline mariamariamaria

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #48 em: Novembro 26, 2006, 16:03:08 »
O verdadeiro problema em relação aos AAM é que estes profissionais, quando recrutados pelos hospitais e em início de funções não têm preparação nenhuma para lidar com doentes e com o sistema de hierarquias hospitalares( falo de hospitais, pois é a única realidade que conheço).

É que há AAM e AAM. Alguns são membros activos da equipa, dada a sua experiência e conhecimentos e podem contribuir para uma melhor prestação de cuidados ao doente, já que não podemos cuidar sem ajuda; há outros que não têm a mínima ideia do que se está a tratar ali. A culpa não é deles mas de quem os recruta e não lhes dá formação.

Não se critique quem dá formação aos auxiliares ( eu nunca dei a troco de dinheiro), mas não somos todos responsáveis pelo ensino dos nossos auxiliares, pois é isso que fazemos todos os dias.

Que os hospitais tenham algum critério na selecção destes profissionais ou que lhes dêm formação inicial, pois eles vão tratar de todos nós quando estivermos numa cama de hospital.

Offline enfsergio

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Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #49 em: Novembro 26, 2006, 17:32:16 »
Temos que respeitar para sermos respeitados.

Em relação à selecção para entrarem no hospital, concordo que ela deve ser feita e deve ser rigorosa. Devem ter a escolaridade mínima, e terem uma formação antes de entrarem no serviço; principalmente de coisas básicas.
Depois cabe a nós nos serviços integralas e tentar explicar quais as nossas tarefas, quais as delas, e quais as que são feitas em conjunto
:)

Offline Damocles

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Re: Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #50 em: Setembro 01, 2007, 15:38:40 »
Andava por aqui a "pescar" tópicos escritos por pessoas  lúcidas e inteligentes que entretanto, e infelizmente, abandonaram este forum quando tropecei nesta pérola.

Agradeço sinceramente a existência e participação de alguém como o Miguel Lopes, pois torna muito mais fácil definir e traçar a linha daquilo que não quero ser (opinião que não se fundamenta apenas neste tópico).

No meio do cinzento e do nim faz falta um pouco de extremo para se perceber que se quer ir, definitivamente, noutra direcção.

Fiquei de facto perplexo por ouvir as mesmas vozes que se queixam de não serem incluídas na tomada de decisões a olharem com tanta sobranceria para uma classe cuja competência ou falta dela é nossa responsabilidade directa.

Porque, ponto primeiro, independentemente das suas habilitações  de base, formação socio-cultural, etc, a competência dos auxiliares será sempre consequência directa da qualidade dos enfermeiros que os formaram.

Para mim só me faz sentido que se sinta ameaçado quem não está seguro de si, dos seus saberes e das suas competências.
Pela ordem de raciocínio aqui apresentada por alguns colegas, também não deveríamos fazer ensinos aos familiares e cuidadores informais, não vão eles organizar-se e "tirarem-nos o lugar".
O lugar dos enfermeiros só estará em risco quando estes de facto se demitirem  das suas obrigações profissionais, entre elas manterem-se actualizados na sua practica e saber justificar a sua practica.

Como me dizia um antigo chefe (militar), de facto, em meia duzia de horas qualquer um pode aprender a dar injecções ou a fazer um penso de determinado modo.
Saber fundamentar e justificar, diagnosticar uma situação, escolher o melhor método de acção implementar e assumir a responsabilidade é o que distingue o enfermeiro dos outros técnicos ditos menos "diferenciados" e lhes granjeia um lugar em paridade com outros técnicos superiores na tomada de decisões.
O problema, presumo, será que muitos enfermeiros se terão tornado em meros executores e assim, de facto, qualquer outro que também aprenda a executar os ameaça.

Se o canudo só serve pra enfeitar a parede, então de nada serve e voltemos aos enfermeiros com a 4ª Classe.

É um facto que os enfermeiros, enquanto profissão, viram o seu leque de intervenções e competências alargados, o que leva a que por vezes deleguem funções noutros cuidadores, formais ou não.
Mas atenção, fala-se de delegar, o que também implica supervisionar e avaliar, e não apenas "empurrar" para outros, como, nalguns aspectos já se fez connosco no passado.

O auxiliar não terá o aporte teórico para dar uma opinião técnica fundamentada, mas é um ser humano, terá tido uma formação (dada por nós) que o permitirá detectar situações de chamada de atenção, o tempo que passa com o doente permitirá dar o seu contributo para o conhecimento deste de um modo global (tal como o input dos familiares também não deve ser ignorado).
Não tenho pruridos em assumir que já aprendi com auxiliares, que já fui alertado por eles para situações que de outro modo me passariam despercebidas. Incluí-los e dar-lhes o crédito que merecem é não só dar o exemplo, como motivar uma classe definitivamente desvalorizada e explorada tendo em conta o que faz e o desgaste a que está submetida  e com isso melhorar o ambiente de trabalho e em suma, a performance da equipa.

Ou será que por não dominarmos fisiopatologia e diagnósticos como os nossos colegas médicos também nos deviam excluir de participar no processo de tomada de decisões?

Cada profissão tem o seu contributo a dar, e o conhecimento partilhado será sempre uma mais valia, tal como opiniões fundamentadas nunca deverão ser vistas como uma ameaça.

Abraços cordiais

Offline rusty

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Re: Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #51 em: Setembro 03, 2007, 17:14:35 »
concordo plenamente com aquilo que o colega damocles escreveu. no entanto é de salientar que na maioria das vezes os sr. AAM não estão interessados em saber fazer e quanto menos fizerem melhor. é da nossa reponsabilidade ensinar e supervisionar esta classe profissional, que não entendo porquê, alguns enfermeiros têm medo. e porque têm eles medo??? não se sabem impor e muitas vezes eles próprios (enfermeiros) não sabem onde terminam as suas funções e começam as dos outros técnicos!!! não há nada que enganar, não há nada que saber, a sr. AAM faz má cara??? é pró lado que durmo melhor. refila??? conversa-se e poe-se os pontos nos iiis. recusa-se??? faz-se uma participação escrita. o importante é ser-se profissional!
 já agora também opinava acerca das AAM assistirem às passagens de turno...em que hospital??? será que o enf. director tem conhecimento??? é no mínimo inédito!!! e já agora...quando estão TODOS na passagem de turno, quem está nas enfermarias??? ah! já sei! os doentes estão em auto-gestão LOLOLOLOLOLOLOLOl

Offline RitaGarcia

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Passagem de turno
« Responder #52 em: Setembro 10, 2007, 00:26:26 »
Boa noite a todos.

Estava aqui a ler tudo o que tivesse a ver com a importância das passagens de turno na nossa profissão, já que trabalho numa instituição privada com internamento, que neste momento considera que as passagens de turno são um momento não produtivo do nosso trabalho.
Isto surge porque, no tempo  que estamos em passagem de turno da manhã, estão vários AAM a dar banho a alguns dos nossos doentes mais independentes nas casas de banho e, sendo os cuidados de higiene um cuidado de enfermagem e estando nós em passagem de turno, não somos omnipresentes e não conseguimos estar a supervisionar o trabalho que as auxiliares estão a fazer.
Claro que isto é uma situação que se terá que resolver de alguma forma, até porque não vejo qual é o mal desta situação já que os auxiliares só dão banho a doentes orientados por nós (após os transferirmos para as cadeiras de banho, ou darmos indicação de que o podem fazer), agora deixar de haver passagem de turno por esse motivo acho ridículo.
Penso que as passagens de turno são verdadeiros momentos de enfermagem, em que se utiliza um tempo específico a falar de cada doente, e muitas vezes acabamos por discutir e chegar a conclusões sobre determinadas situações técnicas ou não, importantes para a prestação dos nossos cuidados.
Mas precisava de ter algum documento escrito que fundamentasse este meu pensamento. Será que alguém conhece, um artigo, um livro em que se fale sobre a improtância das passagens de turno para  a nossa profissão... Gostava de apresentar alguma coisas documentada sobre o assunto à administração. Não quer dizer que funcione, mas pelo menos para não dizer que não tentei!
Agradecia que me ajudassem ;)
Obrigada desde já.

Offline Gemini

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Re: Relação Auxiliar \ Enfermeiro
« Responder #53 em: Setembro 10, 2007, 05:48:08 »
Apesar de fugir um pouco do tema do tópico, existem alguns trabalhos de investigação sobre passagens de turno, nomeadamente sobre a informação pertinente a passar, mas são assuntos que não interessam as administrações. Eu se tivesse num hospital particular passava-me de me porem a tomar banho as 8 horas, pensava que havia mais regalias.
Como não existe nenhuma base de dados nacional de trabalhos de investigação este só se podem encontrar em bibliotecas.

Offline RitaGarcia

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banho cedo
« Responder #54 em: Setembro 13, 2007, 13:23:53 »
Só pra dizer que é um centro de reabilitação privado, isso do banho ser cedo é mesmo para aproveitarem o máximo da fisioterapia no ginásio ;)