Autor Tópico: Outras estórias ...  (Lida 4567 vezes)

Offline joana santos

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Outras estórias ...
« em: Dezembro 26, 2004, 18:13:12 »
Caros colegas, aqui vos deixo outras "estórias" , ou seja, pequenos testemunhos de gente pequena. Desta vez, não são de profissionais de enfermagem, mas sim da ajuda de berço.
 Cliquem em:

http://www.ajudadeberco.pt/ab/historias.html

Offline nunotavares

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Outras estórias ...
« Responder #1 em: Dezembro 27, 2004, 15:22:30 »
A Ajuda de Berço apela...
"ajude-nos a dar-lhe colo... vai ver que não pesa nada! "

basta irem a

http://www.jazzcidadania.org/colo/

e deixarem um clique....

Um abraço,  :D

Offline Isabel

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Outras estórias ...
« Responder #2 em: Dezembro 27, 2004, 16:38:46 »
Já dei a minha contribuição por hoje!!!

Offline nunotavares

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Outras estórias ...
« Responder #3 em: Dezembro 30, 2004, 11:59:56 »
O João tem 4 anos e o Tiago dois. São irmãos e têm mais uma coisa em comum: o enorme azar de terem nascido entre ‘gente’ que os maltratou até à alma.
Hoje têm o abraço que o pai nunca deu e o beijo que mãe nunca soube dar.
Hoje têm uma família no Centro de acolhimento de menores em risco «Janela Aberta». Este centro recebe crianças maltratadas e violentadas pelas famílias biológicas e precisa muito da sua ajuda.

A Maria ficou sem pai e sem mãe. Entregue a um parente, a Maria foi absurdamente mal tratada e negligenciada.
Magra, dorida, suja e ferida, violentada, a Maria foi acolhida apenas com 18 meses pelo Centro de Acolhimento de menores em risco «Janela Aberta» no Seixal que a trata, lhe dá carinho e tenta reduzir as marcas de uma vida já tão violenta.
Até ser adoptada, a Maria vai viver neste Centro de Acolhimento que precisa da sua ajuda para «salvar» e proteger meninos como a Maria.

O Pedro tem hoje 10 anos, adora os pais adoptivos e é finalmente feliz. Mas o Pedro ainda tem um olhar vazio e marcas no corpo dos maus tratados que sofreu em bebé.
Quem salvou o Pedro foi o Centro de Acolhimento de menores em risco «Janela Aberta». Sarou-lhe as feridas do corpo, deu-lhe colo e carinho e ajudou na sua adopção.

A Joana tem no olhar um silêncio de dor e de medo, um vazio perdido e sofrido.
A Joana tem 3 anos e ainda não deixa ninguém tocar-lhe na cabeça.
A Joana era violentamente espancada em casa até um dia ser recebida pelo Centro «Janela Aberta» que acolhe crianças como a Joana, que as protege, lhes dá colo e carinho e as ajuda a encontrarem uma nova vida.

Este Natal e até dia 6 de Janeiro vamos ajudar as crianças em risco. As crianças no Centro de Acolhimento «Janela Aberta» do Seixal precisam de si. Conheça a história destas crianças e ajude-as depositando o seu donativo na conta Natal RFM da Caixa Geral de Depósitos.
Graças à sua generosidade já conseguimos juntar 49.015€.
Até dia 6 de Janeiro ajude connosco as crianças em risco do centro «Janela Aberta».

Contribua depoisitando o seu donativo na:

Conta «Natal RFM» da Caixa Geral de Depósitos Nº 0250.005399.630
NIB: 0035-0250-0000-5399-6307-5
Ou por Multibanco indo a Pagamento de Serviços Multibanco: e preenchendo com o numero 7 os espaços em Entidade: 77 777
Referência: 777 777 777

Um abraço,

Offline joana santos

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Outras estórias ...
« Responder #4 em: Dezembro 30, 2004, 18:39:03 »
O anúncio da Ajuda de Berço já tinha sido postado dia 19 de Novembro em Anúncios.

Um clique por dia em:

http://www.jazzcidadania.org/colo/agradecimento.php

traz saúde e alegria ... e não custa nada ... :wink:

Desde esse dia que estou clicando...

De qualquer maneira OBRIGADO pela lembrança.
Um abraço, Joana :wink:

Offline nunotavares

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Outras estórias ...
« Responder #5 em: Dezembro 30, 2004, 18:48:20 »
Tu guardas os teus post todos???? é que pelos menos parecem reproduzidos na íntegra....????

Agora era a parte em que eu dizia ser novato e tu mandavas cortar a cena!!!! lol

Recebeste a minha msg??? É que para te mandar aquilo por aqui não dá, por isso tinha de ser para o mail.....

Um abraço,

Offline joana santos

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cenas e memória ...
« Responder #6 em: Dezembro 30, 2004, 19:37:42 »
Oi Nuno, não gravei nada, ou antes tenho gravado na minha memória ... eu só assim, Joana :lol:

Offline nunotavares

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Outras estórias ...
« Responder #7 em: Dezembro 30, 2004, 20:12:11 »
Tu não precisas de Tisana revitalizante....issó é que são sinapses a sério!!!!

Um abraço,  :D

Offline joana santos

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Outras estórias...
« Responder #8 em: Fevereiro 05, 2005, 20:14:56 »
Operação a bebé com "síndrome da sereia"  

As pernas de uma menina de nove meses estão ligadas até aos calcanhares.
Uma equipa médica do Peru está a preparar uma operação pioneira para separar as pernas de uma bebé de nove meses, Milagros Cerrón, que sofre da "síndrome da sereia". É uma doença muito rara, mas os médicos estão optimistas e talvez a menina possa vir a andar um dia.
 
Milagros Cerrón nasceu com a síndrome da sereia, em que a barriga se funde com as pernas, estando estas unidas até os calcanhares. Os pés estão separados em forma de "V" o que faz lembrar a cauda de um peixe. Em ambas as pernas, os ossos movem-se separadamente.

Dentro de três semanas Milagros será operada, num hospital de Lima (capital do Peru). A separação das pernas será feita centímetro a centímetro. A operação prevê-se complicada, mas os médicos estão confiantes.

"A operação tem alguns riscos. A experiência da equipa que vai fazer a operação minimiza esses riscos. Se Deus quiser não vai haver problemas e a operação será um sucesso. Estamos a minimizar os riscos, tomando todas as precauções, fazendo todos exames que são necessários", disse o médico que vai dirigir a equipa, Luis Rubio.

A equipa será constituída por cirurgiões das especialidades traumatologia, cardiovascular e plástica; e ainda neurologistas, obstetras e pediatras. Os órgãos intestinais e genitais terão de ser reconstruídos. A operação deverá demorar cinco horas.

Milagros tem apenas um rim, mas o coração e os pulmões funcionam normalmente. A bebé pesa 7,5 quilos e tem 60 centímetros de altura. Normalmente, os bebés com esta doença morrem ao fim de poucos dias. A mãe de Milagros tem esperança que a filha possa vir a ter uma vida normal.

"Tenho muita fé de que a minha filha vai ultrapassar isto e que vai ficar bem, de que vai continuar comigo e ser uma menina normal", disse Sara Arauco.

Os médicos acreditam que Milagros é uma das três únicas pessoas em todo o mundo com esta anomalia. A "síndrome da sereia" afecta um em cada 70 mil recém-nascidos.
 
In Sapo.pt (05/02/2005)

Enfim mais uma estória que se espera que tenha um final feliz, Joana :?

Offline joana santos

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Outras estórias ...
« Responder #9 em: Março 04, 2006, 12:11:02 »
Infelizmente estas notícias vão sendo comuns nos meios e comunicação:

Amadora-Sintra lidera no número de crianças assinaladas
 
"O Amadora-Sintra é, de longe, o hospital que mais sinaliza crianças em risco, totalizando 1362 casos entre 2002 e 2004. Em média, a cada semana, são referenciados oito menores por aquela unidade, que nem sequer tem constituído um núcleo de Apoio à Família e à Criança. Segundo a directora clínica, Maria do Céu Machado, o número recorde é explicado pela população servida. "O volume de casos é tanto que obrigou a apurar o olho clínico", refere.
Na área servida por este hospital incluem-se bairros problemáticos como o 6 de Maio, Estrela da Amadora ou Cova da Moura. "Uma bolsa de pobreza, desemprego e toxicodependência" que aumenta o risco de surgirem crianças negligenciadas ou abusadas. A responsável pelo hospital, que é também presidente da Comissão Nacional de Saúde para a Infância e a Adolescência, defende mesmo que nunca teve necessidade de criar o núcleo previsto na lei para efectuar este trabalho. "Na minha opinião, estes núcleos são muito redutores", defende.
Segundo Maria do Céu Machado, a detecção e acompanhamento de crianças em risco "não pode ficar dependente de um grupo restrito de profissionais, que não tem um horário de trabalho que acompanhe as urgências". A médica diz que este gabinete "pode funcionar em unidades pequenas, mas não nos grandes hospitais", como é o caso do Amadora-Sintra, com 104 camas no serviço de pediatria.
Em vez disso, a unidade criou um protocolo de actuação, juntamente com a assistente social e a polícia, para ser seguido por todos os médicos da pediatria. "Todos os dias temos uma reunião de serviço e os casos de risco são expostos e analisados." "Se achamos que há um risco grande de morte ou lesões para a criança, não damos alta, mesmo que para isso tenhamos que insistir duas ou três vezes junto das comissões de protecção ou do tribunal", acrescenta.
De entre as 102 unidades analisadas pela Inspecção-Geral da Saúde, o Amadora-Sintra lidera destacado. O segundo lugar no número de encaminhamentos é ocupado pelo Hospital S. João de Deus (Famalicão), com 732 crianças sinalizadas em três anos. Só depois surge o Hospital Pediátrico D. Estefânia, com 468 casos. O hospital de Santa Maria (Lisboa), o maior do País, apenas detectou 37 menores durante este período. "Não podemos comparar a realidade do Amadora-Sintra com a de Santa Maria, que funciona como referência e recebe crianças de todo o país a precisarem de cuidados diferenciados que não existem nas outras unidades", afirma Maria do Céu Machado.
No universo de centros de saúde, o de Almada foi o responsável por mais casos, com 113 em três anos. "RA

 Jornal de Notícias de 10 de Janeiro/2006