Votação

Actualmente não faz parte do ambito da OE questões salariais/monetárias. Concorda? Porquê?

Sim
26 (18.4%)
Não
98 (69.5%)
Não tenho opinião formada
17 (12.1%)

Votos totais: 141

Votação encerrada: Janeiro 04, 2008, 11:15:17

Autor Tópico: Uma pergunta Polémica  (Lida 17834 vezes)

Offline pedrojosesilva

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #30 em: Março 23, 2008, 23:29:11 »
@Magistral estratega

continuação...

Citar
não se trata de criar condições privilegiadas apenas de manter os profissionais activos e capazes para intervirem de forma eficaz o que será impossível se milhares estiverem no desemprego
Quanto a isto, o Modelo de Desenv. Profissional (MDP) é o único garante para resolver a situação que aponta de uma forma articulada e eficaz. Aqueles a quem a OE atribuir título profissional após o EPT (exercício profissional tutelado) terão com certeza maior possibilidade de iniciar em seguida emprego por comparação ao que acontece actualmente,pois as vagas e só faz sentido que assim seja, são determinadas pelas necessidades de cuidados de enfermagem da população e não pela apetecibilidade de abrir vagas para o curso licenciatura em Enfermagem. Fiz-me entender?

Citar
- Definam o que querem realmente que um enfermeiro seja, se todos especialistas ou não. E se o rumo é serem todos especialistas adequem as especialidades à prática. Já vi o que querem das novas especialidades e considero-as mais do mesmo, reportando-me à área que conheço melhor, falaria-lhe da futura especialidade da pessoa em situação crítica
A posição da OE é clara, o percurso de desenvolvimento profissional dos enfermeiros deve leva-lo a especializar-se numa determinada área. Pense nisto fora da lógica escolarizada de hoje em dia, e começará a perceber melhor. Hoje em dia já existem peritos em determinada áreas, que só não são especialistas de nome, mas que o são na verdade. A área da emergência é o exemplo claro disso.
Da minha parte pode crer que já estou a fazer a minha parte para dar andamento a isto, uma vez que a própria OE já reconheceu no documento sobre a individualização das especialidades, os cuidados ao doente crítico assim como outras novas áreas, umas vindas da afirmação dos enfermeiros no terreno, outras vindas da teoria da autonomia desenvolvida nos últimos anos sobretudo pelo pensamento oriundo das escolas e de peritos teóricos.
No meu entender a prioridade é apostar primeiro naqueles que já têm trabalho adiantado no terreno, mesmo que isso implique que as escolas não estejam nada preparadas para isso,pois os peritos estão todos cá fora. Fiz-me entender?

Por último em relação, ao que diz da minha posição privilegiada, acredite que aproveitarei até à última gota todos os recursos que tiver ao meu alcance para mobilizar as pessoas, mas que fique bem claro, e estou á vontade para dizer isto porque fundei este site do qual me orgulho, o Forumenfermagem não é a Ordem dos Enfermeiros, e se quer intervir directamente na OE tem que se dirigir aos locais próprios, seja ás AGs, apresentando projectos concretos à Ordem e ao Conselho de Enfermagem da OE, por pedidos de pareceres,ou participando responsavelmente no novo fórum do site da OE que estamos a fazer força para que veja a luz do dia o mais rápido possível.

Offline Mauro Germano

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #31 em: Março 24, 2008, 20:04:04 »
@pedrojosesilva

Quando falo em proximidade da OE para com os seus membros, os Enfermeiros, uma boa forma de cativá-los seria falar daquilo que considera não ser do âmbito da OE, ou seja, as reivindicações salariais e condições laborais, mas pense comigo, se os sindicatos são inaptos, pouco representativos, com pouco poder de mobilização e acima de tudo têm-se revelado incompetentes, porque não haverá de a OE assumir essa luta, senão explicitamente, de uma forma mais subtil e publicamente para que os enfermeiros se revejam na sua Ordem.
 
E verdade que há uma grande fatia de Enfermeiros que têm a Enfermagem que merece porque não se envolvem, não querem saber disso para nada e simplesmente estão cá para fazer número, mas há outros que, ou não se sabem envolver, ou não se sentem motivados devido a encararem a OE como alguém que lhe cobra as quotas, cotas ou como lhe quisermos chamar e desde já assumo que esta não é a visão que eu tenho da OE , eu simplesmente discordei das opções tomadas para atingir alguns objectivos o que me levou a não votar na sua lista.

Mas a maioria está a precisar de ser acordada e a OE teria todo o poder para mobilizá-los. Quer por uma maior intervenção pública :(nem que roce a parcialidade para o nosso lado… não podemos ter sempre o bom senso se é que me entende) acerca dos temas relacionados com a Saúde , quer em particular que possam por em causa o bom nome de Enfermeiros ou da Enfermagem, de preferência de forma célere, antecipada e nunca  a reboque de outras declarações prévias, nisto caro colega não há volta a dar, não podemos estar na defensiva. Penso que um gabinete de assessoria para a imprensa daria todo o jeito (sem qualquer ponta de ironia).
Passaria por visitarem mais frequentemente as instituições, algo que vejo estar a ser melhorado significativamente neste mandato, mas ainda aquém do que poderia ser.

Como disse muito do poder que temos passa por mobilizar os Enfermeiros, isto é só uma das poucas medidas que poderiam ser empreendidas, mas como diz o local, o tempo e a oportunidade não são as melhores para lhas enunciar a todas.


Quanto aos cuidados mínimos:

Em Novembro de 2006 enviei um mail para a Ordem dos Enfermeiros a pedir esclarecimento sobre o que consideravam ser um Cuidado Mínimo e quais os cuidados mínimos numa UCI, isto no contexto de uma greve que se iria realizar nesse mês. Obtive a minha resposta em Maio de 2007,via telefone e tenho a confessar que não recordo o nome da Sra Enfª que me deu a resposta nem a comissão a que pertencia (quase podia jurar que pertencia à comissão de cuidados gerais mas confesso que não o facto de ter sido acordado pelo telefone, em pleno ENEE me levou a não fixar os primeiros dados) mas falo-lhe com toda a verdade do Mundo que foi isto que se passou: Inicialmente perguntou-me a motivação do meu pedido que eu já nem recordava (6 quase 7 meses leva a alguns lapsos de memória)  mas rapidamente recuperei a memória. A motivação era saber essencialmente o que era um cuidado mínimo, ao que me foi respondido que é um cuidado essencial  , e eu perguntei :mas numa UCI em especifico?
Responderam-me : são todos! Confesso que fiquei perplexo; pensei …obviamente nisto devo ter uma perspectiva bastante radical do que são cuidados mínimos pois mínimo deve ser o cuidado indispensável à manutenção da vida, ou seja o ABCD, e perguntei mas como pode isso ser assim? Um cuidado de higiene é mínimo? Uma troca de cateteres é mínimo? Ao que me foi respondido que cada caso é um caso e tem de ser equacionado individualmente. Considerei a resposta manifestamente pouco de encontro ao esclarecimento das minhas dúvidas e falei-lhe da motivação principal que era o impacto que uma greve tem se os enfermeiros não sabem especificar quais os cuidados mínimos a prestar, não têm suporte legal para se negarem a fazer determinados cuidados e da necessidade de não deixar isto em campo nebuloso e discriminar exactamente, sem sombra de dúvidas sobre quais são os cuidados mínimos (ou essenciais como lhe quisermos chamar). Responderam-me que iriam debater o assunto e em breve teria novamente notícias, agradeci pela disponibilidade apresentada e aguardo desde aí novo contacto.

Penso que já expliquei um pouco do que entendo ser os Cuidados Mínimos. Propostas… Abordarei no final essa questão.

Falámos na questão do plano curricular único e permita-me citá-lo. “OE não tem jurisdição sobre o ensino superior. Está fora de questão determinar planos de estudos únicos, pois não há mandato nem garantias de competências pedagógicas para a OE determinar percursos que são académicos”
Tem toda a razão, mas como já disse não falei em determinar ou se falei o mais correcto seria sim “aconselhar” um plano de estudos único, bem mais alargado que o actual pois por acaso eu até acho que 4 ou 5 anos é pouco para formar um enfermeiro “de cuidados gerais”. Eu não vejo a diversidade do mesmo ponto de vista do colega pois tal como já disse acho inconcebível que tendo um enfermeiro exactamente as mesmas responsabilidades e eventuais competências em todo o Portugal porque haverá de ser a sua formação diferente? Só servirá para alimentar as discrepâncias que abundam por esse país fora e divergir do actual paradigma que é convergir na formação. Diversidade só em cadeiras opcionais. Se a OE não tem legalmente competências pedagógicas para isso tem com certeza no seu seio enfermeiros suficientemente competentes para desenvolver um parecer técnico nesse aspecto.

Ora uma instituição que não “seguisse” este plano de estudos “aconselhado” ficaria automaticamente descredibilizada. E o plano de estudos poderia requerer determinados estágios ou ensinos clínicos que porventura não conseguiriam assegurar pelo que a oferta de vagas seria regulada em função disso.

Quanto à parte da orientação de alunos, tenho uma interpretação diferente e remeto-o para a leitura do REPE mais especificamente para o capítulo IV , artigo 9 linha 6 alínea a) pois considero a parte de formação de enfermeiros englobada nesta temática. E acho ser um dever profissional esta questão.

Quanto ao MDP
1ª pergunta: Há condições para integrar todos os recém formados no EPT, e se não o que fazer aos que “sobram”?
2ª pergunta: porque não aproveitar o EPT para a realização da especialização, tendo para isso que se aumentar o tempo de EPT e certificar os tutores, em moldes que desconheço?
3ª pergunta : Não se estará simplesmente a adiar o problema do desemprego por um ano? Ou até mais para aqueles que não conseguirem entrar no EPT (é que duvido da capacidade do nosso SNS formar com qualidade 4000 enfermeiros ou coisa assim que o valha)


Quando falei em privilégios não me estava a referir a ter um ritmo de formação abaixo das necessidades do País de forma a manter sempre um défice de enfermeiros, idealmente era o que eu faria se não tivesse consciência cívica mas como julgo ser necessário para o Estado manter algum poder que lhe permita não ficar refém de nenhuma classe profissional não é isso que eu advogo, até porque não podemos criticar os vizinhos (OM) se fizermos exactamente o mesmo que eles. Claro que defendo uma regulação muito restrita mas que mantenha o problema em níveis aceitáveis, até porque já muito se disse sobre isto e concordo plenamente com isso:  Exercer uma profissão na área de Saúde com qualidade, segurança e competência não se coaduna com longos períodos de interregno de prática nem com demoras no inicio da actividade profissional, simplesmente não é uma realidade comparável com qualquer outra área de actividade. Isto não é um privilégio, é um garante de qualidade para a população e se os portugueses não perceberem isso é porque têm a Saúde que merecem (ou que estupidamente julgam ter).


Relativamente às especialidades:


Eu já percebi rumo que a OE quer seguir e concordo plenamente com ele, ou seja todos sermos especialistas. Não sei ainda em que moldes é que estão a pensar em certificar as competências de por exemplo aqueles que já são especialistas na prática mas que não possuem qualquer título profissional. Também sei que a questão de as especialidades serem feitas no terreno e não na escola ainda não está devidamente clarificada (não estou enganado pois não?). Apenas lamento que as propostas para as novas especialidades sejam ainda tão vagas e reduzidas: por exemplo relativamente à especialidade da pessoa em situação crítica esta só fará sentido se existirem subespecialidades como por exemplo: emergência pré-hospitalar; cuidados intensivos por exemplo cardíacos e cardiotorácicos; neurocirúrgicos e neurológicos e por aí em diante. O mesmo se aplicaria à Saúde no Adulto em que apesar de não advogar a colagem às especialidades de Medicina, defendo uma maior diversidade neste capítulo.
Isto sob pena de formarmos especialistas que nem são melhores nem mais competentes nem trarão nada de novo ao actual panorama de generalismo e insuficiente competência.

Falando do envolvimento pessoal nos assuntos de Enfermagem e na apresentação nos locais devidos:
- Lamento por mim que só me tenha começado a interessar, um pouco mais a fundo, desde que deixei de trabalhar em Lisboa(agora trabalho no Porto) onde era sem dúvida mais fácil aceder a determinadas informações e locais devidos pois não o pode negar e isto também não serve de desculpa para mim nem para ninguém, que a distância geográfica é sem dúvida determinante mas tenho-lhe a dizer que planeava e estaria nesta AG de 15 de Março, com propostas que não chegaram a ser concluídas pelo mesmo motivo pelo qual não fui à AG, por motivos que não interessam aqui divulgar, mas posso garantir-lhe que sempre que tenho uma dúvida peço um parecer à OE, que lamentavelmente não me tem respondido nem em oportunidade nem de forma nenhuma. Com certeza que gostaria de poder deslocar-me sempre que pudesse mas como lhe digo o tempo, a distância e outros pormenores impedem-me de tal. Tinha-me proposto envolver-me a fundo nos nossos problemas a partir de 2008, começando nesta AG ( a votação para as eleições considero-as um dever e nem sequer as enquadro na participação mas uma obrigação) mas tal não foi possível, nem será nos próximos meses, mas quando existir pode acreditar que estarei lá para dar o meu parecer, apresentar as minhas propostas e sujeitar-me ao escrutínio das minhas opções assim como fazer o mesmo às de outros.

Revejo-me totalmente nessa visão de se queremos algo melhor e não vemos propostas que as apresentemos nós, que não critiquemos se não tivermos alternativas melhores, portanto será o que continuarei a fazer e futuramente mais activamente. Até lá… paciência. Mas a Enfermagem não se muda só na OE mas na realidade das nossas equipas, serviços, instituições e nisso todos podemos ter uma palavra a dizer.


PS: já lhe teria respondido ontem mas a Internet é imprevisível e foi-se abaixo quando tinha o texto de resposta quase completo pelo que tive de elaborá-lo de novo.

Cumprimentos
 

Offline Son_Goku

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #32 em: Março 24, 2008, 23:59:15 »
Há um determinado problema na especialização total dos Enfermeiros: quando isso acontecer vamos ser todos nivelados por baixo. Actualmente temos a categoria de enfermeiro especialista, que demarca competências específicas relativamente ao Enfermeiro de cuidados gerais, com respectiva distinção pecuniária. Ora, no dia em que for extinta esta demarcação, a especialidade seré encarada pela tutela como um requisito básico para a prática da Enfermagem e não como um acrescento ou adenda a esta. Seremos todos considerados enfermeiros generalistas em termos de carreira  (embora com competências de especialistas) pelo que a existência da categoria de Especialista deixa de ter razão para existir.
Claro que haveria a possibilidade de transitarmos todos para esta categoria, mas pelas lições já dadas pelo poder político essa hipótese não me parece verosímil.
Em suma, se em termos científicos a especialização total é benéfica, em termos de carreira irá trazer prejuízo. Resta saber o que pesa mais...

Offline Caldas

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #33 em: Março 25, 2008, 01:37:44 »
Todos terão a possibilidade de ser especialistas, porém terão de investir para tal acontecer... pelo que li da matriz do MDP esta assentaria na certificação de competências e através de formações adquiridas pelos profissionais. Logo aqueles que não optarem por esse caminho serão generalistas. Como é óbvio esses serão em menor número, mas se os cuidados prestados por os novos especialistas forem melhores que os dos generalistas já terão decorrido vantagens desta alteração.

Em termos de carreira esta não pode apontar para os graus e formações, mas para o desempenho profissional com 1 avaliação séria e por objectivos. Não me parece que por se ter determinada especialidade ou por pós-graudação se deve auferir 1 maior rendimento, mas pela qualidade dos cuidados prestados e pelos objectivos a que se propõe e a forma como os concretiza.

Offline mariamariamaria

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #34 em: Abril 07, 2008, 22:12:59 »
Olá,

Aguardemos pacientemente pela nova carreira. Sei que todos ou muitos de nós estamos fartos da espera, mas até lá não há hipotese de mudar nada.

Podemos espernear, lutar contra a maré e outras coisas, mas não vamos mudar nada.

Tenhamo a paciência de aguardar pelas decisões dos nossos representantes, que têm muito boa gente a pensar... Esperamos que mantenham as suas posturas de defesa da Enfermagem e dos doentes.

Abrsço.

Offline Lipa85

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #35 em: Maio 21, 2008, 20:03:52 »
Ouço imensas vezes dizer que não nos aumentam e não revêem a nossa tabela salarial porque somos muitos e isso seria incomportável p o estado!

Bem...e nos outros países, tb n será. Não concordo com a maioria das graves, mas se houvess eoutra cm em 85 (acho que é esse o ano!!!), estando a trabalhar precariamente ou nao, eu aderia. Contudo, sei que a maioria dos meus colegas n arriscaria!

Se fizessemos uma greve todos ninguem conseguia substituir tds os enfermeiros em tds os serviços. Mas acho que Portugal ainda está longe de seguir o exemplo da Filândia!!!

Offline SandroMelo

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #36 em: Maio 22, 2008, 12:03:07 »
Uma greve com um impacto real, obrigaria os enfermeiros a ir até Espanha uns dias, para não poderem ser chamados através da requisição civil. Mas isso é ser mesmo radical e não será fácil implementar...mas que mereciam...mereciam!

Offline J.Ribeiro

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #37 em: Maio 24, 2008, 18:29:22 »
Citação de: Caldas
Todos terão a possibilidade de ser especialistas, porém terão de investir para tal acontecer... pelo que li da matriz do MDP esta assentaria na certificação de competências e através de formações adquiridas pelos profissionais. Logo aqueles que não optarem por esse caminho serão generalistas. Como é óbvio esses serão em menor número, mas se os cuidados prestados por os novos especialistas forem melhores que os dos generalistas já terão decorrido vantagens desta alteração.

Em termos de carreira esta não pode apontar para os graus e formações, mas para o desempenho profissional com 1 avaliação séria e por objectivos. Não me parece que por se ter determinada especialidade ou por pós-graudação se deve auferir 1 maior rendimento, mas pela qualidade dos cuidados prestados e pelos objectivos a que se propõe e a forma como os concretiza.

é giro...

quer ser especialista... mas não se importa de ganhar o mesmo que a malta do shopping... que por acaso até lida com roupa e comida...

você lida com doentes e m***a...

deve haver alguma diferença!   não lhe parece legitimo que se for especialista, aufira de um rendimento superior??

Santa paciencia...

Offline J.Ribeiro

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #38 em: Maio 24, 2008, 18:31:07 »
Citação de: mariarebelo1
Olá,

Aguardemos pacientemente pela nova carreira. Sei que todos ou muitos de nós estamos fartos da espera, mas até lá não há hipotese de mudar nada.

Podemos espernear, lutar contra a maré e outras coisas, mas não vamos mudar nada.

Tenhamo a paciência de aguardar pelas decisões dos nossos representantes, que têm muito boa gente a pensar... Esperamos que mantenham as suas posturas de defesa da Enfermagem e dos doentes.

Abrsço.

não colega, esperemo é que mudem as posturas de defesa da enfermagem e dos doentes

Offline SandroMelo

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #39 em: Maio 25, 2008, 06:51:48 »
Com o evoluir da situação nacional actual, se ficarmos à espera para depois actuarmos será demasiado tarde.
Embora em muitos aspectos concorde com as políticas do actual governo, no que diz respeito a outras tem-se mostrado completamente autista, pelo que ou agimos a tempo...ou depois...será tarde. Mais uma vez recordo o exemplo dos professores.

Offline Raul Fernandes

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #40 em: Maio 25, 2008, 19:38:50 »
Regressando à questão da Ordem se envolver em questões laborais deixo um contributo legal, consagrado no art.º 267, n.º 4 da Constituição da República Portuguesa:

"4. As associações públicas só podem ser constituídas para a satisfação de necessidades específicas, não podem exercer funções próprias das associações sindicais e têm organização interna baseada no respeito dos direitos dos seus membros e na formação democrática dos seus órgãos."


Deixo igualmente o artigo 266

"1. A Administração Pública visa a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.

2. Os órgãos e agentes administrativos estão subordinados à Constituição e à lei e devem actuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa fé."


Como sabem a Ordem é uma associação de direito público e faz parte integrante da Administração Pública.

Claro que o artigo 3 do EOE, deve permitir e obrigar a Ordem a enveredar por posições que visem melhor e garantir o respeito pela dignidade dos enfermeiros. Deve igualmente ser promotor e da melhoria da condição social dos enfermeiros, mas nos limites que lhe são impostos.

Misturar as funções de sindicatos e ordem é perigoso para a credibilidade de ambas as estruturas, perigoso para os enfermeiros e perigoso para o cidadão.

Offline J.Ribeiro

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #41 em: Maio 25, 2008, 19:57:01 »
Não é perigo nenhum, caro colega.

Os sindicatos devem funcionar como braços da ordem.

E a ordem deve funcionar para a defesa de todos os enfermeiros e da enfermagem.

Saudações

Offline Mauro Germano

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #42 em: Maio 26, 2008, 07:05:14 »
Todos sabemos isso colega Raul Fernandes... Mas como pode ler... os próprios estatutos da OE prevêem esse apoio. Senão vejamos...

Artigo 3.o
Atribuições
1 — A Ordem tem como desígnio fundamental promover
a defesa da qualidade dos cuidados de enfermagem
prestados à população, bem como o desenvolvimento,
a regulamentação e o controlo do exercício
da profissão de enfermeiro, assegurando a observância
das regras de ética e deontologia profissional.
2 — São atribuições da Ordem:
a) Zelar pela função social, dignidade e prestígio
da profissão de enfermeiro, promovendo a valorização
profissional e científica dos seus membros;

(…)

o) Colaborar com as organizações de classe que
representam os enfermeiros em matérias de
interesse comum, por iniciativa própria ou por
iniciativa daquelas organizações.



É que a seguir escrupulosamente os estatutos e a lei, entramos num curto circuito...

Seguindo à letra todas as leis, corremos o risco de desagregar a classe e qualquer dia temos uma OE e não temos enfermeiros... O fosso entra a OE e os seus membros já é gigantesco, queremos que continue a aumentar?

Offline SandroMelo

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #43 em: Maio 26, 2008, 07:58:33 »
Ninguém pede à OE que vá para a rua fazer barulho e que decrete greves, mas sim que demonstre a quem governa que os enfermeiros são fundamentais no sistema de saúde e que a nossa situação é injusta face a todas as outras.
E a lei da oferta e da procura não justifica tudo. Há enfermeiros desempregados é certo, mas também há professores e estes sempre ganharam como licenciados.

Offline Raul Fernandes

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Re: Uma pergunta Polémica
« Responder #44 em: Maio 26, 2008, 15:48:57 »
Mas colegas SandroMelo e Magistral Estratega,

Eu concordo convosco. E a OE tem vindo a trabalhar nessa área. Como já coloquei noutro tópico, aconselho a ler a posição da OE tomada em AG de 15 de Março, por proposta do CD.

ver em:
http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?page=459