Autor Tópico: Penso com álcool  (Lida 15203 vezes)

Offline SandroMelo

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Re: Penso com álcool
« Responder #30 em: Janeiro 20, 2009, 17:37:45 »
Caro Boss
Parece-me que os colegas que aqui falaram têm conhecimentos sobre o assunto.
Levantam é a questão, pois são situações que ainda se vão encontrando.

Já agora...para si...tratamentos só os do GAIF.

Offline Boss_Nunes

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Re: Penso com álcool
« Responder #31 em: Janeiro 20, 2009, 17:48:17 »
Caro colega.
Estamos num espaço de discussão e contra isso nada.
Para mim... se temos instituições que investigam, analisam e emitem pareceres são para alguma coisa.
Garanto-lhe que se seguir os conselhos dessas instituições as probabilidades de escolher tratamentos correctos, entre outras coisas, serão muito superiores.
Hugo Santos
AKA bossnunes

Offline x0321267

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Re: Penso com álcool
« Responder #32 em: Janeiro 20, 2009, 17:55:36 »
São ditas aqui algumas asneiras que considero muito graves que sou forçado mais uma vez a intervir.
1º o tipo de lesão que o colega fala quando iniciou o tópico e pelo que descreve é uma úlcera isquémica
Se nunca vos ensinaram, neste tipo de lesões está contra-indicado o desbridamento e o meio húmido , ao contrario de outro tipo de lesões
Nas lesões isquémicas está indicado penso seco.
As vossas opções estão completamente erradas e podem induzir pessoas em erro. Tenham cuidado naquilo que escrevem.
Este tipo de lesões só tem uma solução - Adivinhem qual é ......
Já estou farto do discurso do soluto de dakwin e do alcool com a justificação ( que não convence ninguém) de que é para mumificar e localizar a isquémia. Tudo tretas......
Todos nós sabemos que dá muito mais gozo realizar outro tipo de intervençoes do que uma amputação

Offline Boss_Nunes

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Re: Penso com álcool
« Responder #33 em: Janeiro 20, 2009, 18:09:02 »
???
Hugo Santos
AKA bossnunes

Offline Miss Nurse

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Re: Penso com álcool
« Responder #34 em: Janeiro 20, 2009, 20:56:53 »
Eu não estou a criticar ninguém isto é mesmo uma pergunta...então a necrose de uma ulcera nem se deve também a isquémia dos tecidos???Se neste caso tal como referiu o colega de forma bem visível não há indicação para amputação alguma coisa tem que ser feita não se vai deixar aquela isquèmia ali eternamente correcto...não entendo a lógica do penso seco numa isquémia seca...mas se alguém me souber explicar e de preferencia dar algumas referencias onde possa saber mais agradecia...senão continuarei a fazer como fui formada para...

Offline susy4

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Re: Penso com álcool
« Responder #35 em: Janeiro 20, 2009, 21:19:49 »
Caros colegas...como colocar isto!! Não se pode ser tão agarrdo a preceitos e protocolos escritos..... existem situações que fogem á normalidade...certo que dakin é prejudicial, mas ja desbridei ulceras de pressão trocantericas e sagradas após imensas tentativas com outrros produtos ...tive excelentes resultados; já usei peroxido de hidrogénio em algumas situações ( ajuda a limpar exsudados purulentos e/ou sangue)... em relação a esta prescrição nunca experiementei nem nada semelhante me chegou ás mãos, mas este tratamento nao era novidade para mim... numa formação na APDP ( associação protectora dos diabeticos de portugal) um médico internista que faz parte da equipa que avalia as lesões que surgem nos diabeticos que lá se deslocam, secou um dedo assim a um diabético com indicação de amputação mas sem condições para cirurgia...explicação dada é que o alcool excica as células e ao desidratá-las não permite condições para que microorganismos se instalem e criem infecções, sendo em tempo mais oportuno possivel remover o que resta de tecido osseo, ficando quase uma regiao perfeiramente cicatrizada...
Infelizmente e após imensas procuras não  encontrei nada que suportasse esta informação.
Outro exemplo da excicação de células com alcool com excelentes resultados é o do coto umbilical...e quem trabalha com recém nascidos como eu neste aspecto tem a perfeita noção que o tecido excedente do coto umbilical vai secar muito mais rápido e com menos problemas do que se não for aplicado...

Offline Miss Nurse

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Re: Penso com álcool
« Responder #36 em: Janeiro 20, 2009, 23:45:33 »
Um tipo de penso não apresenta resultados de um dia para o outro demora o seu tempo até que a ferida apresente alterações visíveis...tudo tem o seu tempo...eu sei que o soluto de dakin actua muito rápido e começa logo a demonstrar bons resultados mas depois disso vai atrasar a cicatrização...existem sempre alternativas viáveis a estes produtos bons para um lado mes nocivos noutro...já obtive muito bons resultados na granul~ção de uma ferida aplicando apenas comoressas embebidas em soro morno...e numa ulcera do trocânter que estava com dificuldade em desbridar ulcerase+compressas emmbebidas em soro morno demonstraram resultados óptimos...não me restrinjo aos protocolos mas acredito que há sempre alternativas melhores que produtos que têm mais desvantagens do que vantagens...essa questão do coto pelo que soube já depende das maternidades...aliás em qualquer tipo de ferida uma cicatrização húmida (demora mais tempo é certo)apresenta resultados finais muito melhores e deixam uma cicatriz muito mais agradável à vista do que tentar acelerar a cicatrização e a seco...
Pessoalmente não uso os produtos que já aqui referi, procuro sempre encontrar alternativas que resolvam o meu problema mas não prejudiquem todo o restante processo...mas mantenho sempre o mesmo tratamento durante aquele periodo de tempo recomendado antes de tirar conclusões sobre se é necessário mudar ou se está a resultar..

Offline Boss_Nunes

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Re: Penso com álcool
« Responder #37 em: Janeiro 21, 2009, 10:33:09 »
Citação de: susy4
Caros colegas...como colocar isto!! Não se pode ser tão agarrdo a preceitos e protocolos escritos..... existem situações que fogem á normalidade...certo que dakin é prejudicial, mas ja desbridei ulceras de pressão trocantericas e sagradas após imensas tentativas com outrros produtos ...tive excelentes resultados; já usei peroxido de hidrogénio em algumas situações ( ajuda a limpar exsudados purulentos e/ou sangue)... em relação a esta prescrição nunca experiementei nem nada semelhante me chegou ás mãos, mas este tratamento nao era novidade para mim... numa formação na APDP ( associação protectora dos diabeticos de portugal) um médico internista que faz parte da equipa que avalia as lesões que surgem nos diabeticos que lá se deslocam, secou um dedo assim a um diabético com indicação de amputação mas sem condições para cirurgia...explicação dada é que o alcool excica as células e ao desidratá-las não permite condições para que microorganismos se instalem e criem infecções, sendo em tempo mais oportuno possivel remover o que resta de tecido osseo, ficando quase uma regiao perfeiramente cicatrizada...
Infelizmente e após imensas procuras não  encontrei nada que suportasse esta informação.
Outro exemplo da excicação de células com alcool com excelentes resultados é o do coto umbilical...e quem trabalha com recém nascidos como eu neste aspecto tem a perfeita noção que o tecido excedente do coto umbilical vai secar muito mais rápido e com menos problemas do que se não for aplicado...


Tenho que discordar.
É precisamente por este tipo de acções que nós não evoluimos e continuamos a ser vistos como meros técnicos de saúde e não como licenciados.
Em Portugal é feita investigação em várias áreas da enfermagem e é com base nessa investigação que podemos um dia reivindicar outros voos.
Conhece algum médico que tenha feito formação em tratamento de feridas? Porque um internista dar a formação?
No Centro de Saúde onde exerço funções fomos deparados com uma situação grave, numa avaliação inicial de um curso de formação sobre o tratamento de feridas, em que eram colocadas questões básicas e onde existiam médicos e enfemeiros, sabe quem obteve melhores resultados?
Ninguem, foram ambos péssimos.... agora diga-me uma coisa, porque?
Porquê não apostamos numa área que é apenas nossa e que a nós nos diz respeito? neste momento são os médicos do Centro de Saúde que nos questionam o que achamos sobre o tratamento e não fazem prescrições descabidas como a que aqui foi colocada (Nada contra o Enf Sergio que certamente, se sentiu confuso perante uma prescrição ridicula de um Médico, que deve saber 0 em tratamento de feridas).
A questão do coto posso informar que se pesquisar na Maternidade Daniel de Matos - Coimbra ou no HIP - Aveiro, as indicações (correctamente) é para não fazer nada, com excepção de situações em que existe presença de sinais inflamatórios. Estamos perante um ferida limpa em que devemos apenas garantir ambiente humido.
Hugo Santos
AKA bossnunes

Offline susy4

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Re: Penso com álcool
« Responder #38 em: Janeiro 21, 2009, 14:34:47 »
Desculpe colega, mas posso dizer que tenho formação, e sou eu que a procuro, em tratamento de feridas...e estou sempre á procura de novidades...experimento novos produtos e sou critica com os resultados...sim foi um internista que falou, integrado numa equipa multidisciplinar, onde os enfermeiros têm grande peso...
Psso dizer que no local em que trabalho os médicos nao prescrevem nenhum penso...isto porque reconhecem que somos nós que sabemos mais acerca desta matéria e porque ja provamos isso...

Já viu cotos que ao fim de 15 dias ainda não cairam????? humidos, com cheiro...e não é um nem dois...eu experimentei essas orientações da maternidade ( por achar que teriam maior peso nesta matéria dado que sao mais especializados), e os resultados : mães a vir porque o coto nao cai, pk acham que está infectado!!! valerá a pena??? os umbigos e sao 8 anos de trabalho... com a cicatrização com alcool também ficam bonitos... o que me informaram da Daniel de Matos ( sim eu telefonei as nossas colegas a questionar o pk) tem a ver com as queimaduras quando as maes usam em excesso o alcool e nada mais
Realmente eu sou licenciada  e isto valeu-me para ser critica naquilo que faço e para que tambem duvide do que me aparece as vezes a frente...

Em relação á investigação, estou de acordo...força nisso... eu não faço porque não é o meu gosto pessoal... mas acredito que hajam colegas que fariam excelentes trabalhos e  realmente deve ser uma aposta para o futuro

Offline Boss_Nunes

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Re: Penso com álcool
« Responder #39 em: Janeiro 21, 2009, 15:22:56 »
Respeito a sua opinião mas continuo a discordas da opção do coto umbilical com alcool.
Não temos tido qualquer problema, nem sequer infecções.
Hugo Santos
AKA bossnunes

Offline enfsergio

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Re: Penso com álcool
« Responder #40 em: Janeiro 21, 2009, 19:01:05 »
Citação de: Boss_Nunes
Porquê não apostamos numa área que é apenas nossa e que a nós nos diz respeito? neste momento são os médicos do Centro de Saúde que nos questionam o que achamos sobre o tratamento e não fazem prescrições descabidas como a que aqui foi colocada (Nada contra o Enf Sergio que certamente, se sentiu confuso perante uma prescrição ridicula de um Médico, que deve saber 0 em tratamento de feridas).


A informação vinha dada na carta de enfermagem, logo escrita por um enfermeiro de um serviço de cirurgia...

Offline Balau

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Re: Penso com álcool
« Responder #41 em: Janeiro 21, 2009, 21:00:57 »
Caros colegas, isto está animado!
Ao enfsergio, deverá perceber se a isquémia/necrose é derivada de compromisso arterial ou de úlcera por pressão (não percebi muito bem em qual destas "categorias" se integra a lesão). Poderá aferir isso? Pois o tratamento é totalmente dispar um do outro.
Cumprimentos

Offline projenf

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Re: Penso com álcool
« Responder #42 em: Janeiro 21, 2009, 21:05:35 »
Boas...

Concordo novamente com o colega Pica Pau, aliás na formação que tivemos recentemente, a formadora, logo no inicio, referiu mais do q uma vez de que o tratamento seco não está indicado actualmente mas sim a cura húmida.

Claro que estamos sempre a aprender e devo admitir que muito do conhecimento advem da nossa pratica, coisa que neste momento não tenho muita...

Offline enfarfr

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Re: Penso com álcool
« Responder #43 em: Janeiro 21, 2009, 21:20:37 »
Citação de: Ricardo_balau
Caros colegas, isto está animado!
Ao enfsergio, deverá perceber se a isquémia/necrose é derivada de compromisso arterial ou de úlcera por pressão (não percebi muito bem em qual destas "categorias" se integra a lesão). Poderá aferir isso? Pois o tratamento é totalmente dispar um do outro.
Cumprimentos

Pela descrição deve ser isquemia arterial devida a doença arterial periférica...

Como é num só dedo, deve ter havido problemas na micro-circulação prévia ao dedo em questão...

Offline enfsergio

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Re: Penso com álcool
« Responder #44 em: Janeiro 21, 2009, 21:35:08 »
Citação de: enfarfr
Citação de: Ricardo_balau
Caros colegas, isto está animado!
Ao enfsergio, deverá perceber se a isquémia/necrose é derivada de compromisso arterial ou de úlcera por pressão (não percebi muito bem em qual destas "categorias" se integra a lesão). Poderá aferir isso? Pois o tratamento é totalmente dispar um do outro.
Cumprimentos

Pela descrição deve ser isquemia arterial devida a doença arterial periférica...

Como é num só dedo, deve ter havido problemas na micro-circulação prévia ao dedo em questão...


É derivada de compromisso arterial...