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Tópicos - nunotavares

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Apesar de a situação ser ainda de extrema gravidade, os profissionais de saúde que prestam assistência à população do Uíge encaram o futuro com cauteloso optimismo.

As últimas informações levam a crer que o surto infeccioso, em breve, poderá estar controlado.

Contudo, na área do Controlo da Infecção as carências continuam a ser enormes.

A OMS Europa procura perita/o(s) em controlo da infecção, nomeadamente enfermeira/o(s), que dominem a língua portuguesa e estejam disposta/o(s) a colaborar nesta missão humanitária

A sua actividade no terreno será desempenhada sob a supervisão do Coordenador de Equipa Internacional e em colaboração com os voluntários dos Médicos sem Fronteiras.

A actividade será principalmente desenvolvida no Hospital do Uíge e inclui:

- orientar e supervisionar os trabalhadores das enfermarias em alguns dos serviços do hospital, sobretudo no que respeita à adesão a medidas de controlo de infecção (medidas de prevenção universal) e no tratamento de doentes febris;

- contribuir, na medida do necessário, para a formação e supervisão de outros trabalhadores da saúde e demais pessoal em centros de saúde comunitários e outros hospitais locais.

Para mais informações contacte:

Enfermeiro Sérgio Gomes
Linha Saúde Pública
Direcção-Geral da Saúde
e-mail: sergiogomes@dgsaude.min-saude.pt
telefone: 218 430 733

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Novidades / Curso de Mestrado em Risco, Trauma e Sociedade
« em: Abril 17, 2005, 12:19:07 »
Programa
1º Semestre
1. Risco e Trauma: Vertentes Representacionais e Epidemiológicas
2. Trauma e Ciências de Saúde
3. Trauma e Comportamento Social: Stress, Memória e Identidade

2º Semestre
4. Instituições Sociais e Gestão de Crises: Políticas do Trauma
5. Economia e Saúde Pública: Gestão do Trauma
6. Laboratório

Objectivos
Desenvolver estudos especializados sobre risco e trauma, bem como possibilitar a abertura de novos domínios de investigação transdisciplinar universitária. Do ponto de vista curricular reúnem-se docentes e estudantes de diversas formações, ligados entre si pela curiosidade e pelo desejo de sondar as potencialidades dos valores e dos saberes modernos para corresponderem aos riscos de trauma recorrentes nas sociedades actuais, com vista ao desenvolvimento humano de todos e cada um. O curso apresentará não apenas problemas teóricos relevantes para os nossos objectivos, como também estabelecerá laços privilegiados de pesquisa com problemas sociais relevantes, desde a organização de um sistema de atendimento de pessoas traumatizadas que se reclama, por exemplo a propósito de acidentes rodoviários, até experiências internacionais de trauma e suas repercussões, através da organização do laboratório.

Destinatários
O Mestrado Interdisciplinar Risco, Trauma e Sociedade tem como destinatários preferenciais quadros superiores da área da prestação de cuidados de saúde ou da formação na área da saúde, de segurança, bem como técnicos e profissionais que se confrontam com problemas de trauma e risco social. No mestrado serão admitidos estudantes licenciados cuja orientação profissional se esteja a fazer nas áreas referidas, independentemente da formação inicial, mas serão privilegiados no acesso detentores de diplomas de sociologia, antropologia, saúde, psicologia, ciência política, comunicação social, economia e direito.
Habilitações de acesso
As habilitações de acesso ao curso exigem a titularidade de uma licenciatura, com a classificação final de 14 valores ou superior. Mediante apreciação curricular e entrevista, que comprovem adequada preparação científica de base para o curso, poderão ser aceites outras licenciaturas na área das ciências sociais e humanas ou licenciados com classificação inferior a 14 valores.


Comissão Científica
Professor Doutor António Pedro Dores
Professor Doutor Manuel João Ramos
Professor Doutor Jorge Santos Bessa

Comissão Organizadora
Dr. Pedro Moniz Pereira
Mestre Patrícia Rosado Pinto

Corpo Docente

Do Dep. Sociologia ISCTE
Professor Doutor António Pedro Dores
Professora Doutora Graça Carapinheiro

Do Dep. Antropologia ISCTE
Professor Doutor António Medeiros
Professor Doutor Manuel João Ramos

Docentes de outros Dep. ISCTE
Professor Doutor Francisco Camões
Professora Doutora Luísa Lima
Mestre Pedro Moreira

Docentes convidados externos
Professora Doutora Alexandra M. Pinto
Professor Doutor Jorge Santos Bessa
Prof. Doutor Luís Quintais
Prof. Doutor Paulo Granjo
Mestre Filomena Araújo
Mestre Patrícia Rosado Pinto
Dr. Pedro Moniz Pereira


Prazos e calendário lectivo
Os prazos e o calendário lectivos previstos para o funcionamento do curso são os seguintes:

a) Candidatura – 2 de Maio a 15 de Julho de 2005
Publicação de resultados – 29 de Julho de 2005

b) Matrícula e inscrição – 1 a 17 de Setembro de 2005

c) Calendário lectivo:
1º Semestre – 17 Outubro de 2005 a 20 Janeiro de 2006
2º Semestre – 1 Março a 9 Junho de 2006
Data da conclusão das avaliações da parte escolar - 20 Setembro de 2006
Final do prazo para apresentação das dissertações de mestrado – Dezembro de 2007
* Área científica de referência – Sociologia
* Duração da parte escolar – 2 semestres
* Duração da preparação da dissertação – 12 meses, após conclusão da parte escolar
* Número total de unidades de crédito necessários à conclusão do Mestrado - 20


Candidaturas
As candidaturas serão apresentadas no Secretariado do Departamento de Sociologia do ISCTE, através de processo constando de:

- Boletim de candidatura preenchido e assinado pelo próprio;
- Certidão de licenciatura;
- Curriculum Vitae;
- 1 Fotografia;
- Facultativamente, cópia de trabalhos publicados e/ou tese de licenciatura.


Contactos
Secretariado do Departamento de Sociologia do ISCTE
Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa
Tels: 217903016; 217903936; Fax: 217903017


Mais informações em:
http://home.iscte.pt/~apad/risco/indexrisco.htm

Um abraço,  :)

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A APGEI (Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial) vai realizar um jantar-debate no próximo dia 10 de Maio (terça-feira), subordinado ao tema “Hospitais: de SA’s a EPE’s?”. Este jantar-debate conta com a presença do Senhor Prof. Doutor António Correia de Campos, Ministro da Saúde e com a participação da Senhora Dra. Maria José Nogueira Pinto, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

As inscrições deverão ser dirigidas ao Secretariado da APGEI, através do email www.apgei.pt

Consulte o programa em http://www.ordemenfermeiros.pt/?pg=even ... &ev=Agenda

Um abraço,  :)

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Novidades / Ciclo de Seminários do Conselho de Enfermagem da O.E.
« em: Março 27, 2005, 13:20:30 »
O Conselho de Enfermagem promove, em Abril de 2005, um ciclo de seminários regionais dedicado ao aprofundamento dos Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem.

Este ciclo decorre do Plano de Actividades, aprovado na última Assembleia Geral e pretende dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido pelo Conselho de Enfermagem.

Os objectivos desta actividade são:

- divulgar os Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem;

- promover a apropriação do enquadramento conceptual e dos enunciados descritivos de qualidade;

- criar sinergias que permitam contribuir para a sua utilização nos contextos onde se prestam cuidados;

- promover o desenvolvimento de programas de melhoria contínua da qualidade dos cuidados de enfermagem, tendo como referência os Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem.


Com este movimento de apropriação pretende-se, ainda, promover um exercício profissional baseado na autonomia e responsabilidade que evidencie o impacto e a importância dos cuidados de enfermagem.

Não deixe de participar!!

A inscrição prévia é gratuita e obrigatória.


O calendário dos seminários é o seguinte:


Secção Regional da Região Autónoma dos Açores

12 de Abril de 2005
(9.00h – 13h00h)
Ponta Delgada
Auditório do Hospital Divino Espírito Santo

fax: 296281848 / srsul@ordemenfermeiros.pt


Secção Regional do Norte

22 de Abril de 2005
(9.30h – 13.00h)
Porto
Escola Superior de Enfermagem Imaculada Conceição

fax: 225072719 / srcentro@ordemenfermeiros.pt


Secção Regional da Região Autónoma da Madeira
Por motivos de agendamento prévio de outras actividades este seminário será realizado no 2º semestre do ano 2005.

Deverá inscrever-se previamente, enviando:

o seu nome;

n.º de membro;

nome do evento.

Pode fazê-lo através dos endereços de e-mail ou dos números de fax mencionados em cada uma das secções regionais.

As inscrições estão limitadas à lotação de cada sala e só serão consideradas as recebidas até 2 dias antes do evento.

No sentido de garantir uma adequada organização dos trabalhos solicitamos que respeite estas indicações.

Contamos com a sua participação.

in WebSite da Ordem dos Enfermeiros

Um abraço,  :)

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Novidades / Dia Mundial da Tuberculose - 24 de Março
« em: Março 27, 2005, 12:10:21 »
O dia 24 de março é o Dia Mundial da Tuberculose. Entre as doenças infecciosas, a tuberculose é a que mais mata no mundo e por isso é tratada como caso de emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A própria OMS estima que entre 2002 e 2020 aproximadamente 1 bilhão de pessoas serão expostas à doença, mais de 150 milhões de pessoas serão infectadas e, mais de 36 milhões de pessoas morrerão se o controle da tuberculose não for feito de forma mais intensa. A doença impede ainda o desenvolvimento dos países onde ela é endémica pois afecta uma grande parcela da população economicamente activa, afirma a OMS.

A tuberculose está a aumentar na população toxicodependente e a descer junto dos reclusos, tendo estabilizado nos restantes grupos de risco, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), ontem divulgados.

A percentagem de casos de tuberculose associados à toxicodependência é actualmente de 20 por cento, nos casos associados ao VIH/Sida é de 15 por cento, na população imigrante 12 por cento e nos reclusos baixou para 1,8 por cento.

A informação da DGS, divulgada a propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala amanhã, refere que a doença afecta principalmente os homens com idades entre os 25 e os 44 anos.

No ano passado, Portugal registou uma descida do número de casos de tuberculose, embora continue a ser o país da Europa ocidental com maior incidência desta doença, que mata anualmente dois milhões de pessoas em todo o mundo.

Em 2004, registou-se uma descida do número de novos casos de tuberculose em Portugal, bem como uma "redução significativa do problema da multirresistência".

Segundo a DGS, foram notificados no ano passado 3.511 novos casos e 271 casos recorrentes (incluem os casos de reincidência e os recuperados após interrupção ou abandono do tratamento).

No mesmo período foram notificados 33,7 novos casos de tuberculose por cada cem mil habitantes, mantendo-se "a tendência decrescente nas últimas décadas".

Segundo a DGS, a situação é "preocupante" nas grandes áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal.

Estes três distritos - que têm em comum taxas de incidência médias anuais superiores a 40 casos por 100 mil habitantes - concentram a maior parte dos casos. O ritmo de declínio da doença nestes distritos é ainda "muito lento" devido nomeadamente ao aumento da resistência aos medicamentos.

A DGS apurou "uma redução global" da tuberculose enquanto doença endémica, ou seja, com causas exclusivamente locais.

Frisa ainda que "a tuberculose é uma emergência global, encontrando-se sem controlo em muitas partes do mundo".

Em todo o mundo, ocorrem anualmente nove milhões de novos casos de tuberculose, dos quais dois milhões são fatais

in Dossier do Público, 23 de Março de 2005

Um abraço,  :)

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Para simplificar o acesso dos membros à informação acerca das especializações, a Ordem dos Enfermeiros decidiu colocar on-line a listagem de todos os cursos de pós licenciatura de enfermagem de especialização à medida que a respectiva portaria de autorização de funcionamento seja publicada, sendo que, posteriormente, passará a ser mensalmente actualizada.



Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem Comunitária
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... aria/1.pdf

Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... rica/2.pdf

Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... gica/3.pdf

Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... acao/4.pdf

Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... tricia/5(1).pdf

Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/c ... tria/6.pdf

Um abraço,  :D

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Cuidados Gerais / Dia Mundial da Saúde - 7 de Abril
« em: Março 13, 2005, 11:44:04 »
Em 2005, a Organização Mundial de Saúde (OMS), dedica a sua atenção no Dia Mundial da Saúde, dia 7 de Abril de 2005, aos problemas de saúde que atingem milhões de mães e crianças de todo o mundo.

É neste contexto, que a OMS lança o desafio para a organização de eventos articulados em torno das seguintes mensagens chave:

1. Todos os anos um número extraordinário de mães e crianças são vítimas de sofrimento e da morte.
2. As mães e as crianças são a verdadeira riqueza da sociedade.
3. Poderiam salvar-se milhões de vidas aplicando os conhecimentos que temos, passando da teoria à prática.
4. Para melhorar a situação é necessário juntar forças e passar à acção. Cada um de nós tem uma função a desempenhar.

Um abraço,  :D

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Cuidados Gerais / Plano Nacional de Saúde
« em: Março 03, 2005, 23:28:34 »
No presente momento, decorre a primeira fase de implementação do PNS e mostra-se necessário investir, de forma o mais sincronizada e coerente possível, nas competências dos profissionais da saúde, no contexto dos diferentes programas nacionais por forma a reunir as condições fundamentais para a consecução dos objectivos estratégicos do PNS. Neste sentido, a formação afirma-se como o instrumento estratégico fundamental pela melhoria que permite nas qualificações dos profissionais.

Assim, a Direcção-Geral da Saúde apresentou junto do Programa Operacional Saúde XXI um projecto de formação, a desenvolver no 1º semestre de 2005 e composto pelas acções de formação que aqui se apresentam, que tem por finalidade promover competências técnico-comportamentais dos profissionais da saúde necessárias à adequada implementação de programas nacionais


Programa Nacional de Vacinação: curso de actualização
Programa - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006784.pdf
Ficha de Inscrição - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006785.pdf

Programa Nacional de Saúde dos Jovens: enquadramento e linhas de acção
Programa - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006795.pdf
Ficha de Inscrição - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006794.pdf

Saúde Infantil e Juvenil: Programa-Tipo
Programa - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006791.pdf
Ficha de Inscrição - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006790.pdf

Promoção da Saúde em Meio Escolar
Programa - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006777.pdf
Ficha de Inscrição - http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006776.pdf


Para mais informação consultem http://www.dgsaude.pt/


Um abraço,  :D

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No passado dia 15 de Fevereiro de 2005 a Direcção Geral de Saúde disponibilizou um documento que se considera de "leitura obrigatória" por todos os profissionais de saúde.


Carta dos Direitos do Doente Internado

Disponível em: http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ ... 006779.pdf

"O presente documento é uma especificação da Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes, publicada pelo Ministério da Saúde e posteriormente, pela Direcção-Geral da Saúde e pela Comissão de Humanização em duas edições.

"Esta carta agrupa direitos consagrados em diversos textos legais, nomeadamente na Constituição da República Portuguesa, na Lei de Bases da Saúde, na Convenção dos Direitos do Homem e da Biomedicina e na Carta dos direitos fundamentais da União Europeia. Apenas o Direito a uma segunda opinião não está previsto em nenhuma disposição legal nacional.

O regime legal de defesa do consumidor (Lei n.º 24/96, de 31 de Julho) prevê também o direito à qualidade dos bens e serviços e o direito à protecção da saúde e segurança física.

A presente Carta dos Direitos do Doente Internado respeita o enunciado dos direitos tal como aparecem na Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes com exclusão dos direitos 13 e 14 que foram enunciados atendendo à condição especial que é o internamento (hospitais e centros de saúde). No mesmo sentido os comentários feitos aos direitos redigiram-se considerando a situação específica do internamento..."



Um abraço,  :D

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Cuidados Gerais / Ser enfermeiro ERA uma profissão com futuro?!?!
« em: Fevereiro 11, 2005, 19:40:17 »
Li no jornal Diário do Minho (22 de Janeiro de 2005) uma notícia que me deixou.... 8O, que passo a transcrever...

Sou enfermeiro, procuro emprego!

Num passado não muito longínquo a escassez de enfermeiros no mercado de trabalho era evidente. Há três ou quatro anos atrás a necessidade era de tal forma sentida, que no período decorrente entre Junho e Setembro, se tinha que recorrer a expedientes normativos, no sentido de se aumentar a carga horária de 35 para 42 horas.

Face a esta real necessidade e à sua generalização, enfermeiros de várias nacionalidades, mas particularmente os espanhóis tentavam a sua sorte entre nós.

Entretanto, um Sindicato dos enfermeiros alegava que faltavam 22.000 profissionais. A Ordem dos Enfermeiros alinha pelo mesmo diapasão e referia em Dezembro de 2002 “faltam 20.000 no nosso País para atingir o ratio comunitário de enfermeiros por mil habitantes (5,8 enfermeiros por mil habitantes, contra 3,8 em Portugal)”.

Ser enfermeiro era uma profissão com futuro!

Vários stakeholderes perceberam isso. O resultado foi a proliferação de estabelecimentos de ensino a formarem enfermeiros e a provocarem a desregulação dos fluxos de enfermeiros aumentando a oferta num curto período de tempo.

O segmentos: público e privados até “agradeceram”.

Actualmente, aproximadamente 160 enfermeiros estão inscritos no Hospital de S. Marcos à espera da sua oportunidade. No Centro Hospitalar do Alto Minho, S. A. este número engrossa para os 250.

Mais uma vez a falta de um planeamento estratégico integrador, a nível estruturante falhou.

Face a este cenário emergem algumas questões, relevando-se as duas seguintes:
a do desemprego dos profis-sionais de enfermagem; a qualidade de formação dos mesmos.

Ora, sendo o desemprego o resultado directo do aumento dos fluxos formativos, estes terão que estar alinhados pela vontade expressa e assumida do Ministério da Saúde fazer aproximar os rácios nacionais de distribuição dos enfermeiros por mil habitantes, dos padrões europeus. A análise estratégica dos enfermeiros no activo, numa visão no mínimo de médio prazo, também será fundamental.

Entretanto, terá que ser encontrado um mecanismo regulador.

Se tal não acontecer, vamos seguramente ter com os enfermeiros uma situação semelhante à dos professores.

Contudo, alguns enfermeiros vão optar por emigrar, ou então continuar no desemprego.

No que respeita à qualidade da formação terá que ser garantido o elevado nível técnico-científico a que algumas escolas já nos tinham habituado. O factor de diferenciação na formação de base, deve vir a ser tomado em linha de conta pelas organizações empregadoras.

A opção pela formação de nível pós-graduado, enquanto o desemprego perdura, poderá vir a ser uma mais-valia para o ingresso na profissão de enfermeiro, ponderando aqui já o factor de maior diferenciação.

Há uma semana que uma mãe desesperada me pediu para a ajudar a arranjar emprego para a sua filha, que terminou o curso no final de 2002 e ainda não arranjou o primeiro emprego. Como limita as opções da filha à região norte, começo a sentir-me impotente para a ajudar.

Neste enquadramento ser enfermeiro não será uma profissão de futuro e a frase “procuro emprego” cada vez mais repetida.


 :?

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Cuidados Gerais / O.E. versus Unidade de Missão dos Hospitais S.A.
« em: Fevereiro 11, 2005, 18:59:15 »
A Ordem dos Enfermeiros recebeu, em quatro de Fevereiro passado, cartas da Unidade de Missão dos Hospitais SA e da FENSE.

Ambas se referiam ao mesmo assunto: as negociações que decorrem entre as duas estruturas para aprovação do Acordo Colectivo de Trabalho para os Hospitais SA, no que aos enfermeiros se refere.

O documento enviado foi analisado no Conselho Directivo que se realizou em nove de Fevereiro e aí, perante à importância do assunto em apreço, a Ordem decidiu solicitar à Unidade de Missão a prorrogação do prazo inicialmente concedido para se pronunciar e convidar todas as estruturas sindicais para em conjunto analisarem e debaterem as propostas avançadas.

O pedido da Ordem foi bem acolhido pelo Eng. Pedroso de Lima e o prazo foi alargado até ao dia 28 de Fevereiro.

Consulte aqui: http://www.ordemenfermeiros.pt/?pg=noticias_comp&id=238

in Ordem dos Enfermeiros

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Cuidados Gerais / Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« em: Janeiro 19, 2005, 22:10:43 »
Hoje fui confrontado com uma situação que confesso me deixou  8O  , estava eu a fazer uma entrada de um doente e a fazer o exame físico completo, com direito a inspecção, palpação, auscultação e percusão....qual não foi o meu espanto quando uma das enfermeiras tenta boicotar o meu exame.....dizendo que "os enfermeiros não têm conhecimentos para utilizar um esteto, nem para palpar um doente", ao que respondi de imediato, "então e na Espanha e nos USA, também não? A mim foi-me ensinada a auscultação e a palpação, portanto eu ausculto e palpo!"....danada da vida, foi mostrar o que eu tinha recolhido da auscultação e da palpação ao médico assistente...."Sem queixas álgicas à palpação de todos os quadrantes. Sem organomegálias. Sinal de Bloomberg e de Murphy vesicular negativo. Fígado, baço e rins não palpáveis. Região inguinal sem tumefacções anormais, sem hérnias. Gânglios inguinais não palpáveis. Pulso femural palpável e rítmico." e "Área cardíaca - Auscultação 1º e 2º tons audíveis, rítmicos e sem desdobramentos. Ausência de 3º e 4º tons, sopros ou atritos pericárdicos. Confirmado o valor de frequência cardíaca obtido pela palpação do pulso radial. Área Pulmonar - Auscultação Auscultação Sem murmúrio vesicular audível. Sem ruídos adventícios.", ao que o médico respondeu....qual é a dúvida? Doing...ficou com uma moca!!!!! IHIHIHIH  :D

Agora pergunro será tão descabido um enfermeiro colocar em prática aquilo que lhe foi ensinado na escola?

Eu uso esteto...não ando com aquele apêndice ao pescoço, mas ando com ele no bolso....quase nem se nota......e uso muitas vezes....há muitos sinais patognomónicos identificáveis pela auscultação e que nós podemos despistar....

Sou da opinião de que quem não sabe auscultar devia aprender....porque o médico não está lá sempre para fazer o despiste.....

E já agora, a Littmann lançou à pouco um novo esteto para Enfermeiros.....ultra-leve! Eu já comprei!!!!

http://www.reddingmedical.com/1206_Litt ... stcatid=13

 :D

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Cuidados Gerais / Corporativismo da Classe de Enfermagem....
« em: Janeiro 19, 2005, 21:25:37 »
Nesta nova era em que tanto se fala no evoluir da Enfermagem, dá que pensar, há coisas que nunca mudam....mesmo com um corpo de conhecimentos aumentado, com o crescente graui de autonomia de que gozam....os Enfermeiros Portugueses, não têm ainda cravado na pele o senso do corporativismo da classe.....

Referenciando a classe que nos está mais próxima, a tão aclamada classe médica, há a referir que estes assumem como brazão o corporativismo e enchem o peito para dizer "sou médico", eu encho o peito da mesma forma para dizer, vou ser Enfermeiro...no entanto custa-me ver o desânimo na cara daqueles que já fazem pare da maior ordem profissional do nosso País! E nem a Ordem dos Enfermeiros, enquanto entidade que nos representa tenta incutir o espírito de corporativismo nos seus membros....

Somos Enfermeiros, zelamos pela vida, salvamos vidas, travamos um jogo pela vida, tentamos contariar a morte, conhecemos as pessoas como nenhuma outra classe! As pessoas precisam de saber disso!!! Embora se pense que a Enfermagem está divulgada como profissão, acho que não o está e muito menos da melhor forma.....

Lol...mais uma vez posso estar a abusar da minha falta de calo e lá terei de morrer pela boca, tal como o peixe...... :D

digam-me que não é como eu penso e ficarei feliz!!!  :D

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Caros Colegas....

De momento estou a elaborar um estudo de caso sobre Anorexia e Bulímia Nervosa, pelo que venho por este meio solicitar a vossa colaboração, com o envio de trabalhos, link's e informações várias que vos possam parecer úteis....

Caso prefiram enviar-me algo por e-mail......

nunojtlopes@hotmail.com


O meu muito Obrigado,
Um abraço,

 :D

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Cuidados Gerais / Actualidades em Farmacovigilância
« em: Dezembro 30, 2004, 22:11:10 »
Como não se ajustava a nenhuns dos tópicos disponíveis...decidir criar um dedicado a informação, que não sendo considerada notícia, é importante para todos os profissionais de saúde....

Aqui podem enquadrar-se por exemplo, novidades no Infarmed, da Direcção Geral de Saúde, etc...

Um abraço a todos... :D

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