Autor Tópico: Perdemos tudo  (Lida 4854 vezes)

Offline Caça Coelho

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 110
    • Ver Perfil
Re: Perdemos tudo
« Responder #15 em: Abril 16, 2008, 13:19:37 »
Caro colega Magistral Estratega, "o maior cego é aquele que não quer ver".

Comecemos pela qualidade ensino, principalmente a nível das escolas privadas, muitos alunos, professores pouco qualificados, falta de condições das escolas.
A nível geral temos a falta de campos de estágio, alunos que são despejados nos mesmos, sem acompanhamento por parte das escolas e sem tutores disponibilizados por parte das instituições, que apenas querem que façam seja o que for, porque debatem-se com falta de Enfermeiros e auxiliares.

Subsídios de curso, já os tivemos, ou seja perdemos direitos adquiridos, mas caso não saiba existem muitos cursos que durante os estágios práticos já oferem um ordenado.

Falta de recusos materiais (realmente o colega não anda cá), se nunca se debateu com a falta de soros, material de penso esterilizado ou não, obturadores, seringas, luvas e até falta de medicação, é um sortudo. Existem ainda aqueles que são avaliados pela poupança ou não de material.
Recursos humanos, essa então é aberrante, as pseudo negligências que observamos directamente ou pelos media, são espelho dessa falta.
Recursos físicos (a nível de instalações) realmente têm vindo a melhorar, principalmente devido ao encerramente de muitas instituições e de serviços, não tem condições encerra-se, pois então!

Qualidade dos cuidados de Enfermagem, a qualidade não é demonstrada pelas SIPES, pelas SAPES ou pelo procedimento ao despacha e em serie, onde está o tempo disponibilizado para enteragir com o utente? A empatia que tanto se fala no curso? Afinal a definição de saúde segundo a OMS diz-nos que "Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença".
O corte desmedido nos recursos humanos teve como consequências a desmotivação dos profissionais e diminuição da qualidade de Enfermagem.


Salários, caro colega ou trabalha para aquecer como se costuma dizer ou é voluntário, aí concordo.
Já trabalhar 40 horas semanais, a 5 euros á hora, sem subsídio de férias, Natal, direito a férias, a recibos verdes, 20% para IRS e 155 euros minímo para a segurança social mensalmente, não concordo!
Este éum exemplo, mas existem piores, pode crer.
Por isso já não falo em aumentos, falo em manter o nosso ordenado base, que hospitais púlicos devido ao excesso de Enfermeiros negoceiam como se de uma feira se tratasse.

Respeito, hoje somos tidos como uma profissão de coitadinhos á procura de migalhas, já nos comparam com empregada da limpeza a nível salarial com vantagem das segundas em muitos casos, existem instituições que nos varram o caminho á porta se lá formos entregar currículos, mandam-nos para casa na passagem de turno porque para naquele turno a taxa de ocupação do serviço é menor e eles querem poupar uns trocos, colocam 1 unico Enfermeiro responsável por um serviço inteiro á noite, obrigam-nos  a fazer cargas horárias ilegais, colocam-nos a trabalhar em serviços sem fazer integração.
Os médicos e utentes ao observarem estas aberrações, tratam-nos por inerência como pobres coitados.

Caro colega, depois do supra exposto penso que já não vale a pena fala em autoestima, pois não?

Offline Enf.Pipa

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 295
    • Ver Perfil
Re: Perdemos tudo
« Responder #16 em: Abril 16, 2008, 13:33:59 »
Citação de: Caldas
Bem acerca dos subsídios posso falar bem, porque fiz parte da Direcção da AE enquanto estudante e fui da Direcção da FNAEE. Prefiro chamar-lhe Acção Social. No ano passado foi realizada uma acção de sensibilização no Encontro Nacional de ESTUDANTES de Enfermagem. Os membros das Associações que pagam para estar no ENEE como qualquer outro, disponibilizaram-se e organizaram uma acção que alertava para esta problemática. Foram imensos os estudantes que me disseram que preferiam ir para  a praia e estava eu, na altura já enfermeiro a lutar por algo que nem eles próprios querem saber...

Este é um exemplo, Enf. Pipa se ainda és aluna, que fizeste tu para voltares a ter subsídios em caso de dupla deslocação em ensino clínico? Que exigiste a tua AE? Se ainda não o fizeste, vai e exige, mas não exijas e desapareças porque desses está o mundo cheio.

Já agora aconselho a verem em relação a esta temática:
http://esecg.blogspot.com/2008/04/aco-d ... braga.html
http://esecg.blogspot.com/2008/04/comun ... lizao.html

Estranho ou não pelos vistos estava marcada pela FNAEE uma acção para o dia 7 de Abril a nível da zona norte. Que tenha conhecimento apenas aconteceu em Braga. Não exijam da vossa associação apenas festas e conferências. Exijam trabalho de campo pelos vossos direitos.

Já não sou aluna, mas na altura a AE da minha escola tava "desfeita", não havia AE. Fizemos assembleia geral, e a escola disse-nos k não havia dinheiro, k o dinheiro disponivel tinha acabado e k o instituto não tinha disponibilizado mais dinheiro pa esse fim...
Mas concordo consigo kto aos alunos não se interessarem mto por isso.

Offline Caldas

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 1323
    • Ver Perfil
    • http://ocantosocial.blogspot.com
Re: Perdemos tudo
« Responder #17 em: Abril 16, 2008, 18:56:34 »
Citação de: Mguedes

Qualidade dos cuidados de Enfermagem, a qualidade não é demonstrada pelas SIPES, pelas SAPES ou pelo procedimento ao despacha e em serie, onde está o tempo disponibilizado para enteragir com o utente? A empatia que tanto se fala no curso? Afinal a definição de saúde segundo a OMS diz-nos que "Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença".
O corte desmedido nos recursos humanos teve como consequências a desmotivação dos profissionais e diminuição da qualidade de Enfermagem.


A CIPE ou o seu aplicativo informático SAPE realmente não demonstram qualidade. Mas são registadores dos cuidados prestados. Se o colega não documenta o que faz como quer que os outros reconheçam o seu trabalho? Como quer o colega ter tempo para interagir com o utente se não tem indicadores que digam que os seus cuidados são garante de qualidade e vão dar ganhos em saúde à pessoa?
Imagine que não é enfermeiro, mas sim administrador hospitalar e os enfermeiros dizem-lhe que precisam de mais enfermeiros para poderem interagir com as pessoas. Não perguntaria aos enfermeiros quais os ganhos em saúde que isso iria dar aos doentes?
Deixem o discurso do dado adquirido e da recompensa pela competência teórica. Para se merecer é necessário mostrar que se é importante.

Offline Mauro Germano

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 2218
    • Ver Perfil
    • http://saudeeportugal.blogspot.com
Re: Perdemos tudo
« Responder #18 em: Abril 16, 2008, 19:38:32 »
Citação de: Mguedes
Caro colega Magistral Estratega, "o maior cego é aquele que não quer ver".

Comecemos pela qualidade ensino, principalmente a nível das escolas privadas, muitos alunos, professores pouco qualificados, falta de condições das escolas.
A nível geral temos a falta de campos de estágio, alunos que são despejados nos mesmos, sem acompanhamento por parte das escolas e sem tutores disponibilizados por parte das instituições, que apenas querem que façam seja o que for, porque debatem-se com falta de Enfermeiros e auxiliares.
 
Digo-lhe já que fiz o meu curso numa instituição privada e posso assegurar-lhe que se não aprendi mais foi por minha própria culpa. Também lhe posso dizer que nalgumas disciplinas os professores estavam nitidamente mal preparados ou pouco vocacionados para o ensino numa vertente prática de Enfermagem, se isso me afectou? Não sei, mas não me considero inferior a nenhum colega com o mesmo tempo de serviço que eu, nem me considero com menos motivação do que qualquer outro para continuar a melhorar. O que eu digo é, se a escola ou os outros não têm capacidade para te ensinar, procura tu mesmo esse caminho, auto-motivação acima de tudo

Citação de: Mguedes
Subsídios de curso, já os tivemos, ou seja perdemos direitos adquiridos, mas caso não saiba existem muitos cursos que durante os estágios práticos já oferem um ordenado.

Não duvido que ofereçam, mas o que questiono é, fazem sentido esses subsídios de curso? Até porque os alunos com menos posses são subsidiados por bolsas de estudo.

Citação de: Mguedes
Falta de recusos materiais (realmente o colega não anda cá), se nunca se debateu com a falta de soros, material de penso esterilizado ou não, obturadores, seringas, luvas e até falta de medicação, é um sortudo. Existem ainda aqueles que são avaliados pela poupança ou não de material.
Recursos humanos, essa então é aberrante, as pseudo negligências que observamos directamente ou pelos media, são espelho dessa falta.
Recursos físicos (a nível de instalações) realmente têm vindo a melhorar, principalmente devido ao encerramente de muitas instituições e de serviços, não tem condições encerra-se, pois então!

Por acaso ando cá, e todos padecemos dos mesmos problemas, mas de facto quando se trabalha nessas condições e não se denuncia ou não se faz uma exposição ao conselho de administração ou a qualquer outra entidade também tem de ser responsabilizado por ter essas condições. Acaso mostrou o seu ponto de vista formalmente a alguém incluindo o(a) seu (ua) enfermeiro (a) chefe? Quanto à avaliação por poupança de material… Acho muito bem que assim seja, e não estou a ser irónico. Não como factor principal mas como um factor muito importante.

Quanto aos recursos humanos visionados via media, o colega anda cá? Na maioria das vezes são manipulações grosseiras da opinião pública e entristece-me até que compactuemos com isso(uma vez que estamos dentro do assunto). Por outro lado, quando as observamos directamente, alguma coisa temos de fazer em relação a isso. Prove que tem falta de pessoal a trabalhar no seu local de trabalho e a relação disso com a diminuição da qualidade de assistência, aí já terá meio caminho andado.
 Quanto ao encerramento dos serviços, temos de pensar sempre na melhoria global do sistema e não em cada caso isoladamente. Porém temos também de reflectir e exigir que as alternativas criadas não diminuem a qualidade. Pense-se no caso do encerramento dos SAP’s. Se o conceito de proximidade se sobrepõe ao da qualidade, ou por outro lado, se a rede de transportes poderá assegurar eficazmente esse encerramento. São múltiplos factores que não se podem analisar individualmente.

Citação de: Mguedes
Qualidade dos cuidados de Enfermagem, a qualidade não é demonstrada pelas SIPES, pelas SAPES ou pelo procedimento ao despacha e em serie, onde está o tempo disponibilizado para enteragir com o utente? A empatia que tanto se fala no curso? Afinal a definição de saúde segundo a OMS diz-nos que "Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença".
O corte desmedido nos recursos humanos teve como consequências a desmotivação dos profissionais e diminuição da qualidade de Enfermagem.
A qualidade dos cuidados tem de ser avaliada, dando resultados finais em números (satisfação do utente; reconhecimento da qualidade do enfermeiro enquanto profissional e pessoa por parte do utente; avaliação dos conhecimentos apreendidos pós educação para a saúde; mudança nos comportamentos e controle dos factores de risco). Apesar de a veia “romântica” não poder desaparecer, esta tem de ser complementada pela frieza dos números e estes exemplos acima referidos podem ser resultados da empatia e interacção com o utente, que é para isso que ela existe, e não para conversar sobre futebol ou sobre o bezerro que nasceu com menos 5 kg.
Desmotivação? Diminuição da qualidade de Enfermagem? Se pensarmos bem, nunca se exigiu tanto a um enfermeiro, as expectativas dos resultados da nossa actuação estão mais elevadas e é normal que não havendo condições para serem cumpridas, a nossa percepção reflicta isso mesmo. Isso é bom pois obriga-nos a melhorar e a procurar melhores condições. Desmotivação? Se ao fim de 2 ou 3 anos um profissional de uma área qualquer está desmotivado, das três uma, ou não sabia no que se ia meter, ou de facto não está vocacionado para enfrentar dificuldades ou se está tem de fazer alguma coisa para mudar (ou de profissão ou as condições de exercício da profissão).

Citação de: Mguedes
Salários, caro colega ou trabalha para aquecer como se costuma dizer ou é voluntário, aí concordo.
Já trabalhar 40 horas semanais, a 5 euros á hora, sem subsídio de férias, Natal, direito a férias, a recibos verdes, 20% para IRS e 155 euros minímo para a segurança social mensalmente, não concordo!
Este éum exemplo, mas existem piores, pode crer.
Por isso já não falo em aumentos, falo em manter o nosso ordenado base, que hospitais púlicos devido ao excesso de Enfermeiros negoceiam como se de uma feira se tratasse.

Quanto ao sector público (inclui todas as instituições não privadas) o problema é geral (exceptuando a classe médica mas as razões transcendem este tópico) e de resolução mais morosa, não impossível, mas com outro tipo de abordagens…
Quanto ao trabalhar pelos preços que referiu ou ainda menos. Não tenho pena nenhuma de quem faz isso. É porque realmente dão pouco valor ao que fazem. Por esse preço preferia trabalhar num shopping onde não teria nem 5 % das responsabilidades, preocupações ou cansaço. Não vejo por exemplo, por parte de um engenheiro civil, um desconto nos seus préstimos, mesmo havendo escassez de oferta… Parte da nossa consciencialização enquanto classe também parte do orgulho e são esses que aceitam trabalhar por essa miséria que acabam com qualquer aspiração de um futuro melhor.

Citação de: Mguedes
Respeito, hoje somos tidos como uma profissão de coitadinhos á procura de migalhas, já nos comparam com empregada da limpeza a nível salarial com vantagem das segundas em muitos casos, existem instituições que nos varram o caminho á porta se lá formos entregar currículos, mandam-nos para casa na passagem de turno porque para naquele turno a taxa de ocupação do serviço é menor e eles querem poupar uns trocos, colocam 1 unico Enfermeiro responsável por um serviço inteiro á noite, obrigam-nos  a fazer cargas horárias ilegais, colocam-nos a trabalhar em serviços sem fazer integração.
Os médicos e utentes ao observarem estas aberrações, tratam-nos por inerência como pobres coitados.

Somos tidos por coitadinhos por quem principalmente? Por nós próprios. Isto é a maior verdade que existe. Os enfermeiros são os maiores coitados do mundo. Com uma capacidade de auto comiseração sem limites. Repare só nas eleições da OE: quantos votaram? Depois fala que o mandam embora na passagem de turno… não volte! Se todos tivessem um pingo de vergonha isso não aconteceria. Como respeitar alguém que se presta a este tipo de coisas. Eu não respeitaria…
Quanto às condições de trabalho, já o referi e volto a referi-lo, se acha que há insuficiência de recursos prove-o e a existir quem é responsabilizada é a instituição, não podemos é pactuar com isso, é nosso dever enquanto enfermeiro competente, denunciar essas situações e contribuir para a melhoria das mesmas.
Anteriormente falou no respeito dos doentes e médicos. Continuo a não perceber o que quer dizer com isto. O respeito conquista-se e exige-se também.

Coitado é corno nunca ouviu dizer?

Citação de: Mguedes
Caro colega, depois do supra exposto penso que já não vale a pena fala em autoestima, pois não?

Faz todo o sentido é pensar no que queremos enquanto enfermeiros e pessoas. Se nos vemos como uns coitados ou se nos vemos como alguém que está a passar por problemas mas que não desiste e faz ALGUMA COISA POR ISSO.

Offline Caldas

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 1323
    • Ver Perfil
    • http://ocantosocial.blogspot.com
Re: Perdemos tudo
« Responder #19 em: Abril 16, 2008, 19:54:01 »
Citação de: Magistral Estratega

Não duvido que ofereçam, mas o que questiono é, fazem sentido esses subsídios de curso? Até porque os alunos com menos posses são subsidiados por bolsas de estudo.


Estou de acordo com o teu post anterior quase na totalidade, excepção desta citação.

O problema está na atribuição de subsídios, também conhecidos como bolsas de estudo da acção social escolar do Ensino Superior. Esta é feita a priori no inicio do ano, quando o aluno não tem noção dos locais onde irá realizar ensinos clínicos. Quando o aluno sabe o local e mesmo que este lhe acresça uma despesa mensal de 300 euros, não há compensação nenhuma atribuída. Aqui está o problema de base deste sistema todo.

Offline Mauro Germano

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 2218
    • Ver Perfil
    • http://saudeeportugal.blogspot.com
Re: Perdemos tudo
« Responder #20 em: Abril 17, 2008, 02:07:42 »
De facto desconhecia a natureza dos subsidios pelo que me penitencio e humilho até porque tenho de dizer que não conhecia perfeitamente este assunto. Contudo, tal como lhe falei, devem ser apenas para compensar situações de desigualdade e nunca para criar condições de privilégio. A única que julgo ser exigível é a equivalência entre o preço das refeições no Hospital e na cantina do local de ensino.

Todas as demais parecem-me demasiado exigentes.

Mas como disse, é tudo uma questão de as Associações de Estudantes negociarem esses acordos, com perseverança e firmeza de argumentos.

Se todos fizermos um pouquinho o somatório de todas as nossas acções será gigantesco

Offline enfarfr

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 2758
    • Ver Perfil
Re: Perdemos tudo
« Responder #21 em: Abril 17, 2008, 19:47:19 »
Mguedes parabéns pela tua imagem que tens aqui no Fórum... Essa não conhecia... Mas comprei a Reforma aos 90 Eu vou...

Offline Enf.Pipa

  • Membro Ativo
  • ****
  • Mensagens: 295
    • Ver Perfil
Re: Perdemos tudo
« Responder #22 em: Abril 17, 2008, 23:05:50 »
Citação de: enfarfr
Mguedes parabéns pela tua imagem que tens aqui no Fórum... Essa não conhecia... Mas comprei a Reforma aos 90 Eu vou...

Já o Nuno Markl (axo k é assim k se escreve) apareceu com uma t-shirt com este logotipo há alguns meses atrás. Tá mto original.

Offline Herodes

  • Membro Veterano
  • *****
  • Mensagens: 2220
    • Ver Perfil
Re: Perdemos tudo
« Responder #23 em: Outubro 22, 2008, 07:39:36 »
Valham-nos estas imagens alegres para não nos sentir-mos deprimidos com a realidade da nossa profissão.
Mas como diria Ricardo Araújo Pereira: "pra bem, pra bem, era perdermos a bastonária. Isso é que era!"