Autor Tópico: Estudo "65+ Quem somos e como estamos?"  (Lida 1548 vezes)

Offline enfsergio

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Estudo "65+ Quem somos e como estamos?"
« em: Dezembro 15, 2009, 14:39:32 »
Resumo analítico referente a estatísticas demográficas do ano de 2008

QUANTOS SOMOS?

O número de idosos 65+ em Portugal tem vindo a aumentar, assistindo-se no período de 2003-2008 ao crescimento da percentagem da população sénior de 16,8% para 17,6%. Somos, portanto, 1.874.209. O Norte tem a maior concentração (580.432), seguido do Centro (488.626) e Lisboa (486.755). Mas é no Alentejo que se regista a maior percentagem de idosos (23,0%), sendo assim a região mais envelhecida, comparativamente às outras faixas etárias. Em contraste, a Região Autónoma dos Açores detinha a mais baixa percentagem de idosos (12,4%).

115 IDOSOS PARA 100 JOVENS

Para melhor se conhecer a população sénior portuguesa impõe-se perceber como se envelhece e isto faz-se comparando os idosos com a população jovem. Esta comparação dá-nos o Índice de Envelhecimento que, em 2008, era de 115, ou seja existiam 115 idosos por cada 100 jovens. Por sexo, as mulheres batem os homens: 138 contra 94. O envelhecimento é mais forte entre as mulheres, reflectindo a sua maior longevidade.

Até 2060, e se não forem tomadas medidas de profundo impacto, vamos, portanto, continuar a envelhecer até à provável meta de 271 idosos por cada 100 jovens, de acordo com as estatísticas oficiais. Cerca de um terço da população residente terá mais de 65 anos, fruto entre muitos outros factores do crescimento da Esperança Média de Vida.

Em menos de um século (1920-2008), a Esperança Média de Vida duplicou: 35,8 anos (H) e 40 anos (M) para 75, 49 anos (H) e 81,74 (M). Cova da Beira, Baixo Vouga e Entre Douro e Vouga são as regiões com maiores probabilidades de se viver mais tempo. Na Madeira, nos Açores e no Baixo Alentejo a probabilidade é menor.

CUIDADO COM O ALENTEJO, O APARELHO CIRCULATÓRIO E DEZEMBRO

A taxa de mortalidade é o corolário natural do fenómeno do envelhecimento. Em 2008, de acordo com os últimos dados do INE, 65,3% dos óbitos ocorreram em idades iguais ou superiores a 75 anos. O Alentejo lidera no número de óbitos por mil habitantes com uma taxa de 14,0% quando a média nacional é de 9,8%.

Entre as causas de óbito estão, em primeiro lugar, as doenças do aparelho circulatório (32,2%), seguidas das neoplasias (22,2%).

A mortalidade nos 65 + em Portugal está bem identificada: Alentejo lidera nos óbitos, Aparelho Circulatório lidera nas doenças e Dezembro foi, em 2008, o mês mais fatídico.

CRESCE A DEPENDÊNCIA

O aumento da proporção da população idosa, conjuntamente com o decréscimo da população em idade activa, origina um agravamento do índice de dependência de idosos. Em 2008, por cada 100 residentes em idade activa, existiam 26,3 idosos. O Norte, Lisboa e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores registaram um índice de dependência de idosos inferior à média do país.

MUNDO SÉNIOR DISPONIBILIZA ESTUDO 65+

Trata-se de um retrato da população idosa em Portugal, uma análise realizada pelo Mundo Sénior com base nas mais recentes “Estatísticas Demográficas” do INE. Está disponível para consulta na íntegra. Os interessados podem solicitar o estudo "65 + Quem somos e como estamos?” através do número de telefone 21 468 53 61 ou do email http://www.mundosenior.pt/index.php/tom ... mo-estamos