Autor Tópico: "Medo da Gripe" - Enfermeiros/médicos e Farmaceuticos no Pós e Contras a 2/11  (Lida 1665 vezes)

Offline Vitor A.

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"O maior debate da televisão convoca Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos para esclarecer todas as dúvidas".

Não o vou perder... e Vocês?
No reencaminhamento de mail´s, Por Favor Usem Cco. ou Bcc (Cópia Oculta)
" Retire os endereços dos amigos antes de reenviar "
" Dificulte a disseminação de vírus e spams "
" Proteja a sua privacidade e a dos Outros

Saudações. Vitor A. :)

Offline Marquez

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Parece que vamos ter um debate interessante. A ver vamos...

Offline Jconeves

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Então colegas, o que vos pareceu o debate de ontem!?
Tivemos três Enfermeiros em representação da nossa profissão - Sra. Bastonária, Enf. Maria Augusta Sousa; Enf. José Carlos Martins (SEP) e Enf. Sérgio Gomes (DGS e saúde 24).

Penso que é de sublinhar o discurso convergente entre a Sra. Batonária e o Enf. José Carlos, concordando entre si que a falta de enfermeiros nos serviços pode ser um problema grave nesta fase crítica da doença.
Gostei ainda de ouvir a Sra. Bastonária a enviar um recado para os farmacêuticos, ao dizer que os enfermeiros estão, como sempre estiveram há muitos anos a esta parte, preparados para prestar os melhores cuidados e para administrarem da melhor forma a vacina, função que lhes compete ;)

Já por parte do Enf. Sérgio Gomes, veio a confirmação da necessidade crescente de enf. na linha de saúde 24, pelo acréscimo de chamadas, sendo que irão iniciar funções muito brevemente 50 novos enf. na linha de coimbra. Referiu ainda que o tempo médio de atendimento são 4 minutos por chamada.

cumprimentos.

Offline miguelittu

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Eu no sábado estive várias vezes 15 minutos pendurado em linha e não consegui falar com ninguém....

Offline Jconeves

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Citação de: "miguelittu"
Eu no sábado estive várias vezes 15 minutos pendurado em linha e não consegui falar com ninguém....

Pois, durante o programa, a apresentadora mencionou que tinham recebido vários email's de telespectadores a dizer que o tempo de espera era bem superior e que muitas vezes nem eram atendidos...

:/

cumprimentos

Offline nurseboy

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Citação de: "Jconeves"
Então colegas, o que vos pareceu o debate de ontem!?
Tivemos três Enfermeiros em representação da nossa profissão - Sra. Bastonária, Enf. Maria Augusta Sousa; Enf. José Carlos Martins (SEP) e Enf. Sérgio Gomes (DGS e saúde 24).

Penso que é de sublinhar o discurso convergente entre a Sra. Batonária e o Enf. José Carlos, concordando entre si que a falta de enfermeiros nos serviços pode ser um problema grave nesta fase crítica da doença.
Gostei ainda de ouvir a Sra. Bastonária a enviar um recado para os farmacêuticos, ao dizer que os enfermeiros estão, como sempre estiveram há muitos anos a esta parte, preparados para prestar os melhores cuidados e para administrarem da melhor forma a vacina, função que lhes compete ;)

Já por parte do Enf. Sérgio Gomes, veio a confirmação da necessidade crescente de enf. na linha de saúde 24, pelo acréscimo de chamadas, sendo que irão iniciar funções muito brevemente 50 novos enf. na linha de coimbra. Referiu ainda que o tempo médio de atendimento são 4 minutos por chamada.

cumprimentos.

Infelizmente não vi...  :'(

Mas ontem na TVI fizeram a experiência e demorou 15 minutos... Será que vão chamar mais enfermeiros? Isso era excelente...
"Abyssus abyssum invocat"

Offline cavaco

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Considero que o Doutor Enfermeiro, no seu fantástico blog, fez o retrato perfeito do que efectivamente se passou. Vi o debate e não podia estar mais de acordo.

Aqui fica, extraído de http://www.doutorenfermeiro.blogspot.com/:

"Rescaldo da participação dos Enfermeiros nos Prós e Contras da RTP...

Usaram da palavra três Enfermeiros (ver vídeos: 1ª parte/2ªparte): Enf. José Carlos Martins (Coordenador Nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP)), Enf. Sérgio Gomes (Coordenador da Linha Saúde 24 e Chief Nursing Officer nomeado pelo Ministro da Saúde para representação da Direcção Geral da Saúde nas reuniões do Chief Nursing Officers) e a Enf. Maria Augusta de Sousa (Bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE)). Todos eles estavam na plateia, na primeira fila - a dos convidados. Nenhum esteve no painel central.


O primeiro a intervir, o Enf. José Carlos Martins (1ª parte, no minuto 44), simpático, com o seu habitual discurso-foguete que, ao microfone, por vezes não é perceptível, começa por falar no tópico da "Gripe A", que aliás era o tema do referido programa, com o argumento habitual do SEP e da OE: "faltam Enfermeiros"! Só faltou mesmo a referência aos rácios da OCDE! O piano, ao que parece, só dispõe desta tecla. É um som monótono. Os Enfermeiros são a única classe a quem se conhece esta teimosia. (Ter muitos profissionais e auferir de bons salários e regalias, são duas condições quase incompatíveis... e este raciocínio é aplicável a muitos factores: diferenciação técnico-científica, banalização, status sócio-económico, etc. Isto, como é óbvio, faz florescer na cabeça dos estrategas políticos uma vontade quase inevitável: transferir - como forma de poupança - as competências mais básicas dos Enfermeiros para outra classe: Auxiliares de Enfermagem... O que aumenta ainda mais o desemprego! É um ciclo vicioso!
O que aconteceria se todos os Técnicos da "TV Cabo" fossem Engenheiros? É necessário um Engenheiro para ligar cabos e apertar parafusos? O que aconteceria se todos os Assistentes de Advogados fossem Advogados? O que aconteceria se todos os Contabilistas fossem Economistas? E se todos os Desenhadores fossem Arquitectos?)


Mas ao que parece o XVIII Governo Constitucional (o actual) quer-lhes fazer a vontade. No Programa para o quadriénio 2009-2013, é possível ler: "O Governo prosseguirá a política de reforço da formação nas ciências da saúde, designadamente através do incremento das vagas para os cursos de medicina, enfermagem (...)". E assim continuará a cruzada para banalização e humilhação através da massificação dos Enfermeiros. A regressão será cada vez mais evidente. A migração funcional (exchange de funções menos complexas por outras mais complexas) não está a seguir o padrão habitual, o que prejudica a classe, pois não vê a formação académica reflectida e/ou aproveitada.


Não teve desenvoltura para responder ao comentário da apresentadora, Fátima Campos Ferreira (que, também e notoriamente, deixa muito a desejar pelo desconhecimento relativo à Enfermagem): "se os Enfermeiros têm dúvidas com a segurança da vacina, estando diariamente ao lado dos médicos, perguntem-lhes, informem-se junto deles..." (alusão directa a uma suposta ignorância dos Enfermeiros!). Respondeu com um sorriso sem reacção: "para bem das pessoas, temos de trabalhar em equipa". Foi desta forma que defendeu a dignidade da classe.


Em segundo, tomou a palavra o Enf. Sérgio Gomes (1ª parte, no minuto 46 e 55'). Na generalidade esteve bem (se descurarmos o facto de ter defendido com unhas e dentes a sua "instituição", com recurso a algumas "mentirinhas" sem maldade...). Calmo, eloquente, com um raciocínio estruturado, não apresentou grandes falhas. Referiu ainda que a Dr. Graça Freitas, Sub-Directora da Direcção Geral da Saúde, visitou os Centros de Atendimento da S24, no Porto e Lisboa, em sessões de formação para incrementar a adesão dos Enfermeiros à vacina. Pergunto: não havia Enfermeiros capazes de prestar as devidas informações aos colegas? Continuamos a condicionar o nosso conhecimento ao conhecimento dos Médicos? Até quando?


Por fim, a Enf. Maria Augusta de Sousa interveio (2ª parte, no minuto 10 e 50'). Teve apenas um raciocínio muito bom ("pandemia não é sinónimo de gravidade"). De resto, descoordenada, mecanizada e sem conteúdo útil. Não tem um discurso apoiado em evidência científicas, mas antes no senso comum e na sabedoria popular. A expressão, de facúndia relativa, é demasiadamente rendilhada para a substância que se lhe brota (o que eu denomino de "discurso-invólucro"). Muito frouxa e desprovida de arrojo. Afasta cada vez mais a imagem dos Enfermeiros do conceito de ciência. Afastar-se da ciência é afastar-se da evolução!


Dois dos Médicos presentes no painel, tiveram mais preponderância em revestir os Enfermeiros de uma imagem de dignidade e utilidade, do que nós próprios, os Enfermeiros."

Está de parabéns Doutor Enfermeiro.

Offline Jconeves

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Tal como referi só em Coimbra iniciarão funções brevemente 50 novos profissionais ;)

cumprimentos

Offline Jconeves

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De facto muito bem analisado!!!

Na descrição que fiz, como disse e sublinho, apenas descrevi alguns pontos!

Mas concordo com muito do que é dito no blog! Embora outras coisas não concorde...

cumprimentos

Offline nurseboy

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Citação de: cavaco
Considero que o Doutor Enfermeiro, no seu fantástico blog, fez o retrato perfeito do que efectivamente se passou. Vi o debate e não podia estar mais de acordo.

Aqui fica, extraído de http://www.doutorenfermeiro.blogspot.com/:

"Rescaldo da participação dos Enfermeiros nos Prós e Contras da RTP...

Usaram da palavra três Enfermeiros (ver vídeos: 1ª parte/2ªparte): Enf. José Carlos Martins (Coordenador Nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP)), Enf. Sérgio Gomes (Coordenador da Linha Saúde 24 e Chief Nursing Officer nomeado pelo Ministro da Saúde para representação da Direcção Geral da Saúde nas reuniões do Chief Nursing Officers) e a Enf. Maria Augusta de Sousa (Bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE)). Todos eles estavam na plateia, na primeira fila - a dos convidados. Nenhum esteve no painel central.


O primeiro a intervir, o Enf. José Carlos Martins (1ª parte, no minuto 44), simpático, com o seu habitual discurso-foguete que, ao microfone, por vezes não é perceptível, começa por falar no tópico da "Gripe A", que aliás era o tema do referido programa, com o argumento habitual do SEP e da OE: "faltam Enfermeiros"! Só faltou mesmo a referência aos rácios da OCDE! O piano, ao que parece, só dispõe desta tecla. É um som monótono. Os Enfermeiros são a única classe a quem se conhece esta teimosia. (Ter muitos profissionais e auferir de bons salários e regalias, são duas condições quase incompatíveis... e este raciocínio é aplicável a muitos factores: diferenciação técnico-científica, banalização, status sócio-económico, etc. Isto, como é óbvio, faz florescer na cabeça dos estrategas políticos uma vontade quase inevitável: transferir - como forma de poupança - as competências mais básicas dos Enfermeiros para outra classe: Auxiliares de Enfermagem... O que aumenta ainda mais o desemprego! É um ciclo vicioso!
O que aconteceria se todos os Técnicos da "TV Cabo" fossem Engenheiros? É necessário um Engenheiro para ligar cabos e apertar parafusos? O que aconteceria se todos os Assistentes de Advogados fossem Advogados? O que aconteceria se todos os Contabilistas fossem Economistas? E se todos os Desenhadores fossem Arquitectos?)


Mas ao que parece o XVIII Governo Constitucional (o actual) quer-lhes fazer a vontade. No Programa para o quadriénio 2009-2013, é possível ler: "O Governo prosseguirá a política de reforço da formação nas ciências da saúde, designadamente através do incremento das vagas para os cursos de medicina, enfermagem (...)". E assim continuará a cruzada para banalização e humilhação através da massificação dos Enfermeiros. A regressão será cada vez mais evidente. A migração funcional (exchange de funções menos complexas por outras mais complexas) não está a seguir o padrão habitual, o que prejudica a classe, pois não vê a formação académica reflectida e/ou aproveitada.


Não teve desenvoltura para responder ao comentário da apresentadora, Fátima Campos Ferreira (que, também e notoriamente, deixa muito a desejar pelo desconhecimento relativo à Enfermagem): "se os Enfermeiros têm dúvidas com a segurança da vacina, estando diariamente ao lado dos médicos, perguntem-lhes, informem-se junto deles..." (alusão directa a uma suposta ignorância dos Enfermeiros!). Respondeu com um sorriso sem reacção: "para bem das pessoas, temos de trabalhar em equipa". Foi desta forma que defendeu a dignidade da classe.


Em segundo, tomou a palavra o Enf. Sérgio Gomes (1ª parte, no minuto 46 e 55'). Na generalidade esteve bem (se descurarmos o facto de ter defendido com unhas e dentes a sua "instituição", com recurso a algumas "mentirinhas" sem maldade...). Calmo, eloquente, com um raciocínio estruturado, não apresentou grandes falhas. Referiu ainda que a Dr. Graça Freitas, Sub-Directora da Direcção Geral da Saúde, visitou os Centros de Atendimento da S24, no Porto e Lisboa, em sessões de formação para incrementar a adesão dos Enfermeiros à vacina. Pergunto: não havia Enfermeiros capazes de prestar as devidas informações aos colegas? Continuamos a condicionar o nosso conhecimento ao conhecimento dos Médicos? Até quando?


Por fim, a Enf. Maria Augusta de Sousa interveio (2ª parte, no minuto 10 e 50'). Teve apenas um raciocínio muito bom ("pandemia não é sinónimo de gravidade"). De resto, descoordenada, mecanizada e sem conteúdo útil. Não tem um discurso apoiado em evidência científicas, mas antes no senso comum e na sabedoria popular. A expressão, de facúndia relativa, é demasiadamente rendilhada para a substância que se lhe brota (o que eu denomino de "discurso-invólucro"). Muito frouxa e desprovida de arrojo. Afasta cada vez mais a imagem dos Enfermeiros do conceito de ciência. Afastar-se da ciência é afastar-se da evolução!


Dois dos Médicos presentes no painel, tiveram mais preponderância em revestir os Enfermeiros de uma imagem de dignidade e utilidade, do que nós próprios, os Enfermeiros."

Está de parabéns Doutor Enfermeiro.


Eu não vi, mas fiquei chocado com o que li... "Felizmente, trabalhamos em equipa..." Pelo amor de Deus, as vacinas são a nossa área... Eu fiquei parvo!!!
De facto, temos que mostrar a dignidade de enfermagem... Ainda ontem, no programa da Fátima Lopes, foi lá uma enfermeira e a Fátima perguntou: "enf. Joana, posso-a tratar só por Joana, certo?" Mas quando lá vão psicólogas, nutricionistas e/ou médicos é sempre Dr. ou Dra.... Porquê?

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