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Mensagens - nunotavares

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Cuidados Gerais / Re: Acto de Enfermagem
« em: Junho 10, 2008, 11:51:21 »
É verdade que ele não existe, legalmente, mas está bem presente em inúmeros documentos oficiais da Ordem dos Médicos e como bem sabem, "Naquilo que não contraria a lei, o sistema judicial “faz lei”das normas deontológicas", logo, o acto médico existe sim! E já que estamos no espaço Europeu e sob a sua tutela para muitas questões, a World Medical Association, tem isso muito bem definido! Ao contrário da European Federation of Nurses!

Pena é que a OE, não tenha querido colaborar com a OM...teria sido uma boa opoirtunidade de conseguir colocar muitos pontos nos i's!

Abraço,

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Olá!!! Este tópico é segundo a minha opinião dos mais válidos que têm surgido até hoje!

A Anestesiologia é uma área que me apaixona e em que diariamente estes tópicos são tidos em conta e são ponto de actuação fulcral do enfermeiro.

Os cuidados oculares que têm como principal objectivo evitar a desidratação da retina e sua conspurcação com material ou solutos operatórios. Usualmente, incluem a aplicação de SF 0,9% para hidratação e/ou de oxitetraciclina pomada, sendo esta última mais aconselhada em cirurgias de longa duração ou em que o campo operatório está demasiado próximo dos olhos, podendo a manipulação da área operatória mobilizar as estruturas orbitárias ou propiciar o derrame de algumas soluções utilizadas durante a desinfecção ou procedimento. Por norma coloca-se uma compressa para cobrir os olhos ou então uma fita adesiva anti-alérgica.

Relativamente ao Bloqueio Neuro-Muscular...

O fármaco mais utilizado será o Brometo de Rocurónio (Esmeron), cujas características químicas, moleculares, de acção, metabolização e excreção, o tornam, bastante polivalente, permitindo a indução rápida ou lenta, de acordo apenas com a dosagem! Uma novidade no mercado é o cisatracúrio, que diminui grandemente a reacção de destruição dos basófilos e evita portanto a libertação excessiva de histamina, podendo ser utilizado com um nível de segurança aceitável em doentes com história de anafilaxia. O atracúrio também é bastante utilizado, mas em situações mais particulares. Todos estes são relaxantes musculares do tipo não despolarizante, não provocam contracções tónico-clónicas antes do relaxamento, ao contrário do que acontece com o suxametónio (Scoline, Trilux,...) que é despolarizante, de acção rápida e semi-vita curta...ideal para um bloqueio neuro-muscular de curta duração...sendo degradada na junção neuro-muscular pela acetilcolinesterase, que degrada as moléculas de acetilcolina que compõem o suxametónio.

A avaliação do estado de sedação do doente com bloqueio neuro-muscular é de facto muito importante, na medida em que , as situações de awareness não são histórias...são uma realidade! Habitualmente e julgo que das técnicas mais utilizadas será a determinação do índice bi-espectral (BIS), que nos valoriza as ondas electro-encefalográficas do doente. Assim que sejam detectadas ondas do tipo alfa ou beta, o valor do BIS aumenta, caso contrário, quando detecta ondas do tipo delta e teta, o valor de bis diminui, significamdo isto que o doente está sedado...
Para avaliar o nível de bloqueio neuro-muscular, utilizam-se com grande eficácio os TOF (train of for) em que são projectados 4 estímulos eléctricos de diferentes frequências ao doente e se avalia o seu nível de resposta e determinando, portanto, a eficácia do bloqueio neuro-muscular.
A combinação destas dus informações permite-nos balancear quer o nível de sedação, quer o nível de bloqueio, devendo existir um equilibrio homeostático entre os 2.

Os principais cuidados ao doente com bloqueio neuro-muscular são a evicção de movimentos articulares de grande amplitude, bem como a manutenção do membro em posição anatómica, com o objectivo de evitar ou diminuir o risco de luxação ou lesão dos plexos nervosos. A vigilância do nível de sedação e de bloqueio neuro-muscular tornam-se também cuidados de primeira linha, para além do aquecimento corporal e de fluidos, para evitar a hipotermia induzida pela inibição da habitual transmissão sináptica entre o hipotálamo-tálamo e córtex, que regula as funções de homeostase. A monitorização do balanço hídrico, da funcionalidade das perfusões periféricas e dos sinais vitais, são também de extrema hiportância, pelo elevado nível de utilização renal para a excreção deste tipo de fármacos.

Abraço,

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A auscultação pulmonar, a expansão do tórax bilateralmente (caso não existam atelectasias, obstruções ou diminuição fisiológica do volume corrente em algum dos pulmões) e a confirmação de etCO2 por capnografia, constituem de facto a melhor conjuntura para confirmação do correcto posicionamento do TET.

Abraço,

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Suturar é, claramente, um acto médico! Isto apenas significa, que havendo um médico, é este, que deve decidir se deve ou não ser suturado o tecido em causa...caso não haja médico em presença física e a situação seja emergente, então neste caso, o enfermeiro tem autonomia interventiva.

Mas...tal como muitos outros, os Enfermeiros, possuem formação e experiência profissional que lhes permite suturar!

Esta definição do acto médico, existe ainda, porque a nossa Dignissima MAS, se recusou, quando interpelada pelo Dr. Germano de Sousa na altura Bastonário da Ordem dos Médicos, a fazer uma revisão do acto médico e consequente transposição para o acto de enfermagem, de algumas técnicas tais como os cateterismos vesical e venoso periférico, que até à data constam no documento que declara o acto médico, mas que os Enfermeiros, já fazem por rotina...

Abraço,

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Enfermagem e Politica de Saúde / Re: Uma pergunta Polémica
« em: Junho 10, 2008, 10:51:00 »
Parece-me acima de tudo que este modelo preconiza algo essencial...a regulação no acesso e suposta credibilização dos enfermeiros que fazem o Internato.

O que para mim, já não é tão claro e de toda a documentação que tenho consultado, só torna a situação ainda mais assustadora...é que as especialidades vão voltar a ser divididas como nas histórias da carochinha...o que é isso de cuidados ao doente crítico?! Isso é demasiado vasto e vago para a Enfermagem! É urgente especializar e compartimentar...em Portugal será o único caminho a seguir...caso contrário, iremos continuar a ter especialidades para não ter autonomia!

Depois algo que me assusta ainda mais, é quem vão ser os tutores?! Em Portugal poucos são os Enfermeiros Especialistas que possuem idoneidade científico-pedagógica...Professores obsoletos das escolas, também não me parecem melhores opções! Algumas opções incluem a formação de alguns profissionais fora do país, tal como o Canadá fez quando quis formular algumas especialidades, enviou inúmeros enfermeiros para os EUA, fazerem formação especializada e quando voltaram, obtiveram o grau de consultores, o que lhes permitiu dar formação com alguma qualidade....tem custos elevados, indiscutivelmente, mais elevados serão os custos se a formação que for ministrada, não for de qualidade.

Relativamente, aos Enfermeiros cuja carreira e CV possa justificar a aquisição de um título de especialista por certificação de competências, é ainda mais penoso e será, certamente, um ponto fraudulento para o futuro dos especialistas...ter 20 anos de exercício por exemplo na urgência, não significa que tenham sido 20 bons anos...e quantos de nós, não conhecem Enfermeiros com muitos anos de experiência e com gestos, atitudes e saberes tão anquilosados?! Muitos...mesmo!

É uma questão indubitável, esta, mas que exige muito da classe. Se muitos se queixam que os médicos mandam e desmandam...é porque o seu percurso enquanto classe se fez de uma forma muito mais coesa...ao contrário da nossa...que sempre foi desmembrada...apesar de todos nós sermos de uma ordem só! E permitam-me o desabafo...mas, nem só de teorias vive a Enfermagem!

@ Caldas...
Compreendo a tua revolta...e foi esse mesmo sentimento, que me fez mudar o rumo da minha vida...quis ser Enfermeiro Anestesista, não me deixaram...agora vou ser Médico Anestesiologista...mas nunca deixarei de ser Enfermeiro...porque não é um título que nos constrói enquanto profissionais...é uma filosofia que nos está subjacente...e continuarei a lutar sempre pelo futuro da Enfermagem e da Enfermagem em Anestesiologia de forma particular.

Abraço,

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Eu fiz com o REANIMA e depois com o INEM...vale a pena esperar quer por um quer por outro...

Têm provas dadas e profissionais altamente treinados e com certificação pedagógica e todos com aquele factor X, que anima qualquer um!

Abraço,

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Sou claramente contra...e basta perceber que tipo de tecidos e fascias musculares são seccionados e suturados, para se perceber que a cesariana deverá ser um procedimento de recurso em situações específicas e que o Colégio de Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos determina muito bem...

Todos sabemos e até conhecemos o caso de alguém que foi até à privada e até escolhe a hora da cesariana...como em tudo, existem temas em que o dinheiro assume suma importância e este é mais um deles...e quem mete o dinheiro ao bolso...deixa as guidelines para o "tolos" que se preocupam verdadeiramente com a saúde da mulher...quando não é o dinheiro, é o Curriculo de alguns internos que precisa de números!

Abraço,

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Ensino e Atividades Académicas / Re: Relatório de Estágio
« em: Maio 04, 2008, 19:31:35 »
Olá Fidias...
Manda-me um mail e eu envio-te alguns exemplares de relatórios.

nunojtlopes@hotmail.com

Abraço,

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Não podia estar mais de acordo com o colega Bhenriques...estamos no caminho certo, mas ainda com muita estrada pela frente! Investir é a palavra de ordem, e esperamos que a Ordem, venha pois a reconhecer as competências que muitos dos Enfermeiros têm vindo e irão continuar a adquirir!

Outro aspecto em que temos de investir, é na Investigação...e segundo a minha opinião e sublinho, a minha opinião, devemos deixar um pouco de lado a vertente apenas social da Enfermagem essa já foi mais que explorada, os Enfermeiros devem dedicar-se às ciências básicas, investigação científica no âmbito de Clinical Trials, Estudos Randomizados e etc...Esse é o ponto de honrra e de diferenciação da Enfermagem no Mundo!

Abraços,

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Dicas de informática e internet / Re: Criar documentos PDF...
« em: Maio 02, 2008, 18:29:49 »
Obrigado Karl!

O doPDF...é super simples! ;)

Hugs

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No meu entender, a compartimentalização do saber (à semelhança do que acontece na classe médica), é um trunfo da Enfermagem em outros países da Europa e do Mundo, são portanto, o futuro...e isto não implica que seja perdida a visão holística do doente! Essa é uma antiga "bengala" de que muitos se têm servido para evitar que a Enfermagem se assuma de facto como uma componente do saber científico no âmbito das Ciências da Saúde.

A estruturação feita no projecto da Ordem parece-me altamente impraticável...mas com toda a certeza, seremos chamados à aprovação ou não do modelo de especialidades...

Abraço,

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Olá a todos...

Parece-me que a especialização é o futuro de qualquer área em que a enfermagem intervenha. Só dessa forma se poderão estabelecer quadros de competência e respectivas funções num quadro de co-responsabilização e cooperação dos diferentes profissionais que enquadram o cenário da saúde em Portugal.

O projecto da ordem, parece-me até certo ponto, bom! Mas certificar competências por anos de serviço...não garante que esses anos tenham sido de qualidade ou de respostas acertivas em saúde...

Há que modificar os paradigmas...e abandonar de vez teorias sem qualquer tipo de aplicabilidade ao contexto da prática actual!

Especializar com bom senso é o ponto de ordem! E a especialização em emergência tem de estar necessariamente no nosso horizonte enquanto enfermeiros, não só pelo papel que assumimos diariamente na defesa da vida, mas também pelos conhecimentos e formações de alto nível que temos ao nosso dispôr nos dias de hoje!

Abraço,

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Cuidados Gerais / Re: Actualidades em Farmacovigilância
« em: Fevereiro 15, 2008, 21:14:34 »
Alerta de Segurança

Sebivo® (Telbivudina) – Risco de Neuropatia Periférica

Disponível em:
http://www.infarmed.pt/portal/pls/porta ... 224225.PDF


Um abraço,

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Cuidados Gerais / Re: Anestesia Geral Balanceada
« em: Fevereiro 15, 2008, 21:05:23 »
Olá!

Da realidade que conheço e tendo em conta a bibliografia de ponta nesse âmbito, o teste do catéter no espaço epidural, deve ser feito com a dose teste, ou seja, 0,1% de qualquer fármaco diluido em 5ml de SF 0,9%.

No caso de ser no espaço sub-aracnóideu, essa dose deverá passar para 0,05% em 5ml de SF 0,9%.

Um abraço,

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Dicas de informática e internet / Re: Microsoft Access
« em: Novembro 27, 2007, 00:08:12 »
@ Son_Goku!!! Já Está!!!! Era isso mesmo!!! eheheh...Muito obrigado mesmo!

@ Vitor! obrigado pelos links! Vou guardar para usar mais tarde!

Grande Abraço,

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