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Mensagens - AlexandreG

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Cuidados Gerais / Re: Chefe de Equipa de Urgencia
« em: Setembro 02, 2008, 00:15:11 »
Boa noite,

O chefe de equipa de enfermagem é como o próprio nome indica o chefe da equipa de enfermagem daquele turno. As suas funções passam, por exemplo, por assegurar em termos de prática os serviços de um enfermeiro que seja necessário e que por questões de rácio não seja possivél deslocar de outro lado... como sendo, balcões, trauma, reanimação, SO, etc...

Responsável pela gestão dos medicamentos em falta no turno e pelo seu pedido à farmacia, dos pedidos de hemoderivados urgentes, etc... Normalmente é o elemento de referência, em termos de enfermagem, naquele hospital, para dúvidas de colegas de outros serviços e do próprio serviço. É o elemento estabilizador e, normalmente, de maior conhecimento técnico.

É ele também que faz chegar ao ou à chefe as carências formativas, dificuldades recorrentes, anseios...

Tem conehcimento de todos os doentes que estão em urgência, ou pelo menos, das situações mais graves.

Gere o sistema de triagem, destacando elementos para lá, caso seja necessário.

É responsavel pela gestão de todo o SU em termos de doentes(internamentos em SO, das gestão das salas de trauma, reanimação).

Ao contrário do que ja foi mencionado ele nunca substitui os directores clinicos das duas especialidades perdominantes (medicina Interna e cirurgia).

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Os principos gerais que sigo num caso de intoxicação, seja que por agente for são as seguintes:
-Protecção da via respiratória - Vómito, Edema... (ABC);
- Oxigenação/ventilação;
- Correcção de alterações metabolicas, nomeadamente e prioritáriamente as ALTERAÇÕES CARDIACAS;
- Suporte hemodinamico, com soroterapia, depois de avaliados os sinais vitais, como cristaloides ou coloides e até mesmo bicarbonatos;

- Passa-se ao ponto da descontaminação/eliminação dos metabolitos ja absorvidos e transformados:
- Normalmente a questão do provocar o vómito, fi-lo por 2 vezes, embora a emergencia pré-hospialar nao a utilize muito por várias razões, mais lesoes no TGI (esófago), aspiração por vómito, perda de reflexos... é necessário avaliar beme stas situações;
- Prefiro ENG com posteior lavagem, isto dependendo do agente causador e das horas que ja decorreram desde o processo, ams tenta-se sempre, para saber se existem vestigios de algum fámaco, quimico;
- Carvão activado com SNG clampada quando nao transporte e posterior lavagem... atenção que o carvão como minaral cristaliza e depois se nao fizerem lavagem perdem a funcionalidade da SNG;
- Ha quem utilize a irrigação total do intestino e enemas de limpeza;

- Deve forçar-se a diruse e monitorizar SV - com algalição e urimiter;

Pode-se, se se conhecer a origem da intox. utilizar os antidotos.

As intox que aparecem com mais freq. são:
- Alcoolicas;
- Medicamentosas, com Litio, isoniazida, digoxina, BZDs, neurolepticos e teofilina;
- Por organosfosforados.

No caso dos organofosforados, antes de se tratar da intoxicação inicia-se descontaminação, normalmente expõe-se o doente, lava-se o doente com sabão e água e efectuar-se lavagem gástrica continua. Atenção que a nossa protecção é fundamental e nao devem ser esquecidos esses principios. Estar atentos nestes doentes a:

- Actividade parassimpática muscarínica aumentada, devido à intoxicação colinergica e estar atento as consequencias...salivação, lacrimejo, vómitos, incontinência urinária ...Aumento das secreções brônquicas, broncoespasmo e bradicardia...Neste caso devemos dirigir-nos para a actuação dos sintomas parassimpáticos evitando o EAP... utiliza-se a atropina.
Existem, ou podem existir, tb manifestações dos receptores nicotinicos... Midriase e taquicardia... Portanto nem sempre há miose e bradicárdia.

Muitos destes doente têm crises tónico-clónicas.... utiliza-se aqui a atropina ou as BZDs.

A situação aguda é dificil de controlar mas tem um sucesso alto, o problema prende-se com os sintomas mais tardios que aparecem algumas semanas depois...

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A minha opinião quanto este assunto é simples... Normalmente no serviço de urgência faz-se a lavagem gástrica em doentes com HDA para que possam seguir imediatamente para gastro para realizar EDA. Não se fica na incerteza, depois há varias vantagens da entubação:
- Diminui a pressão intra-abominal, quando colocada em drenagem passiva e activa - e quando activa cuidado com os mmHg com que se coloca os apirador- com todas as consequencias positivas que isso tem.
- Diminui o risco de vómito e posterior lesão ou ruptura das varizes esófágicas;

Para reiterar tudo isto a EDA é feita de rotina em situações de HDA aguda, em todas elas, tais como:
- Úlcera;
- Varizes esofágicas;
- Laceração de Maoory-Weiss;

Logo se se faz EDA, a SNG tem menos calibre e facilita o Diagnóstico Diferencial.

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Sistemas de Informação em Enfermagem / Re: Passagem de Turno
« em: Agosto 31, 2008, 16:00:08 »
Boa tarde,

Em parte uma duvida colocada por um colega ao conselho jurisdicional responde a estas questões.... Cito-o aqui mas pode ser consultado na integra no link: http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?page=164&version=1

"1. A questão colocada:
Pedido de esclarecimento relativo a:
“Efectuar a passagem de turno junto ao doente, estando este em enfermarias, coloca em causa os direitos dos utentes e/ou os deveres do profissional de enfermagem?”

2. Fundamentação
Da questão colocada decorrem alguns conceitos sobre os quais importa reflectir, já que deles depende o parecer deste Conselho.

2.1. Sobre a passagem de turno e a continuidade dos cuidados.
A passagem de turno apresenta-se como um momento de reunião da equipa de enfermeiros, tendo como objectivo assegurar a continuidade de cuidados, pela transmissão verbal de informação, e como finalidade promover a melhoria contínua da qualidade dos cuidados, enquanto momento de análise das práticas e de formação em serviço / em situação.
A passagem de informação é realizada de forma oral, complementando a informação escrita - e não substitui o registo de enfermagem, realizado em notas de evolução / continuidade e/ou avaliação do planeamento de cuidados.
A continuidade dos cuidados constitui matéria de referência no Código Deontológico, sendo de salientar:
a) a relação entre a continuidade dos cuidados e os registos, na área do direito ao cuidado, tal como consta no art.º 83 dos Estatutos da Ordem: «O enfermeiro, no respeito do direito ao cuidado na saúde ou doença, assume o dever de: ... d) Assegurar a continuidade dos cuidados, registando fielmente as observações e intervenções realizadas; e) Manter-se no seu posto de trabalho enquanto não for substituído, quando a sua ausência interferir na continuidade de cuidados.»
b) os deveres relativos à excelência do exercício, tal como consta no art.º 88 dos Estatutos da Ordem: «O enfermeiro procura, em todo o acto profissional, a excelência do exercício, assumindo o dever de: ... e) Garantir a qualidade e assegurar a continuidade dos cuidados das actividades que delegar, assumindo a responsabilidade pelos mesmos».
Os locais de passagem de informação são geridos, em cada contexto de trabalho e atendendo às suas características, da forma considerada mais adequada para responder às finalidades - e tanto podem ser utilizados espaços de trabalho específicos ou exclusivos dos enfermeiros como espaço da unidade de cada utente, ou outras, não sendo estas opções mutuamente exclusivas.
Ponderando vantagens e inconvenientes de cada opção (passagem de turno em presença do utente em enfermarias ou em gabinete / sala de enfermagem) pelo aporte que cada uma delas pode trazer à finalidade da passagem de turno, pode equacionar-se inclusivamente, no contexto de trabalho, uma utilização dos dois tipos de espaços, em sequência. Em situação de passagem de turno junto do utente e em espaço de enfermaria, terão de ser acautelados alguns aspectos, já que os conteúdos da informação tenderão a ser diferentes dos que poderão ser transmitidos posteriormente / anteriormente em gabinete / sala de enfermagem.

2.2 Sobre o direito à privacidade e o dever de sigilo.

Referir a área específica da passagem de informação reporta para o direito relativo à confidencialidade e privacidade, protecção da intimidade / reserva da vida privada.
E atende-se a que os deveres dos profissionais decorrem da protecção dos direitos dos utentes - assim, é da salvaguarda do direito à privacidade (ou seja, garantir a limitação do acesso às informações de uma dada pessoa, ao acesso à própria pessoa, à sua intimidade, preservar o seu anonimato) e confidencialidade (enquanto garantia do resguardo das informações dadas em confiança e a protecção contra a sua revelação não autorizada) que decorre o dever do sigilo profissional.
E, se toda a informação colhida pelos profissionais deve ser considerada confidencial, porque realizada mercê dessa qualidade de profissional, há que revelar ainda que tal informação só deve ser partilhada em determinadas situações, conforme se afirma na alínea b) do art.º 85 dos Estatutos da Ordem («partilhar a informação pertinente só com aqueles que estão implicados no plano terapêutico, usando como critérios orientadores o bem-estar, a segurança física, emocional e social do indivíduo e família, assim como os seus direitos»). Saliente-se que a expressão “implicados no plano terapêutico” é clara relativamente à informação partilhada que, além disso, se define como devendo ser a que é pertinente.
O respeito pelo direito à privacidade implica o dever dos profissionais de saúde de praticar qualquer acto no respeito pela intimidade da pessoa (estando, em princípio, apenas presentes as pessoas necessárias para a prática do acto) e é de reforçar a ideia de que, quando o interessado não pode decidir, deve ser sempre considerado o seu melhor interesse, ou seja, bem-estar, segurança física, emocional e social e os seus direitos.

2.3. Sobre o privilégio terapêutico.
Está definido o conceito de privilégio terapêutico, de forma jurídica, enquanto possibilidade de “omitir informação se entender que a mesma se revela prejudicial ao seu estado de saúde ou restabelecimento" (art.º 157 do Código Penal).
Não constituindo regra geral, a possibilidade de “privilégio terapêutico” decorre de o profissional de saúde constatar que determinadas informações podem ser manifestamente prejudiciais para o doente - e, assim, este omite parte ou a totalidade da informação, de acordo com o princípio da beneficência. Se bem que a sua utilização se reserve a casos excepcionais (e distingue-se do desconforto psicológico associado a informação de doença grave com prognóstico reservado), tem de ser preservada a possibilidade da sua utilização e é também com esta preocupação que se deve seleccionar a informação a veicular.

3. Conclusão
3.1. A passagem de turno pode ser realizada num ou em vários espaços, de acordo com as características de cada contexto de trabalho, sendo que a informação veiculada em presença do doente em enfermaria poderá ser complementada em espaço de trabalho específico dos enfermeiros (com abrangência para responder aos restantes objectivos da
passagem de turno).

3.2. No decorrer do exercício profissional têm de ser:
- salvaguardados os direitos dos utentes, nomeadamente o que respeita à privacidade e confidencialidade;
- garantida a possibilidade de utilização do “privilégio terapêutico”.

3.3. O que poderá estar em causa, não será o local, propriamente dito, mas o conteúdo das informações transmitidas, diante de terceiros."
in www.ordemenfermeiros.pt

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Caro enfarfr refiro-me a uma postura dos colegas que é raro encontrar na maioria dos centros de saúde... cuidados de saúde primários. Se analisarmos nos centros de saúde, pelo menos na sua grande maioria, não se prestao cuidados de saude primários, nivel I... Prevenção... Estarei errado?? Depois na proximidade com as populações, que também nao acontece...os centros de saúde têm de ser moveis... se maóme não vai à montanha...

Quanto à colega Keliinha que deve saber o que diz a legislação no que toca à administração de fámacos... pergunto o que já fez em relação a isso?? Já denunciou essa farmácia à Ordem dos Enfermeiros, já colocou essa questão ao conselho de enfermagem da ordem?? Se nao o fez...então não é de admirar que assim aconteça...

Dou um exemplo de actuação da OE no que toca ás aulas de preparação para o parto, no ginasio que frequentava existiam aulas dadas pelo monitor, que nem formação em Educação fisica tinha, com pena tive de denunciar a situação... resultado, já nao se ministram aulas de preparação para o parto nesse ginásio....

Colegas temos de ser nós a defender a nossa profissão, temos os meios para isso, podemos desconhece-los, mas é nosso dever saber que eles existem e recorrer a eles, para nossa salvaguarda e salvaguarda dos nossos utentes...
Estarei errado??

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Tema "Os enfermeiros, a regulação profissional e o regulador nacional."

Problema "Qual o conhecimento dos enfermeiros da região... sobre a regulação profissional e o regulador nacional?"

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Boa noite,

Nao posso estar em mais desacordo com os colegas que afirmam que a administração de vacinas por parte dos farmaceuticos é uma afronta, o final, a tragédia para a nossa classe.
Na minha opinião esta discussão prende-se muito com questões de técnicas, como a administração de vacinas, as algaliações, etc... pouco se fala aqui dos nossos doentes.
Sabem que eu acredito, por experiência, que as pessoas irão continuar na sua grande maioria a preferir os centros de saúde ás farmacias no que toca à administração de vacinas, contudo isto levanta um problema mais sério e que muitos de nós não queremos saber nem nos preocupamos com isso, porque não somos capazes nem consentimos a auto-critica.
Esta profissão tem-se afirmado, historicamente, pelas demonstrações de saber cientifico e saber humano, acontece que nem só o saber cientificico chega e nem sempre as pessoas buscam isso... buscam muitas vezes o nosso saber humano e a nossa atitude neste aspecto é condenavél... "ja vou", "não tenho tempo", "Sr. Auxiliar, a arrastadeira", "Sr. auxiliar a alimentação"... se estamos a morrer é pela nossa acção, nao pela dos outros.
Depois uma nova atitude dos colegas dos centros de saúde iria ajudar e muito... Falta dinâmica em muitos locais, faltam chefias novas e dinâmicas...

As vacinas... fosse todo o nosso mal esse... Vamos afirmarmo-nos pelo nosso saber ciêntifico/humano/relacional e vão ver onde as pessoas vão optar por ser vacinadas...

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Decorreram na ESSJPA nos dias 17 e 18 de Dezembro as I´as Jornadas de Direitos Humanos e Voluntariado, onde estiveram representadas as principais ONG´s Nacionais e 2 internacionais. Prometo divulgar o Blog destas jornadas, com os depoimentos, apresentações efectuadas, videos, workShop, etc...

Um tema que se fala pouco em enfermagem... DIREITOS HUMANOS, e lá conseguimos conciliar o voluntariado com os direitos humanos, detectar erros na nossa prática que nos conduzem à violação dos DH etc... Aqui fica minha promessa, pode ser útil para todos nós.

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Durante a minha formação no curso de Licenciatura em Enfermagem e mesmo muito antes disso  pude ter contacto com a acção/inacção política portuguesa. A esse propósito a história das instituições, o seu funcionamento, método de trabalho, organização sempre foram para mim uma curiosidade e uma pesquisa intensa...

No curso de enfermagem, pude constatar que muitos colegas meus, e mesmo enfermeiros, confundem acção sindical com a acção reguladora, e não só, da OE. Por isso propus-me estudar, no âmbito da minha monografia, Afinal

"O que sabem os enfermeiros... sobre a regulação profissional e o seu regulador?"

Se alguém me puder ajudar com bibliografia que me encaminha neste estudo, estaria certamente grato...

E certamente depois de concluído do estudo que terá uma população alvo de 800 enfermeiros, divulgarei os resultados... E as extrapolações da inércia, ou não da nossa OE, provavelmente se devem a ... (muitos já sabem, eu também acredito saber... mas pode ser que me surpreenda).

Deixo o desafio de falarmos sobre este tema :P

Pela Enfermagem, com a Enfermagem

[move:2ewevu6x]BOM NATAL e um ANO de 2008 CHEIO DE SAÚDE E TRABALHO (Aparentemente contraditório mas não é! :))[/move:2ewevu6x]
AG

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Sou da Opinião do Vitor!

Tenho experiência na utilização e nao utilização do Hipoclorito de sódio, acredito que este soluto é em muitas situações indicadas e em muitas outras contra indicadas. Depende do prefil analitico da pessoa! cada caso é um caso, eu pessoalmente nao excluo a sua utilização!

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / RIFOCINA!
« em: Maio 11, 2007, 22:59:35 »
Queri perguntar aos colegas se têm experiencia da utilização da Rifocina em UP infectadas!
Os estudos acerca da eficacia deste antibiotico local nunca foram colcluidas e tenho experiencias fantásticas na sua utilização.

Qual a vossa opinião??

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Sou da opinião da susy4, em primeiro lugar eu sugeria uma zaragatoa às ferias, com a finalidade de isolar um microorganismo e combate-lo com antibioterapia oral. Acredito que estas ferias com exsudado muito purulento e odor fétido devem ter como primeiro plano de interveção a antibioterapia oral e só depois a aplicação de produtos para tratamento das feridas... isto porque podemos criar uma ferida crónica como resultado da aplicação de inumeros produtos farmacológicos!
Tendo em conta que nao estou a visualizar as feridas, e partindo do pressuposta que já existe prescrição e cumprimento de antinioterapia oral ou EV, o seguinte tratamento:

1- Aconselharia a limpeza com soro fisiologico aquecido, posteriormente a colocação de um colagenase(ulcerase) + Askina Gel para destacar a fibrina, colocaria um Allevy Cavvity e encerraria a ferida com ActisorbPlus + compressas de protecção, para combater o odor!;

2- Aconselharia a limpeza com soro fisiológico, aplicação de Carboflex (combinação de prata, carvão e alginato). Na pele circindante nao colocaria nada, uma vez que considero contra indicado a colocação de produtos em redor das feridas. Traçaria um plano de cuidados com vista a alternãncia de decubitos em maior numero de vezes por turno/hora, minimizando assim a pressão exercida sobre os bordos e consequente maceração;

3- Aplicaria o mesmo tratamento que na ferida 2.

Consederaria, depois da análise visual das UP a colocação ou nao em primeira instancia de sulfadiazina de prata como meio de combate à infecção. Depois passaria sim à actividade desbridante... Selecciono assim as minhas prioridades, primeiro combato a infecção e só depois me dedico ao tecido e caracteristicas da ferida, o que seria diferente, se a ferida nao estivesse infectada!
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