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Autor Tópico: Sexualidade juvenil  (Lida 20038 vezes)

Offline joana santos

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Sexualidade juvenil
« em: Dezembro 30, 2004, 18:23:06 »
A adolescência tem sofrido oscilações de acordo com as transformações sociológicas, políticas, económicas e familiares que têm ocorrido na sociedade. Nas antigas sociedades o espaço de transição para a vida adulta consistia numa linha ténue marcada por rituais ou cerimoniais. Somente há pouco tempo, nas sociedades industrializadas, é que os adultos iniciaram o reconhecimento das necessidades fisiológicas e psicológicas características dos jovens. A adolescência é pois a idade das mudanças (adolescere significa amadurecer, crescer em latim).
Actualmente como profissionais de enfermagem procuramos respostas para algumas interrogações, tais como:
- Que valor atribuem os jovens à sua sexualidade?
- Estarão os jovens actuais preparados e motivados para a responsabilização da sua própria séxualidade?
Deixo-vos com estas interrogações para que possam reflectir e dar a vossa opinião, dando início a um novo tópico. Obrigada, Joana :wink:

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Sexualidade juvenil
« Responder #1 em: Dezembro 30, 2004, 18:30:13 »
Já anteriormente tive oportunidade de me referir a este tema e reafirmo: na sociedade em que estamos, o jovem tem todos os meios ao seu dispor (internet - multiplicidade de sites -, televisão, livros, revistas, ...), pelo que se pode e deve sentir implicado neste processo (que seria o processo de educação sexual)...

Relativamente às questões levantadas... Tenho um irmão, cerca de 8 anos mais novo que eu. parece que esta diferença é absurda, pequena, mas o certo é que, relativamente a esta temática, noto grandes diferenças. Costumamos dizer, dentro do grupo de amigos, que na idade deles "queríamos era jogar à bola"...

Fruto destas alterações sociais, cada vez mais cedo se fala de sexo, como tal, reforçando a minha primeira ideia, penso que meios para que os jovens  se sintam "preparados e motivados para a responsabilização da sua própria séxualidade" existem. Seria utópico dizer que todos os jovens o sabem e admitem, mas penso que grande parte se encontra preparada...
Abílio Cardoso Teixeira
(SCI1: CHP - HSA)

Offline nunotavares

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Sexualidade juvenil
« Responder #2 em: Dezembro 30, 2004, 18:30:13 »
O valor que os jovens atribuem hoje à sua sexualidade está em muito dependente dos factores de socialização a que foram sujeitos, princialmete a família e o grupo de pares....mas creio que há de tudo, aqueles que fazem da sexualidade o corolário das relações sociais, tal como existem outros que valorizam a sexualidade de uma forma mais emocional e preserverante!

Os jovens são "agredidos" com capanhas de toda a espécie relativamente à sua auto-responsabilização na sexualidade, mas na prática o que se vê é que acabam por ser as raparigas a cumprir muito mais essas metas...basta avaliar as consultas de planeamento familiar...

Tudo isto fruto ainda de uma sociedade que banalizou a sexualidade à muito pouco tempo e dos esteriótipos relativamente à saúde sexual....principalmente por parte dos rapazes...

Relativamente à pergunta, creio que sim, na medida em que nesta que é a sociedade da informação e em que o acesso à mesmo está facilitad(é certo que nem a todos, mas pelo menos arriscaria a dizer chega a 95% dos jovens), o jovem tem obrigação de se auto-responsabilizar e gerir a sua sexualidade da melhor forma!

Um abraço,  :D

Offline pedrojosesilva

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Sexualidade juvenil
« Responder #3 em: Dezembro 30, 2004, 19:38:30 »
Nuno não entendi o sentido da tua frase "desbanalizou"? ou quiseste dizer banalizou?

Eu votei "sim"
Acho que à medida que os tabus vão sendo desconstruídos, surgem mais oportunidades de falar abertamente da sexualidade.
Nesse sentido o que o Nuno dizia acerca dos rapazes serem agredidos com informação auto-responsabilizadora, não sei bem se é assim.

Existem padrões que a sociedade estipula como sendo a "sexualidade saúdavel".
Entre os rapazes existe uma pressão para demonstrar um comportamento "macho". Como se faz isso?
Negando comportamentos conotados como femininos (chorar, falar das nossas emoções/inseguranças, da inocência no campo sexual, etc...). A isso chama-se "homofobia". Nenhum adolescente e até os adultos não gostam que os olhem como "aves raras".
Por outro lado, os adolescentes também procedem ao que se chama a "obejctivação sexual da mulher". Ou seja é a concentração do desejo numa parte especifica do corpo de uma  mulher (ex, os seios, pernas, etc). Um exemplo disso é a pornografia. Isto pode por vezes fazer com que os jovens vejam na mulher apenas um objecto de consumação de prazer.
Só por estes dois mecanismos vês que podem existir padrões de conduta social que participam na construção da "masculinidade". Pedem para seres "um grande macho", e acham que isto é ser responsavel pela tua sexualidade.

O foco da questão para mim é, os jovens devem ter a noção destes mecanismos de forma a que desenviolvam uma sexualidade alicerçada nas emoções e não em estereotipos. No caso dos rapazes, podemos falar de "um resgate emocional".

Offline nunotavares

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Sexualidade juvenil
« Responder #4 em: Dezembro 30, 2004, 20:08:39 »
Estava a pensar dizer despenalizou, mas depois preferi o termo banalizou...mas no final saiu desbanalizou..... :oops:

Já alterei!!

E referi agredidos no sentido de que....a informação desse género hoje em dia encontra-se em muitos sítios....por isso é que está entre aspas....

Thank's

Um abraço,  :D

Offline tcasaleiro

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Sexualidade juvenil
« Responder #5 em: Janeiro 09, 2005, 00:25:38 »
"A malta é jovem e tal..."
pegando neste pequeno excerto do gato fedorento quero fazer uma pequena reflexão sobre a sexualidade.
Quando andava no 7º ano de escolaridade surgiu um projecto completamente autónomo, ou seja n dependia de ng a não ser dos professores que coordenavam.
O projecto chamava-se "sexualidade e Adolescência" foi feito com uma excelente coordenação entre duas professoras (uma de ciencia naturais outra de educação visual), a psicologa da escola, uma enfermeira e uma médica da Maternidade Alfredo da Costa. Os temas eram muito variados e abordava tudo desde a sexualidade a temas como disturbios alimentares etc... todas as semanas havia uma reunião para delegados que tinham  a função de transmitir a informação aos colegas, e havia uma reunião por mês alargada a todos onde foram falar pessoas importantes como Maria José Barroso, Daniel Sampaio entre outros.
Quero referir também que este projecto foi alvo de muita chacota de vários professores e pais (que não participavam nas reuniões que lhe eram destinadas). Será falta de abertura a estes temas???
A verdade é que as professoras lutaram cntra tudo e contra todos e acreditem que apos tres anos de partcipação no projecto me acho informado neste tema.
Com esta história quis dizer que tudo isto depende da sociedade em geral, da banalização, de todos os factores abordados.
Contudo, se não fosse o projecto de que falei provavalemente não teria informação e não estaria preparado.
Bjs, abraços e muitos palhaços
"O Cuidar manifesta-se nas Pequenas coisas"

Offline nunotavares

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Sexualidade juvenil
« Responder #6 em: Janeiro 09, 2005, 18:00:44 »
Realmente esse projecto faz falta em uitas escolas deste país na medida em que faz uma interligação entre a própria escola e outras entidades.....e o que faz falta muitas vezes é a vontade porparte dos próprios docentes...já que muitos sentem algum preconceito relativamente a estas temáticas....

A formação dos próprios docentes torna-se então primordial também.....

Offline joana santos

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Sexualidade juvenil...
« Responder #7 em: Fevereiro 06, 2005, 20:28:13 »
Actualmente por incrível que pareça, a  ausência de informação ainda constitui uma barreira à própria responsabilidade dos jovens face à sua sexualidade.

Embora grande parte das vezes os pais não tenham conhecimento, a sexualidade é um dos factos mais importantes na vida dos jovens. Estatísticas recentes dizem que a grande maioria dos adolescentes tenha já experimentado relações sexuais antes de atingir os 19 anos de idade e que as primeiras experiências sexuais estão a acontecer em adolescentes cada vez mais jovens, sendo que são muitos os rapazes e raparigas que a partir dos 15 anos se iniciam na vida sexual.

Logo no início da adolescência, os jovens necessitam de ser informados acerca dos princípios básicos da reprodução humana. Muitas vezes, os pais assumem que os filhos conhecem os factos da vida, mas grande número dos jovens não os compreende bem ou tem conceitos errados. E se o relacionamento sexual entre duas pessoas de sexos diferentes já é um tema que muitos pais evitam, quando se fala de homossexualidade os problemas aumentam então drasticamente. A identidade sexual pode ser estabelecida muito cedo. Contudo é durante a adolescência que o jovem se defronta com a sua orientação sexual. Normalmente a primeira relação homossexual ocorre antes do final da adolescência e é escondida a todo o custo, especialmente dos pais. E dado que os homossexuais masculinos sexualmente activos apresentam um risco acrescido de um certo número de problemas de saúde, incluindo o VIH, os rapazes devem ser aconselhados sobre a protecção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Ao mesmo tempo, e embora a imunização contra a hepatite B seja recomendada a todos, é particularmente importante para os homossexuais.

Embora o VIH seja provavelmente o maior perigo actualmente vivido em termos de doenças sexualmente transmissíveis, existe uma longa e assustadora lista de doenças. Assim, além do VIH, incluem-se nesta lista a gonorreia, a clamídia e a condiloma, também conhecida por úlcera mole.

Uma vez que a gonorreia pode ocorrer sem sintomas, todos os adolescentes sexualmente activos devem ser examinados durante as consultas médicas para detectar a existência de gonococos. Estas infecções, ocultas nas mulheres, podem provocar a doença inflamatória pélvica. De referir que 25 por cento dos casos de gonorreia ocorrem entre os adolescentes. A clamídia pode provocar infecções dos tractos urinários e genitais dos homens e é ainda responsável pela cervicite e por problemas de fertilidade.

Para além destes, os adolescentes sexualmente activos estão ainda expostos a problemas como o herpes genital para além de uma grande variedade de infecções.

Durante um seminário sobre «Os jovens e a sexualidade», organizado pelo Instituto Português da Juventude, que decorreu no dia 27 de Janeiro na Gulbenkian, em Lisboa, foram apresentados dados recentes sobre VIHe comportamentos de risco dos jovens.

Um rastreio realizado pela Comissão Nacional de Luta Contra a Sida (CNLCS) a cerca de 5.000 pessoas, entre Março e Maio de 2004, concluiu que «os jovens universitários portugueses têm comportamentos de risco nas relações sexuais».

Dos jovens inquiridos, 83,4 por cento já tiveram relações sexuais - 5,7 por cento antes dos 15 anos - mas apenas 46,1 por cento recorreram ao preservativo.

60% dos jovens não sabe como se contrai a SIDA.

A propósito do mesmo tema, foi apresentado também um estudo feito pelo sociólogo Fausto Amaro sobre percepção de riscos, atitudes e comportamentos dos portugueses perante a Sida, divulgado no início de 2004.

Este estudo indica que 80 por cento dos jovens não usam preservativo e que 60 por cento acha que o VIH se apanha nos serviços de saúde.

O mesmo estudo revela ainda que 40 por cento dos jovens recorrem regularmente ao sexo pago, 60 por cento dos quais sem usar preservativo.

Em 2003, Portugal era, segundo a ONU, o país da União Europeia (UE) com o pior problema de SIDA  e com o maior número relativo de jovens infectados.

Os pais, professores e técnicos de saúde  devem estar atentos a estes problemas e contribuirem para uma sexualidade saudável e consequentemente responsável, através de medidas como:

1. Estimular nos jovens as escolhas livres, responsáveis e conscientes na sua vida sexual e reprodutiva;

2. Fomentar nos jovens atitudes positivas de desenvolvimento sócio-afectivo e de relacionamento interpessoal; (sexualidade como um atributo da personalidade; aceitação equilibrada da sexualidade e suas manifestações; consideração do sexo com base no conhecimento científico; reconhecimento das consequências e implicações da sexualidade; aceitação de valores intrínsecos de ambos os sexos);

3. Reconhecer a importância da comunicação e do envolvimento afectivo e amoroso na vivência da sexualidade.

4. Estimular atitudes preventivas em saúde, promovendo a saúde sexual e reprodutiva;

5. Prevenir os abusos sexuais e qualquer forma de abuso do poder, recusando comportamentos não desejados.

In http://www.tsf.pt/online/vida/interior. ... =TSF158329


Nuno, acho que ao não abordarem a temática da sexualidade com a naturalidade e respeito que lhe são devidos, os docentes estarão a promover e a perpetuar a ignorância, com base na falta de informação, o preconceito, os estereótipos sociais e a disparidade social de que são vítimas, sobretudo os jovens portugueses.  Mas também a ignorância do próprio jovem em relação ao seu corpo, à sua identidade e à do outro; a ignorância dos limites que devem existir, do direito que cada ser humano, rapariga ou rapaz, tem de dizer sim ou não. Todos nós devemos ter o direito inalienável de saber mais sobre nós próprios (e do Outro ) de nos descobrirmos, de nos questionarmos, de amarmos a nós próprios e ao Outro.

A educação sexual é pois fundamental.
A criação de um espaço seguro, de consciencialização dos afectos e dos medos próprios dos adolescentes, que atravessam um período de descobertas e experiências que, nalguns casos, os podem marcar para a toda a vida, espaço esse onde os jovens possam dialogar, esclarecer dúvidas e trocar ideias, sem medo de serem ridicularizados e/ou discriminados é deverás importante.  Daí existirem projectos, tanto em escolas como em centros de saúde virados para a  criação desse espaço.

Joana :)

Offline joana santos

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Sexualidade juvenil
« Responder #8 em: Fevereiro 09, 2005, 20:56:36 »
Mais  espaços que foram criados para apoio aos jovens:

 :P http://www.esec-viso.rcts.pt/gabinete.htm

 :P C.A.J.E. de Pombal foi Inaugurado  
 
 Informação, Prevenção e Atendimento

Pombal já conta com um Centro de Atendimento a Jovens.
Da partilha de um conjunto de esforços e interesses em trabalhar áreas como, hábitos de vida saudáveis e comportamentos de risco, o Instituto Português da Juventude, o Instituto da Droga e da Toxicodependência, a Administração Regional de Saúde do Centro e o Município de Pombal, criaram em parceria o CAJE de Pombal.
Percebendo a absoluta necessidade em possibilitar aos jovens um serviço ao qual possam aceder com facilidade e onde lhes sejam dadas respostas às questões que enfrentam, relacionadas com a sexualidade, o corpo, a alimentação, entre outros, o Centro de Atendimento a Jovens e Envolventes, é constituído por uma equipa multidisciplinar (médico, técnico de serviço social, enfermeiro e psicológico, de forma a assegurar as áreas de prevenção e informação nestas áreas temáticas.

O CAJE funciona dois dias por semana com médicos e outras profissionais, às Quartas e Quintas Feira das 14:30 às 17:00.
Funciona no Centro Cultural de Pombal (junto ao Espaço Internet).

Para mais informações:
Delegação Regional de Leiria do IPJ
Paulo Gonçalves - paulo.goncalves@ipj.pt ou 244813421

Fonte: Delegação de Leiria do IPJ.

Inté, Joana 8)

Offline mariamariamaria

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Re: Sexualidade juvenil
« Responder #9 em: Julho 03, 2007, 20:25:33 »
Olá,

Nunca trabalhei em pediatria ou Centro de Sáude, mas sou enfermeira e mãe.

Penso que o que faz falta, aqui, não é uma sensibilização dos jovens adolescentes, mas uma massiva campanha de informação dos pais. Isso só é possível através dos meios de informação massiva, como TV, sem excluir a informação aos jovens, claro.

Como é que a maioria dos portugueses, maioritáriamente de formação judaico-cristã pode falar com os filhos sobre estes assuntos de forma clara e desassombrada? Como é que os filhos podem desafiar as condicionantes morais, se não há incentivo, mas apenas sanções. Muitas delas hipócritas e intempestivas?

A sexualidade na adolescência é uma realidade incontornável. É uma questão de sobrevivência da espécie. Não é de hoje, é intemporal. Todas as forças da natureza são incontroláveis.

Temos de atingir primeiro, ou em simultâneo, os pais. Mas num país onde só se vê TV, então deve ser por aí.

O Papa é contra a contracepção? O papa é só mais um homem, nascido de uma relação sexual. Cada pessoa importa, pois é uma força da natureza!

Abraço.

Offline enfsergio

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Re: Sexualidade juvenil
« Responder #10 em: Julho 04, 2007, 11:59:28 »
O único contacto que eu tenho com a saúde infantil e juvenil foi nos estágios nos centros de saúde e no estágio em pediatria. Há uns 5/6 anos fui fazer uma sessão de esclarecimento sobre sexualidade a crianças do 7º/8º ano, englobado no estágio do centro de saúde. A apresentação correu muito bem...quando foi chegada a hora de as crianças fazerem perguntas confesso que era com cada pergunta que eu nem sabia o que dizer. Eram perguntas que no meu tempo de 7º/8º ano eram impensáveis de fazer, pois não havia a informação que há de uns anos para cá. Sem dúvida que as televisões, internete vieram revolucionar muita coisa e mostram tudo de bom e de mau, mostram o que é educativo e não é. As crianças não têm capacidade de seleccionar o que é educativo ou não. Aprendem o que querem e sem dúvida que a grande maioria só aprende o que não deve. Penso que a sexualidade juvenil é um tema muito abrangente e que precisa de ser ensinado aos jovens. Penso que pode ser ensinada nas escolas...nas acima de tudo esta educação deve começar em casa e pelos pais. Mas será que os pais estão preparados para falar sobre estes assuntos com os filhos? Ou será que neste momento, nos dias de hoje são os filhos que têm que ensinar aos pais? ???

Offline celia_marques

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Re: Sexualidade juvenil
« Responder #11 em: Dezembro 21, 2007, 00:52:21 »
Falamos de sexo ou sexualidade?

Offline Herodes

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Re: Sexualidade juvenil
« Responder #12 em: Dezembro 18, 2008, 03:24:56 »
O facto de haver muita informação disponível não quer dizer que todos a ela tenham acesso, ou que ela seja suficientemente esclarecedora.
Penso que quando as coisas são em excesso, em vez de clarificarmos ideias, baralhamos ainda mais as pessoas.
Queremos que os jovens saiam da escola a saber ler e a escrever.
E que tal se exigíssemos que saissem da escola a saber usar meia dúzia de contraceptivos, e a saber claramente os problemas inerentes à gravidez indesejada?

Offline susy4

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Re: Sexualidade juvenil
« Responder #13 em: Novembro 29, 2009, 09:03:32 »
Este tema foi debatido esta semana na discussão de casos clínicos que habitualmente fazemos na minha equipa.Isto pk  nem a proposito uma mãe foi á consulta de vigilância com uma jovem de 13 anos e um dos temas que costumo abordar, entre outros, é a sexualidade. A jovem de imediato me responde...já sei tudo isso...e eu fico logo de pé atrás....a mãe diz que eles são bombardeados com a informação sobre DST's mas que qd chegasse o momento ela não iria saber o q fazer...e estava preocupada pk até é uma mãe com uma mente aberta mas q haveria outras jovens q ao não ter essa abertura em casa não sairiam esclarecidas deste assunto.
"Tudo bem ... e pk é que acha isso?"...pk a materia é lançada como a matematica ou portugues mas não é trabalhada com os jovens...muitas vezes nem em casa nem na escola...
TPC para a mãe -  falar com a directora de turma para perceber se há outra forma de leccionar esta materia de uma forma mais esclarecedora...
Muitas vezes os afectos são esquecidos ...a importancia das relaçoes afectivas nesta fase é maior do que a parte mais sexual. Até pk eles sabem a anatomofisiologia do aparelho reprodutor desde o 2 ciclo. O saber dizer não, o perceber o poder do nosos proprio corpo, o dar empowerment aos jovens paara fazerem uma descisão consciente. As DSTS são leccionadas de uma forma a que a sexualidade seja muito negativa...é tudo muito mau...para que de certa forma os jovens não iniciem precocemente actividade sexual.

Ah a proposito disto eu tb fiquei com TPC  - descobrir bibliografia interessante para os jovens acerca desse assunto - se alguem souber de alguns titulos de livros interessantes ( nada complicado) para fornecer aos jovens e pais - eu qd tiver alguns depois ponho aqui tb

Offline ms1977

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Re: Sexualidade juvenil
« Responder #14 em: Maio 01, 2010, 12:08:39 »
Olá. Eu pertenço á equipa de Saúde escolar  e existem vários programas que estão a ser implementados no ambito da sexualidade. A questão que se coloca é que muitos pais acham que os filhos com 10/11/12/13 anos ainda estão numa fase de desenvolvimento semelhante á deles quando tinham aquela idade. Existem jovens, muitos deles que já têm uma vida sexual activa e sem uso de metodos contraceptivos. Para os adolescentes, a sexualidade resume-se ao acto sexual, as relações interpessoais e a afectividade são aspectos pouco valorizados. É importante salientar que apesar dos pais terem um papel importante na educação sexual, muitos adolescentes sentem-se embaraçados em abordar este tema.