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Autor Tópico: Crianças com Cancro  (Lida 7241 vezes)

Offline pedrojosesilva

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Crianças com Cancro
« em: Abril 16, 2005, 13:03:28 »
Citação de: "Cinha"
Olá Pedro!
Achei este vídeo lindo!
Graça


Dito e feito :!:  Cliquem com o botão dirteito do rato e mandem guardar no vosso computador (são 653 Kb) para depois abrir com o windows media player.

http://pwp.netcabo.pt/forumenfermagem/files/gestodeamor.wmv

Offline joana santos

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crianças com cancro
« Responder #1 em: Abril 16, 2005, 16:06:23 »
Lindo!
Já visualizei e ouvi...
Obrigado Pedro
Joana, abraço :)

Offline joana santos

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Crianças com Cancro
« Responder #2 em: Abril 17, 2005, 10:34:43 »
TIPOS de CANCRO da CRIANÇA (segundo o Hospital Pediátrico de Coimbra)

"Neoplasias malignas das crianças

Leucemias

Nas crianças, as formas crónicas de leucemia são muito raras, sendo as leucemias agudas as formas comuns. Constituem o tipo de neoplasia maligna mais frequente deste grupo etário; existem uma série de tipos citológicos distinguíveis, quer nas leucemias linfoblásticas agudas (LLA) quer nas mieloblásticas agudas (LMA), com comportamentos biológicos diferentes6. As LLA representam 70% das leucemias - sendo o tipo histológico de cancro mais frequente das crianças, seguidas das LMA - 23% - e ainda um pequeno grupo de outras leucemias (7%).

Linfomas

Os principais tipos de linfoma, são os linfomas não Hodgkin, com localização abdominal, na sua maioria de células B, (tipo Burkitt e não Burkitt) - cerca de 66% - e os linfomas linfoblásticos de células T, com localização mediastínica anterior; a doença de Hodgkin é rara na criança com menos de 11 anos e constitui o menor grupo dos linfomas2.

Tumores sólidos

Os principais tipos de tumores sólidos, são os do Sistema Nervoso Central, constituindo 25% de todos os tipos de cancro, seguidos dos tumores do sistema Nervoso Simpático - neuroblastoma - 8,2% -, tumores do rim - 6,1%, de que o tumor de Wilms é o mais frequente, sarcomas de tecidos moles - 6,1%, sendo o mais frequente o rabdomiosarcoma e ainda o retinoblastoma, osteosarcoma, sarcoma de Ewing, etc., estes últimos com menos de 3% cada. O grupo dos tumores do Sistema Nervoso Central constitui um conjunto de diversos tumores, de que o astrocitoma e o meduloblastoma são os mais frequentes; nem todos estes são histologicamente malignos, mas devido à sua localização, todos se comportam como tal7.
A distribuição etária das diversas neoplasias mostra que nos primeiros 5 anos de vida ocorrem cerca de 64%. Individualmente, algumas têm uma distribuição bimodal, como os tumores do SNC e a doença de Hodgkin, mas a maioria têm o seu pico de incidência aos 2 e 3 anos de vida (fig.2).

Distribuição por idades

A distribuição global por sexos mostra um ligeiro predomínio do sexo masculino (relação M/F=1,2:1). No entanto, esta distribuição varia nalguns tipos de cancro, como por exemplo nos linfomas (relação M/F=3,9:1) e tumores de Wilms (relação M/F=1,9:1) em que, como se verifica, existe um predomínio do sexo masculino e nas LMA em que predomina o sexo feminino (relação M/F=1:1,7).

DIAGNÓSTICO

Tal como nos adultos, o diagnóstico precoce é muito importante, especialmente no caso dos tumores sólidos. A doença generalizada compromete habitualmente o sucesso terapêutico. Por isso, todo o esforço deve ser feito no sentido de manter um bom nível de alerta.
Algumas chaves para o diagnóstico são importantes. Assim, uma das primeiras é ter presente que existem doenças malignas nas crianças. Outra, é que a maioria das doenças neoplásicas não têm no seu início, sintomas ou sinais muito evocadores, antes predominam os sintomas e sinais gerais como astenia, anorexia, palidez, emagrecimento, febre, dores ósseas e ou osteoarticulares, etc. Outra ainda, é muito útil considerar que qualquer massa, especialmente numa criança com menos de 5 anos, tem probabilidades de ser maligna. Também os conhecimentos de epidemiologia referidos acima, constituem elementos valiosos de orientação, bem como o conhecimento da localização topográfica do cancro da criança.

Em Portugal, infelizmente não se conhece a incidência do cancro nas crianças, visto que os dados disponíveis têm por base as causas de morte, o que, com os progressos terapêuticos em que cada vez um maior número de doentes alcança a cura, constitui um mau indicador da incidência. Com o início do Registo Nacional do Cancro é provável que dentro de alguns anos se tenham dados nacionais nesta matéria. Na falta destes, mostraremos os dados disponíveis para a Zona Centro, recolhidos por nós a partir dos registos do Hospital Pediátrico de Coimbra, nos últimos 14 anos, correspondentes a 536 crianças, com menos de 11 anos de idade. O Hospital Pediátrico é o único centro de referência para as crianças com cancro na Zona Centro, pelo que a sua casuística, na nossa perspectiva, poderá constituir um ponto de referência para o País.
Em comparação com os adultos, a incidência do cancro nas crianças é bastante mais baixa (1:11.000 crianças até aos 11 anos na Zona Centro de Portugal). O espectro dos diferentes tipos é também muito diferente. Os tipos histológicos mais frequentes nas crianças são as leucemias e linfomas - 45%, os sarcomas e os tumores embrionários - 43%, enquanto que nos adultos a maioria dos tumores são adenocarcinomas - 85%, que por sua vez são excepcionais nas crianças - 5%. Também no que se refere às principais localizações num e noutro grupo, as diferenças, como era de prever, são notórias. As leucemias e linfomas em conjunto com os tumores do Sistema Nervoso Central, perfazem cerca de 2/3 das neoplasias nas crianças, enquanto que nos adultos, a grande maioria são as localizações no pulmão, cólon e recto e genitais.

TRATAMENTO

O tratamento das diversas neoplasias é distinto. São seguidos protocolos delineados pelos Grupos Cooperativos, de acordo com um certo número de parâmetros tais como o tipo e subtipo histológico, estádio, idade, localização, etc. Estes protocolos comtemplam os meios terapêuticos disponíveis: - cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Conforme as situações, poderão ser todos utilizados ou apenas um ou dois. A sequência utilizada no tratamento dos tumores, é habitualmente a seguinte:

Primeiro a cirurgia, quando a ressecção completa é possível, ou quando é indispensável uma biópsia. Depois a quimioterapia, habitualmente com duas ou mais drogas, das mais eficazes contra o tipo de cancro a tratar. Conforme as situações, poderemos ter de voltar a usar a cirurgia, como veremos adiante. Outras vezes opta-se inicialmente pela quimioterapia, com o fim de reduzir o volume da massa tumoral, ou evitar a sua rotura durante o acto operatório. A radioterapia continua a ter as suas indicações quando não é possível remover a massa completamente. No entanto as sequelas que deixa a médio e longo prazo, tornam-na pouco atraente em Pediatria.

Na maioria dos linfomas e das leucemias a abordagem é diferente. A quimioterapia é curativa, sendo eventualmente utilizada a radioterapia, como terapêutica adjuvante no caso de certos linfomas, ou como terapêutica profiláctica da invasão do Sistema Nervoso Central, no caso das leucemias linfoblásticas agudas.

A cirurgia é meio terapêutico electivo para tumores sólidos, podendo ser curativa quando a doença se encontra localizada e é possível a ressecção completa do tumor. No princípio deste século a mortalidade era muito elevada - apenas cerca de 10% das crianças sobreviviam, mas com os aperfeiçoamentos da anestesia e das técnicas cirúrgicas, bem como o aparecimento dos antibióticos, os resultados melhoraram. A optimização da quimioterapia e radioterapia, reduziram o papel da cirurgia como tratamento primário dos tumores. Hoje, a cirurgia radical é preterida pela preservação da anatomia e da função sempre que possível. A cirurgia moderna é menos agressiva, mas não mais fácil tecnicamente, pois obriga a uma minúcia no planeamento e na execução que não acontecia com a cirurgia ablativa. A planificação das modalidades cirúrgicas a adoptar em cada caso está dependente do tipo de tumor, extensão da doença e da capacidade das outras modalidades terapêuticas. A cirurgia numa segunda fase do tratamento, é uma opção para as situações em que o volume da massa tumoral ou as suas relações com estruturas vitais, a tornavam muito problemática e ou mutilante, sendo por isso adiada para uma 2ª fase em que é mais fácil a remoção completa e portanto mais eficaz e menos mutilante (ex. rabdomiosarcomas pélvicos, neuroblastoma estádio III). As segundas observações no decurso do tratamento, são utilizadas com o fim de observar in loco a existência ou não de doença residual, extirpando-a, ou biopsando zonas suspeitas à radiologia ou ecografia, permitindo o restante planeamento do tratamento com maior segurança; por exemplo, no neuroblastoma e nos rabdomiosarcomas, especialmente quando existem dúvidas quanto à ressecção completa da massa na primeira abordagem, é frequente fazer uma segunda cirurgia, a fim de verificar a eficácia da quimioterapia e ou radioterapia subsequentes. Também pode ter um papel como tratamento paliativo (ex. traqueostomia, gastrostomia), na ressecção de metástases (ex. metástases pulmonares, no osteosarcoma e T. Wilms), para biópsias, estadiamento (fundamentais para diagnóstico e planificação do tratamento) e ainda no tratamento das complicações (enxertos de pele, desbridamentos, oclusão/perfuração intestinal), e como cirurgia de suporte (colocação de cateteres, deslocamento de orgãos para radioterapia).

A radioterapia, pelo aparecimento de protocolos de quimioterapia cada vez mais electivos, é progressivamente menos utilizada em Oncologia Pediátrica devido às sequelas provocadas pelas anomalias do crescimento dos ossos irradiados e pela sua responsabilidade no aparecimento de cancros secundários. Tem como limitação ainda, apenas poder tratar a doença localizada e não pode ser usada com intuitos curativos nas situações em que as doses a irradiar causariam efeitos secundários indesejáveis nas estruturas ou orgãos da vizinhança do tumor (ex. pulmão, coração, rim, fígado, SNC, etc)11.

No entanto, é ainda uma modalidade indispensável para complemento do tratamento de certas neoplasias cuja localização é inacessível à cirurgia ou à quimioterapia, (ex. LLA para profilaxia da doença no SNC e nos tumores malignos do SNC).

Os tipos de partículas ionizantes que se utilizam em Pediatria são principalmente raios gama e electrões. Os diversos tipos de partículas têm diversos graus de penetração nos tecidos. Vários são os equipamentos utilizados para irradiar o doente sendo os principais as bombas de cobalto 60 (raios gama) e os aceleradores lineares (electrões). Efeito biológico das radiações consiste em provocar a morte celular por lesão do DNA do núcleo o que é obtido por dois mecanismos fundamentais: - ionização da molécula do DNA e ionização das moléculas de água, com formação de radicais livres, que secundariamente afectarão o DNA, impedindo a sua síntese ou a sua função.

A quimioterapia é o único meio que permite actualmente controlar a doença microscópica disseminada. É habitualmente a única modalidade terapêutica utilizada no tratamento das leucemias e na maior parte dos linfomas.

Quando se fala em quimioterapia, é como sinónimo de citostáticos. Estes, são substâncias que actuam segundo vários mecanismos, habitualmente interferindo com a síntese ou a função do DNA da célula, interferindo desta maneira no seu ciclo. Conforme o grupo a que pertencem, actuam nas diversas fases do ciclo celular. A quimioterapia é, infelizmente, na maioria dos casos, pouco específica na sua actuação, interferindo também com as células não malignas, em especial com as que têm um crescimento mais activo. Assim, os tecidos com renovação constante, como a medula óssea, mucosa intestinal, folículos pilosos, etc, tendem a ser os mais agredidos aquando dos ciclos de citostáticos. Daí alguns dos efeitos indesejáveis, como a alopécia, a neutropenia, etc. No entanto, este efeito nefasto, é também o que lhe dá as indicações terapêuticas mais espectaculares em Oncologia Pediátrica. No caso dos carcinomas, em que o tempo de duplicação das células é em média muito longo, as indicações para quimioterapia estão restritas muitas vezes a terapêuticas paliativas.

Os objectivos da quimioterapia são, como os das outras modalidades, a cura, quer por remissão completa do tumor e ou das suas metástases ou como tratamento adjuvante das outras modalidades. Pode ainda ser utilizada como tratamento paliativo produzindo uma remissão parcial da doença ou apenas alívio dos sintomas. Os protocolos de quimioterapia contemplam sempre mais do que uma droga, procurando tirar partido dos diferentes mecanismos de acção do conjunto, de forma a evitar a criação de resistências por parte das células malignas.

Uma forma particular de utilizar a quimioterapia e a radioterapia são os regimes de acondicionamento para transplante medular, em que o tratamento de facto da neoplasia, é feito com as drogas e ou radioterapia em doses que, se não fosse o ulterior transplante de medula compatível, seria letal. No quadro seguinte dão-se as indicações formais para transplante na actualidade".

Texto do Hospital Pediátrico de Coimbra, In http://www.chc.min-saude.pt/hp/hemaonco/cancro.htm

Uma associação quie tem apoiado as crianças e seus pais em Portugal tem sido a Acreditar. Vale a pena navegar pelo seu site:  http://www.acreditar.rcts.pt/

Abraço, Joana :)

Offline Luís Carlos

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Video
« Responder #3 em: Abril 17, 2005, 14:54:49 »
fogo... so posso dizer que está emocionante... lindo mesmo!!

Um pequeno gesto... um grañde coração...
Os anjos estão no céu... Os Enfermeiros na terra...

Offline tcasaleiro

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Crianças com Cancro
« Responder #4 em: Abril 17, 2005, 16:46:30 »
o vídeo é lindo,
quem me mostrou, assim cm a toda a minha turma, foi o enfermeiro coordenador do nosso CLE, que de vez em qd arranja umas quebras, po pessoal se distrair, qd ele nos mostrou ficámos tds  :o
é impressionante a importância dos pequenos gestos...
"O Cuidar manifesta-se nas Pequenas coisas"

Offline Joana Margarida Sant

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Crianças com Cancro
« Responder #5 em: Abril 18, 2005, 22:44:52 »
oi malta!!!

oh tiaguito, não me lembro do enfermeiro nos ter mostrado este filme  :roll: é ainda + estranho sendo da mesma sub-turma que tu! e olha que não falto às aulas dele :wink:

vi...interiorizei...senti...e de facto, um pequeno gesto diz mais que muitas palavras, ainda para mais vindo de um ser tão inocente!
simplesmente...lindo!!!!!!! adorei!!!

beijocas e portem mal...mas com juízo  8)
quot;o que a larva chama de fim de vida, o mestre chama de borboleta"

Offline pedrojosesilva

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Crianças com Cancro
« Responder #6 em: Abril 19, 2005, 12:07:47 »
@All


Este video foi-me enviado pela Cinha. Parece-me uma boa maneira de sensibilizar as pessoas para problemas e dramas que passam ao lado. São causas sociais consensuais mas que nem sempre são divulgadas da melhor maneira.


Abraço!

Offline Joana Margarida Sant

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Crianças com Cancro
« Responder #7 em: Abril 19, 2005, 14:02:08 »
oi!!

sendo estudante da Escola Superior de Enfermagem de Francisco Gentil de Lisboa, situada no recinto do Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil, deparo-me muitas vezes com crianças que se deslocam ao instituto para tratamentos e/ou consultas, acompanhadas dos respectivos pais, e de facto,toca-me muito, seres tão frágeis, mas com uma grande força interior, que sorriem sempre, que mostram aos pais que não é necessário chorar.
Por vezes vou a caminho da escola, naqueles dias em que acordo com ânimo em baixo, mas ao ver a vontade de vencer destas crianças....sinto que o meu desânimo não tem razão de ser, pois, estes seres tão pequenos mostram-nos que a vida é para ser vivida com um sorriso.
a 1ª vez que entrei no instituto (para doar sangue) senti-me assustada, é um ambiente tão silencioso, tão sério...e pensei até que ponto aquele ambiente era o mais apropriado para a situação daquelas crianças....
elas são o nosso futuro...são inocentes e verdadeiras!!!

beijocas..portem-se mal...mas com juízo  8)
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Offline arham

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Re: Crianças com Cancro
« Responder #8 em: Fevereiro 09, 2015, 07:13:07 »
A EXPOCRIANÇA em Santarém inicia-se hoje.
Não esqueçam
Boas navegações, joana santos :wink: