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Mensagens - Álvaro Matos

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Cuidados Gerais / Re: Que cuidados poderiamos e podemos delegar ?
« em: Setembro 21, 2007, 00:33:13 »
É muito controverso este tema ,mas parece-me que com serenidade e bom senso chegaremos a bom porto. Colocar uma arrastadeira pode ser delegado no auxiliar?Depende do tipo de patologia .Se for um politraumatizado deverá ser o auxiliar ou o enfermeiro?Obviamente que tem de ser um Enfermeiro e não pode haver delegação.
Há contudo colegas que confundem auto-cuidado,com execução de tarefas por parte de utentes/familiares e dou como exemplo nos cuidados de saúde ao domicílio haver colegas que dão material aos utentes para fazerem pensos nos fins de semana.
Por conseguinte isto é uma questão de bom senso,o tipo de patologiaé que condicionará sempre o cuidado(um auxiliar pode dar de comer a um individuo com fracturas dos braços, mas não deve dar a um doente com AVC.
Os nossos estudos superiores começam a fazer sentido quando diagnosticamos corretamente os cuidados a prestar.

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Cuidados Gerais / Re: Cuidados Integrados
« em: Setembro 21, 2007, 00:12:36 »
À falta de outra bibliografia sugiro a consulta do Portal da Saúde http://www.portaldasaude.pt/portal/serv ... &p=1&ps=20
Tanto quanto eu sei os cuidados continuados são de dois tipos de curta e longa duração. Resultam de um protocolo feito entre o ministério da Saúde e IPSS (misericórdias). Superficialmente posso dizer que se tratam de unidades para onde deveriam ser encaminhados utentes que embora não necessitando de internamento hospitalar, necessitavam de cuidados Médicos e de Enfermagem. O protocolo diz que devem ser também prestados cuidados de reabilitação.
Sei que estas unidades foram auditadas para serem assinados os protocolos e que tinham uma série de requisitos a cumprir, de entre alguns destaco Enfermeiros de acordo com o número de camas. A realidade que eu conheço já está enviesada e no que à nossa profissão diz respeito arranjaram a troco de umas horas, uns mercenários que deram os seus nomes e a maioria dos cuidados são prestados por auxiliares.
Penso ter esclarecido qualquer coisita.
Se for necessário tenho toda a legislação sobre Cuidados continuados ,mas é no serviço.

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Novidades / Re: Utilidade da Ordem dos Enfermeiros
« em: Setembro 20, 2007, 12:22:28 »
Peço desculpa pelo lapso ,pois quando referi Marito , queria referir Leugin.
Já agora sou O colega e não a Colega.

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Novidades / Re: Utilidade da Ordem dos Enfermeiros
« em: Setembro 20, 2007, 12:18:10 »
Diz o colega Marito que ninguém pode duvidar que a existência da Ordem é um ponto a nosso favor! Pois eu com o passar dos anos , a única diferença que notei foi obrigarem-me a pagar cotas ,o que numa sociedade democrática é no mínimo abusivo. Caro colega a função da ordem tem de ser o garante da evolução e qualidade dos cuidados de Enfermagem e sobretudo pugnar pelo reconhecimento desta nobre profissão pela comunidade em geral. Quando diz que “temos uma instituição que nos rege, nos defende e que serve de mediador entre a Classe e o Governo”, não só a ordem não faz isso como, também não é a sua função pois isso cabe aos sindicatos.
 É verdade que todas as instituições não sobrevivem sem meios. Mas eu queria ser livre de fazer a minha opção e nunca ser forçado.
Ouvi uns boatos que a contabilidade da ordem não era muito trans-parente, que haveria aí uns quantos acólitos a fazer viagens princi-pescas à custa de quotas pagas pelos Enfermeiros. Mas como não tenho informação suficiente não me alargo mais em comentários.
Dizerem que a ordem está feita com o governo, não se me afigura de grande credibilidade, ou a actual bastonária não tivesse sido Presi-dente do SEP e esse todo alinhadinho com o PCP, Intersindical.

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Novidades / Utilidade da Ordem dos Enfermeiros
« em: Setembro 20, 2007, 00:26:05 »
Desde o início que sempre coloquei sérias reservas sobre a utilidade da Ordem dos Enfermeiros constato com apreensão  ao estado a que chegou a Enfermagem Portuguesa no país e a ordem estilo ministro da propaganda do Iraque finge estar tudo bem . Não me revejo e tenho conhecimento de muitos outros colegas que também não se revêem em muitas das posições da liderança da enfermagem em Portugal. Não coloco só em causa a Bastonária. Mas sim toda a equipa.
 Por isso coloco algumas questões.:
-Terão os enfermeiros deste país razão para contestarem o trabalho desenvolvido pela equipa que representa a actual Ordem dos Enfermeiros?
-Será justa toda esta contestação?
-Acha que são só "meia dúzia" de profissionais ou uma fatia significativa dos Enfermeiros Portugueses?
- Porquê a obrigatoriedade de inscrição e consequente pagamento de quotas?

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A prevenção é simples e é válida quer para grandes unidades de internamento quer para o próprio domicílio Levante sempre que a situação o permita. Alternância de decúbito de acordo com as necessidades individuais e nunca tipo 2 em 2horas.Utilização de material de protecção estilo almofadas de gel ,pele de carneiro e posicionamentos correctos. Higiene cuidada, pele devidamente seca e utilização de um qualquer creme hidratante. Em determinadas patologias e nos serviços onde existem as camas circum- eléctricas ou de StriKer podem ser preciosas .
Mas isto não é nada de novo ,aprendi –o  há trinta anos no curso e foi-me reforçado na especialidade.
Tenho uma experiência dum serviço de ortopedia de um hospital onde trabalhei cuja taxa de úlceras de pressão era altíssima e com a simples implementação das medidas que atrás referi permitiu quase erradicar as “escaras” 

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A primeira questão que se coloca é que não há pensos mais ou menos eficazes para umas úlceras de pressão.
Para chegar às situações descritas infere-se que os cuidados de Enfermagem não devem ser grande coisa.
Face às situações apresentadas, independentemente do produto/s  a utilizar, a primeira medida que se impõe é uma alternância de decúbitos , bem como a utilização de  material de protecção adequado (almofadas de gel, pele de carneiro etc) pois serão os primeiros a produzir algum efeito. ou seja o aumento /agravamento  Podem usar tudo e mais alguma coisa se não aliviarem a zona de pressão foi um mau serviço prestado ao utente e recursos gastos inutilmente.
Sempre me convenci que cada caso é um caso,  mas assim parece que caminhamos para tratamentos ”à la Carte”
Eu contudo começaria por usar um bisturi e tentar fazer uma limpeza cirúrgica seguida duma prolongada lavagem com S. F e numa situação concreta de acordo com o material que tivesse ao meu dispor poderia usar algum tipo de material do anteriormente descrito, mas nunca actisorb húmido. Diz-me a minha experiência e nunca vi o contrário, numa ferida infectada o penso ficar aderente.

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Ensino e Atividades Académicas / Re: Ajudem-me!
« em: Setembro 18, 2007, 00:02:57 »
Quanto à gestão de farmacia posso dar uma ajuda . Preciso é saber sobre o quê. Desde já aconselho a leitura do livro do professor Lopes dos Reis sobre Gestáo de StocK s.

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Concluí o curso Geral de Enfermagem na Calloust Gulbrnkian de Lisboa ,  a especialidade na Maria Fernanda Resende (Pós Básica de Lisboa)e a Pós graduação na Universidade Lusiada no Porto.

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Eu sei que já mudaram de nome , mas para mim continuam a ser a Calloust Gulbenkian de Lisboa e a Pós - Basica , depois Maria Fernanda Resende e agora já nem sei o nome.
Digo que são as melhores porque foi onde tirei o curso e a especialidade.
Conheço outras um pouco por todo o País e quantas mais vou conhecendo e os profissionais que formam mais certeza tenho no que afirmo.

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Inicio a minha intervenção neste tema citando na íntegra um comentário aqui feito que diz :
“O soluto de dakin é um soluto que actualmente representa um crime no tratamento de feridas... É quase "mata-ratos"!!!! :?
Não consigo perceber como é que, à luz dos estudos actuais ainda se continua a acreditar na sua eficácia.... mesmo que se pondere aplicá-lo numa ferida necrosada, ou infectada, a sua única actuação vai-se circunscrever a matar o que ja está morto (que contra senso!, mas é a realidade) e a matar à nascença os tecidos granulação! já para não falar na acção nefasta que têm sobre os elementos do processo de cicatrização.
Colegas, alertem as vossas instituições para este tema. É por negligências deste tipo que se arrastam nos serviços as feridas crónicas. :x”
Quanto ao tratamento de feridas e controvérsias no tratamento das mesmas, quero aqui confessar que pelo que atrás vem referido sou “ um criminoso”na medida em que no meu dia a dia utilizo com sucesso soluto de Dakin, nas úlceras varicosas, em banho numa percentagem de 20%de soluto de Dakin .
Tenho cometido crimes ao longo destes anos em que fui conseguindo fechar feridas, algumas com dezenas de anos. (poderei comprovar a autenticidade).
Fiz formações onde ouvi dizer o pior tentei fazer o que aconselhavam nessas formações e sempre que parava com os banhos de soluto de Dakin as feridas regrediam.
Procurei informação sobre o Soluto de Dakin e eis algo do que encontrei:

“O soluto Dakin é um anti-séptico local, cuja acção germicida do hipoclorito de sódio se deve ao desprendimento do ácido hipocloroso, que interage com matérias orgânicas e destrói tecidos.
-   O hidróxido de sódio é um potente solvente orgânico e de gordura formando sabões (saponificação).
-   É um potente agente antimicrobiano pois liberta cloro nascente que se combina com o grupo amina das proteínas, formando as cloraminas. O ácido hipocloroso sofre a decomposição por acção da luz do ar e do calor libertando cloro livre e posteriormente oxigénio.
-   Neutraliza produtos tóxicos – actua sobre as proteínas. 
-   PH alcalino – Neutraliza acidez do meio, tornando-o impróprio para o desenvolvimento bacteriano.
-   Desidrata e dissolve proteínas, transformando-as em matérias facilmente elimináveis.
-   Não irrita os tecidos vivos.

Na ausência de mais bibliografia e conhecimento científico que possam suportar o meu testemunho é a prática de bastantes anos, onde vi e obtive bons resultados, quando outros produtos falharam.

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Toda a formação é pouca quando se trata de um assumto em que não há unanimidade e onde cada vez surgem mais propostas de tratamentos.
Para muitos Enfermeiros essa formação teria de ser muito básica e começar tão só por aprender a fazer uma ligadura correctamente.
Considero contudo que o mais importante antes de tratar feridas é fazer a sua prevenção  (ulceras de decúbito,varicosas etc.) sempre que tal seja possível.
A formação deverá contudo ser isenta e não levar os profissionais a usar produtos que a industria farmaceutica pretende.
Como alguém diz "Sabemos que não existe um tratamento universal ou uma fórmula magica, já que cada ser humano possui necessidades diferentes para que o organismo realize a cicatrização".

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Enfermagem e Politica de Saúde / Re: enfermagem na política
« em: Setembro 14, 2007, 23:00:50 »
Pelo conhecimento que tenho posso afirmar que não há de momento nenhum Enfermeiro , deputado.Conheço alguns Autarcas,desde Presidentes de Juntas de Freguesia ,membros de Assembleias de Freguesia e Municipais.Eu próprio sou um deles. Se mais não há é sem dúvida por falta de interesse dos Enfermeiros. Jamais me senti discriminado dentro do partido politico de que sou militante. Permitiu-me inclusive candidatar-me à concelhia desse partido, tendo como adversário um médico e com toda a naturalidadevencer essas eleições.Acredito que o facto de estar na politica me tem possibilitado defender/prestigiar a nossa profissão.
Tenho realmente pena que mais colegas se não interessem pela politica que em meu entender é um acto de cidadania e até um dever cívico e só assim podem passar de espectadores a decisores.

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