Autor Tópico: Lar ideal  (Lida 18126 vezes)

Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #30 em: Outubro 21, 2008, 14:52:03 »
Gostei da ideia das Aldeias Lar. Tem um conceito bastante interessante.

Mas continuo a batalhar na mesma tecla. Será que um lar não consegue ter condições excelentes pare dependentes como tem para independentes? Que tipo de condições pensam que um lar deve dar a um idoso dependente?

Offline EnfNessa

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Re: Lar ideal
« Responder #31 em: Outubro 21, 2008, 23:47:04 »
Hum, o lar ideal… dá que pensar… porque afinal de contas apesar de eu trabalhar num lar, tenho a certeza que este não é o ideal que eu gostaria que os meus familiares estivessem…

Uma boa forma de pensar num lar ideal, seria colocar uma pergunta simples: como seria o local que eu gostaria de deixar lá os meus familiares?

Bem, são muitas as exigências que seriam, nomeadamente:
Recursos Humanos directos com os utentes
- 1 Funcionária para cada 4 utentes de forma a lhes facilitar a sua independência na realização de actividades simples (se o nº de utentes for superior, as funcionarias não têm tempo para permitir este tipo de actividades com os utentes, sendo tudo muito à pressa);
- 1 Directora - técnica;
- Enf.ª/º diariamente 24h/ dia (em rollement);
- Médico (com horário fixo e dias fixos - de preferência de 3 em 3 dias, com disponibilidade para observar os utentes);
- Fisioterapeuta;
- Animadora diariamente (dependendo do nº de utentes, para formar grupos de acordo com as capacidades dos utentes e suas patologias);
- Horário de visitas mais extenso possível sem dificultar os cuidados de higiene… (uma das dificuldades sentidas pelos familiares dos utentes são os horários limitados até às 17h, o que torna impossível a visita);
-...

(depois cozinheira, e todos esses recursos necessários….)

Recursos Físicos
- Quartos privados e duplos, com WC’s privados em cada um deles;
- Posto médico
- Salas de Convívio (para os utentes se dividirem a fim de facilitar a interacção social com utentes com as mesmas capacidades/ dificuldades);
- Biblioteca;
- Bar;
- Sala de Visitas;
- Sala de animação (onde a animadora recruta os utentes necessários para actividades especificas);
- Sala para Directora – Técnica;
- Ginásio (realização de ginástica …);
- Capela (com missa 1 x por semana);
- …

Outros
- Possibilidades dos familiares almoçarem com os idosos (de acordo com aviso prévio);
- Possibilidade do utente trazer de casa coisas de forma a manter o quarto pessoal… ou mesmo organizar o quarto como o seu em casa de forma a sentir-se mais em casa….
- …

(se me esquecer de alguma coisa, as minhas desculpas…)

Mas este seria um lar que teria muito gosto em colocar os meus familiares…

 ;D

Offline enfermeiredo

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Re: Lar ideal
« Responder #32 em: Outubro 22, 2008, 23:58:53 »
Citação de: enfsergio
enfermeiredo...não critico isso...

o que critico é em muitos lares um dos critérios de exclusão é ser um doente dependente.

assim como muitos lares ter também como critério de exclusão ser um doente com demência.

ou seja...grande parte dos lares não aceitam idosos dependentes e/ou com uma demência.

e o que fazer com esses idosos? não merecem tratamento igual aos outros? ou será que para os lares são vistos como "fardos pesados" que dão muito trabalho...e não compensam monetariamente? será que os lares só conseguem ver €€€??
A essa pergunta respondo : NÃO. Ser justo é dar igual a quem é igual, mas também é dar diferente a quem é diferente, dar mais a quem precisa mais.
Creio que existe da tua parte uma confusão entre o papel assistencial do Estado e o papel assistencial que existe nos lares e instituições semelhantes. Enquanto tal, o Estado deve satisfazer as necessidades de todos (idealmente, tendo em conta que os recursos são limitados), os particulares satisfazem as necessidades que querem, como querem, a quem querem, de acordo com as leis do mercado e, defendo eu, com a função reguladora do Estado. O Hotel da Lapa em Lisboa (5*) não tem obrigação de alojar os sem-abrigo que dormem no lado de fora dos muros do Hotel.
Existem pessoas independentes que querem aquele modelo assistencial e o podem pagar? Optimo. O BES tambem achou isso e pegou no negócio. Pena que não fosse um grupo de enfermeiros... Os ricos também necessidades humanas que os enfermeiros têm competencias para satisfazer. Embora trabalhe numa Santa Casa da Misericórdia e trabalhe maioritariamente com pessoas carenciadas e goste (aliás prefiro, pois são geralmente mais reconhecidas), não fiz voto de trabalhar só com pobres.
Uma última coisa: tenho pena que o director técnico da Casa dos Leões seja formado  em Gestão Hoteleira e não em Enfermagem. Talvez seja por essa falta de hábito dos enfermeiros de trabalhar com os ricos...
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Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #33 em: Outubro 23, 2008, 00:20:31 »
A confusão parece não ser minha mas sua. Ninguém está aqui a falar na diferença entre pobres e ricos...entre sem-abrigos e pessoas com um tecto para morar.

Apenas questionei...se aparecem montes de lares para pessoas independentes...porque não criar também lares...com iguais condições...mas de forma adaptada para pessoas mais dependentes ou totalmente dependentes.

Não critico a criação de lares para quem os pode pagar...não critico que sejam luxuosos...ainda bem que o são...ainda bem que proporcionam boas condições e espero sinceramente que não sejam só condições físicas...mas que aqueles que lá trabalham tenham sensibilidade para o trabalho que têm.

O que faz alguma impressão é que os mais dependentes sejam esquecidos ou ate mesmo marginalizados. Apenas isso...

Offline EnfNessa

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Re: Lar ideal
« Responder #34 em: Outubro 24, 2008, 00:18:39 »
Infelizment nest país: ou se tem dinheiro e consegue-se pagar a um lar para ter a pessoa dependente, ou não se tem dinheiro e tem de estar em condições miseráveis.

Espero que no futuro possamos melhorar a todos os niveis, nomeadamente nesse aspecto de ter lares com idosos independentes e outros com idosos dependentes, porque bem sabemos que as necessidades são diferentes (recursos humanos, fisicos, ...), independentemente se estão em lares privados ou públicos (na verdade, os bons cuidados não devem faltar).

Também tenho a salientar, que os idosos orientados não deveriam estar em conjunto com os "desorientados" (não gosto muito desta palavra), porque as primeiras sentem-se deslocadas das suas capacidades. No lar exerço, isso acontece em que 80% fazem parte do segundo grupo, e os restantes sentem que foram parar a uma casa de "malucos" (como eles proprios referem) do que a um lar para terminar a sua vida com bons cuidados a todos os níveis...

Bem, se podesse tinhamos muito por onde "pegar" para auxiliar os nossos idosos, mas muitas coisas nos limitam... mas espero que também no futuro estas coisas possam melhorar...  ;)

Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #35 em: Outubro 25, 2008, 18:00:41 »
Será que a separação entre dependentes e independentes...entre orientados e desorientados não é uma forma de descriminação?

Offline EnfNessa

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Re: Lar ideal
« Responder #36 em: Outubro 25, 2008, 19:36:59 »
Penso que não está em causa a descriminação, mas sim como as pessoas se poderão sentir melhor...
Se quando for idoso tiver em todas as suas capacidades mentais, gostaria de estar num local em que os restantes utentes não falassem consigo, ou se falassem era confuso... eu não.. e pelo que observo diariamente os idosos "orientados" sentem-se desviados do seu local e não estã bem... simplesmente não estão bem...
A diferença entre dependentes/ indenpendentes pode ser mesmo desnecessário  :P mas "orientados/ desorientados" faz todo o sentido para mim...  ;D

Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #37 em: Dezembro 03, 2008, 18:06:17 »
Citar
Serviços públicos são dirigidos aos mais pobres e privados só para ricos


As famílias portuguesas de classe média e média baixa são as mais prejudicadas no acesso a serviços de apoio aos seus idosos. A conclusão é de um estudo financiado pela Fundação Aga Khan, que avalia as necessidades dos seniores em Portugal, segundo o qual os idosos de muito baixo rendimento têm serviços prestados pelo sector público, enquanto o sector privado é apenas acessível para os de rendimento médio-alto e alto. Desprotegidas ficam as classes de rendimentos médios ou médios baixos. E cada vez mais, face à nova lei que faz depender as mensalidades do rendimento familiar.

De acordo com o levantamento levado a cabo pelo Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano e pela Boston Consulting Group - com base em 1300 entrevistas e análise da oferta existente no mercado -, "o actual panorama resulta numa resposta incipiente à satisfação das necessidades de grande parte da população". Outra conclusão apontada é a de que "as organizações públicas e sem fins lucrativos não têm capacidade para abranger na totalidade o segmento dos rendimentos médio-baixos".

Uma situação que, adianta o estudo, faz com que operadores formais surjam no mercado a prestar serviços a preços que não são acessíveis à maior parte destas pessoas, pelo que acabam por ser servidos por operadores informais, de forma insuficiente e com graves rupturas.

Quanto aos preços por utente, eles podem variar consideravelmente. No caso das misericórdias o custo é de 772 euros nos lares para grandes dependentes, 614 euros nas residências assistidas e 482 nos lares. Já no sector privado formal, os valores podem ir dos 650 a 1250 euros para os cuidados residenciais, dois mil euros para cuidados domiciliários (24 horas por dia)ou até mesmo os três mil euros, se o serviço incluir acompanhamento médico.

Face aos preços elevados, a maior parte das famílias tende a recorrer aos serviços informais, que normalmente são prestados por mulheres que acumulam tarefas domésticas, mas são também caracterizados por várias situações irregulares. "A maior parte dos prestadores de cuidados não tem contratos formais, nem declara os rendimentos das suas actividades". Com LUSA


in: http://dn.sapo.pt/2008/11/30/sociedade/ ... _a_la.html

Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #38 em: Maio 04, 2009, 13:50:47 »
Maio, 2009 - 09:42
De acordo com a Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIS), cerca de 13 mil idosos aguardam um lugar nos lares apoiados pelo Estado.O presidente da CNIS, padre Lino Maia, sublinha que «não existem dados numéricos consistentes» relativamente ao número de idosos que aguardam nas listas de espera para ingressar nestas instituições.

«Há idosos que se inscrevem em várias instituições na expectativa da primeira vaga que conseguirem e, portanto, isso falseia um bocado os dados», justificou à Lusa o responsável.

Em Portugal existem 1 662 lares de idosos, indica o Gabinete de Estatística e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

in: http://noticias.portugalmail.pt/artigo/ ... ga-num-lar

Offline rmsfontes

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Re: Lar ideal
« Responder #39 em: Maio 05, 2009, 02:00:09 »
Só dois reparos sobre as ultimas opiniões que tive oportunidade de ler.

1. Os lares não devem servir para pessoas idosas dependentes. Essas pessoas idosas devem ser cuidadas em unidades de longa duração de cuidados continuados. É só uma opinião. Foi para isso que essas unidades foram criadas e o sistema paga a existência dessas unidades. Qual a diferença dum utente de cuidados continuados na tipologia de longa duração e os considerados dependentes do Lar? Então queremos lares para motivar a vida activa e saudável e depois misturamos tudo e constituimos equipas super-sónicas capazes de cuidar de dependentes e de manter as actividades de vida activa?

2. Descriminação colega e amigo Sérgio? Que maior descriminação é nós envelhecermos e só por essa caracteristica termos que passar a comer ao lado de pessoas dependentes que se babam, que se urinam e, infelizmente, não tem capacidade para comer sózinhas? Será que, por envelhecermos temos que tolerar coisas que nunca tolerámos na vida? É justo?
Queria que fizesse um exercicio: se perguntar a um casal de pessoas idosas se quando um deles adoecer e necessitar de cuidados permanentes prefere que se mantenha no seu quarto, ao seu lado, ou que seja colocado num internamento próximo, poderá ficar surpreendido com as respostas. Desde que as pessoas sejam livres de responder e não sejam sujeitas a juizos de valor por serem honestas. Se calhar é mesmo melhor tratar as pessoas idosas dependentes em unidades especificas e não continuarmos com esta barbaridade, num conceito caritativo, de tudo ao molho e fé em Deus...

Offline Caldas

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Re: Lar ideal
« Responder #40 em: Agosto 03, 2009, 01:20:45 »
Citação de: rmsfontes

1. Os lares não devem servir para pessoas idosas dependentes. Essas pessoas idosas devem ser cuidadas em unidades de longa duração de cuidados continuados. É só uma opinião. Foi para isso que essas unidades foram criadas e o sistema paga a existência dessas unidades. Qual a diferença dum utente de cuidados continuados na tipologia de longa duração e os considerados dependentes do Lar? Então queremos lares para motivar a vida activa e saudável e depois misturamos tudo e constituimos equipas super-sónicas capazes de cuidar de dependentes e de manter as actividades de vida activa?

É efectivamente um conceito com o qual concordo. Os lares têm de se virar para a função para a qual foram efectivamente criados. Se há pessoas que estão dependentes é necessário criar estruturas para que estas possam ser colocadas, exemplo são as Unidades de Longa Duração de Cuidados Continuados. Uma coisa será ter lares capazes de lidar com o envelhecimento e futura dependência da pessoa, alguém que vai para o lar independente, fica devido ao envelhecimento numa situação de dependência, mas que vê no lar a sua casa, penso que lá deverá permanecer.

Offline enfermeiredo

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Re: Lar ideal
« Responder #41 em: Agosto 03, 2009, 11:51:10 »
Uma forma de se obter o LAR IDEAL, seria através de contribuições tipo quotas, ao longo da vida, para o lar que se entendesse como ideal, através de uma associassão mutualista, por exemplo ou IPSS.
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Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #42 em: Agosto 03, 2009, 20:49:06 »
Citação de: "Caldas"
Citação de: "rmsfontes"

1. Os lares não devem servir para pessoas idosas dependentes. Essas pessoas idosas devem ser cuidadas em unidades de longa duração de cuidados continuados. É só uma opinião. Foi para isso que essas unidades foram criadas e o sistema paga a existência dessas unidades. Qual a diferença dum utente de cuidados continuados na tipologia de longa duração e os considerados dependentes do Lar? Então queremos lares para motivar a vida activa e saudável e depois misturamos tudo e constituimos equipas super-sónicas capazes de cuidar de dependentes e de manter as actividades de vida activa?

É efectivamente um conceito com o qual concordo. Os lares têm de se virar para a função para a qual foram efectivamente criados. Se há pessoas que estão dependentes é necessário criar estruturas para que estas possam ser colocadas, exemplo são as Unidades de Longa Duração de Cuidados Continuados. Uma coisa será ter lares capazes de lidar com o envelhecimento e futura dependência da pessoa, alguém que vai para o lar independente, fica devido ao envelhecimento numa situação de dependência, mas que vê no lar a sua casa, penso que lá deverá permanecer.



Nessa vossa visão...se um casal pretender ir para um lar...em que a mulher é independente, apesar de uma diminuição da acuidade visual por retinopatia diabética; o marido com doença de Alzheimer, acamado, totalmente dependente nas AVD's...parece que só a mulher poderá ir para o lar...o marido vai para a unidade de longa duração de cuidados...separa-se o casal...pois não se pode misturar tudo. Pois é...eu conheço esta situação...em que um filho colocou o pai num lar...e a esposa não quiz "abandonar" o marido e foi para o lar com ele...mas pela vossa visão...

Offline Gansita

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Re: Lar ideal
« Responder #43 em: Agosto 05, 2009, 15:12:22 »
Boa tarde!

Concordo com a opinião do enfsergio. Os lares para idosos foram criados para dar resposta às necessidades que a população manifesta. A dependência das pessoas, e/ou os cuidados que estas exigem, não devem ser factor descriminatório ou impeditivo ao ingresso numa instituição deste cariz. O que se pretende com a integração destes utentes ou clientes, segundo as últimas directivas dos manuais da qualidade, é a promoção de um envelhecimento activo, digno e adequado às suas necessidades, deste modo o que realmente é importante é educar as pessoa a saber lidar com as diferenças e natureza de cada ser humano.

Como disse o colega, uma pessoa com sialorreia, pode impressionar os outros utentes, mas do decorrer da minha actuação neste tipo de instituição, este é um tipo de coisas, que até gera um certo tipo de solidariedade entre as pessoas, pois os mais independentes num gesto de carinho oferecem a sua ajuda para ir ajudando aqueles que infelizmente, não conseguem fazer simples gestos, como limpar a saliva. Acho que isto é de louvar, e os nossos utentes têm-se demonstrado muito receptivos a todo o tipo de pessoas, independentemente da patologia ou características que estes manifestam.
Com isto defendo que integração sim, discriminação não. Todos temos direito a usufruir de uma vida dita normal em instituições ditas normais.

Claro que há excepções, por exemplo se um utente necessitar de cuidados de saúde mais específicos e caso estes não estejam presentes num lar, das duas uma, ou se criam essas condições ou então deverão ser encaminhados de acordo as suas necessidades.

No lar onde trabalho, poucos são os utentes independentes. Sendo portanto, a grande maioria dependente em vários graus der acordo com as escalas aplicadas na instituição. Mas os nossos utentes dispõe de inumeras ajudas técnicas de varios dispositivos de apoio à prática de técnicas de enfermagem, e principalmente de recursos sociais e humanos, devido à articulação feita com a rede onde estamos inseridos. Quando os nossos utentes carecem de cuidados especiais decorrentes de um episódio de emergência são enviados ao hospital, o que acontece poucas vezes (em média 1 a 2 vezes por mês, sendo que há meses em que não há nenhuma ocorrência).

No cado de utentes totalmente dependentes como os acamados, estes têm unidades específicas de acordo com o que necessitam, e de acordo com a vontade que os eles ou os familiares definem com a equipa técnica.

Considero que o mais importante é avaliar as pessoas com instrumrntos credíveis e adequados à população onde nos inserirmos, planear as acções de acordo com o PDI e fazer as coisas em equipa multidisciplinar, só assim daremos um cuidado holístico a cada um dos nossos utentes, promovendo assim um envelhecimento activo e condigno.
Bem-haja! ;)
Bem-haja :)

Offline enfsergio

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Re: Lar ideal
« Responder #44 em: Agosto 05, 2009, 17:38:04 »
Citação de: Gansita
Os lares para idosos foram criados para dar resposta às necessidades que a população manifesta. A dependência das pessoas, e/ou os cuidados que estas exigem, não devem ser factor descriminatório ou impeditivo ao ingresso numa instituição deste cariz. O que se pretende com a integração destes utentes ou clientes, segundo as últimas directivas dos manuais da qualidade, é a promoção de um envelhecimento activo, digno e adequado às suas necessidades, deste modo o que realmente é importante é educar as pessoa a saber lidar com as diferenças e natureza de cada ser humano.

concordo...e o enfermeiro tem um papel fundamental nessa educação.

Citação de: Gansita
Com isto defendo que integração sim, discriminação não.

mais uma vez...concordo...