Autor Tópico: Triagem hospitalar pediátrica  (Lida 3818 vezes)

Offline anya_Skywalker

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Triagem hospitalar pediátrica
« em: Novembro 27, 2009, 15:46:58 »
Boa tarde a todos.

Encontro-me neste momento a realizar um Ensino Clínico numa Urgência Pediátrica na qual, apesar de haver triagem, esta não é feita de acordo com uma escala.
Tentei encontrar exemplos de sistemas de triagem adaptados á realidade pediátrica, mas não tive muita sorte. No entanto sei que tais sistemas existem noutros hospitais e gostaria de saber quais são e onde posso encontrar informação sobre estes.

Tambem gostaria de saber o que pensam os enfermeiros que trabalham com esses sistemas de triagem. São realmente adequados? Vieram melhorar a assistência prestada nos vossos serviços?

Offline enfarfr

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Re: Triagem hospitalar pediátrica
« Responder #1 em: Novembro 27, 2009, 15:56:50 »
Citação de: anya_Skywalker
Boa tarde a todos.

Encontro-me neste momento a realizar um Ensino Clínico numa Urgência Pediátrica na qual, apesar de haver triagem, esta não é feita de acordo com uma escala.
Tentei encontrar exemplos de sistemas de triagem adaptados á realidade pediátrica, mas não tive muita sorte. No entanto sei que tais sistemas existem noutros hospitais e gostaria de saber quais são e onde posso encontrar informação sobre estes.

Tambem gostaria de saber o que pensam os enfermeiros que trabalham com esses sistemas de triagem. São realmente adequados? Vieram melhorar a assistência prestada nos vossos serviços?


Qual é a triagem efectuada? Não é feita segundo nenhuma classificação de gravidade?

Offline anya_Skywalker

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Re: Triagem hospitalar pediátrica
« Responder #2 em: Novembro 27, 2009, 16:08:53 »
O que é feito é uma avaliação da criança de acordo com a queixa principal que a traz ao serviço de urgência. Crianças com dificuldade respiratória, alteração do estado de consciência ou outra situação que se julgue necessitar de observação e cuidados médicos imediatos, são encaminhados para a sala de observação. Os restantes casos, não-emergentes, são enviados para a sala de espera e atendidos segundo a ordem de chegada.

Por isso sim, é dada prioridade a casos mais graves, apenas não se utiliza uma escala própria para os classificar.

Offline enfarfr

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Re: Triagem hospitalar pediátrica
« Responder #3 em: Novembro 27, 2009, 16:14:27 »
Citação de: anya_Skywalker
O que é feito é uma avaliação da criança de acordo com a queixa principal que a traz ao serviço de urgência. Crianças com dificuldade respiratória, alteração do estado de consciência ou outra situação que se julgue necessitar de observação e cuidados médicos imediatos, são encaminhados para a sala de observação. Os restantes casos, não-emergentes, são enviados para a sala de espera e atendidos segundo a ordem de chegada.

Por isso sim, é dada prioridade a casos mais graves, apenas não se utiliza uma escala própria para os classificar.

Pois... Mas é feita uma triagem entre imediatos e não imediatos... Ou seja os vermelhos e os outros (por exemplo)...  Parece-me que não é suficiente... "outra situação que se julgue necessitar de observação e cuidados médicos imediatos" é muito subjectivo... E fica ao critério de cada triador... Um sistema de classificação é essencial... Já que as situações emergentes não oferecem dúvida... O grande desafio do triador é conseguir "descobrir" situações potencialmente urgentes através de pistas que as classificações, no meu caso a triagem de Manchester, nos fornecem...

Uma febre de 38,5ºC é classificada nos imediatos ou nos que seguem para a sala de espera?

Quais são os critérios para os imediatos?

Qual a afluência média diária? Qual o tempo médio de espera?

Offline anya_Skywalker

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Re: Triagem hospitalar pediátrica
« Responder #4 em: Novembro 27, 2009, 16:30:47 »
São mesmo esses os motivos que me levam a investigar este tema, enfrarf. :)

Não quero com isto dizer que a triagem neste serviço é mal feita, mas creio que beneficiaria de critérios específicos. No entanto não conheço os sistema de triagem pediátricos, nem os seus decriminadores/fluxogramas, por isso não me posso pronunciar sobre o assunto. No entanto gostava de ficar a conhece-los para referência futura (uma vez que não vou implementar mudanças no serviço... Estou apenas a fazer o meu estágio, a minha opinião não vale muito. ;) )

Para responder melhor ás questões talvez seja pertinente dizer que os enfermeiros de triagem têm autonomia (através de protocolo) para a administração de antipiréticos e analgésicos (paracetamol e ibuprofeno, apenas). Por isso uma criança que chegue á triagem com 38,5ºC faz, regra geral, terapêutica (excepto casos em que tenha feito medicação recentemente e ainda não tenha tempo para estar começar a fazer efeito, ou em que não esteja ainda completado o tempo necessário para ser administrada nova dose, ou em que haja contraindicação) e aguarda na sala de espera, se não tiver nenhum critério de emergência...

Quanto á afluência média diária, não lhe sei dizer. Apesar de o serviço funcionar com o programa alert (que eu considero excelente pois permite ter acesso a todas essas informações) não é algo que tenha ido verificar.