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Mensagens - HMartinho

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Desculpem desenterrar o tópico, mas acho desnecessário  criar um novo, em termos de  organização. Este tema interessa-me, já que entrei este ano para o ensino superior (Enfermagem), e a escola onde estou tem estágio em cuidados intensivos e urgência/emergência.

Penso que aqui se levantam algumas questões, a citar:

- Já pensaram a razão de alguns Médicos verem com maus olhos, alguns procedimentos mais "médicos", nomeadamente a desfibrilhação, praticada por Enfermeiros ? Isto porque a maioria dos cursos de Enfermagem não oferece formação em suporte avançado de vida. Digam de vossa justiça, quantos de vós, na formação base (licenciatura), receberam formação nesta área? Eu sei que depois temos as formações adicionais em SAV, ATNC, pós-graduações, etc, eu próprio pretendo fazer, mas nem todos as fazem (nem são obrigatórias). Já repararam que um Enfermeiro do INEM desfibrilha, entuba, e faz mais uma panóplia de procedimentos invasivos, sem o Médico lhe dar "tautau", ou sequer pedir justificações? Porque aqui os Médicos sabem que os Enfermeiros têm a mesma formação que eles (o curso VMER Médicos é igual ao VMER Enfermeiros).

Portanto, se um doente entrar em PCR numa enfermaria, uci, whatever, se o Enfermeiro tiver formação nos procedimentos que executar, mostrar-se confiante no seu acto e conhecedor do algoritmo e procedimento eu dúvido muito que algum Médico se lembre, se quer, de reclamar, quanto mais apresentar uma queixa formal do assunto.

- Uma outra questão a levantar, é que a normas e directrizes internacionais, recomendam que a desfibrilhação deve ser efectuada o quanto antes (a não ser em casos de assitolia, actividade eléctrica sem pulso), assim que o aparelho desfibrilhador estiver disponível. Ora se as próprias normas internacionais recomendam uma desfibrilhação precoce, porque raio há-de o Enfermeiro com formação em SAV, esperar que o Médico chegue? Isto, analisado noutras instâncias, poderá ser visto como negligência, e a negligência sim, pode levar o Enfermeiro a responder em tribunal. A questão é:

- Um Enfermeiro pode ir a tribunal por praticar um "acto médico" sem a presença deste profissional? Talvez, mas se provar que tem conhecimentos na área que executou esse acto, e que a sua execução foi uma medida "life-saving", duvido muito que algum juíz/orgão soberano lhe aplique alguma sanção.

- Ao invés disto, se um Enfermeiro fôr a tribunal acusado de negligência, muito dificilmente se verá  ilibado da situação.

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Vejam o caso dos EUA. Eles têm paramédicos que, em muitos estados, têm uma formação de apenas 6 meses. Sou a favor? É  claro que não, mas não deixam de ser competentes no trabalho  que fazem. Noutros países, como UK, Austrália, NZ,etc, a formação do paramédico ultrapassa os 3 anos.

No caso de hemorragias venosas, poderá não ser assim tão comum, mas já vi acontecer. Não falei nos pressores porque, como é lógico, seria algo que na minha opinião está muito longe das competências de qualquer TEPH. Para o desenrasque, o NaCl 0,9% já não seria mau...

Como disse, existe medicações em que não vejo qual o mal, desde que sob orientação do Médico do CODU, mas pessoalmente, dou muito mais importância à intubação com recurso a máscaras laríngeas ou combitubes, onde sinceramente, por mais que puxe pela cabeça, não  vejo qual o mal do TEPH/TAE/TAS o que lhe queiram chamar, fazer.

Depois,  as principais funções do  tripulante de ambulância é salvaguardar pela vida, e pelo conforto e bem-estar do doente. Aqui está o maior paradoxo, pois como é que aliviamos o sofrimento muitas vezes causado pela dor, se não podemos administrar analgésicos? Como é óbvio, não estou a falar de opiácios ou derivados mas sim de uma simples  mistura de 50% óxido nitroso, com 50% de O2.

As competências dos TAS precisam evoluir. Da mesma forma que existem países onde um Enfermeiro não pode fazer uma punção venosa, sob pena de ir parar à cadeia, e que não faz sentido algum, também não faz sentido que um TAE tenha uma prática profissional tão limitada, quase ao tempo do "chega, pega e arranca"!

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Como tripulante de ambulância que sou, e como futuro Enfermeiro que pretendo ser, permitam-me que deixe aqui a minha opinião.

Sou a favor da criação dos TEPH, mas em moldes bastante específicos, e não como os que estavam designados na primeira proposta criada pelo  STAE. No  entanto, como todos nós podemos calcular, seria impossível colocar um Enfermeiro em cada ambulância, seja do INEM, bombeiros, CVP etc. Daí a que eu ache existir uma necessidade acrescida de formar Paramédicos (Técnicos de emergência pré-hospitalar), sem de forma alguma retirar Enfermeiros do PH. Por exemplo, a nível de medicação, técnicas de controlo da via aérea, etc.

Porque não criarmos TEPH que tripulem as ambulâncias SBV, SIV em conjunto com um Enfermeiro, e nas VMER como 3º elemento?

Todas as ambulâncias de SBV deviam ser munidas das seguintes medicações, com autorização do Médico CODU para o TEPH administrar:

- Aspirina (oral) para suspeita de EAM.
- Nitroglicerina (spray) para angina do peito, algumas crises hipertensivas, EAP de origem cardíaca.
- Labetalol (oral) para crises hipertensivas.
- Paracetamol (oral/rectal) para hipertermia, convulsões febris.
- NaCl 0,9% (EV) para hipovolémia.
- Soro glicosado (EV) para hipoglicémias.
- Salbutamol (inalação através de nebulizadores) para exacerbações de asma ou DPOC.
- Adrenalina (caneta auto-injectora) para choque anafiláctico
- Carvão activado (oral) para algumas intoxicações.
- Naloxona (intra-nasal) para overdose de narcóticos.
- Difenidramina (I.M.) para choque anafilático.
- Entonox (inalação) para analgesia. Não sei qual o nome em português, mas o entonox é muito  usado em equipas pre-hospitalar na Austrália, Nova Zelândia e EUA, onde até os EMT-B's podem administrar (equivalente ao nosso TAS/TAE). É uma mistura de 50% de oxido nitroso e oxigénio. Estudos comprovam que o entonox tem o mesmo poder analgésico da morfina, e é muito mais seguro.

Eu compreendo a posição dos Enfermeiros em relação à colocação de cateteres venosos periféricos, daí a que não concordo com o uso de medicação endovenosa pelos TEPH, excepto no caso do NaCl a 0,9% e soro glicosado. Imaginem a seguinte situação:

Um paciente cortou-se, e tem uma hemorragia venosa activa à vários minutos, não responde aos métodos de compressão directa, elevação do membro, aplicação de gelo ou compressão manual indirecta à distância. Está a ficar cada vez mais hipotensivo e letárgico, com sinais claros de hipovolémia. SIV fica a 30 minutos, VMER não existe na zona. Vamos deixá-lo morrer? Porque raio não pode um socorrista devidamente formado, colocar uma linha intravenosa, e iniciar soroterapia de infusão rápida?

Outra situação:

Um doente apresenta-se inconsciente, pulso rápido e fraco. O familiar que presenciou o "desmaio" diz que o doente é diabético. Pesquisa da glicémia capilar mostra uma glicose de 60 mg/dL. Porque raio é que vamos ocupar uma VMER ou uma SIV só para vir administrar um soro glicosado? Não se esqueçam, enquanto a VMER ou a SIV estão ocupados com a "simples" hipoglicémia, pode haver uma criança que foi atropelada, apresenta uma escala de coma de glasgow a 3, e necessita de uma intubação endotraqueal urgente. Vamos deixar os Enfermeiros e Médicos das SIV e VMER's para as urgências reais!

Um ponto em que não concordo com a proposta de actuação dos TEPH, é a intubação endotraqueal. Esta técnica requer muita prática, e muitas vezes até Médicos e Enfermeiros formados têm dificuldade em colocar correctamente o tubo. Existem outras alternativas, como a máscara laríngea, o combitubo  e a king airway (desculpem mas não sei o nome em Português ::)).

A emergência médica em Portugal precisa evoluir. Apesar do SIEM português ter sido elogiado no dia europeu 112, e ser considerado dos melhores do mundo. A isso deve-se ao nosso sistema com Médicos e Enfermeiros inseridos, que prestam um SAV de qualidade no entanto, Portugal não é só Lisboa e Porto, e precisamos de formar técnicos muito mais diferenciados na sua prática profissional, para salvaguardar a vida do doente nos casos Life-threatning, quando um Enfermeiro ou um Médico não  pode estar presente.

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Obrigado aos dois pelas  respostas. O trabalho  já está feito, falta apenas ser apresentado. :)

Eu sei que para um leigo no que toca a hipotermia terapêutica é, como dizem os ingleses, a big deal. No entanto, parece-me ser um assunto interessante para se abordar. Pelo que o geral da população foi ganhando através  do conhecimento empírico, a hipotermia é prejudicial ao doente, daí a que seja interessante mostrar que, em algumas situações, pode até  se  tornar uma grande aliada do doente, prevenindo graves danos neurológicos.

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Boas a todos,

Estou a fazer um curso para terminar 12º ano, e surgiu a oportunidade de fazer um trabalho de tema livre, ao qual eu  escolhi hipotermia terapêutica na paragem cardiorespiratória prolongada, devido ao elevado interesse que tenho na área da emergência médica, especialmente na área de Enfermagem (área que me pretendo formar). Posto isto, gostaria de saber qual a vossa opinião, tendo em conta que os Enfermeiros são os prof de saúde de primeira linha em contacto com o doente.

Já agora, se alguém me poder indicar onde posso saber o material e equipamento de  uma SIV, agradecia, tendo em conta que o trabalho também vai abordar os meios de emergência médica. Já tenho sobre as SBV (até porque sou tripulante de ambulância), as VMER e falta-me das SIV, pois a informação no site do INEM é muito escassa.

Obrigado pelas futuras respostas e um bom Natal a todos! ;)

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Cuidados Gerais / Re: Farmacêuticos Vs. Enfermeiros
« em: Outubro 07, 2011, 12:17:39 »
Antes de mais  peço desculpa por estar a responder a este tópico sem ser Enfermeiro, mas como Tripulante de ambulância e utente do SNS, não posso ficar indiferente a alguns comentários aqui colocados:

Darsan, os seus comentários são fruto de um ressabiamento e azia mental, fruto de uma pseudo omnisciência e omipotência que demonstra transpirar por quantos poros tem no corpo. Pena é as pastilhas rennie não tratarem a azia mental, porque essa só se trata, quando a pessoa deixa o egocentrismo de lado, e mostra ter mais valores éticos e humanos!
E digo-lhe mais, dizer que os três grandes cursos de saúde são Medicina, Medicina Dentária e Ciências farmacêuticas, fica-lhe muito mal, e só para que o senhor saiba, o ranking das profissões mais prestigiadas nos EUA, logo nos primeiros lugares estão Medicina e Enfermagem, e sabe porquê? Porque ainda há quem trabalhe, e enquanto os Enfermeiros trabalham mais num dia, do que eu durmo numa semana inteira, a receberem míseros ordenados de pouco mais de 1000 euros (quando não é menos), os Farmacêuticos passam o dia de costas direitas, a mandar os outros trabalhar, e no fim ainda recebem bem para cima dos 2500 euros por mês, mas isso já não vos interessa dizer não é??

Os Farmacêuticos percebem tanto de medicamentos, que ainda no outro dia socorri um jovem de 17 anos com uma exacerbação de asma, porque o Farmacêutico dispensou-lhe (sem receita médica), AAS para uma dor de costas, tendo ele historial de exacerbações de asma muito frequentes. Escusado será dizer que quando passei dados ao Médico do CODU, ele chamou todos os nomes possíveis e impossíveis ao "pobre coitado" do Farmacêutico. A questão aqui é que o sr diz que os Enfermeiros querem "passar receitas", mas quando os Farmacêuticos se querem armar em Médicos (sim, porque que eu saiba o AAS continua a ser vendido apenas sob prescrição médica), dá, como se diz na minha terra, uma boa m**da. Mas já  que o sr não gosta de Enfermeiros, um dia quando estiver internado, peça para  arranjar uma equipa única e exclusiva só de Médicos e Farmacêuticos, e aí depois, vai ver o que é bom para a "tosse de farmacêutico" O0 >:D
Sim, porque prescrição pode ser um ato médico, mas quem faz a gestão terapêutica, quem avalia possíveis reações/interações medicamentosas, efeitos secundários, ou se a terapêutica está a sortir efeito são os Enfermeiros, e há uma coisa que eu nunca percebi muito bem, o sr quer demonstrar que os Enfermeiros não pescam nada de farmacologia, mas então explique-me: Quando um Médico se engana na dose, ou prescreve uma conjunto terapêutico que pode provocar interação medicamentosa, porque é que tanto é responsável Médico, como o Enfermeiro que administrou?

Para terminar, e para não me acusarem de OT 8), quero apenas dizer que a mim NUNCA nenhum Farmacêutico me há-de administrar uma vacina, tendo em conta o historial de  alergias e asma que tenho. Assim como também tento levar todas as vacinas num centro de saúde onde sei que o Enfermeiro tem o mínimo material de emergência para socorrer em caso de anafilaxia, porque nada adianta termos um Enfermeiro que saiba como agir, se no fim não tem o equipamento necessário a usar.
Quero apenas deixar um bem-haja a todos os Enfermeiros(anjos da vida, como eu os costumo apelidar), que trabalham no duro dia e noite, muitas vezes deixando a família para trás, para aturar doentes com atitudes como o darsan, que para além de de nem um obrigado ouvirem, ainda têm uma atitude infantil, mimada, redutora, ressabiada e egocêntrica, mas que no fundo não passam de alguém que utiliza a superioridade no mundo virtual, para compensar a frustração e se conseguirem  como pessoas, aquilo que não conseguem fazer fora do mundo virtual, e que nada mais serve do que alimentar o seu ego estupidamente estúpido!

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Trabalhar fora de Portugal / Re: Enfermeiros / EUA
« em: Setembro 05, 2011, 16:15:03 »
Para quem gosta da emergência pré-hospitalar e quer ir para os Estados Unidos, pode sempre optar por ser "flight nurse". São "registered nurses", altamente treinados em suporte avançado de vida e traumatologia, para tripular helicópteros. A sua prático profissional, quase não tem limites.

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Eu não quis dizer que não o fazem... Apenas estava a referir-me aquilo que a enfermeira disse ao outro enfermeiro (quase o crucificou) por o rapaz ter auscultado e palpado a paciente. Só isso...

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Fiz recentemente um curso de técnicas de emergência médica para tripulantes de ambulância e foi-me ensinado a palpação e a ausculta pulmonar (a cardíaca não porque o formador disse que era demasiado complexa). Quando falo em ausculta pulmonar falo em coisas simples como detetar sibilos, roncos ou murmúrios vesiculares.

A palpação para nós é super útil para despistar-me em casos de trauma lesões em orgãos internos como fígado, baço etc ou casos de hemorragias internas. Já a ausculta pulmonar num asmático pode ser importantissimo para que em conjunto de mais critérios e sinais recolhidos se pondere o contacte o CODU para pedir um meio mais diferenciado como VMER ou SIV.

Ora se para mim que tenho apenas um curso de tripulante de ambulância me foi ensinado isso, porque carga de água é que um enfermeiro não pode auscultar ou palpar?

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Citação de: "LOL_lypop"
Bom dia a todos...
De facto esta crónica é verdadeiramente genial... Fala-se de todos os defeitos o STM - que são factuais e existem, ninguém diz que é perfeito - mas esquece-se um importante detalhe... Sou de Coimbra e trabalho numa Urgência (não a dos HUC), há alguns anos precisei de recorrer aos HUC ainda antes de instituida a triagem de manchester e deparo-me com:
1 - Tempo de espera até ser triada pelo médico: 45min-1h!!!!! (ainda ouvi um "ah mas até teve sorte que isto hoje está com poucos doentes!")
2 - Os bombeiros/cvp/inem, por não poderem ficar todo o tempo de espera até à triagem, deixavam os verbetes (registo da ocorrencia) não passando oralmente a situação - quem trabalha com os verbetes sabe bem como são parcos em informação!
3 - Os processos eram colocados por uma ordem curiosa: uns em cima dos outros até que os que estavam em baixo só passavam para o topo do molho quando se queixavam - como me aconteceu a mim ao fim de 3h de espera!!!
4 - Quem fazia a triagem eram os "jovens médicos" que de ouvir doentes tinham pouca ou nenhuma experiência e que encaminhavam indiferenciadamente para onde lhes diziam para encaminhar (no meu caso, após ser triada o "jovem médico" foi telefonar ao tutor que deu a indicação do encaminhamento demorando na totalidade cerca de 10min - eu vinha referenciada pelo médico de família para dermatologia!!!!) e depois de ser observada pelo 2º médico de urgência fui finalmente encaminhada para o dermatologista...
Da minha prática com STM temos uma média de espera bastante inferior aos 10min (o que não significa que em situações de ruptura não possa chegar aos 30min, mas serão situações que se contam pelos dedos de uma mão em cada ano), temos os doentes passados oralmente pelos bombeiros permitindo conhecer a situação ao pormenor, demoramos menos de 3min a triar, temos s processos informatizados sem que o médico precise de ir ordenar os vários doentes e os enfermeiros fazem formação na área e a experiência ajuda a melhorar o processo gradualmente - ninguém nasce ensinado, nem os srs doutores!
Naturalmente não há um unico turno de triagem em que não tenha que ouvir os berros nervosos (como se gritar desse mais razão!!!) de alguns srs doutores frustrados com o facto de serem os enf a fazer o que muitos anos antes era feito por eles, com evidentes resultados práticos: maior rapidez e eficácia na detecção de casos graves... Vamos esperar que um dia as coisas melhorem e tragam o reconhecimento que há muito merecemos...

Obviamente que ninguem nasce ensinado. O grande problema e' que os medicos estudam tantos anos para depois perder a boa educaçao. Mas de uma coisa e' certa, eles saiem de la com o mestrado integrado, mas e' mestrado integrado em EGOCENTRISMO!

So que estes pseudo-doutores esquecem-se que 90% das queixas dos utentes por negligencia sao direccionadas aos medicos, os restantes 10% dividem-se pelos auxiliares, enfermeiros e administrativos. E depois os burros e os incompetentes sao os enfermeiros ;D  ;D. Realmente esta classe medica e' um verdadeiro must ;D...

Aos enfermeiros que me agradeceram pelo meu comentario: o agradecimento e' todo meu para a classe de enfermagem. Sou doente cronico, varias vezes recorro aos serviços de urgencia e aquilo que os olhos veem o coraçao sente ;).

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Boa noite.

Pois, a parte do ver se respirava, como estava a respirar e a circulaçao eu fiz, ate porque calculei que o tecnico do INEM me fosse perguntar isso no momento da chamada para o 112, agora o actuar em conformidade, bem isso antes preferi mesmo nao mexer antes que fosse fazer asneira.
Acho que Portugal deveria seguir o exemplo de outros paises europeus. Colocar enfermeiros ou outros profissionais habilitados a dar noçoes de primeiros-socorros aos alunos durante o codigo. A mim, a unica coisa que me ensinaram foi que em caso de vitimas feridas mas conscientes, pedir para nao se mexerem e chamar o 112. Em caso de vitimas inconscientes, nao mexer, ligar 112 e verificar se nao existe nenhum enfermeiro, medico ou tecnico de ambulancia nas imediaçoes para ajudar.

Em relaçao ao curso, na minha zona nao ha cruz vermelha. Em relaçao ao quartel, aqui a uns meses eles fizeram um curso, mas agora acho que nao vao fazer tao cedo. De qualquer modo, nao custa nada ir verificar.
obrigado :)

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Boa tarde,

antes de mais peço desculpa pois nao sei se estou na seccao correcta do forum, mas ja enviei um e-mail para o INEM e nao obtive resposta, dai a recorrer aqui ao vosso forum.
No outro dia, vinha a caminho de casa e vi uma mulher a ser violentamente atropelada e o condutor do veiculo fugiu. Como era de noite e nao estava ninguem por perto, parei o carro e vi que a senhora estava inconsciente e sangrava muito da cabeça. Como nao sabia o que fazer, decidi nao mexer, so vi que mal se conseguia "apanhar" a pulsaçao e parecia ter uma respiraçao com uns ruidos estranhos e lenta. Liguei para o 112 e esperei que aparecesse o INEM e a policia.

Depois disto, fiquei com curiosidade em tirar um curso de socorrismo, pois nao sei quando e que uma situaçao destas ou semelhante a estas pode acontecer, mas como nao sou profissional de saude e nao percebo muito do assunto, gostaria de saber a vossa opiniao de cursos bons que conheçam...

Ja agora, gostaria tambem de saber como deveria ter actuado no caso que presenciei pois fiquei com curiosidade.

Desde ja obrigado pelas futuras respostas.

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Apesar de não ser enfermeiro nem outro tipo de profissional de saúde, permitam-me que coloque aqui uma questão:

O ano passado tive uma grave exacerbação de asma. Cheguei ao hospital com nº de ficha INEM e a enfermeira na triagem atribuiu-me a pulseira laranja. Já passava mais de 30 minutos e eu ainda à espera que algum médico se dignasse a ver-me. A enfermeira ao ver-me a piorar a olhos vistos administrou-me broncodilatadores e uma injecção intravenosa de uma substância que não sei o que era (estava com a saturação de O2 a 70%), sem qualquer tipo de prescrição médica, pois a médica não estava presente (não perguntem a razão porque parece-me óbvia  ::) ). Ela cometeu uma ilegalidade? Bem se salvar-me a vida é cometer uma ilegalidade, então mostra que este país ainda é mais estúpido do que aquilo que eu possa imaginar. Se estou vivo tenho de lhe agradecer à enfermeira e aos bombeiros que fizeram de tudo para me estabilizar até ao hospital.
Todos nós sabemos que os enfermeiros fazem aconselhamento terapêutico nomeadamente saúde 24, ou os famosos ben-u-rons quando alguém está com febre e acreditem, na minha modesta opinião, sinto-me muito mais seguro ao aconselhamento de um enfermeiro do que de um "boticário", que só se preocupam em vender medicamentos e ganhar lucro com "os sintomas/doenças dos portugueses". Grave é um farmacêutico vender medicamentos sujeitos a receita médica, nomeadamente antibióticos e psicotrópicos sem o cliente apresentar a receita médica, e isto acontece todos os dias e ninguém refila. E mais não digo antes que me "batam" por estar a entrar num off-topic :P
Realmente este país é a coisa mais hipócrita que conheço... Quer dizer: quer o enfermeiro faça quer não faça, quer administre quer não administre leva sempre "porrada". Eu bem tenho razão no que digo: nos serviços de saúde, o enfermeiro é sempre o elo a abater, só que esta situação tem que mudar!

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Só uma pequena questão, a descrição do papel do enfermeiro anestesista não se aplica à realidade portuguesa? É só à realidade americana? Se não se aplica à realidade portuguesa, porque razão? Os procedimentos de enfermagem não deveriam ser os mesmos (ou praticamente os mesmos) a nível mundial?

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Cuidados Gerais / Re: Pneumonia bacteriana
« em: Dezembro 06, 2010, 19:47:15 »
Eu não estou a dizer o contrário, aliás eu quero acreditar que a médica seguiu-se por vários critérios para lhe dar alta, quero acreditar mas como as coisas estão, acreditem que é difícil mas isso já são outros quinhentos.
Mas continuo a dizer que não é preciso ser enfermeiro nem médico para entender que uma pneumonia pode ser muito grave e até fatal, quanto mais numa pessoa que apresenta sempre os leucócitos muito baixos nas análises de rotina, ora se não tem leucócitos, como é que o sistema imunitário dele pode combater uma pneumonia? É que se a pneumonia é a acumulação de muco nos alvéolos pulmonares com posterior infecção, como é que os pulmões do meu pai podem realizar eficientemente as trocas gasosas? só por aí da para ver que é uma doença séria (corrijam-me se estiver enganado, visto que sou leigo nestas coisas. Não quero dizer coisas sem nexo).
Eu bem sei que a culpa de agora ser mais complicado ser internado nem sempre é do médico. Nós bem sabemos que os médicos estão a ser constantemente pressionados pelo ministério da saúde com estas medidas de contenção de despesas, mas também digo, se os portugueses pagam impostos, deviam ter direito a um sistema de saúde um pouco mais eficaz. É que Portugal não tem diferença a nível de tecnologia de outros países a nível da saúde, só não os sabe é aproveitar mas tb fico por aqui que não quero entrar num off-topic.

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