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Mensagens - Holos

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Saúde Mental e Psiquiátrica / Psiquiatria: sim ou não?
« em: Fevereiro 26, 2014, 20:07:05 »
A função da psiquiatria é (e sempre foi) ajustar o individuo a uma sociedade profundamente doente (essa sim é doente!). Quem não entender isto, não entende nada! Lamento, mas esta é a minha opinião (opinião partilhada por muitas mais pessoas, inclusivamente por outros profissionais da saúde).
O DSM5, segundo dizem, é uma autêntica vergonha! (os outros também não eram grande coisa).
Quando referimos que a sociedade estigmatiza o “doente mental”, esquecemo-nos de que os diagnósticos psiquiátricos não fazem outra coisa senão rotular, julgar e estigmatizar as pessoas… Não deixa de ser paradoxal!
A psiquiatria já serviu como instrumento politico (e, segundo alguns, ainda serve) e é algo que evolui conforme as regras e normas sociais e culturais. Tende a normalizar e policiar os comportamentos, mas não só… (não esquecer que a homossexualidade já foi uma doença mental).
O conceito de doença mental é outra coisa muito confusa e aqui de repente cabe tudo e mais alguma coisa, transforma-se tudo em doenças. Há que entender bem o que é uma doença! Não sou um cientificista, considero que existe espaço para estudar a psique, mas quem disser que existe uma base biológica/química que legitimiza esses diagnósticos, está a mentir ou então foi alvo de doutrinação enganosa, pois aqui não há qualquer objectividade nesse sentido.
Não vou entrar em polémicas sobre se a pessoa deve ou não deve tomar o psicofármaco x ou y, isso cada um é que sabe (quando tem a liberdade para decidir…). Não dou palpites sobre a vida de ninguém e não quero ter uma postura demasiado radical. Não sou um proibicionista, desde que ninguém saia prejudicado, claro. Apenas acho que a pessoa tem de estar bem informada (em relação às mentiras também), o que geralmente não acontece. Porque muitas vezes é pior a emenda do que o soneto… Depois também podíamos falar da maneira como se diaboliza umas substâncias e depois tolera-se a venda e consumo de outras, mas isso já é um outro assunto.
Dito isto, não nego a existência de sofrimento psicológico e suas possíveis consequências. Que fique bem claro!

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Num contexto profissional (enfermagem, medicina, etc.) em que, por várias razões, somos obrigados a seguir guidelines (linhas orientadoras) e determinadas regras que se destinam supostamente a melhorar a qualidade de uma determinada prática profissional, questionar o status quo, questionar determinadas situações pode trazer-nos problemas.
Não sou contra a existência de regras e consensos, mas a verdade é que não temos liberdade para abertamente dizermos o que sentimos e, não raras vezes, temos de calar para não levarmos com as consequências!
Neste sentido, quando alguém põe em causa a eficácia, necessidade, segurança e a própria ciência que suporta as vacinas, certamente irá sofrer consequências por estar a mexer numa crença tão profundamente arreigada e vista como verdade inquestionável.
A atitude, por exemplo, de um enfermeiro não deveria ser a de simplesmente cumprir ordens e regras, mas sim a de reflectir e procurar saber o que está a administrar. Embora saibamos que a autonomia completa nunca existe, o enfermeiro (e não só) não se trata de um militar que apenas cumpre ordens sem questionar.
Depois daquela história da gripe A, depois de termos visto o que vimos, muitas perguntas ficaram no ar e as suspeitas começaram a ser estendidas a outras vacinas tradicionais, digamos assim. Não é que as suspeitas não tenham existido antes disso, mas simplesmente a partir daí as pessoas começaram a olhar para as vacinas com mais atenção.
Em relação a este tema em particular, não pretendo adoptar nenhuma postura a favor ou contra, mas há determinados factos e informações que provocam em mim sérias dúvidas quanto à eficácia e segurança das vacinas (pelo menos em relação a algumas). Penso que é um assunto que merece ser melhor analisado e estudado de forma neutra, não dogmática e sem interesses de qualquer espécie!

Sugestões:

http://aprendervivendosociedade.blogspo ... nados.html

http://octopedia.blogspot.pt/2010/02/o- ... cinas.html

http://octopedia.blogspot.pt/2012/01/o- ... cinas.html

http://octopedia.blogspot.pt/2009/09/va ... a-mas.html

http://www.youtube.com/watch?v=PV3vNp9dEVM

E também algo sobre os grandes negócios feitos à custa de um povo (um povo mundial até diria) demasiado crédulo. A grande máquina do negócio da saúde… Em terras lusitanas, a prescrição por DCI veio estragar a vida a muita gente, mas isso não limpará tudo…

http://octopedia.blogspot.pt/2013/05/a- ... rates.html

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Partindo do principio de que não existe qualquer tipo de censura neste fórum e de que tudo (sem excepção) pode e deve ser discutido, queria apenas deixar aqui este link sobre antidepressivos. Não representa nenhuma novidade e estou certo de que não surpreenderá os mais atentos e perspicazes. Trata-se apenas da ponta do icebergue, pois esta área ( não só a saúde mental, mas a área da saúde em geral) é abundante em situações duvidosas ou até misteriosas...
De uma coisa eu tenho a certeza, seja em que área for, os heréticos correm sérios riscos de serem severamente punidos...

Aqui está:    http://www.youtube.com/watch?v=IncNj99k2ig

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Cuidados Gerais / Re: Enfermeiros Reikianos
« em: Junho 12, 2012, 22:56:12 »
Caros colegas,

Penso que existe um lado positivo quando vejo colegas a interessarem-se por este tipo de abordagens, principalmente porque, em teoria, elas encerram dentro de si próprias uma filosofia e uma visão do mundo e da realidade que é diferente do comum e isso pode ser benéfico para todos. É a tal mudança de paradigma de que tanta gente fala e que encontra muitas resistências. No entanto, e sem querer estar a dar lições, doutrinas ou grandes morais a quem quer que seja, só queria dizer algumas coisas em relação ao que vejo na prática, é apenas a minha opinião, é aquilo que sinto e respeito todas as opiniões contrárias.

Não entendo muito bem a razão de quererem fazer uma petição em relação ao reiki ou quererem regulamentar de certa forma isto. É lógico pensar que certas técnicas e procedimentos realizados em enfermagem requerem pessoas certificadas, porque podem trazer algum risco para a pessoa que está a receber os cuidados, sem dúvida. Mas em relação ao reiki e outras coisas semelhantes, esse problema não se põe, uma vez que são técnicas inócuas em princípio. Hoje em dia há uma excessiva preocupação em regulamentar tudo e eu sei que muitas vezes é devido a motivações e razões que são contrárias à própria filosofia e lógica de coisas como o reiki e é preciso reflectir sobre isso…

Na minha opinião, o reiki até me parece bastante complicado, bastante ritualista, muitas iniciações, etc etc, regras rígidas, e, sinceramente, eu penso que as coisas são mais simples e espontâneas do que parece, tal como a natureza é, e se alguém por acaso sente que tem energia nas suas mãos e sente vontade de colocar as mãos em alguém, basta colocá-las. E, acreditando na existência dessa energia universal e nestas ideias, a verdade é que todos nós temos acesso a essa energia, mesmo não sabendo técnicas nenhumas e talvez quanto mais inocentes, simples e ignorantes somos em certo sentido, mais probabilidade temos de ser um bom canal dessa energia e de fazer um bom trabalho. Depende mais das condições existentes dentro de cada pessoa do que quaisquer técnicas. Por isso, estas coisas não são propriedade, nem monopólio de ninguém. Elas não requerem especializações, nem diplomas, apenas requerem uma pessoa genuína e a mestria (se existir) está neste aspecto. Não é para encher currículo… 

Embora nunca tenha sido iniciado no reiki, tenho uma visão geral do reiki (e penso que não é uma visão leviana) e sempre me interessei por temas que são de certa forma semelhantes a este. Independentemente de se discutir, em termos de percentagem e estudos controlados, sobre a eficácia ou não destas abordagens, a verdade é que parece ajudar muitas pessoas que dizem sentir benefícios com este tipo de abordagens, embora não seja uma panaceia e não sirva para toda a gente da mesma maneira. Mas, apesar de tudo isso, o reiki é apenas mais uma técnica, existem muitas mais e talvez nenhuma seja melhor ou pior do que outra, mas é necessário transcender todas essas técnicas e ir ao essencial.

Com estas abordagens ninguém cura ninguém, na minha opinião. O ego não toma parte nisto, é inútil fazer diagnósticos e aplicar tratamentos neste âmbito (aqui não funciona essa lógica). Aqui o foco está mais na pessoa e menos na doença, não se pretende dissecar a doença. Nós aqui apenas facilitamos algo…algo que muitas vezes não sabemos explicar muito bem… e talvez não seja preciso saber… as atitudes de controlo aqui não têm lugar. Nós não fazemos nada. Os chamados Curadores não têm propriamente um modelo a seguir e não podem alimentar o ego dizendo: “eu fiz isto e aquilo, eu curei fulano tal”… Isso é limitador e é um obstáculo neste tipo de processos. Portanto, é deixar a mente de lado. Fazer não fazendo, estar presente sem interferir e aqui é que está a mestria. A maior parte das pessoas não está habituada a fazer isto… E, na nossa profissão ( e na profissão vizinha), com as devidas excepções, o ego está muito presente… Ninguém pode dizer que não o tenha, todos o temos, mas se não existe o hábito de reflectir sobre ele (o ego) e quando se incentivam determinadas coisas, o ego vai crescer e interferir no nosso trabalho, tão certo quanto o dia ser seguida pela noite.
 
A saúde convencional obedece a lógicas diferentes destas. É logico que existe lugar para os dois tipos de abordagens, o convencional e o complementar/alternativo, embora muitas vezes pareçam incompatíveis…mas talvez fosse boa ideia haver um equilíbrio, ou seja, há muita coisa que podia ser mudada na abordagem convencional, penso que certas mudanças seriam muito benéficas…É verdade que às vezes as generalizações são perigosas. Por isso, reconheço que nem tudo é mau nesta área e é inegável que houve muitos avanços na saúde, progressos que são cruciais para salvar vidas e aumentar a longevidade. No entanto, há muitos aspectos que podem e devem ser mudados e há uma coisa que parece-me bastante clara nisto tudo: não pode haver lugar para cinismos, oportunismos e outras tantas coisas do género.

As profissões desta área (não só a medicina, mas todas as outras profissões da saúde) requerem gente diferente (todas as profissões deveriam requerer gente diferente, mas principalmente estas, devido ao contexto), gente sensível e não apenas bons técnicos. Não é tudo uma questão de números, médias e técnicas, pelo menos não deveria ser. Estas profissões deveriam ser ocupadas por pessoas com alma de artista, poeta, filósofo, pessoas espirituais, não num sentido religioso e de moralismos pouco essenciais, porque não é isso que se pretende, mas num sentido mais essencial do que é e significa ser espiritual.

Sabemos que estas coisas são faladas (talvez não sejam faladas com as mesmas palavras que eu uso, mas com outro tipo de roupagem e de uma forma menos directa), inclusivamente em conferências, mas, depois, na prática, tudo é bastante diferente. Também sabemos que certas condições de trabalho, muitas vezes, provocam comportamentos menos bons, geram insatisfação, stress, mas isso não serve para explicar tudo e o problema não está só nas políticas e nos políticos…

Todas estas coisas afectam não só a relação com as pessoas que precisam de ajuda, mas também afectam a relação entre colegas e outros profissionais da mesma área. Não é incomum verificar que na relação entre colegas (seja nesta ou noutra área) não se respeitam as diferenças, sejam elas a nível de personalidade ou a outro nível, a tendência para uniformizar comportamentos e outro tipo de situações e a violação da individualidade é frequente. E, sem o respeito pela individualidade (e todos nós damos as nossas facadas na individualidade do outros, uns mais outros menos, mas acontece) não pode haver comunidades, nem grupos fortes e, neste caso, não pode haver boas equipas de trabalho. Na minha opinião, todos estes factores criam uma série de problemas, mas, mais uma vez, isto é um problema da sociedade em geral.

Sem esse tipo de sensibilidade para perceber todas estas situações, não se pode tratar ou cuidar bem das pessoas que necessitam de ajuda.

Depois existem também as hierarquias que são estabelecidas de uma forma que se torna sufocante e só isso dava pano para mangas…

É Sempre difícil falar de uma área (embora não seja um caso isolado) que se protege bastante, é altamente defensiva, rígida por vezes, elitista em certo sentido e com vontade de penalizar quem se mete no seu caminho e quem coloca em causa seus métodos, abordagens e filosofias. Como exemplo disto mesmo, ainda há pouco tempo um juiz da nossa praça pública foi alvo de severos ataques e de um abaixo-assinado, só porque deu a sua opinião em relação a certas coisas que se faziam no IDT. Será que não existe liberdade para expressarmos opiniões? As atitudes despóticas de certas estruturas profissionais e científicas ou, em alguns casos, pseudocientíficas (conforme algumas interpretações) não deveriam acontecer. É certo que existe abertura de mente por parte de certos elementos, mas não da estrutura como um todo. Estas estruturas são complicadas e capazes de atacar até os seus próprios membros, uma situação que se verifica mundialmente.

Lamentavelmente muitas coisas erradas e artificialidades já se verificam também nas chamadas terapias complementares/alternativas…

Desculpem o testamento :), Cumprimentos a todos.

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