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Bom dia.

Como é do conhecimento geral o hidrogel é constituido por água e pela substância que mantém a água na forma de gel. Usa-se para potencializar o meio da ferida, sobretudo quando a mesma está desidratada (em todas as fases de cicatrização de uma ferida). Para que esta substância tenho um feito completamente potencializador, seria bom que se usasse um penso secundário que coadjuvasse a sua acção.
Por isso, embora o uso da compressa esteja históricamente arreigado ao tratamento de feridas, a verdade é que o uso de um penso oclusivo ou semi-oclusiva acaba por ter uma acção mais eficaz e por isso mesmo, mais rápida.

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Ainda relativamente ao assunto que motivou este tópico, gostaria, depois de tão eminentes intervenções, de acrescentar que o inadine não tem qualquer tipo de acção sobre o tecido necrosado.
É só isso.
E se a ferida melhorou foi unica e exclusivamente porque tinha que melhorar.

Não há, na minha intervenção, qualquer tipo de atitude "housiana". Eu, tal como a colega, também presto cuidados e também me deparo com dificuldades.
Foi por isso que investi imenso nesta área e é por isso que me coloco hoje num patamar ligeiramente diferente, que me permite olhar para esta problemática com outro ponto de vista.
Reconheço, por isso mesmo, que o principal problema nesta área é a má preparação dos profissionais (todos). Na prevenção, no reconhecimento precoce, no tratamento em equipa e no controlo das causas.
Para lhe dar alguns exemplos: O facto de se defender o uso de solutos no tratamento de feridas, o facto de se colocarem hidrogéis em feridas exsudativas, o facto de se aplicarem antimicrobianos indefinidamente, o facto de não se valorizar convenientemente a dor, etc, etc. Isto são assuntos tratados aqui e defendidos tal como os escrevi, são assuntos trazidos e discutidos e defendidos acerrimamente por profissionais a quem dou formação, por prelectores em congressos (incrivel)

Não vi a colega a demosntrar a sua eminente opinião em outros fóruns.
Mas lá que a vi a mostrar o seu desagrado pela minha (in)pertinência, vi.

3
A partir do momento em que administra algo fora da validade incorre em incumprimento legal. Não deve administrar.

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Incrível.

5
Este Senhor Professor Doutor não deixa de ter a sua razão. De facto, as instituições hospitalares e agora até as SUB gastaram fortunas de uma forma ridicula na compra dos direitos deste produto e na formação dos profissionais, porque a anterior triagem (que até aí era realizada por clínicos) era infalível, espetacular e cheia de qualidades.
Que mania que nós temos de complicar as coisas....

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Cuidados Gerais / Re: Auto-Hemoterapia
« em: Abril 27, 2010, 00:37:28 »
Não há qualquer tipo de evidência científica neste tipo de tratamento

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Cuidados Gerais / Re: cisordinol + akineton
« em: Abril 27, 2010, 00:34:44 »
Vejam esta página que esclarece sobre o uso concomitantente destes dois medicamentos.

http://www.infarmed.pt/prontuario/framepesactivos.php?palavra=akineton&rb1=0

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Afirmo com toda a segurança que essa ferida (se não for sujeita a forças de pressão ou deslizamento) terá uma evolução óptima e estará cicatrizada em 15 dias.

Não por acção dessa mistura, mas porque, é eventualmente uma evolução natural e normal de qualquer ferida quando a causa que a originou foi eliminada.

9
Eu trabalho num Centro de Saúde e também já trabalhei num lar e por isso sou completamente insuspeito naquilo que vou escrever.
Antes de partirmos para a crítica (como também eu já fiz), temos que pensar no seguinte: A pessoa em questão foi internada no hospital porquê? A sua situação de saúde será que se deteriorou? Será que essa situação influiu de uma forma negativa nos restantes sistemas orgânicos?

Certamente que concordam que num quadro de saúde complicado, é  dificil para os colegas do hospital manter, entre outras coisas, a integridade cutânea dos seus utentes acamados...

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Concordo plenamente.

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Agora só por curiosidade. Uma vez ouvi um colega dizer que as pomadas com vitamina A só óptimas porque são absorvidas pela pele.
Meus senhores, a vitamina A é maioritariamente absorvida no intestino.
Tudo o resto é residual....

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Há uma coisa que caracteriza os Profissionais (sejam eles quais forem) mal preparados ou com poucos conhecimentos: A busca incessante pelo milagre. E quando a decisão clínica se baseia na fé e na crendice e não na evidência científica, inventa-se e sai asneira.
1º A coisa mais importante na abordagem da ferida é o tratamento da CAUSA;
2º Não exitem pensos bons ou maus, mas sim bem ou mal aplicados;

Neste caso específico, e julgando apenas pelos dados que são fornecidos, a causa é à partida fácil de perceber (estase venosa): Provavelmente o membro apresenta coroa flebostática, edema, zonas despigmentadas, cicatrizes de outras feridas, etc e a ferida caracteriza-se por bordos irregulares e sobressaidos, tecido de granulação e/ou com fibrina.
À partida foi realizada uma avaliação do IPTB (obrigatório) com um valor superio a 0,8.
Se tudo isto se verificar, então a causa é venosa e o tratamento consiste na resolução dessa estase. Como? pela COMPRESSÃO.

Mas deixem que vos diga que os Enfermeiros Portugueses já realizam terapia compressiva há muito anos. Surpreendidos? Sim, com as famosas ligaduras de óxido de zinco.
Antigamente, o óxido de zinco era preparado (cozido em panelões enormes onde depois se embebiam as ligaduras de cambric) pelos enfermeiros e depois aplicadas. Mais tarde surgiram as actuais.
Estas são igualmente ligaduras de curta tracção e tem a mesma indicação que as outras têm pois funcionam da mesma forma: Obrigam o músculo gemelar a expandir (durante a contracção) para o interior do membro, facilitando o fluxo de retorno ao mesmo tempo que impedem o engurgitamento das veias periféricas e perfurantes.
Contudo, para que as ligaduras de curta tracção sejam eficazes, é condição que o músculo gemelar trabalhe. É por isso que não se usam ligaduras de curta tracção, mas sim média ou longa tracção nas pessoas com mobilidade reduzida. Nestes casos é a ligadura que substitui a função gemelar.
Ainda relativamante às ligaduras de óxido de zinco: O sucesso anterior destas ligaduras sempre foi muito limitado, e isto verificou-se porque o seu uso era sempre descontinuado em algum ponto do tratamento. A verdade é que estas ligaduras são muito dificeis de colocar e de remover, exigindo muito trabalho, perícia e mesmo desempenho físico de quem as aplica.
Convém referir que não se devem aplicar ligaduras de óxido de zinco em feridas muito exsudativas.

É por isso fácil de perceber que, com um diagnóstico correcto (a avaliação do IPTB é imprescindível) até com uma ligadura de óxido de zinco se faz terapia compressiva.
Eu sei que agora é moda os chuveiros e o diabo a 4. No meu Centro de Saúde isso também existe, mas quando eu insiste para que esse tipo de material fosse instalado era com o objectivo de o usar em todas as feridas crónicas e não apenas na terapia compressiva..... mas, por alguma razão, e como noutros Centros se usa só para a terapia compressiva, e como até já apareceram na televisão..... bem, a busca pelo tal milagre contínua.

E agora relativamente aos pensos.
Se a ferida tem infecção deve-se usar um antimicrobiano (penso com prata ou iodo de libertação prolongada).
Se é muito exsudativa um penso que controle o exsudado (hidrofibra, alginato, hidropolímero, hidrocelular).
Se a ferida esta infectada e tem muito exsudato, um penso que cumpra com as duas funções.

Humedecer hidrofibra com soro é o mesmo que impregnar um antimicrobiano com bactérias. Sinceramente, acham que tem lógica.
Ou melhor, aplicar hidrogel e depois uma hidrofibra por cima.
Aplicar colagenase numa necrose seca. Ou melhor, aplicar colagenase com soluto de dakin.
Meus senhores a colagenase é uma enzima. Como qualquer enzima tem condições óptimas de humidade (necrose seca?????????), ph (o soluto de dakin é extremamente básico) e temperatura (37º). Isto é matéria de 7º ano..... :P

Por favor não compliquem.

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Caro Pip, o diagnóstico de infecção é de cariz clínico e é algo que não o deve preocupar, mas sim ao profissional de saúde que o trata. Se, de facto, tem infecção, ela será diagnosticada e o tratamento aplicado será o indicado.
Bem, o que interessa para si é o seguinte:
 - Não deve molhar o penso;
 - Não o deve sujar, nem remover ou trocar sem indicação expressa do Enfermeiro;
 - Se aumentar significativamente a dor na região da ferida deve informar o Enfermeiro;
 - Ingerir muita água e comidas ricas em proteínas.
 - Deve ter muita paciência, porque essas feridas, dada a sua profunidade, demoram muito tempo a cicatrizar. Como, normalmente, estão localizadas em regiões anatómicas complexas, a probabilidade de infectarem é maior, atrasando o processo de cicatrização.

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Citação de: pip
«De uma forma genérica, chama-se biofilm ao conjunto de bactérias que se "juntam, aglomeram e conversam (quorum sensing)", para que, aproveitando as qualidades uma das outras, possam viver mais ou menos imunes às agressões do meio ambiente.
O biofilm por si só não traz problemas. Aliás, existe biofilm na cavidade bucal ou na mucosa vaginal. O problema existe quando alguma/s destas bactérias se tornam patogénicas, provocando então e só aí, uma infecção.
Na verdade, o que é importante não é detectar a presença de biofilm. Na verdade e como já escrevi, a sua presença em muitos locais do nosso organismo é positiva uma vez que impede a progressão de outra bactérias, provavelmente patogénicas.
O que é importante é detectar a presença de infecção»

Onde é que foi que eu escrevi isto... ;D

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Dúvida
« em: Março 01, 2010, 02:25:41 »
Prepare-se para cerca de 4 a 5 meses até ao encerramento total.
O encerramento cirúrgico raramente resolve. Dos inúmeros casos a quem prestei cuidados, só um encerrou cirurgicamente. Todos os outros, mesmo aqueles a quem se tentou o encerramento cirúrgico, cicatrizaram por segunda intenção.

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