Autor Tópico: As eleições e a Saúde (Centro Materno-Infantil)  (Lida 2943 vezes)

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As eleições e a Saúde (Centro Materno-Infantil)
« em: Fevereiro 05, 2005, 13:25:31 »
Numa época em que fala de eleições, de propostas, de contra-propostas...

Numa altura em que se debatem... os debates televisivos, numa altura onde são divulgadas as medidas a tomar num possível mandato, deixo uma notícia, e uma questão.

PS trava materno-infantil no "S. João" (in JN onLine, 05-02-2005)

A construção do Centro Materno-Infantil do Norte junto ao Hospital de S. João não avançará, caso o PS vença as eleições legislativas do próximo dia 20. Os socialistas garantem que "toda a situação" da saúde materno-infantil do Porto e do Norte "será reequacionada" e que a localização do referido equipamento será discutida com os profissionais e a comunidade.

"Parece-nos que não está tecnicamente consubstanciada a construção do centro num anexo do Hospital de S. João", referiu Manuel Pizarro, candidato a deputado pelo círculo do Porto e membro da comitiva socialista que ontem visitou a Maternidade Júlio Dinis.

Manuel Pizarrro, médico, sublinhou que há muitas questões por resolver no modelo defendido pelo Governo cessante e assinalou que o Hospital de S. João "já não suporta" um equipamento daquela dimensão.

Uma das mais fortes hipóteses defendidas pelo PS pressupõe a optimização dos serviços neonatais no Hospital de S. João e pela construção do centro noutra zona. Até porque, conforme explicou Manuel Pizarro, o Porto necessitará de duas unidades. As normas definem que nenhuma maternidade deve ter menos de 1500 partos, mas que também não deve ter mais de cinco mil. Como no ano passado, somando dados dos hospitais de S. João e de Santo António e da Maternidade, registaram- se 6600 partos, verifica-se que um único centro materno-infantil não é suficiente.

Manuel Pizarro lembrou, ainda, que um equipamento deste género não se limita aos partos. Existem outras áreas que necessitam de valências condignas e o espaço físico existente no perímetro do "S. João" é diminuto. Por outro lado, acrescentou, o projecto de construção do centro (o Governo cessante garantiu que a obra arrancaria este ano e estaria pronta em 2008) não acautela um plano de acessibilidades ao equipamento.



Aproveito esta notícia para deixar uma questão: por que passará a reequação da situação, como nos garante o PS? E já agora outra questão: será que os restantes partidos têm uma opinião sobre este assunto?

Para finalizar, gostaria de dizer que partilho a opinião do Sr. Manuel Pizarro.
Abílio Cardoso Teixeira
(SCI1: CHP - HSA)

Offline pedrojosesilva

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As eleições e a Saúde (Centro Materno-Infantil)
« Responder #1 em: Fevereiro 05, 2005, 13:42:27 »
O Hospital S. João é um magnanime colosso hospitalar, hoje em dia já ninguém constroi Hospitais gigantes, é errado, é impessoal. As accessibilidades ao Hosp. s. João são caoticas, fica lá o principal polo universitario da cidade.


Também concordo que a centralização me apenas um centro, seria uma aposta muito arriscada para o futuro. É que acabando o dinheiro, não há mais para construir um segundo centro se fizer falta.

Outra questão é saber se temos suficientes enfermeiros especialistas para 2 Centros Materno-Infantis. Mas isso, é um problema que nós enfermeiros deveriamos resolver rápidamente.