Autor Tópico: Proposta da O.E. para o acesso ao exercício da Profissão  (Lida 9914 vezes)

Offline anya_Skywalker

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Proposta da O.E. para o acesso ao exercício da Profissão
« Responder #15 em: Maio 23, 2007, 03:44:17 »
Caro Quim:

Obrigada pela resposta. Não é o que estava á espera, mas após uma breve pesquisa toda a informação que encontrei confirma o que disse - só procurei informação acerca dos requerimentos para o Reino Unido devido ás barreiras linguísticas que tenho com os outros estados-membros, mas suponho que não seja muito diferente para os restantes estados-membro. O que realmente faz com que a situação em portugal seja extremamente má para os estudantes - passa a ser muito mais prático apra quem pode pagar ir para o estrangeiro tirar o curso, porque pelo menos ficam habilitados a exercer a profissão. Mesmo que não regressem a portugal para o fazer - e teriam os mesmos direitos que um estudante português, segundo o que percebi? - ao menos estão habilitados a praticar enfermagem no país de estudos.

Um pouco injusto, realmente. Começo a pensar que fui realmente muito burra em querer estudar em portugal, por achar que o currículo do reino unido era curto e demasiado especializado desde o início... Ao menos em 3 anos tinha o curso e estava habilitada a exercer.

Enfim. Vamos lá ver que volta é que isto dá....

Offline mariamariamaria

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Proposta da O.E. para o acesso ao exercício da Profissão
« Responder #16 em: Maio 24, 2007, 21:22:08 »
Caros colegas,

Se bem que me tenha manifestado noutras questões contra o Olivier e Hot vitor, temo ser da opinião deles, no contexto actual.

O internato tem de ser feito à semelhança dos de Medicina, com contratos, vínculos e salários de base, correspondentes à licenciatura.

É para isso que temos de nos voltar agora. O que está feito, está feito. Vamos aproveitar para aperfeiçoar.

Abraço.

Offline enfsergio

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« Responder #17 em: Maio 24, 2007, 21:38:58 »
o internato poderá ser importante mas...tem que ser para todos.

o problema não está no número de enfermeiros que acaba o curso...mas sim no número de enfermeiros que começa o curso.

o problema está na base...não no topo...

temos que resolver o problema pelos alicerces...não pelo telhado...

Offline Benzodiazepina

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« Responder #18 em: Maio 25, 2007, 23:16:05 »
Agora que a ordem fez essa proposta e grande parte apoia, já todos se esqueceram da revisão da carreira de enfermagem e que os enfermeiros portugueses ainda recebem como bacharéis...

Mas pronto, tapa-se o sol com a peneira e espera-se que dê resultado.
 :roll:

Quando essa medida for para a frente já serei licenciada, no entanto, não deixo de demonstrar o meu desagrado por essa medida triste. Se querem barrar o acesso à profissão controlando-a melhor que a barrem desde o inicio e não depois de 4 anos intensos de curso, todos nós sabemos o quão intenso é o curso de enfermagem...

Mas pronto, eu sou uma mera aluna de enfermagem do 3º ano e dar a minha humilde opinião.

Offline GracaT

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« Responder #19 em: Maio 26, 2007, 11:08:23 »
uma frase célebre..."Por favor deixam-nos trabalhar"..

Concordo que devem começar na base e não no topo.. acho injusto que no fim de 4 anos  tenha de fazer um exame e internato, já demonstrei tudo que sei e apreendi ao longo dos 4 anos..

Xblue, também sou aluna do 3ºano e não tenho tanta certeza que esta "lei" não chega até nós.

Cumps

Offline Benzodiazepina

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« Responder #20 em: Maio 26, 2007, 11:11:27 »
Eu também não tenho muita certeza... Mas essas coisas demoram sempre bastante tempo a serem implementadas, acho que não será num ano que o irão a fazer, além do mais é injusto para quem está quase a terminar o curso e ficar mais um ano por causa disso...
Isto a meu ver.. é apenas a minha opinião :wink:

Offline GracaT

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« Responder #21 em: Maio 26, 2007, 12:20:05 »
Espero que tenhas razão.. mas só acredito quando tiver a cédula profissional na mão!

Offline Benzodiazepina

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« Responder #22 em: Maio 26, 2007, 12:25:54 »
Eu também GraçaT.  :wink:

Offline ruienf

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« Responder #23 em: Maio 28, 2007, 00:27:39 »
É certo que o inernato é polémico... mas alguma coisa tinha de ser feita e a OE fê-la. Bem ou mal, a OE tem razão numa coisa: há muitos enfermiros a dizer que a realidade nacional da Enfermagem é muito preocupante, mas a proposta do internato é a única em discussão...

Não basta dizer "Está mal!"; é necessário dizer "Está mal! Proponho que se faça desta maneira:..."

Não estou a defender o internato; defendo simplesmente que era urgente fazer alguma coisa... e a OE fez, sem que ninguém apontasse um caminho alternativo concreto.
Rui Pedro Silva

Offline hotvitor

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« Responder #24 em: Maio 28, 2007, 19:32:13 »
8)

Offline Son_Goku

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« Responder #25 em: Maio 29, 2007, 15:24:10 »
Desta vez apoio a OE a 100%. Já era tempo de se instituir uma espécie de filtro regulador ao acesso à profissão. Esta é uma medida que só vem contribuir para que ganhemos novamente a credibilidade perdida enquanto profissão. Na minha opinião, existem instituições de ensino que não garantem que todos os profissionais que formam reunem as condições necessárias ao bom exercício da profissão. Por isso, o internato e o exame são uma forma de, idoneamente e sem viezes "debulhar a espiga" e "seleccionar o bom milho", . Ora,se a OE tem como propósito garantir a qualidade dos cuidados, também tem que ser ela a garantir a qualidade dos profissionais.
Não se percebe é o temor que alguns apresentam perante este cenário, pois se confiam na qualidade da formação que lhes foi ministrada, o internato e o exame apenas serão mais uma oportunidade de confirmarem e vincarem essa mesma qualidade. Será interessante analisar os resultados práticos de tal medida e aferir, de facto, a adequação entre as notas dadas por determinadas escolas e o valor real do profissional e alaborar um ranking das escolas que conseguem colocar mais profissioanis no mercado de trabalho. Talvez desta forma, se leve o ensino de Enfermagem mais a sério, se invista mais na qualidade formativa e se valorize realmente a preparação que determinada escola dá aos seus alunos, ao invés da generosidade da sua avaliação.

Offline Anonymous

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Proposta da O.E. para o acesso ao exercício da Profissão
« Responder #26 em: Maio 29, 2007, 20:35:37 »
Há uma questão muito pertinente, que se prende com os ministérios que tutelam as diferentes instituições. O da Saúde, para os Hospitais e Centros de Saúde; o do Ensino Superior para as escolas. São os orçamentos destes ministérios que financiam as diferentes instituições. Sendo diferentes, porque razão um tem de suportar os custos do outro? Não tarda nada (aliás já está a acontecer) os Hospitais começam a exigir ser ressarcidos pelos períodos em que tem alunos em estágio. Quem vai financiar? - só pode ser as escolas a partir dos seus orçamentos chorudos, que permite que os seus docentes beneficiem ainda de verdadeiras mordomias num país de tesos.

Mas outra questão: quem paga os internatos? No caso dos licenciados de medicina, são os Hospitais que suportam esses custos a partir dos seus orçamentos, ou seja, não são financiados para tal. Como vai ser no caso dos enfermeiros? Será a Ordem? Será a partir do orçamento dos Hospitais? - daqui nunca vai ser, pois talvez seja bom recordar o problema do défice, com a obrigação de "crecimento zero" ao nível da despesa na área da saúde.

Passem bem, meus amigos, mas temo que esses internatos se vejam a tornar em períodos de trabalho nos Hospitais de forma gratuita, mais parecendo voluntariado... Para mim e desculpem o desabafo, a OE ainda não tomou consciência do país que somos, vive no mundo da lua, agarrada de forma afincada a um sindicato de enfermeiros.

 :twisted:

Offline enfSL

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« Responder #27 em: Maio 30, 2007, 10:54:29 »
sr hotvitor sabe qual é um dos grandes males dos Enfermeiros?é esquecerem-se que já foram alunos...se n se tivesse esquecido não se dirigia a ninguem nesses termos...enfim.não é a ordem que vai mudar a mentalidade de alguns enfermeiros qualquer que seja a sua proposta...qualquer dia um daqueles alunos que tanto são humilhados estará algures nalgum hospital (assim se espera) a CUIDAR de um dos Enfermeiros que o humilhou...é bom não esquecer isto e passar a tratar melhor os alunos. O que falta na Enfermagem são profissionais de qualidade e esses são raros.

Offline Raul Fernandes

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Mais uma ponto
« Responder #28 em: Maio 30, 2007, 16:18:58 »
Caros colegas

Antes de mais dar os parabéns pela qualidade da dicussão, que só por si já colocou argumentos muito interessantes em cima da mesa.

Resta-me acrescentar outro: A QUALIDADE DOS CUIDADOS

E agora pergunto a quem já terminou o curso, se:

no primeiro dia (ou primeira semana, ou até primeiro mês) de trabalho num serviço sentiu que tinha todas as competências definidas para o Enfermeiro de Cuidados Gerais? (definidas pela OE, com base no ICN, no documento Compentências do Enfermeiro de Cuidados Gerais)

se nesse dia acontecesse uma situação de emergência ou um imprevisto num doente sobre o qual estava responsável se saberia intervir sem hesitação?

E agora pergunto a todos se sabem o que poderia acontecer a esse recém-formado se o não fizesse???

1.º Punha em causa a qualidade dos cuidados, eventualmente com repercussões para o cliente/paciente/doente e eventualmente para a vida deste.

2.º Poderia ser alvo de processos disciplinares e/ou jurídicos que no mínimo lhe poderiam fazer perder o cédula profissional ou levá-lo à prisão por homicídio por negligência ou cenários semelhantes.

e agora pergunto de novo se acham justo que este recém-formado no primeiro dia ou semana de prática profissional tenha sobre as suas costas tamanha responsabilidade???

Porque na verdade é isso que acontece hoje!!!!

Claro que como vivemos no chamado nacional-porreirismo em que está sempre tudo bem e nunca nada de mal acontece, vamos mantendo modelos irresponsáveis como actual.

Fala-se que a OE não protege os enfermeiros. Com este novo modelo, considero que a OE, não só está a proteger os enfermeiros, como está a proteger o cidadão, garantindo que todos quantos prestam cuidados estão já habilitados das competências necessárias para o fazer.

Compreendo a dificuldade que os alunos sentem. Mas compreendo apenas porque considero que o fazem olhando a assunto do ângulo errado.
É que não é o 5.º ano de formação académica!!! É o primeiro de formação e prática profissional!!!

Última pergunta:
Se um de vós fosse aquele recém-formado que recebeu um processo jurídico na primeiro semana de trabalho, aceitavam para vossa defesa um recém-formado de Direito, que não passou pelo período de prática tutelada que a Ordem dos Advogados obriga???

Quanto às questões da AG não me pronuncio porque ela é soberana e constituída por todos os enfermeiros. Só lá não foi quem não quis! Quem lá esteve solidariamente responsável pelas decisões tomadas, excepto se votou contra com declaração de voto. Quanto aos estudantes, que não podem participar, devem perceber que é exactamente por isso que este é o primeiro ano de prática profissional e não mais um ano de curso.

Offline GracaT

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« Responder #29 em: Maio 30, 2007, 21:35:17 »
Olá!

Enfermeiros recém licenciados, sozinhos durante a primeira semana!? Já ouviu falar de período de integração no serviço, ou talvez estágio de integração a vida profissional (durante 6 meses)? Se os hospitais não o fazem, a culpa não é dos enfermeiros recém licenciados.
 
Já ouvi muitos enfermeiros dizerem que não sabem tudo, estão sempre a apreender! Muitas vezes os alunos de enfermagem ou os enfermeiros recém licenciados trazem consigo novos conhecimentos à equipa de enfermagem…

Por isto e muito mais o internato não é o 1º ano de formação e prática profissional, mas sim o 5º!

Só estava na assembleia quem queria levar a cabo esta proposta, por isso marcaram com dois dias de antecedência. Será!?

Acredite, os estudantes de enfermagem não vão ficar calados.

Cumprimentos