Forumenfermagem

Autor Tópico: Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?  (Lida 27895 vezes)

Offline AndréVinhovsky

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #15 em: Janeiro 20, 2005, 22:01:53 »
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@ André

De facto sim....estou...


Agradeço a tua chamada de atenção Jotix mas, felizmente, o Nuno percebeu.

Offline jotix

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #16 em: Janeiro 20, 2005, 23:23:15 »
Eu sei, estava apenas a tentar brincar o assunto.

Não faço mais intervenções deste tipo, porque podem pensar que sou chato e incomodo. Desculpa André, mas não foi de forma alguma com má intenção(não estou a dizer que tenhas pensado que fosse com má intenção).
Enfermeiro em França

Offline Gisa

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #17 em: Janeiro 21, 2005, 02:52:42 »
Não sei o que ensinam na tua escola, mas infelizmente na minha não me ensinaram a auscultar um doente, o pouco que sei aprendi primeiro em livros (de enfermagem) e com os médicos que se "dignaram" ensinar-me! Dai que eu considero que até é normal a reacção que a enfermeira teve. A enfermagem tem mudado muito e em pouco tempo, nem todos têm vontade e disponibilidade para se actualizar em tudo. Acho que não se deve fazer nenhum escandalo do que aconteceu! Mas sim procurarmos todos evoluir em conjunto. As técnicas de relação de ajuda e o cuidar não é só de nós para os doentes, também temos de saber cuidar uns dos outros e por vezes escolher com cuidado as palavras com que nos justificamos e a forma como falamos, pois podemos magoar os outros ou dar-lhes a entender algo que não é a nossa intenção. É bom ter alunos, podemos aprender imenso se também tivermos humildade, mas, não é nada agradavel quando eles são de nariz levantado para toda a gente! Ai perdemos nós enquanto profissionais e eles enquanto alunos! Jinhos. Pensa nisso!

Offline Stephan

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #18 em: Janeiro 21, 2005, 11:42:03 »
@ Nuno

Obrigado pelo esclarecimento, trabalhando já alguns anos num serviço de cirurgia cárdio-torácica nunca tenho visto estetoscópios só para enfermeiros ou só para médicos. Nós usamos os mesmos como os nossos médicos.

Acerca das reacçoes que obtiveste acho que devias ler bem o que está escrito entre as linhas. Pareces-me uma pessoa inteligente e não preciso de dizer muito mais.

Dentro da minha equipa (Serviço de Cirurgia Cárdio-Torácica) acho que mais que metade não sabe que se pode ouvir quatro tons cardíacos e até podem saber mas não sabem auscultá-los. Porque em geral nós enfermeiros, embora somos nós que fazemos as entradas dos doentes e somos nós que preenchemos as folhas de anamnese, na prática, não fazemos o exame físico completo, nem nunca iremos faze-lo.  

Esclarece-me só mais isto: após de efectuares o exame físico, o médico revê os teus dados e dá o assunto por fechado, ou realiza outra vez o exame físico?

Offline vetboy

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #19 em: Janeiro 22, 2005, 00:44:56 »
Antes demais gostaria de saudar o forum por esta minha primeira participação

Gostaria de interpelar o colega Nuno Tavares que pelo o que me foi dado a entender ainda se encontra na posiçao de estudante facto que pode servir de desculpa para uma certa falta de humildade.

Relativamente à tua intervençao sobre o exame fisico gostaria de afirmar que acho o exame fisico muito importante e de extrema relevância todas as informaçoes que dai advem, mas lembra-te que a enfermagem é uma ciência autonoma (se é que me fiz entender)

Acho muito importante o facto de teres vontade de saber coisas novas e estares actualizado, mas é bom que tenhas a noção de que para ser um bom enfermeiro não é necessario saber mexer em todas as maquinas e fazer interpretaçoes de resultados analiticos, por vezes o mais importante para ser um bom enfermeiro É ESTAR PRESENTE QUANDO NECESSARIO, vais perceber quando alguem falecer nos teus braços (mas isso são outros quinhentos).

E já agora:
      Sabes qual é o racio de enfermeiro por utente num serviço de medicina?
      Sabes qual é a realidade americana a nivel da enfermagem (olha que é diferente da serie da televisao)?
      Quem te ensinou a palpar e a auscultar?
      Qual a reacçao que os medicos têm perante toda a tua expriência/capacidade? (assinam por baixo ou repetem o exame so para ter a certeza).

Offline RicardoSantos

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #20 em: Janeiro 22, 2005, 15:23:22 »
Saudações a todos os elementos do fórum. Já vai alguns meses que não respondo a um post, mas a este não resisto...

Começo com um pequeno aparte ao autor deste post. Pelo que li, demonstras uma série de conhecimentos, que apesar de não me terem ensinado na faculdade, não deixam de ser importantes numa avaliação ao doente. Aqui ficam os meus parabéns pelo teu "maior" conhecimento (desculpa tratar-te por tu, mas acho que deves ser da minha idade).

No entanto, não podendo dizer que és realmente assim porque nem te conheço, denoto em ti uma certa falta de humildade (e parece que não sou só eu que penso assim...).

Não deixando de salientar que o exame físico é extramamente importante, não convém esquecer que a enfermagem é muito mais do que a técnica. Dispensando tanto tempo a esse completíssimo exame, vai faltar tempo para ouvir o doente... Descobrindo muitas vezes, muito mais que apenas a dor física.

Relativamente à experiência que eu tenho, acho que o doente não se deve sentir muito confortável se, por exemplo, à admissão vem o enfermeiro e faz-lhe esse exame completo, de seguida vem o interno e faz outro exame completo (porque não acredito que ele se guie pelo exame feito pelo enfermeiro) e depois chega o médico a confirmar as resulatdos do interno e faz-lhe outro exame completo...  :oops: Como se deve sentir o doente.

Mais uma vez relembro que acho bem que se alarguem as fronteiras do conhecimento em enfermagem, mas sem esquecer os fundamentos da Enfermagem.

Saudações

Offline vania_neto

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #21 em: Janeiro 22, 2005, 17:34:52 »
@Ricardo
Aspas, aspas! Estava aqui a tentar por os meus pensamentos em palavras (o portugues ja n eh o que era!), qd tu escreveste exactamento aquilo que eu estava a pensar!!!  :lol:

@Nuno
Se nao estou em erro noutro posts falaste do teu desejo de seguir medicina.
As vezes fico com a impressao de que usas os teus conhecimentos/accoes como maneira de demonstrar (a ti ou a outros nao sei) as tuas capacidades para tal.

Um medico nao eh um professional que sabe mais do que um enfermeiro, apenas tem conhecimentos  diferentes em areas diferentes...

Eh muito bom saber fazer um exame fisico completo de modo a que numa situacao de emrgencia por ex saibas contactar o professinal certo, mas fazer exames fisicos a todos os doentes como routina, qd esses exames vao (ou devem) ser repetidos de qq maneira por um medico...
Tb eh bom lembrar que enquanto tu ou o medico podem fazer o exame fisico se nao for o enf. tu a avaliar o doente de um modo holistico mais ninguem o fara...

Se digo isto eh pk qd acabares o curso veras que em certos turnos o tempo mal chega para completares as accoes  basicas/essenciais de enfermagem...
Os teus doentes vao apreciar mais as tuas tentativas de perceber o seu contexto psicosocial e as accoes que tomes em relacao ao mesmo, do que a fazer um exame que como o Ricardo disso vai ser repetido por outro professional que esta melhor posicionado para agir em relacao aos resultados do mesmo...

Falas tb do corporativismo (ou falta dele!) em enfermagem, responderes aos teus colegas com olhos de menino abandonado n eh no meu ponto de vista a melkhor maneira de demonstrar esse tal corporativismo!

O meu codigo deontolopgico tem uma clausula que diz o seguinte:
You must communicate effectively and share your knowledge, skill
and expertise with other members of the team as required for the
benefit of patients and clients.

Acho que isto deve incluir os enfermeiros que nao costuman fazer exames fisicos e medicos qu nao estao a par dos ultimos standards da comissao de controle de infeccoes hospitalares :wink:

Offline nunotavares

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #22 em: Janeiro 22, 2005, 20:17:44 »
Não me consigo fazer entender por aqui.....porque não vos consigo fazer transmitir a situação....

Relativamente a quem me ensinou a efectuar o exame físico foi um enfermeiro especialista em médico-ciúrgica, tendo precedências na área de auscultação da cadeira de fisiologia....

Relativamente ao exame físico.....está presente na folha de enfermagem e portanto é um exame físico que deve ser consultado por enfermeiros....no entanto....como os médicos nem sempre preenchem devidamente as suas folhas....os outros colegas...acabam por passar as mãos pelos processo todo e depois vão ler e por vezes até acabam por eles próprios tirar algumas conclusões...mas quando encontro algo de anormal acabo por fazer-lhe chegar a informação e o mesmo fazem os meus colegas, fomos assim ensinados....e nunca recebemos represálias por parte de ninguém....muito pelo contrário

Relativamente à questão da medicina, foi um desejo, mas vou ser Enfermeiro!.....não tenho nenhuma necessidade de me enaltecer....sei o que posso e o que consigo fazer....porque estudo, investigo e fundamento e não consigo estar a fazer qualquer coisa sem dominar a matéria por completo....quando às dimensões psicossociais....também as incluo e bastante! E se descobri algo de importante na enfermagem é que devo olhar para a Pessoa como um ser bio-psico-socio-cultural...mas o exame fisico inclui-se na componente bio.....logo também deve ser avaliada!

Mas enfim...acho que por aqui é dificil explicar...mas o que tentei passar é que muitos enfermeiros não fazem uso de um instrumento de avaliação fisica importante, muitas vezes por vergonha ou receio de comentários menos próprios! Só isso....

Já agora Stephan, eu, que tenho sempre uma opinião a dar....segundo consta.....não sou responsável pela cognominação dos estetos, os responsáveis são os fabricantes que os dividem para médicos de várias especialidades, enfermeiros e fisioterapeutas....por isso se quiseres questiona a Littmann, por exemplo....mas acho que a principal razão é que os classificam  de acordo com o grau de sensibilidade necessário....

 :D

Offline Stephan

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #23 em: Janeiro 23, 2005, 10:24:32 »
Penso que denominar estetoscópios para "enfermeiros" e "médicos" é mais uma stratégia de comercialização. Aceito que existem estetoscópios mais adequadas em certas situações, mas tenho dificuldade em aceitar que um enfermeiro usa um esteto diferente para o mesmo fim que um médico.
 :arrow:  Obviamente não és tu que "inventas" as cognominações, são as empresas, acho que tb nunca disse que eras tu...   :wink:

Offline Roten_Boy

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #24 em: Janeiro 26, 2005, 22:31:17 »
Eu nunca andei com estetoscópio no bolso. Sempre que precisei era para avaliar a TA apenas, e se precisasse ia buscar o do serviço  :lol:

Mas os médicos (quase todos) têm a mania de andarem com eles ao pescoço, e o mais ridículo é k akilo passa de doente em doente e mmo k limpem transportam ao pescoço... e mts deles levam-no para o refeitório como já o vi fazerem...!!!

Estetoscópio pode-se tornar num vector de infecções, transporte de micróbios e parasitas.

 :?:  :idea:  :!:

Offline Marcel Lima

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #25 em: Fevereiro 10, 2005, 16:17:41 »
Nuno,

Fiquei impressionado com os teus conhecimentos, assim como você, sou uma pessoa que detenho conhecimentos específicos a aprofundados em relação à Enfermagem, também em relação a ausculta, palpação, etc, pois acho acima de tudo, que os Enfermeiros devem entender de uma vez por todas, que sua área de atuação não tem nada a ver com a área de atuação dos Médicos, e também, por que não siginifica que por não ter aprendido nas aulas, significa que não vou estudar aprender e praticar, não fosse assim, muitos profissionais não saberiam a metade do que realmente deveriam saber, afinal de contas, na Universidade nem sempre conseguimos aprender tudo!
 
Nos fundamentos de Enfermagem, como como nas demais disciplinas aprendemos muito sobre auscultação, diversos tratados e livros de Enfermagem, trazem matérias aprofundadas sobre auscultação, palpação, etc.

Dizer que tal procedimento não é também, de competência do Enfermeiro, é sem dúvida algo totalmente improcedente, sugiro, aos que acham diferente, referem seus conceitos e aprendizados em Enfermagem.

Parabéns pelo teu trabalho e continues aprimorando os conhecimentos na área!!!!!!
arcel Lima
Nursing Technical
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Offline ruienf

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #26 em: Fevereiro 11, 2005, 00:13:41 »
Nuno:

Pelos post´s que submetes, pareces-me culto, esperto e inteligente.

Para além disso, e já o disse no tópico adequado, és portador de muito empenho.

Por isso, quero que saibas que mesmo sem te conhecer nutro consideração e adimração por ti, razão pela qual peço que não interpretes mal as minhas palavras.

Os teus conhecimentos sobre exame físico são excelentes. Mas coloco a questão: o doente que foi observado tirou partido do exame físico que lhe fizeste? E se tirou, qual a razão? Porque fizeste algo mais do que o médico podia fazer?

Penso que não... O teu exame físico pode ter tido dois desfechos: não ter proporcionado benefício nenhum ao doente, ou proporcionado benefício por teres detectado algo que o médico deveria ter detectado e não detectou.

Resumindo: o teu exame físico só foi útil ao doente se tiver havido erro por parte do médico e não porque exerceste valências e capacidades que só um enfermeiro possui.

Está mal teres feito o exame físico? Penso que não.

Mas pergunto: disseste quer o doente tinha historial de HTA, EAM, etc; o teu exame incluiu uma avaliação da adaptação do doente ao seu estado de saúde? O doente manifesta adesão ao regime terapêutico? O projecto da saúde do doente é compatível com o projecto médico de prossecução de um regime terapêutico e de estilo de vida? Quais as implicações que as patologias incutiram na vida pessoal e social do doente? E que estratégias desenvolveu ele para se adaptar a essas implicações? E a família do doente? Qual a atitude perante o doente e a sua condição de saúde? E o internamento? O doente está adaptado ao internamento ou apenas manifesta aparênica de adaptação? O doente sabe que patologias tem? E compreende o que são e o que implicam? E que estilo de vida é considerável saudável para este doente? Ele está disposto a seguir esse estilo de vida? Como adaptar o que o doente deseja do seu futuro com aquilo que os técnicos de saúde querem para o seu futuro?

Fui propositadamente exagerado, mas o propósito é que fiques a pensar: o que é que podes fazer pelo doente que mais ninguém pode?[/u]
Rui Pedro Silva

Offline Guytonn

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #27 em: Fevereiro 11, 2005, 09:57:45 »
Concordo plenamente com o Rui. O enfermeiro deve abarcar a maior amplitude de conhecimentos possível. No entanto ele tem um campo de actuação bem definido. O nosso trabalho não é fazer diagnósticos médicos. É óbvio que a avaliação física é importante, a auscultação também (como no averiguar da presença de secreções e sua localização na árvore traqueobrônquica para determinar a necessidade de uma aspiração). No entanto, estes procedimentos apenas deverrá ser o esteio para distinguir entre a normalidade e a anormalidade e não denominar as situações anormais. Muitas vezes somos deslumbrados pelos artefactos técnicos e olvidamos que a principal técnica do enfermeiro é a relação interpessoal. A prática de uma auscultação cardíaca por exemplo é deveras complicada e apresenta nuances valiosas que só são inteligíveis por pessoas com muita prática. É óbvio que devemos treinar esses "Skills" mas não devemos fazer depender deles a nossa prática. O valor de determinados exames físicos só tem sentido se adequadamente ligados com outros conhecimentos e dados que muitas vezes requerem uma larga experiência caso contrário poderemmos estar a basear conclusões em premissas frágeis. Por exemplo, a nível individual eu trinei a auscultação e exame físico, documentei-me sobre a leitura de RX pulmonares e abdominais, Ecografias urológicas e TAC´s de situações mais correntes. No entanto, não é por ter conhecimentos sobre essas áreas que me torno melhor enfermeiro do que aqueles que não os têm. Isso é um investimento pessola que cada um tem o direito de fazer, desde que isso não o faça desvalorizar a verdadeira vocação da enfermagem, que nos faz ser únicos e insubstituíveis: a assistência à pessoa baseada nas relações interpessoais no decurso dos seus diversos processos de vida. Para auscultar na maioria das situações estão os médicos ... Para exercer enfermegem, estamos lá nós.
PRESENTE É SIMULTÂNEAMENTE O EPÍLOGO DO PASSADO E O PRÓLOGO DO FUTURO.

Offline joana santos

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estetóscopio, um instrumento ou uma insignia?
« Responder #28 em: Fevereiro 11, 2005, 10:08:09 »
Estou a 100% de acordo com aquilo que foi referido pelo ruienf e Guytonn.
O enfermeiro ou a enfermeira tem o dever é de fazer enfermagem e a essência da enfermagem são os cuidados ao utente baseados numa relação de ajuda, ou seja, como diz Guytonn "a assistência à pessoa baseada nas relações interpessoais no decurso dos seus diversos processos de vida".
Joana :)

Offline AndréVinhovsky

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Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« Responder #29 em: Fevereiro 11, 2005, 11:04:31 »
Subscrevo o que foi dito pelo ruienf e o Guytonn.

É importante, devido à satisfação pessoal de cada um, o adquirir novos conhecimentos, não só dentro da área de Enfermagem como também de outras áreas da Saúde ou mm fora dela.

Por isso é importante saber delimitar o campo de acção da profissão de enfermagem e saber onde esta se encaixa com a área de outros profissionais com quem forma uma equipa muldisciplinar, nomeadamente a área Médica, para que não se confundam competências e campos de acção. E penso que, antes dos enfermeiros se preocuparem em adquirir conhecimentos noutras áreas e poderem realiza-las, deviam era primeiramente abranger todas as acções da competência da Enfermagem, para que situações como as que têm acontecido (caso dos auxiliares de acção médica) não venham a acontecer nunca mais para bem de todos nós.

Se o Enfermeiro cumprir com as suas obrigações e competências, já será um OPTIMO Enfermeiro :!: