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Autor Tópico: Obesidade  (Lida 4205 vezes)

Offline Shirley Afonso

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Obesidade
« em: Fevereiro 07, 2006, 20:17:50 »
A obesidade é um problema cada vez mais comum e seu tratamento representa um desafio para médicos e pacientes. São muitos os investimentos para compreender as raízes desse complexo problema, mas os avanços no tratamento da obesidade ainda deixam muito a desejar1.

Introdução

A obesidade nada mais é que o excesso de tecido adiposo. É fácil detectar e caracterizar a obesidade. Isso é feito normalmente calculando-se o índice de massa corporal (IMC), que é o resultado do peso (em quilogramas) dividido pelo quadrado da altura (em metros). O IMC normal é aquele que tem valores entre 18,4 e 24,9. Valores entre 25 e 29,9 caracterizam indivíduos com sobrepeso e valores acima de 30 são indicadores da obesidade. Os obesos classe I têm IMC’s que variam de 30 a 34,9. Os de classe II exibem IMC’s de 35 a 39,9. Acima desse valor fala-se em obesidade de classe III - ou obesidade extrema (termo menos pejorativo que a expressão “obesidade mórbida”).

Além do peso, existem outros fatores importantes na avaliação da obesidade. A distribuição de gordura corporal é um deles. Estudos mostram que o excesso de gordura ao redor da cintura e dos flancos (a chamada obesidade “em maçã”) correlaciona-se com mais riscos à saúde que a presença de tecido adiposo nas coxas e nádegas (obesidade “em pêra”).

Acredita-se que pelo menos 60% dos homens e 50% das mulheres norte-americanas estão acima do peso adequado. Os negros – particularmente as mulheres negras – estão mais expostos ao risco de obesidade. A pobreza também é um fator de risco associado à obsedidade2.

Conseqüências sobre a saúde geral

Muitas doenças incidem preferencialmente sobre obesos. Entre elas, destacam-se a hipertensão arterial, o diabete melito do tipo 2, as dislipidemias, a doença arterial coronariana, as doenças degenerativas das articulações e problemas psicológicos. Certos cânceres são mais prevalentes em pacientes obesos (é o caso dos cânceres de cólon, reto e próstata em homens e dos cânceres de útero, trato biliar, mamas e ovários em mulheres). Trombo-embolismos, doenças do trato digestivo e da pele também são mais comuns entre obesos. Neles, o risco de cirurgias e de problemas com a gestação e o parto também são maiores. Doenças pulmonares, endócrinas e renais também costumam castigar mais os pacientes obesos.

Causas

Até pouco tempo, a obesidade era considerada o resultado de uma vida sedentária associada ao consumo de calorias em excesso. Embora esse seja um mecanismo que inquestionavelmente leva à obesidade em grande parte das pessoas, hoje já se sabe que fatores genéticos e constitucionais podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade. Estudos com gêmeos e crianças adotadas demonstraram estreita relação entre o IMC dos pais biológicos com o de seus filhos, ao passo que a mesma relação não pôde ser atribuída a fatores ambientais.

Em camundongos, já foram identificados genes responsáveis pelo controle do apetite1. Mutações nesses genes, em humanos, podem ser responsáveis pela obesidade de muitas pessoas. Um desses genes codifica uma proteína – a leptina -  que possui receptores nas células cerebrais e provavelmente atua regulando a vontade de comer3.

A maioria dos casos de obesidade em humanos provavelmente decorre de uma interação entre o arcabouço genético, fatores ambientais e o comportamento.

Menos de 1% dos obesos exibem algum problema de saúde que possa justificar a obesidade. Hipotireoidismo e síndrome de Cushing são exemplos importantes de causas de ganho de peso. Pessoas com esses problemas devem buscar a ajuda de um endocrinologista.

Todos os indivíduos obesos devem ser avaliados quanto a possíveis conseqüências da obesidade sobre sua saúde geral. Medidas da pressão arterial, da glicemia de jejum, do colesterol e dos triglicérides são importantes para isso.

Tratamentos

Infelizmente, mesmo com as técnicas mais avançadas, a obesidade ainda é um problema difícil de ser tratado. Os pacientes mais motivados a perderem peso são aqueles com maiores chances de sucesso em regimes voltados para o controle da obesidade.

Os programas para perda de peso mais bem sucedidos que se conhece empregam equipes de cuidados multidisciplinares e se baseiam em dietas com poucas calorias, modificações nos hábitos alimentares e prática de exercícios aeróbicos. Suporte psico-social é fundamental para todas as pessoas. Deve ser dada ênfase à necessidade de manter a perda de peso a fim de evitar que se volte a engordar (situação que tende a se tornar cíclica e levar ao chamado “efeito sanfona”).

Um obeso deve, a princípio, comer exatamente as mesmas coisas que qualquer pessoa com uma vida saudável deve ingerir: dietas pobres em gorduras e ricas em fibras e carboidratos complexos. Isso pode ser obtido através do consumo da maior proporção possível de alimentos não processados (in natura). Alimentos que fornecem muita caloria e não possuem valor nutricional (álcool, sacarose e gordura) devem ser restringidos.

É importante salientar que nenhum estudo foi capaz de demonstrar qualquer vantagem decorrente da adesão de pacientes obesos a dietas com restrição de carboidratos, muitas proteínas e gorduras, ou da ingestão de diferentes grupos nutricionais a cada refeição.

Apenas mudanças permanentes no hábitos alimentares são capazes de manter a perda de peso obtida com dietas. Muitos programas voltados para modificação do comportamento e para aquisição de hábitos de vida saudáveis estão hoje disponíveis. O contato direto com o médico é, entretanto, peça chave para um tratamento bem sucedido contra a obesidade.

Exercícios

O exercício físico oferece uma série de vantagens para pessoas que tentam perder peso  manter o peso dentro de limites individualmente estipulados4. Os exercícios aeróbicos aumentam o gasto calórico total do indivíduo e são especialmente importantes para manter o peso adequado por longos períodos de tempo. Eles também ajudam a preservar a massa magra, o que por si só contribui para o aumento do gasto calórico total. Os exercícios também ajudam a melhorar o perfil glicêmico, lipídico e cardiovascular de indivíduos obesos.

Suporte psíquico

Suporte psico-social é fundamental para assegurar um programa de perda de peso bem sucedido. O contato íntimo e duradouro com a equipe médica e o envolvimento de familiares e amigos pode auxiliar a adesão a mudanças comportamentais e evitar o isolamento social.

Dietas restritivas

Pacientes muito obesos podem requerer cuidados mais agressivos. Dietas com baixíssimo teor calórico (menos de 800 kcal/dia) resultam em rápida perda de peso e melhora importante das complicações metabólicas associadas à obesidade. Pessoas mantidas nesses programas costumam perder cerca de 1kg a 2Kg por semana, por até 6 meses. Embora a perda de peso possa ser obtida mais rapidamente com dietas muito restritivas, o resultado desses regimes a longo prazo é equivalente ao obtido com dietas tradicionais.

Medicamentos

Há considerável controvérsia acerca do emprego de terapias farmacológicas para o tratamento da obesidade. Muitas pessoas já chegam ao consultório médico em uso de medicações que não foram prescritas corretamente. A prescrição irresponsável de inibidores de apetite, diuréticos e laxativos não é incomum.

Os protocolos publicados em 1998 pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA reservam o uso de medicamentos contra a obesidade para pacientes com IMC > 30 e para pacientes com IMC > 27 e fatores de risco associados. Ainda assim, as medicações são apenas parte de uma estratégia abrangente de cuidados para pacientes obesos. A partir de 1997, depois da retirada do mercado norte-americano de duas drogas amplamente empregadas no combate à obesidade, o uso de tratamento farmacológico contra obesidade tem diminuído significativamente nos EUA.

Duas drogas recentemente disponíveis têm se mostrado útil no tratamento de pacientes obesos: a sibutramina e o orlistat. A sibutramina bloqueia a recaptação de serotonina e adrenalina no sistema nervoso central. Ela leva a perdas de peso 3Kg a 5Kg  maiores que o placebo, em estudos com duração de 6 meses a um ano. Seus principais efeitos colaterais são boca seca, anorexia, constipação, insônia e tonturas.

O orlistat atua no sistema digestivo inibindo a atividade da lipase intestinal e por conseqüência diminuindo a absorção de gorduras. Como é de se esperar, sua ação pode resultar em diarréia, flatulência e cólicas. O orlistat também traz risco de deficiência de vitaminas. Estudos mostram que o orlistat é capaz de induzir perdas de peso em 2 anos que são de 2kg a 4Kg maiores que o placebo5.

A despeito dessas duas drogas terem sido aprovadas pelo FDA e da perda ponderal comprovadamente atribuível às mesmas, não há indícios de que o tratamento com essas drogas traga qualquer benefício a longo prazo para os pacientes.

Cirurgia

A cirurgia bariátrica deveria estar reservada como um último recurso para tratamento de pacientes extremamente obesos, mas um número cada vez maior de indivíduos vem se submetendo ao procedimento. Alguns centros têm obtido bons resultados com a técnica, que já pode ser feita por via laparoscópica. As perdas ponderais obtidas com a cirurgia bariátrica chegam a 50% do peso inicial. As complicações, que não são poucas, costumam acometer mais da metade dos pacientes operados.

Conclusões

A dificuldade de tratar a obesidade não deve desanimar quem se vê diante de tal problema. Apesar de serem muitos os recursos hoje disponíveis para o tratamento da obesidade, a maioria deles encontra grandes limitações ao seu emprego. Medicações e dietas restritivas não mostram vantagem a longo prazo sobre a aquisição e manutenção de hábitos de vida saudáveis. A cirurgia bariátrica, embora exiba resultados notáveis, ainda se associa a grande freqüência de conseqüências adversas. O foco do tratamento de todo indivíduo obeso deve ser a mudança dos hábitos dietéticos e a aquisição de hábitos saudáveis de vida.


FONTE: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc. ... omhome=yes
quot;Todo o bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque não passaremos duas vezes pelo mesmo caminho."

Offline Shirley Afonso

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Obesidade
« Responder #1 em: Fevereiro 19, 2006, 02:32:20 »


Uma pessoa é considerada obesa quando possui peso 10% a 20% maior do que o peso médio ideal para o sexo e altura. (Gráficos de peso e altura)

Todo peso a mais é supérfluo e prejudicial, pois aumenta o risco de doenças como diabetes, pressão arterial e artrite.

Na maioria dos obesos, o aumento da gordura tem origem no desequilíbrio entre a alimentação e exercício físico. Pelo menos 30% dos casos de obesidade têm um fator genético associado: a famosa tendência a engordar, mas pode haver uma razão clínica para o aumento do peso. Por isso, deve ser tratada com orientação do médico, e como uma questão estética e de saúde.

A obesidade é o resultado do balanço do que se come e o que se gasta de energia então, além da orientação do médico, depende na verdade, de um grande esforço pessoal. Ou diminuem-se a quantidade, sem alterar a qualidade da comida e aumenta-se os gastos energéticos ou ambos. Obedecendo as dietas e os exercícios físicos, o peso diminui gradualmente e de acordo com o rítimo de cada um.

Os medicamentos quando usados devem ser recomendados sempre por um médico e usados como auxiliares e não como a base do tratamento. Na maioria dos casos os médicos receitam moderadores do apetite, reduzindo sua dose aos poucos até que o organismo passe a funcionar por si só. Diuréticos não devem ser usados, pois, gordura não é água e não sai na urina; a discreta perda de peso no uso desses medicamentos se deve a desidratação do organismo, e conseqüentemente perde-se sais essenciais à saúde. Fórmulas mágicas não existem, por isso tome muito cuidado no uso de medicamentos para emagrecer, principalmente aqueles naturais ou recomendados por um amigo.

Os exercícios recomendados são: a natação, a caminhada, a bicicleta (ergométrica ou não), de preferência diários e constantes. A cirurgia Plástica pode ser necessária para corrigir deformidade ou gorduras localizadas (lipoaspiração). São poucas as pessoas que podem se dedicar exclusivamente ao culto do corpo ideal, mas uma dieta balanceada e exercícios físicos praticados regularmente são normas básicas de saúde e bem estar, devendo ser iniciados na infância.


 
FONTE: http://www.saudevidaonline.com.br/obesd.htm
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Offline joana santos

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Obesidade
« Responder #2 em: Fevereiro 19, 2006, 11:57:33 »
Excesso de preocupação com peso pode levar ao suicídio...
Esta e outras notícias poderão pesquisar no portal da ADEXO.
Um portal importante português a (re)descobrir na temática da obesidade: http://www.adexo.pt/

Boas navegações, joana santos :wink:

Offline Darth_Vader

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Obesidade
« Responder #3 em: Fevereiro 23, 2006, 03:28:03 »
Tenham cuidado com as fast-foods!!!
Recomendo o visionamento do documentário Super Size Me. Vi-o há mais de 1 ano e desde então só fui umas 3 ou 4 vezes a restaurantes desse tipo.
Por oposição ao crescente consumo de fast-food está a criar-se um movimento de slow-food. Podem encontrar informações em http://www.slowfood.com/por/por.html
Homem, na tentativa de tentar provar que não é um macaco, reforça a ideia que é um burro

Offline Paulo

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Obesidade
« Responder #4 em: Fevereiro 25, 2006, 20:27:16 »
Ora bem tudo muito bem, mas falta explicar porque existem pessoas que comem pouca quantidade e poucas calorias e são obesos e outros que pelo contrário comem em grande quantidade e muitas calorias e são magros, tendo em conta que a actividade física é praticamente a mesma. O mesmo acontece com pessoas que fazem ginásio e tem excesso de peso e outras que não fazem qualquer tipo de actividade física e são magros.
Por tudo isto acho que aqui está o mote em que devemos reflectir quando queremos fazer ensinos batendo nestas teclas. Penso que devemos mudar de estratégia, procurar desenvolver aprendizagem junto da pessoa e ter a noção plena que o sucesso depende não só destas vertentes mas de tudo o que envolve a pessoa (factor biológico, psicológico, espiritual, ambiental, social, cultural, etc, etc.
Paulo

Vamos trabalhar para uma enfermagem melhor, não se limitem a fazer bem, façam cada dia melhor!

Offline Shirley Afonso

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FALANDO DO BRASIL
« Responder #5 em: Fevereiro 26, 2006, 18:20:55 »
Podemos começar por aqui, entendo como funciona os extremos que determina as necessidades corporais. Este artigo retrata o perfil epidemiológico da desnutrição e da obesidade. Podemos começar a estudar o assunto por este artigo. O que vocês acham?


Citar
LINK: http://www.scielo.br/scielo.php?script= ... 8000100004
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Offline Herodes

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Re: Obesidade
« Responder #6 em: Outubro 10, 2009, 13:52:47 »
According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Behavioral Risk Factor Surveillance System (BRFSS), self-reported prevalence of obesity among US adults increased from 12% in 1991 to 18% in 1998. [8] Data from the 1988 to 1994 National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) suggested that 63% of men and 55% of women were overweight. [9] More recent (1999) data from NHANES IV found that obesity rates among adult Americans increased from 15% in 1980 to 27% in 1999. [10]

America regrettably is a world leader in the epidemic of overweight and obesity, but it does not stand alone. Surveys in Europe and the Far East show that over the last 10-20 years, rates of overweight and obesity have increased by 1.5 to 2.0 fold in many countries. [11] Recent reports from Hong Kong and the Republic of China suggest an emerging epidemic of obesity which is directly related to the increasing dietary fat and calories.

Offline PaulaCrisSouza

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Re: Obesidade
« Responder #7 em: Janeiro 28, 2016, 15:36:01 »
oi queridos(as), obrigada pelo material.

Segue mais um artigo bastante completo: como emagrecer rapido